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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Os estudantes do Colégio Estadual Tomaz Edison de Andrade Vieira visitam museus para contribuir com os estudos

A foto é do clube de ciências ‘História e Mídia’ do Colégio Estadual Tomaz Edison de Andrade Vieira de Maringá. A imagem mostra um grupo de estudantes posando para uma foto dentro de uma sala de aula. O grupo é formado por 14 alunos e uma adulta, a professora. Eles estão dispostos em duas fileiras: a primeira sentada e a segunda em pé. Atrás deles há um mural com cartazes e trabalhos escolares expostos na parede. O ambiente é uma sala de aula com carteiras azuis, paredes, piso de madeira e iluminação de teto fluorescente.
Clubistas e a professora coordenadora do clube na sala de aula (Foto/ Ana Carolina Arenso Barbosa)

Resgatar a formação da cidade de Maringá por meio das fontes de museus e transformar esses conhecimentos históricos em conteúdos para as mídias sociais é o objetivo do Clube de Ciências História e Mídia. A ideia, segundo a professora coordenadora Sandra Maria Castanho, também é criar um site profissional ainda este ano para compartilhar os estudos e as experiências das visitas dos clubistas aos museus. 

Composto por 30 alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º e 2º ano do Ensino Médio, os estudantes buscam estudar a teoria sobre o início da cidade de Maringá e discutir as fontes por imagens de museus. No clube do Colégio Estadual Cívico-Militar Tomaz Edison de Andrade Vieira, o grupo também descreve a importância da pesquisa prática para compreender a formação do município.

A dinâmica do clube varia entre a teoria e a prática. As aulas teóricas são realizadas com vídeos e explicações. “E durante a semana eles fazem alguma ação relacionada à tarefa, como agora, eles estão entrevistando, por áudio, os pioneiros da família, vizinhos ou amigos, para entender melhor o início da cidade”, explica a professora Sandra. 

Os clubistas estão realizando um resgate histórico para compreenderem a construção do município, “ainda está em processo, mas isso servirá de material para o site que será feito!”. Conforme Sandra, uma empresa criará o site, mas os alunos serão os responsáveis por alimentá-lo. “O intuito é que todos contribuam com as pesquisas”, afirma.

Entre os momentos marcantes que o clube vivenciou, alguns são destacados pelos estudantes e pela educadora. A visita ao museu da Unicesumar é um deles. Segundo a coordenadora, quando os alunos entraram em contato com a fonte, o interesse pelo clube aumentou. “Os estudantes tiveram contato com móveis e cartas antigas, jornais, telefones, as vitrolas e muitos outros objetos. Ou seja, havia todo um contexto que eles não conheciam”.

O Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), também foi um espaço interessante para os clubistas aprenderem. No mês de agosto, o local foi visitado pelo clube e, inclusive, se tornou ambiente para gravação de conteúdos para as mídias sociais do grupo e para o futuro site. 

O espaço escolhido por eles para filmagem, dentre os ambientes temáticos, foi ‘Os Povos Originários no Paraná’, que é uma exposição temporária sobre a origem e distribuição dos povos indígenas no território paranaense. O ambiente da exposição também é parceiro do Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-História (LAEE), da UEM, coordenado pelo professor Lúcio Tadeu Mota.  

Conforme a coordenadora do clube, os estudantes também gravaram vídeos na visita à Unicesumar. O grupo pretende realizar essas filmagens com maior frequência e em outros ambientes – até mesmo na escola -, mas com qualidade superior. “Nós solicitamos câmera e instrumentos adequados para conseguir desenvolver produtos comunicacionais mais interessantes”, afirma a docente. 

A ideia do clube também é visitar mais museus da cidade com objetivo de conhecê-los pessoalmente e ter maior contato com a história. “O próximo local que queremos ir é o Memorial Kimura, em Floriano (PR)! ”, expõe a coordenadora.

Para Sandra é emocionante trabalhar com pesquisa no colégio. “Como pesquisadora, trazer esse resgate da investigação científica é fundamental para os alunos e tem um grande diferencial por ser um colégio público”. 

O interesse dos estudantes pelo clube surge por ser um local diferente do dia a dia da sala de aula. “Geralmente é estudado de forma muito superficial sobre o assunto. Então aqui, eles acabam se envolvendo socialmente com os amigos, conversando e trocando ideias. Os clubistas perdem a timidez, explicam e realizam entrevistas. É muito bom e eles amam!”

A principal dificuldade do clube é a estrutura, algo que deve ser sanado com a chegada dos materiais para uso do grupo. “Por exemplo, nós não temos computador que funciona com projeção de tela (datashow). Inclusive, a gente solicitou esse amparo tecnológico na lista de itens”. De forma geral, os alunos estão muito animados e querem transmitir os conhecimentos que estão aprendendo para as outras pessoas. 

Entre os planos futuros, está implementar o site com o desenvolvimento de muitos conteúdos e estudos pelo grupo, além de divulgar o site para a escola e para a comunidade externa – ou quem se interessar pelo tema. Os clubistas também estão animados para apresentar os resultados do projeto em feiras de ciências e continuar com as visitas aos museus.

Evento à luz da lua reuniu estudantes e convidados para refletir sobre a história local e os desafios da conservação

A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em uma praia à noite, posando sorridentes sob a luz de um poste que ilumina a cena. O clima é leve e descontraído, com todos vestidos em trajes de verão. Ao fundo, uma palmeira e o céu escuro completam o cenário praiano, enquanto a areia sob os pés reforça a atmosfera de confraternização e alegria.
(Foto/Arquivo pessoal)


O Clube EcoHistoriadores, do Colégio Estadual Cecília Meireles, em Loanda, promoveu seu primeiro luau, um encontro especial marcado por aprendizado, troca de experiências e conexão com a história e a natureza. Sob a coordenação da professora Adriana Renata Fernandes, o evento teve como destaque a presença de Sônia Talarico, que compartilhou suas memórias sobre o distrito de Porto São José, enriquecendo a reflexão dos estudantes sobre as transformações da região ao longo dos anos.

Mais do que um momento de contemplação, o encontro permitiu discutir os impactos do desenvolvimento no município. A relação entre turismo, pesca e infraestrutura foi abordada pelos participantes, que refletiram sobre os avanços trazidos pelo crescimento econômico, mas também sobre os desafios ambientais que surgiram com a chegada de novos visitantes e empreendimentos

Entre os estudantes, Pietro Aparecido da Silva Rosa, da 2ª série do Ensino Médio, destacou a necessidade de conscientização sobre o cuidado com o meio ambiente e o patrimônio local. “Resgatamos memórias antigas, algumas muito diferentes do que vemos hoje. O turismo ajudou a melhorar o acesso a recursos, como luz, água e remédios, mas também trouxe um problema: muitas pessoas que vêm para cá não cuidam do lugar como nós, que vivemos aqui. Precisamos encontrar formas de conscientizar e cobrar mudanças para que a preservação aconteça”, comentou Pietro.

O evento também marcou um novo ciclo para o Clube EcoHistoriadores, que retomou suas atividades com o compromisso de fortalecer o pertencimento dos alunos à história e à cultura local. Os estudantes discutiram os próximos passos do grupo e as iniciativas que podem ser realizadas para incentivar o cuidado com a região.

Pietro reforçou sua expectativa de que o clube continue crescendo e inspirando novas gerações. “Eu talvez não acompanhe o clube até o final, porque o Ensino Médio acaba antes, mas espero que outros continuem, com o mesmo entusiasmo e o mesmo sonho de mudança para melhor. São pessoas sonhadoras que transformam o mundo”, declarou.

A imagem mostra quatro pessoas sentadas sobre cangas e toalhas na areia de uma praia à noite. Elas estão próximas umas das outras, com expressões mais sérias e atentas, como se estivessem ouvindo ou participando de uma conversa importante. Ao fundo, é possível ver duas pessoas na água e algumas cadeiras de praia vazias. A iluminação parece vir de um poste próximo, criando um clima intimista, e o ambiente sugere um momento de reflexão ou troca entre amigos durante um encontro noturno à beira-mar.
(Foto/Arquivo pessoal)


O Luau do Clube EcoHistoriadores demonstrou que aprender sobre o passado é essencial para entender o presente e construir um futuro mais sustentável. O evento não apenas aproximou os alunos da história de Porto São José, mas também reforçou o compromisso do clube com a conscientização ambiental e a preservação da identidade local.

Com encontros como esse, o Clube EcoHistoriadores segue incentivando os jovens a valorizarem sua terra, sua cultura e a buscarem soluções para os desafios ambientais e sociais da região.