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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Clubistas da Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco distribuem produção orgânica de alface, unindo pesquisa, sustentabilidade e ação social

A imagem mostra quatro mulheres sorrindo, em um ambiente externo com árvores ao fundo e parte de um prédio escolar visível à direita. Elas estão posicionadas atrás de uma mesa coberta por diversas sacolas plásticas brancas. Cada uma segura sacolas semelhantes ou pacotes contendo uniformes escolares. À esquerda, uma das mulheres segura um maço de roupas dobradas com etiquetas, enquanto outra segura uma sacola plástica com as duas mãos. Ao fundo, outras pessoas e bicicletas podem ser vistas, reforçando o clima comunitário e escolar da cena. A iluminação é natural e o clima parece estar ameno.
Alfaces da horta do clube de ciência são entregues aos pais junto com os uniformes (Foto/Eliana Aparecida da Silva)

Em uma iniciativa que integra aprendizado prático e ação social, os jovens cientistas do Clube ‘Jovens pelo Clima’, da Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, em Borrazópolis, realizaram a primeira distribuição da produção de alface cultivada em sua horta orgânica. Coordenado pela professora Eliana Aparecida da Silva, o clube demonstra um engajamento comunitário que vai além dos muros da escola.

Desde março de 2025, os clubistas vêm dedicando tempo e esforço ao cultivo orgânico de uma horta. No mês de julho, colheram os primeiros frutos desse trabalho, que foram distribuídos à comunidade escolar.

Uma das ações de distribuição de hortaliças foi cuidadosamente planejada pelos clubistas em conjunto com a diretora da escola, Lisandra Câmara. A estratégia visou coincidir a entrega das hortaliças com a distribuição dos uniformes escolares, aproveitando a presença de pais e alunos na escola. Dessa forma, as famílias puderam levar as alfaces frescas para casa, conhecendo de perto o trabalho e o impacto do clube na comunidade.

A ação de distribuir a produção da horta tem um propósito social fundamental. Parte dos alimentos cultivados será destinada ao “Sopão” da escola, uma refeição oferecida a alunos em situação de vulnerabilidade durante as semanas de inverno. Outra porção da colheita abastecerá a “sacola solidária” de verduras, que é distribuída quinzenalmente às famílias de alunos em necessidade. Essa estratégia permite que o trabalho do clube alcance diretamente quem mais precisa.

As iniciativas dos clubistas estão intrinsecamente ligadas a importantes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas. A ação da horta e a distribuição de alimentos orgânicos contribuem para o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), ao promoverem práticas sustentáveis de cultivo. A colaboração entre o clube, a escola e a comunidade nas ações sociais reforça o ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação). Finalmente, todo o processo de aprendizado prático e engajamento cívico vivido pelos alunos fortalece o ODS 4 (Educação de Qualidade), preparando-os para serem agentes de mudança na sociedade.

Com a liderança da professora Eliana e a dedicação de seus clubistas, o ‘Jovens pelo Clima’ não apenas cultiva alimentos, mas também semeia valores, solidariedade e um futuro mais sustentável em Borrazópolis.

O clube do Colégio Prefeito Carlos Massaretto participou de evento para aprofundar conhecimentos e fortalecer projeto com foco em ciência e sustentabilidade

A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em um ambiente interno, um auditório. O grupo é composto por estudantes e alguns adultos (professores e o palestrante). Todos parecem estar felizes e engajados, posando para uma foto em grupo. Ao fundo, há uma projeção com o título da campanha educativa: "Mudanças Climáticas – COP30"**, o que indica que o evento está relacionado a conscientização sobre mudanças climáticas e preparação para a COP30. À esquerda, há um banner com o logotipo dos "Núcleos de Cooperação Socioambiental", e o slogan "Juntos pela sustentabilidade". Também aparecem os logotipos da Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec, Ministério do Meio Ambiente e Governo Federal do Brasil, e sinaliza que essa atividade faz parte de um programa oficial de educação ambiental. As roupas das pessoas indicam que o clima está frio, com vários usando casacos, gorros e jaquetas. O ambiente é acolhedor e a atmosfera da imagem transmite união e engajamento com a causa ambiental.
Integrantes do clube de ciência Aventureiros do Conhecimento participam de palestra sobre mudanças climáticas apresentada pelo biólogo, doutor em Microbiologia e divulgador científico Atila Iamarino (Foto/Leandro Vicente Gonçalves)

Apucarana, PR – O Auditório Gralha Azul da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) – Campus de Apucarana recebeu os alunos do Clube de Ciências Aventureiros do Conhecimento, do Colégio Estadual Cívico-Militar Prefeito Carlos Massaretto, para assistirem ao Seminário Mudanças Climáticas e COP30, que contou com a palestra do renomado biólogo e divulgador científico Atila Iamarino. Conhecido nacionalmente por seu trabalho no combate à desinformação sobre meio ambiente e saúde pública, Iamarino trouxe uma perspectiva crucial para os jovens cientistas.

O evento foi uma iniciativa conjunta da Itaipu Binacional e Itaipu Parquetec, por meio dos Núcleos de Cooperação Socioambiental e da UNESPAR. Essa ação se alinha ao Convênio de Governança Participativa para a Sustentabilidade, executado pelo programa Itaipu Mais que Energia, e integra as diretrizes do Governo Federal no enfrentamento à crise climática e no fortalecimento da educação ambiental.

A palestra de Atila Iamarino destacou o papel fundamental da ciência como ferramenta para a transformação social. Ao abordar temas como desmatamento, aquecimento global e a complexidade das políticas públicas que, por vezes, mascaram práticas danosas, o biólogo apresentou dados atualizados e exemplos concretos de iniciativas de sucesso em diversas partes do mundo. Iamarino também enfatizou a importância do engajamento individual, especialmente dos jovens, incentivando-os a questionar informações superficiais e a fortalecer projetos locais que unam preservação e tecnologia aplicada ao meio ambiente.

Para o professor Leandro Vicente Gonçalves, coordenador do Clube Aventureiros do Conhecimento, a palestra de Atila Iamarino foi um divisor de águas. “Após a palestra, os integrantes do clube se mostraram ainda mais engajados nas atividades e pesquisas do clube. Inspirados pelas reflexões de Atila, os clubistas passaram a perceber o projeto da horta não apenas como um espaço de cultivo, mas como um laboratório vivo para práticas agroecológicas, monitoramento climático e educação ambiental. A troca de conhecimentos e a sensação de pertencimento foram essenciais para estimular ideais de inovação”, conclui.

Descrição de imagem: A imagem mostra dois jovens estudantes envolvidos em uma atividade prática de eletrônica ou robótica. Eles estão sentados lado a lado, concentrados em montar ou programar uma placa eletrônica, que está conectada a fios e sensores. Sobre a mesa há uma variedade de materiais, incluindo: um notebook aberto; uma caixa plástica com rodas, fitas adesivas, componentes eletrônicos e peças diversas de robótica; um celular e sacos com fios e pequenos componentes. Ao fundo, é possível ver várias cadeiras verdes ocupadas por outros estudantes. A cena transmite um clima de aprendizado colaborativo e incentivo à tecnologia e inovação
Estudantes exploram a eletrônica e a programação em atividade prática do Clube Aventureiros do Conhecimento, projetando um sistema autônomo para a proposta da Horta Comunitária Sustentável e Tecnológica do clube. (Foto/Leandro Vicente Gonçalves)

O professor Gonçalves ressaltou também o impacto duradouro do seminário. “A experiência no seminário ‘Mudanças Climáticas e COP30’ se configurou como um ponto de inflexão para nosso projeto de horta. Reforçou a convicção de que um empreendimento sustentável só se mantém vivo quando respaldado pelo conhecimento científico e pela cooperação entre escola, comunidade e instituições parceiras. Saímos daquela palestra carregados de inspiração e decididos a transformar ideias em ações. O próximo passo será integrar, no cotidiano da horta, projetos de pesquisa sobre sequestro de carbono e monitoramento de poluentes atmosféricos, tudo isso com base no entusiasmo e na consciência ambiental despertados por Atila Iamarino!”, completou.

O evento não apenas proporcionou uma visão aprofundada sobre a crise climática e suas soluções, mas também reforçou o protagonismo dos clubes de ciência como polos de inovação e engajamento ambiental nas escolas paranaenses, preparando os jovens para serem agentes de mudança em suas comunidades e no cenário global.