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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Estudantes exploraram o potencial científico de hortas, laboratórios de ponta e a imersão tecnológica do Planetário no campus Cornélio Procópio

Vista externa do planetário da Universidade Estadual do Norte do Paraná, em Cornélio Procópio. A construção tem formato de cúpula geodésica, com painéis triangulares em tons claros e estrutura escura. A porta de entrada está aberta na parte frontal. O planetário fica em uma área ao ar livre, com gramado bem cuidado, pequenas plantas ornamentais e um caminho de piso intertravado à frente. Há postes de iluminação ao redor e, ao fundo, árvores e algumas construções. O céu está claro e ensolarado, indicando um dia de tempo aberto.
Planetário UENP (Foto/Arquivo pessoal)

O clube Jardim da Ciência Pacheco, do Colégio Anita Aldete Pacheco, participou, no dia 10 de abril, de uma visita técnica à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). A atividade no campus de Cornélio Procópio foi organizada e conduzida pela professora responsável Michele Plantes, com o objetivo de proporcionar aos estudantes o contato direto com a infraestrutura universitária e de pesquisa.

De acordo com a docente, as saídas de campo são oportunidades essenciais para que os alunos vivenciem os conteúdos aprendidos em sala de aula. Durante a visita, o grupo conheceu a horta de PANCs (plantas alimentícias não convencionais), onde puderam analisar o potencial científico, as texturas e os aromas das espécies cultivadas.

A modernidade dos laboratórios também chamou a atenção dos jovens. “Achei interessante porque lá eles têm equipamentos muito modernos”, relatou o aluno Luis Otávio Camargo Prado. A experiência foi finalizada no Planetário da UENP, que conta com projeção 4K UHD e simuladores de Astronomia de última geração. 

Recado aos futuros pesquisadores 

A professora Michele Plantes destacou o perfil crítico e dedicado dos membros do clube, que já demonstram interesse em áreas como veterinária, biologia e ciências do mar.  “São alunos que lutam para conquistar suas metas. O conselho que dou para eles é nunca pararem de estudar e sempre se dedicarem para chegarem onde desejam.  A ciência tem um leque enorme de opções e precisa de pesquisadores para ajudar no tratamento e prevenção de doenças ou fabricação de medicamentos. O estudo dos seres vivos, compreender a vida e suas formas, garantir a sustentabilidade e a sobrevivência do planeta”, explica.

Planetário UENP visto de dentro (Foto/Arquivo pessoal)

Visitação UENP

Assim como o clube Jardim da Ciência Pacheco, todos os clubes de ciências e estudantes apaixonados por descobertas, estão mais que convidados para viver essa experiência. A UENP mantém as portas abertas para visitas técnicas e sessões no Planetário. Professores e diretores interessados podem agendar a atividade entrando em contato através do link https://tr.ee/9cebTFdiVI. Demais dúvidas podem ser tiradas pelo e-mail planetario.ccp@uenp.edu.br ou pelo telefone (43) 3520-1757.

Ex-integrante do Clube Inovar transforma bioplástico escolar em projeto de empreendedorismo na universidade

Três jovens estão em pé lado a lado, sorrindo para a câmera, em frente a uma parede com quadro verde (parece uma sala de aula). À esquerda, há uma garota de pele escura, cabelo longo e liso, usando uma camiseta branca de uniforme com um símbolo no braço e calça azul. Ela segura uma das pontas de um grande pedaço de plástico transparente. No centro, há um rapaz de pele clara, cabelo curto e escuro, vestindo uma camiseta branca com mangas escuras. Ele também segura o plástico, ajudando a esticá-lo. À direita, há outra garota de pele clara, com cabelo longo e liso e usando óculos. Ela também veste uma camiseta branca de uniforme e segura a outra ponta do plástico. Os três estão segurando juntos esse grande pedaço de plástico transparente, esticado na frente deles, como se estivessem apresentando um trabalho ou experimento. O ambiente é simples, típico de escola, com parede verde e parte inferior azul.
Bioplástico feito de amido de milho pelos alunos, Laritiely está à direita (Foto/Arquivo pessoal)

Quando pensamos em ciência, logo nos vêm à mente grandes cientistas e descobertas famosas. No entanto, raramente paramos para notar que as maiores inovações costumam nascer de pequenos problemas do dia a dia. Para Laritiely Ribeiro da Silva (18 anos), tudo começou com um desafio solidário: criar capas de chuva para distribuir aos colegas de escola que, por falta de transporte municipal, enfrentavam dificuldades para chegar às aulas em dias de chuva. 

Na época, Laritiely já integrava o Clube de Ciências Inovar, do Colégio Estadual Barbosa Ferraz, em Andirá, vinculado à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Para a jovem, o clube era muito mais do que uma atividade extracurricular; era um espaço para aprender a enxergar o mundo sob uma nova ótica.

A solução no amido de milho 

Decidida a encontrar uma alternativa barata e sustentável para o problema que os estudantes enfrentavam nos dias de chuva, Laritiely desenvolveu um bioplástico feito de amido de milho. “Percebemos que isso era um material descartado em grande quantidade por uma cooperativa aqui da cidade, então pensamos em como dar uma destinação melhor para esse resíduo”, conta a aluna. De refugo da indústria, o amido ganhou um novo significado nas mãos da jovem cientista.

O caminho até o produto pronto, porém, não foi encontrado rapidamente. Laritiely relata que foram necessárias 86 tentativas e testes até chegar ao produto ideal. Com o material em mãos e o apoio fundamental de sua orientadora, Karoline Azevedo, Laritiely percebeu que aquela descoberta era grande demais para ficar restrita às capas de chuva. A tecnologia do bioplástico evoluiu, então, para algo com impacto ainda maior: o projeto BioProtect. São sacolas biodegradáveis que contêm sementes em sua composição. Assim, ao invés de poluir, o descarte da embalagem torna-se o início de uma nova árvore.

Reconhecimento

A dedicação rendeu frutos grandiosos. O BioProtect conquistou o segundo lugar na FECCI, a Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência, em Curitiba, competindo com os melhores projetos de iniciação científica do Paraná. O reconhecimento foi o combustível que faltava: Laritiely decidiu seguir carreira na área e foi aprovada em Ciências Biológicas no vestibular da própria UENP.

O que começou como um projeto escolar acabou subindo para um novo degrau. No dia 27 de março de 2026 Laritiely foi aprovada na Pré-Incubadora da UENP, que é um ambiente de apoio para transformar ideias inovadoras em negócio viáveis, como startups e outros projetos com potencial empreendedor. Agora, o que nasceu no Clube de Ciências se transforma em um modelo de negócio promissor.

Laritiely passou em ciências biológicas na UENP (Foto/Arquivo pessoal)

O legado de gratidão 

Para os que estão começando agora nos clubes de ciências, Laritiely deixa um testemunho.  “Muitos vão te chamar de louco por sonhar alto demais, e vai haver dias em que o choro é inevitável. Eu vivi isso: testes que falharam e a vontade de parar. Mas o diferencial foi olhar para o lado e ver que o Clube acreditava no meu potencial. Quando venci, entendi que o choro faz parte da limpeza da alma de quem persiste. Não desista dos seus sonhos por ninguém. Vá lá, prove sua força e deixe o clube transformar sua vida também. Se eu consegui, você também consegue!”.

Para além da técnica aprendida, o que fica dessa jornada é também o apoio recebido. Laritiely faz questão de dedicar suas conquistas à sua orientadora, Karoline Azevedo. “Eu não teria chegado onde cheguei sem uma peça fundamental nesse caminho, a minha orientadora, a Karol. Se hoje eu curso Ciências Biológicas, é por causa dela. A Karol sempre foi minha maior inspiração. A forma como ela conduz o clube e nos incentiva me deu a certeza do que eu queria fazer da vida. Eu falo de coração: espero ser, no futuro, pelo menos metade da profissional e da pessoa que ela é”, finaliza a ex-clubista.Acompanhe mais sobre os Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Com pesquisa sobre Arte, Cultura e Saúde Mental, o clube ligado à UTFPR vai expor seu projeto em uma das mais importantes feiras do país

A foto mostra três jovens sentadas lado a lado atrás de uma mesa, participando de uma atividade em grupo. A jovem ao centro segura um microfone e fala com expressão atenta, enquanto faz um gesto com a mão. À esquerda, outra jovem sorri, e à direita, uma terceira olha para baixo, concentrada. Sobre a mesa há uma garrafa de água e um microfone fixo. Ao fundo, um painel escuro com desenhos de casas em linha branca decora o espaço.
Gabrielly, Vitória e Elisama, autoras do artigo sobre Estamira (Foto/Fabiane Valmore)

Os membros do Clube de Ciências, Arte, Cultura e Saúde Mental celebram uma grande vitória: a aprovação de seu trabalho na renomada FIciências 2025 – Feira de Inovação das Ciências e Engenharias. O clube do Colégio Estadual Rodolpho Zaninelli, em Curitiba, terá seu artigo de pesquisa apresentado em Foz do Iguaçu, em uma das mais importantes feiras de ciências do país. O tema do trabalho traz o debate sobre a loucura e a desconstrução de estigmas sociais, inspirado na Doutora Nise da Silveira, a médica que se negou a aplicar o eletrochoque e revolucionou a psiquiatria com práticas humanizadas e científicas de tratamento de Saúde Mental.

Coordenado pela professora e socióloga Fabiane Valmore, o clube se estabeleceu como um espaço de educação não formal, dedicado à produção e à popularização do conhecimento científico. Por meio de uma metodologia que combina reflexões guiadas pelo legado da Dra. Nise da Silveira, visitas a museus e universidades públicas, sessões de debate sobre conteúdos audiovisuais – como Estamira, Bicho de Sete Cabeças e o Prisioneiro da Passagem com Bispo do Rosário- , esses adolescentes entre 13 e 16 anos do Colégio Estadual Rodolpho Zaninelli exploram arte, ciência, cultura e produzem cidadania a partir de investigação científica. Incluindo nessa prática problemas locais, conceitos das Ciências Sociais e Humanas para buscar soluções e reduzir estigmas sociais no campo da saúde mental. 

Além disso, o clube realizou e segue analisando dados coletados em entrevista semiestruturada em profundidade, realizada com a Coordenação de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba para compreender como Nise da Silveira é concebida e praticada (ou não) pela Rede de Atenção Psicossocial do SUS de Curitiba.

Foi a partir dessa experiência que as estudantes clubistas Elisama Fernanda Silva, Gabrielly Costa e Vitória Costa, com a orientação da professora Fabiane Valmore, escreveram o artigo “Esquizofrenia: Estamira e os Inumeráveis Estados do Ser”. O trabalho é a soma das vivências dos clubistas com a pesquisa, complementada por uma profunda revisão bibliográfica e discussões no clube de ciências. Nele, os jovens pesquisadores exploram a condição do adoecimento psíquico, apresentando uma perspectiva sensível sobre o tema e o legado humanizado da Dra. Nise da Silveira, que, em sua prática, via os sintomas de transtornos mentais como “os inumeráveis estados do ser”. 

Para ilustrar essa abordagem, a pesquisa inclui a história de vida de Estamira Gomes de Sousa, retratada em um documentário brasileiro premiado que mostra como experiências de desrespeito, violência e pobreza podem levar à loucura. E mais, o documentário mostra a grande lucidez, a consciência crítica de si e da sociedade que Estamira possui mesmo em diálogo com a loucura.

A aprovação no FIciências, uma feira internacional que potencializa a produção de conhecimento científico e tecnológico, é um grande reconhecimento para o trabalho dos clubistas. O evento, que tem como missão incentivar o acesso à cultura científica, é o ambiente perfeito para que o projeto, que alinha arte, ciência e sensibilidade, seja divulgado para um público amplo e diverso.

A participação no FIciências 2025 é apenas uma das muitas conquistas recentes do clube. O grupo teve outros dois trabalhos aprovados para a Mostra de Clubes Paraná Faz Ciência, recentemente apresentados em Guarapuava, e uma apresentação no XV Encontro Catarinense de Saúde Mental e I Congresso Brasileiro de Arte, Cultura e Saúde Mental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Além disso, os membros já estão em preparativos para a FECCI – Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, em novembro.

Com seu trabalho engajado e de excelência, o Clube de Ciências ‘Arte, Cultura e Saúde Mental’ demonstra a importância de se investigar e divulgar temas sensíveis como o da saúde mental, resgatando, ampliando e valorizando o legado da Dra. Nise da Silveira por meio da ciência.Para saber mais sobre a pesquisa e ter acesso ao conteúdo na íntegra, entre em contato com a professora responsável pelo Clube, pelo e-mail fabiane.valmore@escola.pr.gov.br . Além de acompanhar por aqui as notícias sobre os trabalhos dos Clubes de Ciências da Rede Paraná Faz Ciência ou no perfil do instagram @clubesparanafazciencia .

Seis trabalhos de clubes de Curitiba, São José dos Pinhais e Bom Sucesso representam a instituição na Feira Internacional

A imagem mostra três logotipos de clubes de ciências no topo: um com desenho de átomo e o texto “Conexão e Sustentabilidade”, outro com uma árvore e o texto “Mentes em Ação”, e o terceiro com uma pessoa estilizada segurando uma borboleta e o texto “Arte, Cultura e Saúde Mental”. Abaixo, há fotos em preto e branco de grupos de estudantes sorrindo, falando ao microfone e participando de atividades. No rodapé, aparecem os logotipos da UTFPR, Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, Fundação Araucária e Governo do Paraná.
Clubes de Ciências da UTFPR levam diversos projetos ao FIciências 2025 (Arte/Cassia Naomi)

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) terá uma contribuição significativa na XIV Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciências 2025). Ao todo, seis projetos desenvolvidos por três clubes de ciência de colégios estaduais ligados à instituição foram aprovados para o evento.

A feira, que reunirá jovens cientistas do Brasil, será realizada em Foz do Iguaçu, entre 21 e 25 de outubro. Os trabalhos aprovados destacam-se pela diversidade e pela relevância de seus temas — que vão da saúde mental à sustentabilidade e tecnologia —, refletindo a qualidade das pesquisas conduzidas pelos estudantes.

Confira a seguir a descrição dos projetos e dos clubes de ciência:

A foto mostra um grupo de nove jovens reunidos em uma sala com estantes cheias de livros coloridos ao fundo. Eles estão sentados em torno de mesas com cadeiras escolares brancas e verdes. Alguns usam notebooks, enquanto outros olham para a câmera. A atmosfera é descontraída, com expressões variadas de alegria e descontração.
Membros do clube ‘Mentes em Ação”, do Colégio Herbert de Souza. (Foto/Pauline Fernandes)

Projeto: BULLYING E SAÚDE MENTAL NA ESCOLA

Clube de Ciências: Mentes em Ação
O projeto investiga a relação entre bullying, sintomas depressivos e a percepção de apoio social entre adolescentes, com o objetivo de promover o protagonismo juvenil e um olhar investigativo sobre questões socioemocionais. Alinhado ao ODS 3 – Saúde e Bem-estar, o trabalho busca diagnosticar a realidade local, elaborar materiais educativos e propor estratégias de prevenção e cuidado, fortalecendo a escola como um espaço de acolhimento.

A foto mostra três jovens sentadas lado a lado atrás de uma mesa, participando de uma atividade em grupo. A jovem ao centro segura um microfone e fala com expressão atenta, enquanto faz um gesto com a mão. À esquerda, outra jovem sorri, e à direita, uma terceira olha para baixo, concentrada. Sobre a mesa há uma garrafa de água e um microfone fixo. Ao fundo, um painel escuro com desenhos de casas em linha branca decora o espaço.
Alunas do clube apresentam fala no II Encontro Antimanicomial (Foto/Fabiane Valmore)

Projeto: ESQUIZOFRENIA: ESTAMIRA E OS “INUMERÁVEIS ESTADOS DO SER”

Clube de Ciências: Arte, Cultura e Saúde Mental
Esta pesquisa apresenta uma abordagem inovadora para a esquizofrenia, indo além da psiquiatria tradicional. O trabalho destaca a visão da Doutora Nise Magalhães da Silveira, médica psiquiatra que revolucionou o tratamento de transtornos mentais ao valorizar a expressão artística dos pacientes. O estudo utiliza a história de vida de Estamira Gomes de Sousa, retratada no premiado documentário “Estamira”, para exemplificar a teoria de que os sintomas do adoecimento são apenas “os inumeráveis estados do ser”.

A foto mostra quatro pessoas em pé, em frente a um palco, apresentando-se para uma plateia. Três delas usam camiseta azul do Colégio Estadual João Paulo I; uma segura um microfone e fala, enquanto os outros dois escutam atentos. Ao lado, uma mulher de vestido rosa e jaqueta jeans também participa. No fundo, há um telão com o logotipo do Clube de Ciências Conexão e Sustentabilidade e a frase “Explorando conhecimento, inovando o futuro”. Algumas pessoas estão sentadas na plateia, de costas para a câmera.
Alunos do Colégio João Paulo I apresentam seu clube na UTFPR (Foto/Cassia Naomi)

Clube de Ciências Conexão Ciência – Colégio Estadual João Paulo I

O Clube de Ciências Conexão Ciência, orientado pela professora Elaine Correa Soares, teve quatro projetos aprovados para o FIciências 2025, todos com foco em inovação e sustentabilidade.

1. Projeto: HORTA ESCOLAR COMO CENÁRIO DE APRENDIZAGEM PARA O DESENVOLVIMENTO DE SOFT SKILLS E A FORMAÇÃO SOCIOEMOCIONAL NA EDUCAÇÃO 5.0

O trabalho verifica a influência de atividades em uma horta escolar no desenvolvimento de competências socioemocionais como cooperação, empatia e responsabilidade. Utilizando metodologias ativas, a pesquisa mostra como a horta pode ser um instrumento pedagógico eficiente para a formação integral dos estudantes.

2. Projeto: PRODUÇÃO DE TINTAS NATURAIS A PARTIR DE PIGMENTOS VEGETAIS E MINERAIS COMO ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL ÀS TINTAS SINTÉTICAS

Este projeto propõe o desenvolvimento de tintas naturais, extraindo pigmentos de materiais vegetais e minerais. A pesquisa busca uma alternativa sustentável às tintas sintéticas, reduzindo impactos ambientais e valorizando práticas ecológicas e saberes tradicionais.

3. Projeto: ESTUFA AUTOMATIZADA COM SISTEMA DE MONITORAMENTO E CONTROLE EDAFOCLIMÁTICO BASEADO EM IoT

Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um protótipo de estufa automatizada com sensores ambientais e controle via Internet das Coisas (IoT). O objetivo é otimizar o cultivo agrícola, promovendo eficiência produtiva e sustentabilidade no uso de recursos naturais, tornando a tecnologia acessível a pequenos e médios produtores.

4. Projeto: DESENVOLVIMENTO DE VELAS AROMÁTICAS COM PROPRIEDADES REPELENTES A PARTIR DE ÓLEOS ESSENCIAIS PARA PREVENÇÃO DA DENGUE

O projeto visa desenvolver velas aromáticas a partir de óleos essenciais (citronela, cravo-da-índia, canela) como uma alternativa natural na prevenção da dengue. A pesquisa busca um produto eficaz, de baixo custo e ecologicamente correto, que contribua para a saúde pública e fomente o empreendedorismo sustentável.

Os clubistas do Distrito de Congonhas puderam conhecer diversos projetos no Campus Cornélio Procópio da UENP

Grupo de estudantes com professor em atividade no meliponário UENP(Foto/ Ana C. Amaral)

A temática central é a preservação da água. Está localizado no distrito de Congonhas, ligado ao município de Cornélio Procópio, e é parte do Colégio Estadual Dulce de Souza Carvalho: esse é o clube de ciências “Água Limpa”. 

As atividades de pesquisa do clube colocam os clubistas em contato com conhecimentos de conservação ambiental e com o reconhecimento de direitos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável formulado pelas comissões da Organização das Nações Unidas (ONU). Especificamente os ODS número 6 – água potável e saneamento – e o de número 14 – Vida na água. Ambos visam garantir água limpa para as próximas gerações. 

O coordenador do clube, professor Sérgio Augusto Pereira, docente de Geografia e doutorando em pesquisas sociogeográficas, busca ampliar os horizontes dos alunos e as possibilidades da preservação da água no Norte Pioneiro do Paraná. Uma dessas atividades foi a visita para conhecer projetos educacionais e científicos da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná), campus Cornélio Procópio. Estiveram no planetário, no meliponário, na horta e nos laboratórios de ensino do curso superior de Ciências Biológicas. A visita aconteceu no dia 27 de junho de 2025, no período vespertino. A equipe UENP ligada à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência recebeu os clubistas, sendo o grupo formado pelo professor Dr. Rodrigo Poletto, os bolsistas pedagógicos Maria Eduarda Diniz e Thiago Ezídio, além da bolsista de comunicação, Ana Caroline Amaral.

Planetário UENP (Foto/ Ana C. Amaral)

A sessão no planetário mostrou a composição do Sistema Solar e suas características, proporcionando aos clubistas uma imersão que auxilia no desenvolvimento de ideias concretas dentro do campo da astronomia.

Clubistas observam abrigo de abelhas em meliponário (Foto/ Ana C. Amaral)

Já no ambiente externo, o meliponário construído no campus conta com várias espécies de abelhas nativas, cultivadas com intuito pedagógico, para demonstrar a importância ecológica das abelhas. Neste momento os clubistas puderam também expor seus conhecimentos prévios, já que vindos de áreas rurais, têm contato direto com diversos tipos de animais. Já na horta, o enfoque foi sobre as plantas alimentícias não convencionais, as famosas PANCs, que ilustram a importância das diversas heranças culturais sobre alimentação no país.

Clubistas assistem explicação sobre horta orgânica (Foto/ Ana C. Amaral)

No laboratório de Zoologia foi possível observar diversas espécies de animais, desde pequenos vermes achatados até as vértebras da coluna de uma baleia. O professor Rodrigo Poletto ainda contou aos estudantes sobre a rotina de estudos nos laboratórios de Zoologia e de Botânica do curso de ciências biológicas.

Clubistas e bolsistas no laboratório de Zoologia (Foto/Ana C. Amaral)

Com as ampliações de programas e políticas educacionais, alinhados aos incentivos voltados à ciência como o da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, está sendo possível mudar a realidade de quem mora no interior, ao oferecer a oportunidade de continuidade os estudos em uma universidade de qualidade, sem que seja necessário ir para uma grande capital.

Os estudantes do Marie Curie Club visitaram a APAE de Arapoti, conhecendo a instituição e o seu trabalho com papel reciclado

Grupo do clube de ciências e da APAE posando juntos para a foto (Foto/Arquivo pessoal)
Alunos clubistas visitantes e os alunos da APAE Arapoti que trabalham com papel reciclado (Foto/JulianaCarvalho)


O clube de ciências “Marie Curie Club” visitou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), em 3 de abril, no município de Arapoti. Além de conhecer a instituição, o clube do Colégio Estadual Rui Barbosa – ligado ao Núcleo Regional de Educação de (NRE) Wenceslau Braz – junto da professora coordenadora Camila de Paiva, puderam aprender mais sobre a reciclagem do papel feita pelos alunos da APAE.

Grupo observa oficina de reciclagem de papel na APAE (JulianaCarvalho)


Quem guiou os clubistas e mostrou todo o processo de produção de papel reciclado foi a professora Taciara Podolack. Os alunos do clube puderam acompanhar de perto todas as etapas da reciclagem, desde o recolhimento dos papéis usados, a separação dos tipos aptos a reciclagem, até os produtos finais, como caixas e sacolas de presente biodegradáveis.

Alunos conhecem produtos feitos com papel reciclado (Foto/JulianaCarvalho)


Para além dos processos mecânicos da reciclagem do papel, como o molho, a trituração, a prensa e a secagem, os alunos da APAE colocam o toque final de criatividade, na coloração e no design das peças. Os produtos são sustentáveis, ajudando a cuidar da preservação do planeta e desenvolvendo habilidades criativas dos alunos da instituição.

Em agradecimento à visita, o “Marie Curie Club” publicou em seu perfil do Instagram ( @cienciascerb ). “Cada pedaço de papel conta uma história e hoje, aprendemos que podemos dar uma nova vida ao que já não serve mais”.

O grupo de clubistas agradeceu à professora Taciara Podolack e a todos da APAE de Arapoti pela atenção em mostrar que a reciclagem é um caminho para um futuro mais consciente e cheio de possibilidades, em produtos coloridos e bonitos.