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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Estudantes exploraram o potencial científico de hortas, laboratórios de ponta e a imersão tecnológica do Planetário no campus Cornélio Procópio

Vista externa do planetário da Universidade Estadual do Norte do Paraná, em Cornélio Procópio. A construção tem formato de cúpula geodésica, com painéis triangulares em tons claros e estrutura escura. A porta de entrada está aberta na parte frontal. O planetário fica em uma área ao ar livre, com gramado bem cuidado, pequenas plantas ornamentais e um caminho de piso intertravado à frente. Há postes de iluminação ao redor e, ao fundo, árvores e algumas construções. O céu está claro e ensolarado, indicando um dia de tempo aberto.
Planetário UENP (Foto/Arquivo pessoal)

O clube Jardim da Ciência Pacheco, do Colégio Anita Aldete Pacheco, participou, no dia 10 de abril, de uma visita técnica à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). A atividade no campus de Cornélio Procópio foi organizada e conduzida pela professora responsável Michele Plantes, com o objetivo de proporcionar aos estudantes o contato direto com a infraestrutura universitária e de pesquisa.

De acordo com a docente, as saídas de campo são oportunidades essenciais para que os alunos vivenciem os conteúdos aprendidos em sala de aula. Durante a visita, o grupo conheceu a horta de PANCs (plantas alimentícias não convencionais), onde puderam analisar o potencial científico, as texturas e os aromas das espécies cultivadas.

A modernidade dos laboratórios também chamou a atenção dos jovens. “Achei interessante porque lá eles têm equipamentos muito modernos”, relatou o aluno Luis Otávio Camargo Prado. A experiência foi finalizada no Planetário da UENP, que conta com projeção 4K UHD e simuladores de Astronomia de última geração. 

Recado aos futuros pesquisadores 

A professora Michele Plantes destacou o perfil crítico e dedicado dos membros do clube, que já demonstram interesse em áreas como veterinária, biologia e ciências do mar.  “São alunos que lutam para conquistar suas metas. O conselho que dou para eles é nunca pararem de estudar e sempre se dedicarem para chegarem onde desejam.  A ciência tem um leque enorme de opções e precisa de pesquisadores para ajudar no tratamento e prevenção de doenças ou fabricação de medicamentos. O estudo dos seres vivos, compreender a vida e suas formas, garantir a sustentabilidade e a sobrevivência do planeta”, explica.

Planetário UENP visto de dentro (Foto/Arquivo pessoal)

Visitação UENP

Assim como o clube Jardim da Ciência Pacheco, todos os clubes de ciências e estudantes apaixonados por descobertas, estão mais que convidados para viver essa experiência. A UENP mantém as portas abertas para visitas técnicas e sessões no Planetário. Professores e diretores interessados podem agendar a atividade entrando em contato através do link https://tr.ee/9cebTFdiVI. Demais dúvidas podem ser tiradas pelo e-mail planetario.ccp@uenp.edu.br ou pelo telefone (43) 3520-1757.

Ex-integrante do Clube Inovar transforma bioplástico escolar em projeto de empreendedorismo na universidade

Três jovens estão em pé lado a lado, sorrindo para a câmera, em frente a uma parede com quadro verde (parece uma sala de aula). À esquerda, há uma garota de pele escura, cabelo longo e liso, usando uma camiseta branca de uniforme com um símbolo no braço e calça azul. Ela segura uma das pontas de um grande pedaço de plástico transparente. No centro, há um rapaz de pele clara, cabelo curto e escuro, vestindo uma camiseta branca com mangas escuras. Ele também segura o plástico, ajudando a esticá-lo. À direita, há outra garota de pele clara, com cabelo longo e liso e usando óculos. Ela também veste uma camiseta branca de uniforme e segura a outra ponta do plástico. Os três estão segurando juntos esse grande pedaço de plástico transparente, esticado na frente deles, como se estivessem apresentando um trabalho ou experimento. O ambiente é simples, típico de escola, com parede verde e parte inferior azul.
Bioplástico feito de amido de milho pelos alunos, Laritiely está à direita (Foto/Arquivo pessoal)

Quando pensamos em ciência, logo nos vêm à mente grandes cientistas e descobertas famosas. No entanto, raramente paramos para notar que as maiores inovações costumam nascer de pequenos problemas do dia a dia. Para Laritiely Ribeiro da Silva (18 anos), tudo começou com um desafio solidário: criar capas de chuva para distribuir aos colegas de escola que, por falta de transporte municipal, enfrentavam dificuldades para chegar às aulas em dias de chuva. 

Na época, Laritiely já integrava o Clube de Ciências Inovar, do Colégio Estadual Barbosa Ferraz, em Andirá, vinculado à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Para a jovem, o clube era muito mais do que uma atividade extracurricular; era um espaço para aprender a enxergar o mundo sob uma nova ótica.

A solução no amido de milho 

Decidida a encontrar uma alternativa barata e sustentável para o problema que os estudantes enfrentavam nos dias de chuva, Laritiely desenvolveu um bioplástico feito de amido de milho. “Percebemos que isso era um material descartado em grande quantidade por uma cooperativa aqui da cidade, então pensamos em como dar uma destinação melhor para esse resíduo”, conta a aluna. De refugo da indústria, o amido ganhou um novo significado nas mãos da jovem cientista.

O caminho até o produto pronto, porém, não foi encontrado rapidamente. Laritiely relata que foram necessárias 86 tentativas e testes até chegar ao produto ideal. Com o material em mãos e o apoio fundamental de sua orientadora, Karoline Azevedo, Laritiely percebeu que aquela descoberta era grande demais para ficar restrita às capas de chuva. A tecnologia do bioplástico evoluiu, então, para algo com impacto ainda maior: o projeto BioProtect. São sacolas biodegradáveis que contêm sementes em sua composição. Assim, ao invés de poluir, o descarte da embalagem torna-se o início de uma nova árvore.

Reconhecimento

A dedicação rendeu frutos grandiosos. O BioProtect conquistou o segundo lugar na FECCI, a Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência, em Curitiba, competindo com os melhores projetos de iniciação científica do Paraná. O reconhecimento foi o combustível que faltava: Laritiely decidiu seguir carreira na área e foi aprovada em Ciências Biológicas no vestibular da própria UENP.

O que começou como um projeto escolar acabou subindo para um novo degrau. No dia 27 de março de 2026 Laritiely foi aprovada na Pré-Incubadora da UENP, que é um ambiente de apoio para transformar ideias inovadoras em negócio viáveis, como startups e outros projetos com potencial empreendedor. Agora, o que nasceu no Clube de Ciências se transforma em um modelo de negócio promissor.

Laritiely passou em ciências biológicas na UENP (Foto/Arquivo pessoal)

O legado de gratidão 

Para os que estão começando agora nos clubes de ciências, Laritiely deixa um testemunho.  “Muitos vão te chamar de louco por sonhar alto demais, e vai haver dias em que o choro é inevitável. Eu vivi isso: testes que falharam e a vontade de parar. Mas o diferencial foi olhar para o lado e ver que o Clube acreditava no meu potencial. Quando venci, entendi que o choro faz parte da limpeza da alma de quem persiste. Não desista dos seus sonhos por ninguém. Vá lá, prove sua força e deixe o clube transformar sua vida também. Se eu consegui, você também consegue!”.

Para além da técnica aprendida, o que fica dessa jornada é também o apoio recebido. Laritiely faz questão de dedicar suas conquistas à sua orientadora, Karoline Azevedo. “Eu não teria chegado onde cheguei sem uma peça fundamental nesse caminho, a minha orientadora, a Karol. Se hoje eu curso Ciências Biológicas, é por causa dela. A Karol sempre foi minha maior inspiração. A forma como ela conduz o clube e nos incentiva me deu a certeza do que eu queria fazer da vida. Eu falo de coração: espero ser, no futuro, pelo menos metade da profissional e da pessoa que ela é”, finaliza a ex-clubista.Acompanhe mais sobre os Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Oficina realizada em Foz do Iguaçu integrou teoria e prática para promover ciência cidadã e engajamento público na pesquisa sobre biodiversidade

O professor Rodrigo Arantes Reis apresentou uma atividade para participantes durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO). Ele está em pé, segurando um microfone e falando ao público sentado em cadeiras voltadas para o palco. Ao fundo, duas telas exibem a identidade visual do NAPI Paraná Faz Ciência, enquanto um painel central mostra a marca do congresso. O ambiente é uma sala de conferências com iluminação clara e estrutura para apresentações científicas.
O professor Rodrigo Arantes Reis conduziu uma oficina durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria, em Foz do Iguaçu. (Foto: Arquivo pessoal)

Durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO), em Foz do Iguaçu entre os dias 2 e 5 de março,  o professor e articulador do Napi, Rodrigo Arantes Reis, coordenou a oficina “Ciência Cidadã e Biodiversidade: Estratégia de Engajamento Público para a Ciência”.

A oficina reuniu pesquisadores, estudantes e profissionais interessados em ampliar a participação da sociedade na produção do conhecimento científico. A proposta foi integrar teoria e prática, apresentando conceitos fundamentais de Ciência Cidadã, além de metodologias de coleta de dados e estratégias de engajamento público em projetos de biodiversidade.

Durante o encontro, os participantes conheceram iniciativas e ferramentas que permitem a colaboração entre cientistas e cidadãos. Entre os conteúdos abordados estavam o Programa Institucional de Ciência Cidadã para a Educação (PICCE), protocolos de campo e o uso de aplicativos voltados ao registro de espécies e monitoramento ambiental.

O professor Rodrigo Arantes Reis apresenta a oficina “Ciência Cidadã e Biodiversidade: Estratégias de Engajamento Público para a Ciência” durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO). Na sala de conferências, participantes estão sentados acompanhando a apresentação enquanto dois telões exibem o título da atividade e logos institucionais, incluindo o Paraná Faz Ciência e a Universidade Federal do Paraná. O ambiente é estruturado para atividades acadêmicas e troca de conhecimentos entre pesquisadores e estudantes.
Participantes acompanham a oficina conduzida por Rodrigo Arantes Reis sobre ciência cidadã durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia. (Foto: Arquivo pessoal)

A programação também incluiu atividades práticas realizadas nos jardins e bosques do local do evento, onde os participantes puderam aplicar os protocolos apresentados e experimentar, na prática, como a ciência cidadã pode contribuir para a produção de dados científicos e para a conservação da biodiversidade.

Durante o evento, o NAPI também esteve presente no estande do Paraná Faz Ciência, espaço dedicado à divulgação de iniciativas científicas e de inovação desenvolvidas no estado, reforçando a integração entre pesquisa, educação e sociedade, ampliando a visibilidade das ações voltadas à conservação da biodiversidade e ao fortalecimento da ciência no Paraná.

Integrantes da equipe do Paraná Faz Ciência posam para foto no estande do projeto durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO). Entre eles está o professor Rodrigo Arantes Reis. O grupo está atrás de um balcão expositivo com livros e materiais de divulgação científica. No painel do estande aparecem também informações e QR codes para acesso a conteúdos e projetos vinculados ao programa, que promove a integração entre pesquisa, educação e sociedade.
Equipe do Paraná Faz Ciência recebe visitantes e apresenta materiais de divulgação científica no estande do evento durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia. (Foto: Arquivo pessoal)

De acordo com o professor Rodrigo Arantes Reis, a atuação do NAPI tem sido fundamental para fortalecer redes de pesquisa e ampliar a presença de iniciativas colaborativas em grandes eventos científicos. “Estamos muito felizes de poder estar aqui. Gostaria de agradecer demais à Associação Brasileira de Zoologia pelo convite e ao NAPI Paraná Faz Ciência pelo orgulho de estar apresentando esse resultado em mais um evento”, destacou.

A presença do NAPI em eventos de grande porte reforça o compromisso da rede com a excelência acadêmica e com a ampliação da divulgação científica no país. Ao promover ações que aproximam pesquisadores e sociedade, a iniciativa contribui para fortalecer a ciência colaborativa e ampliar o impacto do conhecimento científico na conservação da biodiversidade brasileira.

A imagem mostra um grande painel decorativo montado em um espaço interno, utilizado como fundo para fotos em um evento. No centro do painel está escrito “36º CBZ e 3ª CIZOO”, com as datas 02 a 05 de março de 2026, em Foz do Iguaçu. A arte do painel apresenta uma ilustração colorida inspirada na natureza e nos pontos turísticos da região.
Foz do Iguaçu recebe o 36º CBZ e o 3º CIZOO, reunindo ciência, conservação e a riqueza da biodiversidade em um dos cenários naturais mais impressionantes do Brasil. (Foto: Arquivo pessoal)