Foram 499 autores, 157 trabalhos apresentados e 22 processos formativos e sessões interativas realizadas

Durante o 2° Encontro Brasileiro de Ciência Cidadã, 224 pessoas participaram de discussões, apresentações de trabalhos e processos formativos, que fomentaram a discussão da ciência cidadã no Brasil. Ao todo, foram 499 autores, 157 trabalhos apresentados e 22 processos formativos e sessões interativas realizadas. O evento, que aconteceu no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, recebeu participantes de 18 estados brasileiros e pesquisadoras dos Estados Unidos e da Austrália.
“Para nós, do NAPI Paraná Faz Ciência e da UFPR, que atuamos aqui diretamente sediando e recebendo todos, estamos muito orgulhosos, muito felizes e esperando que os frutos desse evento possa muito em breve ficar em produções, em ações, em políticas públicas relacionadas à área da ciência cidadã”, afirma o articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Invoação – NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis.
Para o articulador, a troca de conhecimentos e experiências foi o destaque do evento. “Estamos muito felizes com o número enorme de participantes, de mesas, de trabalhos, mas, principalmente, pelo espaço de troca que se criou. A área da ciência cidadã do Brasil vem se consolidando e, aqui, a gente tem a oportunidade de todo mundo se encontrar pessoalmente, de trocar experiências, de falar das dificuldades e dos próximos desafios”, explica Reis.

A cofundadora da Rede Brasileira de Ciência Cidadã (RBCC) e vice-coordenadora do Instituto Nacional de Ciência Cidadã (INCC), Natalia Ghilardi-Lopes, explica que o 2º EBCC veio para aprofundar questões já levantadas na primeira edição, que aconteceu há dois anos.
“Este EBCC desperta nas pessoas a vontade de ampliar horizontes e continuar as discussões, formar novos grupos de trabalho e abrir novas linhas de pesquisa. Reúne pessoas com diferentes níveis de formação e de compreensão do que é ciência cidadã: tem gente começando agora e gente que está na área há bastante tempo. Isso torna o espaço muito importante para trocas. É um engrandecimento mútuo entre quem traz bagagem e quem está começando a trilhar o caminho na ciência cidadã”, resume.
Uma das responsáveis pela organização do evento e pós-doutoranda do NAPI Paraná Faz Ciência, Tamara Domiciano, conta sobre o processo para tornar o 2°EBCC realidade. “A gente teve 52 pessoas trabalhando com a gente nesses três dias de evento, fazendo cobertura da comunicação, infraestrutura, acessibilidade, credenciamento, coffee break, no apoio ao palco. Então, a gente tem um grande envolvimento de atores atuando para fazer esse evento acontecer. E o que a gente vê é um bom resultado, as pessoas têm elogiado bastante e acredito que ele foi acessível para todo mundo”, conclui.