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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Colégio Guilherme de Almeida celebra a ciência aplicada com projetos de alunos sobre saúde, prevenção de doenças e bem-estar em Santa Izabel do Oeste

Um grupo de pessoas, composto por uma professora e estudantes, está posicionado em um palco de madeira dentro de uma sala escolar. Eles estão alinhados lado a lado, alguns com os braços cruzados e outros com as mãos ao lado do corpo. A maioria usa uniformes escolares em tons de azul, branco e cinza. Ao fundo, há uma cortina azul e, no lado direito, um projetor que exibe o portfólios de projetos dos alunos. Todos com expressões tranquilas e sorridentes, reunidos para uma apresentação escolar.
Clubistas e professoras do Colégio Guilherme de Almeida (Foto/Jean F. Gomes)

O Colégio Estadual Guilherme de Almeida, em Santa Izabel do Oeste (PR), sediou, no dia 26 de novembro, o evento de Culminância, que celebrou as atividades desenvolvidas pelos alunos do Ensino Integral ao longo do ano passado. Em destaque estava o Clube de Ciências Saúde em Foco, apresentando projetos dedicados à promoção do bem-estar e alinhados à ODS 3 (Saúde e Bem-estar).

Coordenado pela professora Franciele Carla Soares, o clube tem feito um trabalho de excelência, refletido na qualidade e relevância de seus estudos, que buscam garantir o acesso à saúde e promover o autocuidado individual e coletivo na comunidade.

Pesquisa e Parceria Contra Doenças

No evento, o Clube de Ciências Saúde em Foco apresentou iniciativas de grande importância social, incluindo a Campanha de Doação de Sangue e a produção de Repelente Caseiro como medida prática no combate à dengue.

Em um trabalho de grande relevância, os clubistas utilizaram como base o estudo da doutora Carolina Panis, sobre a exposição a agrotóxicos e a incidência de câncer de mama em mulheres agricultoras do Sudoeste do Paraná. 

A partir de coletas de dados no colégio, a professora Franciele Carla Soares observou que a maioria dos alunos desconhecia os cuidados necessários no manuseio e aplicação de agrotóxicos, bem como os procedimentos adequados para a limpeza de roupas e equipamentos. Essa falta de informação evidenciou um cenário de risco para trabalhadores, suas famílias e a comunidade.

Diante dessa realidade, os clubistas desenvolveram o panfleto “Agrotóxicos e o Câncer de Mama” para conscientizar as famílias de Santa Izabel do Oeste envolvidas na agricultura. Este projeto teve apoio do Sicredi Fronteiras para impressão dos panfletos e divulgação do trabalho do clube. Esse apoio ampliou o alcance da informação sobre agrotóxicos e câncer de mama, permitindo que mais pessoas tivessem acesso às informações.

Panfleto “Agrotóxicos e o Câncer de Mama” produzido pelos clubistas (Foto/Franciele Carla Soares)

Apoio Institucional e Reconhecimento

O trabalho do Clube Saúde em Foco recebeu apoio e acompanhamento contínuo de instituições essenciais. O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Francisco Beltrão, representado pela técnica pedagógica Aline Bernart Vannini, e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Realeza (PR), representada pela professora doutora Cláudia Fioresi, coordenadora do projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência pela UFFS. Ambas contribuíram ativamente com ações que apoiaram os clubistas na promoção do conhecimento e da conscientização sobre práticas saudáveis e prevenção de doenças.

Dedicação à Ciência e ao Impacto Positivo

A Culminância serviu como uma retrospectiva do trabalho feito com eficiência. Ao final da exposição, a professora Franciele Carla Soares, coordenadora do clube, comentou sobre a jornada. “Sinto uma imensa gratidão por tudo o que vivenciamos e construímos neste ano de 2025, no Clube de Ciências Saúde em Foco. Cada pesquisa, cada conversa com a comunidade, cada parceria fechada, cada estudo aprofundado e cada desafio superado representaram passos importantes em uma caminhada feita com dedicação, curiosidade e responsabilidade. Agradeço por cada aluno que acreditou no projeto, cada parceria que abriu caminhos e pelos momentos em que a aprendizagem se transformou em ação”, celebrou a docente. 

Para ela, os resultados alcançados não são apenas atividades concluídas, mas um reflexo do esforço coletivo, do compromisso com a ciência e do desejo sincero de gerar impacto positivo na vida das pessoas. “Quando trabalhamos com propósito e união, a ciência floresce — e transforma!”, finalizou. 

O empenho da professora Franciele e o compromisso dos estudantes com a ODS 3 estabelecem o Clube de Ciências Saúde em Foco como um modelo de ciência e saúde pública voltada à comunidade em Santa Izabel do Oeste.

Sessão sobre missões lunares no Planetário da UENP encanta clubistas do Ecoarte Lucy

Clube de Ciências Ecoarte Lucy posa em frente ao Planetário UENP (Foto/Ana C. Amaral)
Clube de Ciências Ecoarte Lucy posa em frente ao Planetário UENP (Foto/Ana C. Amaral)

No dia 21 de outubro de 2025, o Clube de Ciências do Colégio Estadual Lucy Requião de Mello e Silva, de Cambará – ligado ao NRE Jacarezinho -, realizou uma visita ao Planetário da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná) , situado no campus Cornélio Procópio. A atividade foi organizada e acompanhada pela coordenadora do clube, a professora de artes Jackeline Alvarenga e Maria Eduarda Diniz, bolsista pedagógica da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, pela UENP.

Participaram da visita 30 clubistas, acompanhados por três professores, enriquecendo a experiência de aprendizagem diferente daquela oferecida no cotidiano escolar. Ocorrendo em um ambiente de aprendizagem não formal, a proposta da atividade era aproximar os estudantes dos conteúdos astronômicos por meio de uma vivência prática e sensorial, conectando a teoria estudada em sala às possibilidades oferecidas por um ambiente imersivo.

Durante a programação, os clubistas assistiram a sessões sobre as missões espaciais que planejam levar novamente o ser humano à Lua. As projeções despertaram interesse e estimularam discussões sobre exploração espacial, tecnologia e os desafios científicos envolvidos nessas iniciativas. 

Clubistas caminham pelo campus da UENP (Foto/Ana C. Amaral)

Mais do que complementar os estudos sobre o universo, a visita estimulou a criatividade, a curiosidade e a capacidade de buscar novas respostas para questões conhecidas. Ao entrar em contato com diferentes formas de aprender, os estudantes ampliam sua percepção de mundo e fortalecem o desejo de explorar, investigar e imaginar. E você, já visitou um planetário? 

Primeira edição da Feira de Cultura Científica foi palco para projetos de jovens cientistas do Paraná todo

A foto mostra cinco pessoas posando sorridentes em um estande de feira científica. Três estudantes e duas professoras estão lado a lado, com crachás roxos pendurados no pescoço. Atrás deles, há pôsteres de pesquisa com gráficos, textos e ilustrações, identificando projetos de colégios estaduais do Paraná. À frente, sobre uma mesa de madeira, há notebooks, garrafas de água e materiais de apoio. O ambiente é bem iluminado, com várias outras apresentações visíveis ao fundo.
Clube de Ciências NPI, do Colégio José de Alencar (Foto/Cassia Naomi)

Os projetos de pesquisa dos clubes de ciências vinculados à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) estão entre os trabalhos selecionados para a Feira de Cultura Científica (FECCI) 2025. A Feira integra o programa do NAPI – Paraná Faz Ciência e teve sua primeira edição realizada em Curitiba, no Campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR – Sede Neoville), entre 4 e 6 de novembro. 

O evento traz grande relevância à Iniciação Científica produzida na Educação Básica e a aprovação dos projetos de Clubes de Ciências articulados pela UFFS é um importante reconhecimento das investigações realizadas nas escolas e das parcerias com professores e pesquisadores da Universidade. A Feira proporciona um espaço de aprendizado e visibilidade para o trabalho de campo e de laboratório desenvolvidos pelos clubistas. Além de o evento em si ser uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento pessoal dos participantes.

PROJETOS SELECIONADOS 

A seguir, confira os cinco clubes de ciências ligados à UFFS e os títulos dos nove projetos de pesquisa selecionados para a Feira de Cultura Científica (FECCI) 2025:

A imagem mostra três estudantes posando atrás de uma mesa na feira científica FECCI, usando camisetas da rede estadual do Paraná. À frente deles, há uma maquete colorida que representa um ambiente natural com vegetação, rio e solo. Um notebook e cartazes com informações complementares estão sobre a mesa. No fundo, um painel apresenta o projeto intitulado “O herói desconhecido: a importância da presença de crustáceos Aegla parana Schimitt 1942, como bioindicadores na região sudoeste do Paraná”, desenvolvido pelo Clube Heróis da Sustentabilidade.
O herói desconhecido: pesquisa dos clubistas de Pinhal de São Bento (Foto/Diego Malahel)

O Clube de Ciências Heróis da Sustentabilidade, coordenado por Jeferson da Silva, do Colégio Estadual Presidente Vargas, em Pinhal de São Bento, teve 2 projetos aprovados: 

A imagem mostra quatro pessoas em um estande da feira científica FECCI, com um cartaz do projeto “Captação e reuso de água da chuva no Colégio Estadual José de Alencar”, do Clube de Ciências NPI. Elas posam ao lado de uma maquete feita de madeira e tubos que simula o sistema de captação de água da chuva. No fundo, há painéis brancos e o logotipo da FECCI.
Maquete do Clube NPI, simula reuso de água em Nova Prata do Iguaçu (Foto/Diego Malahel)

De Nova Prata do Iguaçu, o projeto “Captação e reúso de água da chuva no Colégio Estadual José de Alencar’, do Clube de Ciências NPI, coordenado por Juraci de Maria Morais, no Colégio Estadual José de Alencar, foi premiado com o 1º lugar na categoria Década dos Oceanos – SNCT (Semana Nacional de Ciência e Tecnologia) – JOVEM, coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) entre os dias 21 e 26 de outubro.

O Clube de Ciências Aquavida, coordenado por Denice Beal, do Colégio Estadual Arnaldo Busato, em Verê, teve 3 projetos aprovados, são eles:

Membros do Clube de Ciências QUESC com o projeto de queijo artesanal (Foto/Diego Malahel)

Projeto ‘Quesc – Queijo Artesanal São Cristóvão’, do Clube de Ciências QUESC, coordenado por Maria Aparecida de Almeida Zanlucchi, do Colégio Estadual São Cristóvão, em Manfrinópolis;

O Clube de Ciências Jovens Cientistas, coordenado por Claudia Gonçalves Machado, do Colégio Estadual Dr. Eduardo Virmond Suplicy, em Francisco Beltrão, teve 2 projetos aprovados:

A FECCI dá uma importante oportunidade de os clubistas submetam seus trabalhos ao crivo científico de uma banca avaliadora, como também os desafia a aprimorar suas habilidades de comunicação científica, explicando métodos e resultados para públicos diversos. O evento consolida o papel do clube de ciências como um motor no desenvolvimento da autonomia investigativa dos jovens e no fortalecimento da articulação entre as universidades e a educação básica do Paraná.

Parabenizamos todos os clubistas e seus professores pela dedicação e pelo excelente trabalho nos projetos!

Feira de Cultura Científica celebra a pesquisa de base e incentiva a comunicação científica dos jovens no Paraná

A foto mostra um grupo de estudantes e professores posando em frente a um ônibus branco e cinza da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). O ônibus está estacionado sobre um gramado, e o logotipo da universidade aparece em destaque na lateral. As pessoas estão sorrindo e fazem gestos de alegria, como joinhas e acenos. A maioria veste uniformes escolares azuis e brancos; duas pessoas usam roupas casuais. O clima parece nublado, e há vegetação e uma estrutura alta ao fundo.
Clube Jovens Alquimistas, em visita ao Campus Apucarana da UTFPR (Foto/Gabriel Cardoso Ribeiro)

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) celebra a participação de 15 clubes de ciências da região selecionados para a Feira de Cultura Científica (FECCI) 2025. O evento, que faz parte do calendário do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, é uma das mais importantes vitrines para a pesquisa desenvolvida por estudantes da Educação Básica no estado.

A FECCI tem como principal objetivo fomentar a cultura científica, proporcionando aos jovens cientistas uma plataforma para apresentar soluções criativas a problemas reais, utilizando o rigor do método científico.

Importância para a Rede de Clubes

Para os Clubes de Ciências ligados à UTFPR, a aprovação de projetos na FECCI representa um reconhecimento crucial. A seleção atesta a qualidade das investigações realizadas nas escolas, muitas vezes em parceria com professores e pesquisadores da Universidade.

A Feira é um espaço valioso que estimula o desenvolvimento da autonomia investigativa, aprimora a comunicação científica dos clubistas e valoriza o empenho de professores e alunos. Além disso, a participação fortalece a articulação entre a UTFPR e a Educação Básica, um dos pilares essenciais da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

Projetos Aprovados para a FECCI 2025

A seguir, confira os clubes de ciências ligados à UTFPR e os títulos dos projetos de pesquisa selecionados para a Feira de Cultura Científica (FECCI) 2025:

Celebramos o empenho e a dedicação de todos os estudantes, professores orientadores e coordenadores nestes trabalhos!

Três clubes de ciências de escolas parceiras da universidade em Francisco Beltrão, Bom Jesus do Sul e Nova Prata do Iguaçu vão apresentar suas pesquisas em Guarapuava

A foto mostra a fachada de um prédio da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), no campus de Realeza. O edifício é de dois andares, pintado em tons de verde e branco, com janelas retangulares alinhadas. Em frente, há um gramado bem cuidado com canteiros de flores. No lado direito, destaca-se um letreiro grande em branco escrito “EU ♥ UFFS”, onde o coração é representado por uma forma verde. Ao fundo, aparecem árvores, carros estacionados e um céu azul claro, sem nuvens.
UFFS campus Realeza apoia clubes de ciências em pesquisas (Foto/Cláudia Fioresi)

Três clubes de ciências ligados à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) vão levar o resultado de meses de pesquisa e dedicação para a 1ª Mostra Feira Clubes de Ciências, que será realizada em 2 de outubro, em Guarapuava. O evento é uma oportunidade de dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos por jovens pesquisadores de todo o estado, que integram o evento maior, a 5ª edição do Paraná Faz Ciência.

Esse ano o encontro científico é organizado pela Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), a instituição anfitriã do evento, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e a Fundação Araucária (FA). O encontro durante os dias de exposição em Guarapuava tem como objetivo principal incentivar a popularização da ciência entre crianças, jovens e ainda abrir espaço para a comunidade do entorno tomar parte dessa experiência.

Conheça os projetos selecionados

Os projetos aprovados para a Mostra refletem o engajamento dos estudantes e seus coordenadores com a ciência e demonstram uma diversidade de temas possíveis de serem explorados ao longo de um ano letivo. 

Confira os clubes e seus respectivos trabalhos:

A participação desses clubes na Mostra destaca a importância da Iniciação Científica na formação dos estudantes e crianças. As descobertas, as premiações e o entusiasmo são os principais resultados desse trabalho contínuo dos Clubes de Ciências, que, com o apoio de instituições como a UFFS, fomentam a curiosidade e o pensamento crítico em jovens pesquisadores.

o todo 18 projetos de Clubes foram selecionados de diferentes regiões do Paraná, locais onde a UTFPR tem campus nas proximidades e atua como a articuladora da Rede de Clubes

A foto mostra um grande grupo de pessoas reunidas em frente ao letreiro da UTFPR no campus de Apucarana. O letreiro é formado por um coração vermelho seguido das letras em preto e amarelo "UTFPR". O grupo é diverso, com jovens e adultos, alguns usando camisetas da UTFPR e outros segurando pastas. Ao fundo, há prédios da universidade em tons de amarelo e azul, além de uma grande árvore à esquerda. O céu está nublado.
UTFPR campus Apucarana, uma das Instituições de Ensino Superior articuladora da Rede de Clubes do Paraná Faz Ciência (Foto/Gabriel Cardoso Ribeiro)

Doze clubes de ciências ligados à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) vão participar da 1ª Mostra de Clubes de Ciências, que acontece no dia 2 de outubro, em Guarapuava. Os trabalhos foram selecionados para integrar essa primeira edição de encontro de clubes de todas as regiões do Paraná e agora serão apresentados a um público mais amplo, durante o Paraná Faz Ciência, esse ano organizado pela Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro). A realização tem parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e a Fundação Araucária (FA). O objetivo é popularizar a ciência e criar um espaço de troca de experiências e inspiração para clubistas de todo o estado.

Os clubes e seus projetos demonstram o trabalho de pesquisa e a diversidade de temas abordados com questões relevantes para a sociedade. Confira os trabalhos que serão apresentados:

O evento Paraná Faz Ciência proporciona uma grande oportunidade para que os projetos dos Clubes de Ciências ganhem ainda mais visibilidade e ainda inspirem outros estudantes a se aprofundarem no mundo da ciência.

Mais informações sobre o evento: https://paranafazciencia.unicentro.br/. A Mostra será realizada no dia 2 de outubro, em um dia dedicado aos clubistas, coordenadores e demais envolvidos.

Conhecer o processo de guarda e conservação vai inspirar construção de acervo próprio do Clube na escola

O herbário da UFPR foi fundado em 1952 e possui a segunda maior coleção do Estado (Foto/AnaDeCastro)


O Clube de Ciências Mbaetaca, do Colégio Estadual Professor Elias Abrahão, de Curitiba, visitou o Herbário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) na quarta-feira, 2. Os clubistas tiveram a oportunidade de conhecer os mais de 100 mil espécimes – seres de uma mesma espécie – armazenados na Universidade. O objetivo da visita é aprender sobre as melhores técnicas científicas da atualidade para manejo e conservação pensando em dar início à própria coleção científica. 

A bióloga e técnica de coleção da UFPR, Marília Locatelli, foi a responsável por apresentar o herbário. Durante sua apresentação, Locatelli explicou que o ambiente precisa ser refrigerado, numa temperatura em torno dos 19º Celsius, para que impedir que fungos e insetos se instalem no local, já que podem deteriorar os materiais colecionados. “Há dez anos houve uma infestação muito grande, porque não havia ar condicionado ainda”, complementa a técnica.

Os materiais coletados na natureza, plantas, folhas, sementes, passam por um processo de expurgo, ou seja, são adicionados num saco plástico, congelados, esterilizados, passam dez dias num freezer e só depois vão para a coleção para serem catalogados.

A bióloga, Marília Locatelli, apresenta o acervo composto pela flora do Paraná, mas também materiais de outros estados do Brasil e até mesmo do exterior


Todo esse processo de fazer ciência era acompanhado atentamente pelos olhares dos alunos e alunas do Colégio Estadual Professor Elias Abrahão. Como foi o caso do estudante Enzo da Silva, 16: “A gente aprendeu sobre como as plantas são separadas e compartilhadas. Achei muito interessante e vamos levar esse processo de catalogação para o nosso clube”, disse. 

A professora Ana Bonatto de Castro, coordenadora do Clube de Ciências Mbaetaca, relata que todo o conhecimento aprendido será aplicado para estudar o Parque Estadual Serra da Baitaca (PESB), localizado entre as cidades de Piraquara e Quatro Barras. “Por isso a gente veio no herbário da UFPR, para eles conhecerem o que é uma coleção científica das plantas, dos fungos, das microalgas, dos liquens, e todas as possibilidades para que a gente inicie o processo de elaboração de uma coleção científica lá na nossa escola. Esta coleção estará disponível para que as pessoas utilizem para pesquisas futuras”, acrescenta.

O professor Marco Antonio Ferreira Randi, do departamento de Biologia Celular, setor de Ciências Biológicas, falou sobre a importância das escolas estarem cada vez mais próximas das universidades. “Muitos deles acham que aqui é um lugar para poucos, um lugar para a elite. E eles estando aqui, já começam a perceber que a universidade pública é um direito de todos. E isso é fundamental”, conclui.