
Painel sobre os NAPIs apresentou ações da iniciativa que levou 26 projetos à Jornada Educatech
Mais de 600 crianças e adolescentes participam atualmente de 30 clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, presentes em 17 municípios da região Centro-Sul do Estado. A iniciativa foi uma das ações apresentadas pelo NAPI Paraná Faz Ciência durante a VI Jornada Educatech, realizada nos dias 2 e 3 de setembro, no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, em Guarapuava.
No primeiro dia, o NAPI Paraná Faz Ciência esteve presente no painel “NAPIs: Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação do Paraná”, representado pela professora Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, uma das articuladoras da Rede de Clubes de Ciências e do Nós Propomos!, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).
Além da docente da Unicentro, o painel contou com a participação de representantes do NAPI Erva-Mate, NAPI Agrogenômica do Feijão, NAPI Genoma, Proteômica e Agrogenomica/Microbiota do Solo e NAPI Wood Tech. A atividade foi mediada pela gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Araucária, Fátima Padoan, e buscou apresentar ao público os objetivos dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação do Paraná e seus impactos no avanço científico, tecnológico e cultural do estado.
A Jornada Educatech reuniu alunos, pesquisadores e professores de escolas e universidades, que puderam apresentar projetos voltados à inovação, robótica e sustentabilidade. Entre as categorias de trabalhos estavam pensamento computacional, automação, robótica, novos produtos, Cientistas Kids e Clubes de Ciências. O evento gratuito tem como principal objetivo aproximar os estudantes do conhecimento científico e incentivar o pensamento empreendedor e a cultura da inovação desde a educação básica.
Durante sua participação no painel, a professora Marquiana destacou as ações desenvolvidas pelo Paraná Faz Ciência, com ênfase na Rede de Clubes de Ciências, iniciativa presente em diferentes regiões do estado por meio de parcerias com escolas públicas. Segundo ela, os clubes têm contribuído para a alfabetização e o letramento científico de crianças e adolescentes, além de estimular o desenvolvimento do pensamento científico e crítico.
Na região Centro-Sul do Paraná, os Clubes de Ciências estão presentes em 17 municípios, distribuídos entre quatro núcleos regionais: Guarapuava, Pitanga, Irati e Nova Laranjeiras. Ao todo, são 30 clubes, que envolvem diretamente mais de 600 crianças e adolescentes em pesquisas nas áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Tecnologia e Robótica.
Em pouco mais de dois anos de atuação, os resultados do projeto podem ser observados nos trabalhos desenvolvidos pelos estudantes. Nesta edição da Jornada Educatech, 26 projetos desenvolvidos por integrantes dos Clubes de Ciências do NAPI Paraná Faz Ciência foram aprovados para participação no evento.
Além da presença expressiva no Educatech, os clubistas também se destacaram entre os trabalhos premiados. Na categoria Clubes de Ciências, o primeiro e o segundo lugares foram conquistados por projetos desenvolvidos por clubes que integram o NAPI Paraná Faz Ciência. Outros trabalhos desenvolvidos ao longo do projeto também já foram selecionados para feiras científicas, receberam premiações ou foram realizados em parceria com instituições que contribuem para a aplicação das pesquisas nos territórios. “É nesse contexto que o NAPI Paraná Faz Ciência se constitui em um investimento da Fundação Araucária com forte impacto na transformação científica e social do estado”, conta Marquiana.

Entre os temas investigados pelos clubistas estão questões relacionadas às águas, florestas, microbiologia, relações étnico-raciais, robótica e saneamento básico. Os projetos também abordam desafios presentes nas comunidades onde os estudantes vivem, contribuindo para discussões sobre o desenvolvimento cultural, econômico e ambiental dos territórios. As iniciativas destacam-se ainda ações relacionadas à prevenção, adaptação e mitigação dos impactos da emergência climática.
Para Marquiana, o investimento na alfabetização científica desde os primeiros anos de formação pode gerar impactos que ultrapassam o ambiente escolar. “Essa política pública de incentivo à alfabetização científica terá impactos imediatos e de longo prazo, porque são sementes plantadas em terreno fértil, ou seja, na formação científico-cidadã de crianças e adolescentes desde muito cedo”.
A professora também destaca que a formação proporcionada pelos Clubes de Ciências pode contribuir para que esses estudantes desenvolvam um olhar mais atento para as realidades onde vivem. “Certamente, esses jovens cientistas estarão sempre atentos às demandas sociais, econômicas e culturais de seus territórios e munidos de conhecimento científico e das habilidades de participação ativa e crítica desenvolvidas a partir dos Clubes de Ciências”, afirma.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Colégio de Guarapuava venceu com projetos sobre abelhas nativas; ao todo, 26 trabalhos da Rede de Clubes vinculada à Unicentro foram aprovados no evento
O Colégio Estadual Cristo Rei, de Guarapuava, conquistou o primeiro e o segundo lugares na estreia da categoria Clubes de Ciências na Jornada Educatech, ocorrida nos dias 2 e 3 de setembro no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, dentro da programação do Cilla Tech & Innovation Summit 2026. Ao todo, 26 projetos da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, vinculados à Unicentro, foram aprovados para participar do evento, com trabalhos de escolas de Guarapuava, Prudentópolis, Candói, Palmital e Turvo.
Os dois projetos vencedores são do clube Velozes e Curiosos, do Cristo Rei, orientado pela professora Crissiane Loyse Luiz. Em primeiro lugar, ficou o trabalho “Desenvolvimento de um sistema híbrido de proteção térmica de baixo custo para abelhas-sem-ferrão em meliponário escolar de região com inverno rigoroso”. Em segundo, “Mapeando recursos florais urbanos para abelhas ativas: uma estratégia de ciência cidadã frente à emergência climática”. As duas pesquisas foram desenvolvidas por alunos do 6º e do 7º ano.

A avaliação somou até 200 pontos: 100 atribuídos a distância, antes do evento, e outros 100 distribuídos por critérios aplicados no dia da apresentação. Conforme a organização, várias equipes ultrapassaram os 170 pontos, e ao menos um projeto passou dos 190.
A inclusão dos Clubes de Ciências como categoria própria na VI Jornada Educatech partiu de um pedido da Rede de Clubes à organização do evento. Quem representou a rede na coordenação da Jornada foi o professor Adriano Machado, também coordenador dos clubes na Unicentro.
“Fizemos uma proposta de incluirmos uma categoria nova nessa edição, que são os clubes de ciências. Temos um trabalho bastante significativo em toda a região e no estado, e agora temos um espaço específico para receber esses projetos”, afirmou Machado durante a cerimônia de premiação.

O primeiro lugar respondeu a um problema concreto enfrentado pelo clube: manter vivas as abelhas nativas durante o inverno de Guarapuava. De acordo com a professora Crissiane, em 2025, o grupo perdeu toda a criação de abelhas-sem-ferrão por causa do frio. Neste ano, os alunos desenvolveram um sistema de aquecimento com placas de cimento e resistores instalados sob as colmeias, além de complementar a alimentação das abelhas com bombons proteicos de pólen e um xarope de água, açúcar mascavo e limão.

“Teve dias agora no inverno em que a sensação térmica foi de menos 2 graus. E elas não morreram até agora”, contou a professora.
O sistema faz parte de uma iniciativa maior do clube: recriar, dentro da escola, uma rede de interação ecológica da Mata Atlântica, bioma que a professora descreve como um dos mais ricos em biodiversidade do planeta e também um dos mais degradados pela expansão urbana. Os alunos já plantaram araçás, pitangas, ipês-amarelos, erva-mate e timbaúvas, entre outras espécies nativas, e mantêm dez caixas de abelhas-sem-ferrão — jataí, mandaçaia, mirim e outras variedades.
A aluna Beatriz, de 13 anos, integra o projeto e ajudou a montar a rede dentro da escola. “A gente está criando a rede porque a rede da natureza está sendo muito prejudicada pelas nossas ações”, disse. Para ela, participar do clube tem um efeito direto na própria formação. “A gente aprende mais coisas dentro do clube, coisas que eu não sabia, como as abelhas se reproduzem e a importância delas no meio ambiente.”
O projeto que ficou em segundo lugar nasceu de uma constatação dos próprios alunos: as abelhas nativas, agora inseridas em ambiente urbano, enfrentam escassez de alimento. Para mapear soluções, o grupo saiu a campo no bairro da escola, entrevistou moradores e levantou quais espécies de plantas existiam nos quintais e quais delas seriam benéficas às abelhas — usando os dados para incentivar novos plantios na vizinhança.
Segundo a professora Crissiane, o resultado é tratado como coletivo. “Os alunos ficaram muito felizes pelo reconhecimento, mas o prêmio pertence à escola: é um trabalho em que a direção e os funcionários também estão envolvidos”, afirmou.

O terceiro lugar da categoria coube ao Colégio Cívico-Militar Edite Cordeiro Marques, escola que não integra a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, na Unicentro, mas também disputou a nova categoria da Jornada Educatech.
Os 26 projetos aprovados na Jornada Educatech têm origem em nove colégios de cinco municípios do Centro-Sul do Paraná:
Os temas variam de agrotóxicos e sistema nervoso de abelhas a saneamento em Palmital, passando por cosméticos artesanais, monitoramento climático com Arduino e o registro de saberes da tradição oral Kaingang.
A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência atua hoje em 17 municípios do Centro-Sul do Paraná, distribuídos entre os Núcleos Regionais de Guarapuava, Pitanga, Irati e Nova Laranjeiras, com 30 clubes e mais de 600 crianças e adolescentes envolvidos em pesquisas de ciências da natureza, humanas, tecnologia e robótica.
Ações envolveram teatro científico, exposição de fotos e incentivo ao protagonismo feminino na ciência

No último dia 10, o Clube de Ciências Lumina, do Colégio Estadual Bibiana Bitencourt, de Guarapuava, foi anfitrião de atividades da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), recebendo projetos vinculados à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A iniciativa teve como objetivos aproximar a ciência e a tecnologia do ensino básico, incentivar o protagonismo feminino na ciência e tornar o fazer científico mais acessível ao público.
A programação incluiu a exposição “Mulheres Cientistas e suas pesquisas”, a apresentação da peça “A Que Faz”, do Grupo de Teatro Científico da UEPG, além de uma reunião da equipe da Rede de Clubes de Meninas com as estudantes clubistas.
Formado por cinco alunas do Ensino Médio, o Clube Lumina integra o projeto Caminhos na Ciência, que faz parte da Rede de Clubes de Meninas. As atividades do grupo concentram-se na divulgação científica e no estudo das trajetórias e pesquisas de cientistas contemporâneas, especialmente em âmbito local.
De acordo com a professora responsável pelo clube, Vanina Roncaglio, o evento também contribuiu para dar visibilidade ao projeto dentro da própria escola. “Muitos alunos ainda não conheciam o clube”, destaca. Ela ressalta ainda que as ações ampliaram horizontes para as participantes: “as alunas percebem que também podem fazer teatro e divulgar o que pesquisam”.
Durante a reunião com as integrantes do clube, houve troca de experiências e discussão sobre os interesses de pesquisa e planos futuros das estudantes. A professora Bettina Heerdt, do Departamento de Biologia da Unicentro e articuladora do projeto Clube de Meninas, apresentou possibilidades de ampliação das atividades, incluindo visitas técnicas e saídas a campo. Também participaram bolsistas de iniciação científica e voluntárias, responsáveis pelo acompanhamento e registro das ações do grupo.
Nesse contexto de valorização das trajetórias e produções científicas femininas, a exposição apresentou histórias de pesquisadoras, abordando desde seus percursos acadêmicos até aspectos de suas produções. Por meio de fotografias, contos e obras de arte — criados a partir de relatos das cientistas —, a mostra trouxe reflexões sobre desafios enfrentados no meio acadêmico, como situações de opressão e a conciliação entre carreira, vida pessoal e maternidade, evidenciando as múltiplas dimensões de ser mulher na ciência.
A artista de uma das pinturas expostas, AJ Pradel esteve presente no evento também enquanto atriz. Sobre sua obra, Infinitude do seu Não Falar, AJ destacou o intuito de “representar a imensidão que é ser mulher e a força necessária para viver na sociedade atual”.
Além da exposição, o dia contou com a presença do Grupo de Teatro Científico (GTC), projeto de extensão da UEPG, que levou ao público a peça “A Que Faz”. O espetáculo aborda a presença feminina na ciência a partir das perspectivas de uma menina, uma mulher e uma senhora, e foi apresentado nos períodos da manhã e da tarde.
A iniciativa dialoga diretamente com os objetivos do Caminhos na Ciência, presente em sete cidades do Paraná. O projeto busca incentivar meninas a seguirem carreiras nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, sigla em inglês) por meio da criação de clubes de ciências e da valorização de referências femininas contemporâneas, inspirando novas gerações a ingressarem na carreira científica.
Para a professora Leila Freire, coordenadora do Caminhos na Ciência e do GTC, discutir o tema é essencial, especialmente no ambiente escolar. “Falar sobre mulheres na ciência é importante em qualquer espaço, mas ainda mais nas escolas, onde as alunas estão no início de sua formação e de uma possível trajetória científica”, afirma.
Com foco em botânica e astronomia indígena, estudantes do Turvo levam seus saberes até a capital federal

Entre os dias 24 e 26 de março, foi realizado em Brasília o Encontro Nacional Mais Ciência na Escola, que reuniu quatro clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker, além de pesquisadores, educadores e autoridades de todo o Brasil. Um dos quatro clubes makers selecionados foi o Pỹn fĪfĪ, que em português significa cobra-coral, do Colégio Indígena Cacique Otávio dos Santos, localizado na Terra Indígena Marrecas, no município de Turvo.
Articulado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), o clube levou à capital federal dois de seus clubistas, Adair Kãvigmc Luiz e Wesley Krynhkryj Mathias, o professor responsável pelo clube de ciências do colégio, Luan Felipe de Lima, e o professor Claudinei Pranch, representante da liderança indígena. O clube indígena tem como suas principais linhas de pesquisa os ciclos reprodutivos da Araucaria angustifolia, plantas medicinais tradicionais e astronomia Kaingang.
A seleção para o encontro nacional se deu por meio de um vídeo gravado pelos estudantes, detalhando a organização, os aprendizados e os desafios do grupo em um clube de ciências Maker. Entre os destaques do vídeo, foi apresentado o estudo sobre os ciclos da Araucaria angustifolia, que investiga a relação entre a exploração humana e o desenvolvimento dos estróbilos (pinhões), em uma espécie de árvore que é vital para a economia e cultura local.
Outra linha de pesquisa apresentada pelo clube foi a análise sobre plantas medicinais, sugerida pela aluna Elizângela (Kamurã), de modo a preservar o conhecimento tradicional Kaingang sobre essas plantas e seus usos pelo grupo, garantindo que sua cultura siga viva e adaptável. Recentemente, por iniciativa da aluna Jennifer Mendes, o grupo também passou a registrar a astronomia Kaingang, resgatando saberes ancestrais sobre os ciclos das estações do ano e fenômenos celestes observados a partir da Terra Indígena de Marrecas.
De acordo com o professor Luan Felipe, o diferencial para a escolha do grupo foi a identidade e a maturidade do projeto. “Acredito que o que mais pesou foi o fato de sermos um colégio indígena com um clube funcional e diversas linhas de pesquisa que já haviam sido apresentadas em outros eventos. Isso casava perfeitamente com a proposta do encontro em Brasília”, destacou o responsável pelo projeto no colégio.

Durante a programação em Brasília, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Pỹn fĪfĪ participou de diversas atividades que incluíram a transmissão de vídeos institucionais e uma mesa temática sobre políticas públicas de Educação, Ciência e Tecnologia. O evento também promoveu debates entre alunos, professores e coordenadores sobre os desafios da ciência na escola, em encontros com grupos simultâneos. Entre as autoridades presentes, estavam o Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Inácio Arruda, e a Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do Ministério, Juana Nunes.
Para o professor Luan Felipe, o encontro em Brasília serviu principalmente para ouvir os desafios e os acertos de cada estado na prática. Ele destaca que o evento não foi uma feira de ciências comum, mas um espaço para discutir como os projetos estão funcionando de verdade nas escolas. “O que mais chamou atenção foram relatos de colegas de outros estados com dificuldades de tempo para o bom funcionamento do projeto. Há lugares onde se mudou o conceito de aula eletiva, transformando-as em reforço de Português e Matemática e querendo deixar o clube de ciências apenas para o contraturno”, alertou o professor.
Luan também pontuou as barreiras físicas que muitos educadores enfrentam pelo Brasil. “Existem lugares onde o aumento da carga horária não veio acompanhado de investimentos nas escolas, o que torna impossível dar continuidade real ao programa. Pode ser que, quando algumas escolas finalmente tiverem espaço para montar um laboratório, os equipamentos já estejam estragados pelo tempo, dificultando o trabalho”, concluiu.

Para os clubistas Adair e Wesley, que representaram o Turvo no Distrito Federal, a experiência foi transformadora. Além de conhecerem a capital do país, o ponto alto da viagem foi a visita ao Laboratório Maker do SESI, onde puderam ter contato com tecnologias de ponta. “O que mais nos marcou foi ver como funciona um laboratório de inovação. Vimos, por exemplo, como se faz uma animação profissional, usando um software com uma câmera que permitia ver a ‘sombra’ da imagem anterior para criar o movimento quadro a quadro”, relatou Adair, fascinado com as possibilidades da técnica de animação.
O professor Luan Felipe acredita que a viagem trouxe benefícios imensuráveis tanto para os alunos, quanto para o futuro do Pỹn fĪfĪ. Ele destaca que, embora apenas cerca de 2% dos clubes de ciências nacionais sejam dedicados a escolas indígenas, a troca de experiências em Brasília foi fundamental. “Certamente a experiência foi extremamente positiva. É ótimo ver a troca de perspectivas, conhecer outras realidades e compartilhar dificuldades e sucessos. Meus alunos são bem tímidos e não possuem o português como primeira língua, então essas interações são ótimas para desenvolver a socialização e a valorização do que possuem de diferente”, avaliou o professor.
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O evento reuniu educadores e estudantes para debater cultura científica e resultados dos laboratórios makers em escolas públicas

Nos dias 24 a 26 de março, o Clube Maker Margarida Consciente, vinculado à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), vivenciou um marco em sua trajetória ao participar do Encontro Nacional Mais Ciência na Escola 2026, em Brasília. O clube faz parte do Colégio Estadual do Campo Margarida F. Gonçalves, no distrito do Campinho, em Ibaiti. Sob a orientação do professor Pedro Paulo de Brito, os alunos Rafael Silva Costa (14) e Victor Gabriel (12) puderam mostrar tudo que construíram em sala de aula. Além do conhecimento técnico, a oportunidade de conhecer novos lugares encantou os jovens, que se impressionaram com a grandiosidade da capital federal. Para Victor Gabriel, o integrante mais jovem da dupla, estar ali foi uma honra. “Uma cidade muito boa, com muitos lugares turísticos, como a Torre de TV Digital, a Catedral Metropolitana, o Centro de Cultura, em geral gostei demais. Me senti muito honrado por poder ter essa experiência”, afirma Victor.
Para os alunos que decidem “se jogar” no aprendizado científico, os clubes de ciências abrem portas que vão muito além do turismo. O maior impacto veio da troca de vivências. Rafael reforça esse sentimento: “o que marcou mesmo foi ver que a ciência une pessoas de lugares tão diferentes e que temos muito potencial para evoluir, teve muito aprendizado, animação na medida certa e conhecimento de sobra. Por fim, o que eu posso dizer de todo aquele evento é que valeu cada segundo”.
Esses espaços de inovação são uma iniciativa do NAPI Paraná Faz Ciência, por meio da da Fundação Araucária e com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o Cnpq, via edital de fomento aos clubes de tipo Maker. Conforme esse edital, esse tipo de clube desenvolve ações com foco em STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, em inglês).
Os clubes Makers tem enfoque para inovação, robótica e projetos práticos, que visam o desenvolvimento do raciocínio lógico, criatividade e autonomia dos alunos do ensino Fundamental e Médio. Aos participantes é proporcionado não apenas um aprendizado especializado e direcionado, mas experiências únicas e idealizadoras, as quais dão acesso aos alunos a realidades e experiências antes inimagináveis.
Os clubes da região Norte do Paraná estão sob orientação do coordenador Professor Lucken Lucas Bueno, da UENP campus Cornélio Procópio. A equipe conta com apoio de mais dois professores doutores, três Bolsistas Técnicos de Nível Superior (BTNS) em Pedagogia, um técnico financeiro e uma técnica da área de comunicação, todos vinculados ao NAPI Paraná Faz Ciência e responsáveis por fornecer todo suporte para os professores e clubes contemplados da região. Um trabalho articulado entre o meio acadêmico e as escolas públicas do estado que busca promover experiências enriquecedoras e contribuir para a concretização de projetos e aspirações de alunos e professores vinculados à Rede Paraná Faz Ciência.
Siga o perfil no Instagram do colégio @col.margarida para saber mais sobre suas atividades. E sobre a Rede de Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
Equipe apresentou projetos dos clubes makers e compartilhou experiências com outras regiões no evento de Brasília

O futuro da ciência começa na sala de aula. Isso ficou mais do que provado no 1º Encontro Nacional do programa Mais Ciência na Escola, realizado em Brasília, entre os dias 23 e 26 de março. A Rede de Clubes Maker do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência (PRFC) também esteve presente no evento e reforçou o papel da cultura maker na formação de estudantes protagonistas.
Com laboratórios e atividades voltadas para o “mão na massa”, o Mais Ciência na Escola incentiva ideias, soluções e aprendizados de forma ativa. Por meio disso, promove o letramento digital, a experimentação científica e a inovação na Educação Básica. Tudo para trazer ciência e tecnologia na prática, focando na metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).
O Encontro Nacional teve como objetivo debater sobre a popularização da ciência e os resultados dos laboratórios makers no Brasil. A programação contou com palestras, mesas temáticas, vídeos institucionais e atividades em grupos, proporcionando a integração entre professores, alunos, coordenadores e pesquisadores. Foi um momento muito importante para a troca de experiências entre todos os projetos do país.
Autoridades e representantes governamentais também compartilharam com o público o cenário brasileiro. A Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, destacou a necessidade de práticas pedagógicas democratizadas, que tenham essa pegada mais prática. “Estamos falando de inovação concreta na Educação Básica brasileira. Um programa que aproxima a ciência da realidade dos estudantes, que valoriza o aprender fazendo, a experimentação, a curiosidade e a criatividade”, enfatiza.

Em entrevista para o NAPI PRFC, a Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, colocou em pauta a importância de fazer política pública com escuta. “A gente quer saber a experiência real de quem vive o programa no chão da escola e esse encontro é para isso. A gente está muito feliz em receber mais de 1600 pessoas aqui […] todo mundo junto, para fortalecer essa experiência tão rica que é criar clube de ciência, montar um laboratório e, principalmente, proporcionar aos estudantes da escola pública brasileira uma educação científica de qualidade”, defende.
Também procurado pela equipe, o Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, ressaltou que a primeira grande parceria do Programa Nacional de Popularização da Ciência (POP Ciência) foi com o Paraná. “Nós queremos cada vez incentivar mais a produção científica e a educação científica a partir do Ensino Fundamental, do Ensino Médio […] porque é fomentando a ciência que você cria as condições para produzir tudo aquilo que nós precisamos para o Brasil”, encoraja.

Quatro clubes paranaenses ficaram responsáveis por representar o estado e a vertente maker do NAPI – Paraná Faz Ciência no evento. Alunos e professores mostraram um pouco do trabalho desenvolvido no projeto, que tem transformado o pensamento crítico dos estudantes, despertado a curiosidade para o mundo da ciência e contribuído com a produção de conhecimento no Brasil.
As equipes participantes são do Colégio Estadual do Campo Professora Margarida Franklin Gonçalves (clube Margarida Consciente), em Ibaiti; Colégio Estadual do Campo Professora Godomá Bevilacqua de Oliveira (clube Circuito Criativo), de Apucarana; Colégio Estadual Indígena Cacique Otavio dos Santos (clube Pỹn fīfī), na Terra Indígena Marrecas, em Turvo; e Colégio Estadual do Jardim San Rafael (clube San Rafa Makers), em Ibiporã.
Inclusive, uma das alunas do clube Circuito Criativo foi escolhida para apresentar a síntese de uma discussão em grupo, durante o encerramento do evento. A atividade separou professores, estudantes e coordenadores estaduais no dia anterior ao relato, estimulando o diálogo entre pessoas de diferentes regiões.

Segundo a professora Edinara Santos, coordenadora do clube San Rafa Makers, o que mais a impactou no evento foi conhecer a amplitude que o Mais Ciência na Escola tem alcançado. “Nós ficamos realmente impressionados com a grandiosidade e o quanto desse projeto atinge escolas do Brasil inteiro. Ficamos muito orgulhosos de fazer parte disso”, conta.
Para alguns alunos, o Encontro Nacional foi também o primeiro evento científico. É o caso de Victor Souza (12 anos), do clube Margarida Consciente, que já está manifestando interesse na próxima viagem. “A gente veio aqui no evento de Brasília e eu quero ter mais oportunidades também de ir em outros eventos”, revela. “Eu estou gostando muito do Mais Ciência na Escola aqui e, graças ao clube Maker, eu estou podendo participar.”
Os estudantes do clube Pỹn fīfī também demonstraram entusiasmo com a experiência. Para os alunos, conhecer a cidade está sendo uma vivência diferenciada e, sem dúvidas, divertida. “Estou achando legal representar o Paraná. Me perdi um pouco lá no shopping”, brincou Wesley Mathias (15 anos).

O 1º Encontro Nacional “Mais Ciência na Escola” estava previsto na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta e Capacita nº 13/2024 – Mais Ciência na Escola. O Paraná Faz Ciência Maker faz parte do programa, tendo sido selecionado pelo edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além disso, a iniciativa dos clubes Makers integra as ações do NAPI – Paraná Faz Ciência, que é apoiado pela Fundação Araucária.

Conhecida como uma das maiores feiras comerciais, industriais e de agronegócio do Sul do país, a Expo Umuarama 2026 sediou também atividades de divulgação científica, com um espaço para exposição dos clubes de ciências da região de Umuarama e ligados à Rede Paraná Faz Ciência. Também estiveram no espaço atrações do Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Fazendinha da UEM e ainda estandes dos cursos ofertados pela universidade. A programação de eventos da Expo Umuarama é de 12 a 22 de março.
Agregando às atividades de divulgação científica, este ano a exposição contou com a presença dos clubes integrantes Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, da cidade de Umuarama e da região, sendo eles: Experimentando a Ciência (Escola Estadual do Jardim Canadá), Bento Bee (Colégio Estadual Bento Mossurunga), Denguebot (Colégio Estadual Vereador José Balan), Tenda Cultura Viva (Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal), Green Lab (Colégio Estadual Almirante Tamandaré, Cruzeiro do Oeste), e Paisagismo Sustentável (Escola Estadual Manuel Bandeira, Alto Piquiri).
Os clubes se revezaram e estiveram presentes durante os dias 16 a 19 de março, no Pavilhão da Indústria e Comércio, junto dos demais estandes ligados à Universidade Estadual de Maringá, demonstrando ao público um pouco de seus projetos, de forma prática e também teórica, usando maquetes e brincadeiras.
Na tarde do dia 16, houve a exposição no estande do Clube Bento Bee, do Colégio Estadual Bento Mossurunga, de Umuarama, representado pelos estudantes Lorena, Manuela, Miguel e Luiz. O clube trabalha com abelhas sem ferrão, trazendo para a comunidade a importância desse inseto para a produção de alimentos, polinização de flores e seu papel fundamental na manutenção de um ecossistema saudável.
No estande, os clubistas expõem as colmeias de diversas espécies, como a abelha Lambe-Olhos (Leurotrigona muelleri), a Mandaçaia (Melipona quadrifasciata) e a abelha Iraí (Nannotrigona testaceicornis), proporcionando uma experiência visual muito interessante para os visitantes do evento. A mostra dos clubistas do Bento Bee também oferece experimentação de própolis e mel para os visitantes, ambos produzidos pelas abelhas que eles mesmos criam no projeto do clube.

Na manhã da terça-feira, dia 17, foi a vez da exposição do Clube Green Lab, do Colégio Almirante Tamandaré, da cidade de Cruzeiro do Oeste. Os principais objetivos do clube incluem a sensibilização da comunidade para o descarte correto do óleo de cozinha, assim como orientar maneiras de reaproveitamento para esse produto residual das cozinhas.
“No clube, nós pegamos o óleo que seria descartado incorretamente no lixo ou na pia e fazemos sabão! Já fizemos velas, então é possível fazer várias coisas com óleo, até desengordurante. É uma forma de salvar o meio ambiente. Um litro de óleo descartado, que poderia contaminar 25 mil litros de água, está aqui, usamos para fazer sabão”, apontou o clubista Miguel.
Os clubistas expõem sabões feitos com óleo residual em variadas formas: líquido, em pó e em pedra, possuindo diversos aromas e possibilidades de uso.
Na parte da tarde, o Clube Tenda Cultura Viva, do Colégio Estadual Hilda Trautwein Kamal, de Umuarama, também marcou presença na Expo Umuarama 2026. O clube desenvolve estudos que aprofundam conhecimentos em culturas indígenas e africanas, visando quebrar o estigma contra esses povos que ainda é visto na sociedade. O projeto tem estudado adereços usados por esses povos, pesquisando os materiais, os significados e replicando técnicas típicas, o que resgata e valoriza tais heranças culturais.
“Combater o preconceito enraizado na população brasileira hoje é um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa”, diz a clubista Maísa.

Os clubistas montaram um estande repleto de adornos típicos de diversas culturas indígenas brasileiras e africanas, como colares, adornos e também itens de caça: lanças e arco e flecha. Os visitantes puderam interagir com o projeto experimentando os adornos e também brincando de acertar o alvo com o arco e flecha.
Na quarta-feira dia 18 de março, o Clube Denguebot, do Colégio Estadual Vereador José Balan, de Umuarama, expôs o protótipo de robô autônomo que auxilia no combate ao Aedes Aegypti no ambiente escolar. Sua função é otimizar a liberação do repelente natural feito com citronela.
Os clubistas explicam o funcionamento de dois modelos de robôs: um para exemplificar a efetividade do difusor de repelente e o outro para evidenciar a tecnologia de sensor de aproximação, que é a mesma usada em robôs aspiradores, o que dá a capacidade ao aparelho de mapear o ambiente de forma completamente autônoma.

No estande ao lado, o Clube Paisagismo Sustentável, da Escola Estadual Manuel Bandeira, do município de Alto Piquiri, também apresentou seus projetos. Os clubistas explicaram seus trabalhos com muito orgulho, visto que o Clube foi premiado em 1º lugar na FECCI 2025, na categoria “Tecnologia e Robótica”. Esse projeto tem como objetivo revitalizar espaços degradados e não utilizados do ambiente escolar dos estudantes, partindo do reaproveitamento de itens que seriam descartados, transformando-os em bancos, floreiras, canteiros, tornando o espaço estudantil mais agradável e sustentável.
O que chama atenção, além da revitalização promovida por alunos e professores, é a inovação tecnológica aplicada para solucionar problemas relacionados ao ambiente do entorno. Segundo a estudante clubista Emanuelle, eles desenvolveram um sistema de irrigação inteligente controlado pelo smartphone, bastando um clique para que toda a área verde da escola seja automaticamente irrigada. Este detalhe do projeto que foi demonstrado por meio de maquetes interativas garantiu o título ao clube na FECCI 2025.

No último dia de exposição de clubes, o Experimentando Ciências, Clube da Escola Estadual do Jardim Canadá, de Umuarama, esteve no estande para encerrar a participação dos clubes. Eles mapeiam os alimentos menos consumidos na merenda escolar a fim de encontrar uma solução para conter o desperdício, ao mesmo tempo que querem garantir que os nutrientes presentes nesse alimento sejam devidamente consumidos.
“Após um levantamento de dados inicial, concluímos que o alimento menos consumido foi o chuchu. Então pensamos: como fazer com que os estudantes se alimentem deste fruto sem comê-lo diretamente? Entendemos que o gosto e a textura do chuchu não agradam muitos alunos, então realizamos a primeira receita do projeto: o pão de chuchu”, explicou a clubista Carol. A estudante aponta ainda que há mais dois projetos em desenvolvimento: o iogurte com geleia de pêra e o pão de abóbora.
Além da parte gastronômica, o clube também se empenhou em realizar atividades pedagógicas para crianças com foco em uma alimentação saudável. Os clubistas desenvolveram um jogo de tabuleiro e cartas com a temática de boa alimentação, assim como utilizaram a tecnologia para criar um jogo de computador que demonstra os malefícios dos ultraprocessados e reforça a importância de uma alimentação rica em alimentos frescos e orgânicos.

A participação dos clubes de ciência em feiras como esta significa a conquista de mais espaço para a visibilidade e valorização da educação dos jovens paranaenses, incentivando a permanência escolar e devolvendo para a sociedade conhecimento científico fomentado os colégios. É uma experiência que agrega não somente para a formação do aluno, como também conscientiza a comunidade.
O evento irá reunir educadores e estudantes para debater cultura científica e os resultados dos laboratórios makers

Quatro clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência Maker estarão presentes no Encontro Nacional Mais Ciência na Escola 2026. A equipe, que faz parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, irá representar o estado, evidenciando a importância do investimento em ações que aproximam os alunos da Educação Básica de práticas investigativas e da cultura maker. O evento será realizado entre os dias 24 e 26 de março, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília-DF.
De acordo com a professora Mariana Andrade, coordenadora estadual do NAPI PRFC Maker, as atividades desenvolvidas pelos clubes de ciência já são referência no país. “Em especial, a Rede de Clubes Maker desempenha um papel fundamental na consolidação de clubes em diferentes contextos, incluindo escolas indígenas, do campo, quilombolas e urbanas situadas em regiões de maior vulnerabilidade social”, destaca.
Pensando nessa representatividade, os clubes convidados para o evento pertencem ao Colégio Estadual Indígena Cacique Otavio dos Santos (clube Pỹn fīfī), na Terra Indígena Marrecas, em Turvo; C.E. do Campo Professora Margarida Franklin Gonçalves (clube Margarida Consciente), em Ibaiti; C.E. do Campo Professora Godomá Bevilacqua de Oliveira (clube Circuito Criativo), em Apucarana; e C.E. do Jardim San Rafael (clube San Rafa Makers), em Ibiporã.
Participarão os quatro professores coordenadores e oito dos estudantes clubistas. Segundo Mariana, também foi produzido um vídeo de cinco minutos, que reúne pesquisas e criações dos demais clubes makers da Rede. Trata-se de uma oportunidade para dar visibilidade ao trabalho, promover a troca de experiência com pessoas de outros estados e, claro, ter um momento de imersão cultural.
O projeto do Paraná Faz Ciência Maker é parte do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, que conta com financiamento da Fundação Araucária. A iniciativa foi selecionada na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta e Capacita nº 13/2024 – Mais Ciência na Escola. O Encontro Nacional estava previsto e busca estabelecer diálogo com representantes governamentais, além de aprofundar o conhecimento sobre o papel de instituições como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).