PROJETOS

Projetos do Napi

Projetos Parceiros

NOSSAS
PRODUÇÕES

MULTIMÍDIA

EVENTOS

II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Clube visita a UENP, conhece o projeto Solo na Escola e aprende sobre a importância e a diversidade dos solos

Grupo de estudantes observa fósseis e explicação da professora Jully G. Retzlaf (Foto/ Ana C. Amaral)

Os solos do Paraná são conhecidos pela sua produtividade agrícola, considerada a base da economia para a maioria dos municípios do Estado. Popularmente chamada de “terra roxa”, vinda do espanhol “tierra roja”, a terra vermelha do Norte Pioneiro é estudada por diversos projetos. Um deles é o Clube de Ciências Agrociência, que faz parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

Localizado no município de Barra do Jacaré, o clube percorreu 63 km até a Universidade Estadual do Norte do Paraná – campus Cornélio Procópio. A instituição que abriga o clube é o Colégio Estadual Maria Francisca de Souza, pertencente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) Jacarezinho.

Grupo de estudantes assiste à palestra (Foto/Ana C. Amaral)

Com o objetivo de realizar atividades científicas e conhecer mais sobre o tema, o clube visitou o projeto Solo na Escola da UENP, que também desenvolve pesquisas na área, porém no nível universitário. Esse projeto faz parte do curso de Geografia e se dedica a divulgar conhecimentos sobre a importância e a diversidade dos solos.

Na visita, os clubistas assistiram a uma palestra sobre a importância do solo e sua conservação, com destaque especial para o solo do município de Barra do Jacaré. O bolsista responsável pela palestra é estudante do curso de Geografia e natural da mesma cidade que os clubistas. Dessa forma, ele fez uma apresentação diferenciada: à medida que os tópicos avançavam, eram discutidos exemplos da própria cidade dos estudantes, o que aumentou ainda mais o engajamento do grupo com o assunto.

Professora Jully R. presenteia a professora Vagna M. com livro do projeto (Fotol/ Ana C. Amaral)

Ao final da palestra, a professora coordenadora do clube, Vagna Munhão, recebeu um livro de presente da coordenadora do projeto Solo na Escola, Jully Gabriela Retzlaf, docente da UENP e autora da obra.

A parte prática da visita ocorreu em seguida. Os clubistas exploraram o laboratório de geociências, onde estão expostas amostras de solos, rochas, fósseis, tintas e experimentos didáticos relacionados ao solo.

Grupo de estudantes conhecem amostras de solo (Foto/ Ana C. Amaral)

No Instagram do clube (@clube_agrociencia_c.e.m.f.s), os estudantes agradeceram a visita e reforçaram a importância de atividades como essa para a formação dos participantes. “Na visita técnica ao Laboratório de Solos, os estudantes puderam participar e apropriar-se de muitas informações sobre nossa região e a pedologia! Gratidão a todos os envolvidos nessa perspectiva de aprendizado e protagonismo estudantil”, publicou o clube na rede.

Em visita à UENP, os clubistas puderam conhecer as características dos variados tipos de solo e alguns laboratórios de ciências naturais.

Alunos e professores reunidos em visita à UENP (Foto/Ana C. Amaral).
Alunos e professores reunidos em visita à UENP (Foto/Ana C. Amaral).

A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) – Campus Cornélio Procópio abriga muitos projetos voltados para a área de ensino e formação de professores. Um deles é o projeto de extensão “Solo na Escola UENP” (Instagram: @solonaescolauenp), ofertado pelo curso de Geografia, coordenado pela professora Jully Gabriela Retzlaf e executado por sua equipe de bolsistas. 

Com o auxílio da bolsista pedagógica Maria Eduarda Diniz, o clube “Ecoarte Lucy” agendou a visita na Universidade para a manhã do dia 30 de maio. O Clube é coordenado pela professora Jackeline Souza Alvarenga de Almeida, do Colégio Estadual Lucy Requião de Mello e Silva, situado no município de Cambará e pertencente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Jacarezinho.

Os 27 alunos e 3 professores, foram recebidos e guiados pelo Professor Dr. Rodrigo Poletto, coordenador da Rede de Clubes UENP; Pedro e Tiago, bolsistas do projeto “Solo na Escola”; além de Maria Eduarda Diniz, bolsista pedagógica, e Ana Caroline Amaral, bolsista de comunicação.

Clubistas assistem à apresentação em sala de aula (Foto/Ana C. Amaral).

Na primeira parte da visita, os clubistas assistiram a uma introdução sobre o assunto e em seguida, participaram de uma dinâmica de perguntas e respostas valendo prêmios como itens de papelaria e cristais naturais para quem acertasse. Os alunos puderam conhecer também o livro escrito pelo projeto, com trechos lidos durante a apresentação.

Após a parte teórica, todos trocaram de sala para colocar a mão na massa. Os clubistas puderam então conhecer as mais diversas e coloridas amostras de solos e rochas, fósseis e representações. Os bolsistas do projeto fizeram demonstrações das características do peso dos materiais, a importância da conservação e a arte de fazer tinta natural com solo. Puderam também pintar com essas tintas e conhecer livremente o acervo do laboratório de Geociências.

Alunos observam explicação sobre tipos de solo (Foto/Ana C. Amaral).

Aproveitando a viagem, todos foram conhecer os laboratórios recém-reformados do curso de Ciências Biológicas. Os clubistas conheceram o laboratório de zoologia, anatomia e por fim, o de botânica, apresentados pelo professor Dr. Rodrigo Poletto, que para finalizar a visita presenteou a todos com um livro, fruto de suas pesquisas na temática agrofloresta.

Estudantes observam frascos e esqueletos(Foto/Ana C. Amaral).

Perguntada sobre o impacto da visita aos clubistas, a Prof. coordenadora do clube, Jackeline Souza Alvarenga, agradeceu pelo acolhimento da equipe e pontuou: “Para muitos deles foi a primeira vez em uma universidade. Nós somos de uma região periférica aqui em Cambará, simples, e ver o encantamento no olhar dos alunos durante a visita, foi algo que me tocou profundamente.”

Em relação à importância de conhecer o projeto e alguns dos laboratórios da Universidade, a coordenadora do clube “Ecoarte Lucy”, falou como os alunos ficaram encantados com a apresentação “O projeto solo na escola foi uma verdadeira aula viva. As pedras, argila, areia, o peso dos materiais, tudo foi explorado com curiosidade e brilho nos olhos dos alunos. A tinta feita a partir dos solos, com suas várias cores diferentes. Eles amaram! Está repercutindo até agora aqui. E ainda teve o bônus [da visita aos] laboratórios, o que deixou todo mundo empolgado.”

Por fim, a professora Jackeline expressou o quão importante foi estar na Universidade. “Vocês não têm ideia do impacto que esse momento causou nos nossos estudantes. Tenho certeza que vai ficar guardado na memória deles e quem sabe despertar sonhos que pareciam ser distantes”, finaliza.