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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Além do hotel de insetos, os estudantes instalaram placas de educação ambiental ao longo do percurso

A imagem mostra um grupo de 10 estudantes em meio a uma área de floresta. Elas estão reunidas ao redor de um hotel de insetos, uma estrutura de madeira com compartimentos preenchidos por bambus, pinhas e outros materiais naturais, instalada sobre um suporte. As alunas estão em pé e agachadas, sorrindo e posando para a foto. No canto esquerdo, uma das estudantes segura uma caixa decorada. Ao fundo, é possível ver muitas árvores, vegetação densa e o chão coberto por folhas secas, reforçando o ambiente natural onde o projeto foi realizado.
Estudantes do Clube Raízes da Ciência, acompanhados da professora Mariana Mendes Mirkoski, durante a instalação do hotel de insetos (Foto/Arquivo Pessoal)

Os alunos do Clube Raízes da Ciência, do Centro Estadual Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva, em Irati, instalaram o primeiro hotel de insetos – construído por eles mesmos – na área florestal do colégio, onde estão localizadas as trilhas. A atividade também incluiu a colocação de placas de educação ambiental ao longo do percurso.

Os hotéis de insetos são estruturas criadas para oferecer abrigo a espécies como abelhas solitárias, joaninhas, borboletas e besouros. Neles, os insetos podem formar ninhos, descansar e se proteger. Para a construção, os estudantes utilizaram materiais naturais coletados por eles, como madeira, bambu, pinhas, galhos e folhas secas.

A atividade foi acompanhada pela professora Mariana Mendes Mirkoski, responsável pelo clube Raízes da Ciência. Além do hotel foram instaladas placas educativas ao longo da trilha, como conta a professora. “As placas servem como uma forma de comunicação, transmitindo ideias, informações e até frases de conscientização. Assim, quando os alunos entram na trilha, e se deparam com as placas, isso faz com que eles leiam e reflitam sobre a mensagem que ela está passando. Todas as placas têm como principal objetivo o uso sustentável das florestas”, explicou.

Placa de educação ambiental construída e decorada pelos clubistas, instalada na trilha florestal do colégio (Foto/Arquivo Pessoal)

Samara Porfírio da Luz, de 15 anos, integrante do clube de ciências do colégio, destacou que sua parte favorita da atividade foi a preparação das placas de educação ambiental. Para ela, a experiência prática de produzir as decorações foi o mais marcante. Além disso, a atividade trouxe novos aprendizados sobre o papel dos insetos na natureza. “Aprendi que os insetos têm papéis fundamentais, como a polinização, o controle de pragas e a decomposição da matéria orgânica”, contou a estudante.

Segundo Samara, ela espera que, ao visitarem as trilhas do colégio, as pessoas percebam a importância de respeitar e proteger os insetos e a natureza. “As placas e o hotel são formas de ensinar e mostrar que cada ser vivo tem um papel essencial no meio ambiente”, destacou. A professora Mariana também acredita que essa atividade pode contribuir para a preservação ambiental local.” Muitos insetos vivem solitariamente, outros perdem o seu habitat natural. Dessa forma, a instalação de hotéis de insetos faz com que estes invertebrados possam habitar ambientes com características próximas ao seu habitat natural”, explicou.

Alunos do Clube Raízes da Ciência com o hotel de insetos instalado na trilha florestal do CEFEP Presidente Costa e Silva (Foto/Arquivo Pessoal)

O projeto dos estudantes, intitulado “Elaboração de Trilhas Ecológicas para Educação Ambiental em Área de Floresta Nativa do CEFEP Presidente Costa e Silva”, inclusive foi um dos seis trabalhos do colégio selecionados para a Feira de Inovação de Ciências e Engenharias (Ficiencias), ocorrida de 21 a 25 de outubro, em Foz do Iguaçu.

A instalação realizada em setembro foi apenas a primeira etapa. Nos próximos meses, a professora e os alunos pretendem ampliar a atividade com a colocação de mais quatro hotéis de insetos e novas placas de educação ambiental ao longo da trilha do colégio.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Dividida em quatro módulos, a atividade tratou dos tipos de solo no Paraná e mostrou como o manejo pode ser sustentável

A imagem mostra uma sala de aula com estudantes sentados em carteiras, atentos a uma atividade. A maioria veste calças azuis e casacos, indicando uniforme escolar. Em primeiro plano, algumas alunas observam para frente, enquanto fazem anotações. Ao fundo, há mais estudantes e alguns adultos também acompanhando a atividade. As carteiras são brancas e azuis, e o ambiente é iluminado pela luz natural que entra pelas janelas.
Alunos do Clube EcoCientistas Visionários durante a oficina de solos, ministrada por acadêmicos de Geografia (Foto/ Luis Emanuel Calixto)

No dia 26 de agosto, alunos do Clube de Ciências EcoCientistas Visionários, do Colégio Estadual Padre Chagas, em Guarapuava, participaram de uma atividade prática sobre solos, no campus Cedeteg, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A iniciativa veio de uma parceria entre o Laboratório de Solos da Universidade e o Grupo de Pesquisa e Extensão Educação Geográfica e Cartografia para Escolares (EducartGeo).

A ação foi ministrada por acadêmicos de Geografia e estagiários da mesma área que atuam no Colégio Estadual Padre Chagas. Para oferecê-la, os graduandos passaram por um treinamento, coordenado pela professora Yasmin Tadeu Costa. 

“O nosso treinamento começou antes mesmo de saber que teríamos uma oficina. Foi durante o grupo de estudo de sexta-feiras, quando trabalhávamos artigos e livros didáticos relacionados à pedologia – ciência da morfologia e classificação dos solos. Então, quando começamos a organizar a oficina, já tínhamos o conteúdo estruturado (sobre o que são, as características e propriedades dos solos). O que precisamos fazer foi pensar em como organizar essa oficina”, destacou a professora.

Segundo Yasmin, o trabalho foi estruturado em quatro módulos. O primeiro tratou de explicar o que é o solo; o segundo aborda os principais tipos de solo do Paraná; o terceiro discute como manejar o solo e o quarto, sobre porque devemos conservá-lo. “Todos os módulos foram pensados para responder perguntas, de modo que ficasse muito claro qual seria o assunto e o que a gente falaria em cada módulo. Isso seria útil tanto para os alunos que iam aplicar a oficina, quanto para os que iriam assistir à oficina. O nosso objetivo principal era que o conteúdo fosse o mais didático possível”, explica a docente. Para testar a clareza da didática, a equipe aplicou a oficina no dia 3 de julho para outros acadêmicos de Geografia.

Professora Yasmin Costa durante o teste da oficina, realizado no dia 3 de julho, com acadêmicos de Geografia (Foto/Thiago de Oliveira)

A ideia de realizar a atividade surgiu dentro do grupo de estudos criado pela professora Yasmin, em julho de 2024. Nesse espaço, os alunos se reuniam semanalmente para aprofundar leituras sobre solos. Durante a apresentação dos programas de extensão do Departamento de Geografia, Yasmin compartilhou a proposta, e a professora Marquiana Gomes, coordenadora dos projetos ‘Nós Propomos! Unicentro: Juventude educando-se na/com a cidade’ e da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, na Unicentro, sugeriu a parceria. 

“Na Rede de Clubes existiam alguns grupos que trabalhavam com o tema diretamente relacionado aos solos ou indiretamente, e ela comentou que seria legal se trabalhássemos esse conteúdo com esses alunos. E acabou que foi muito interessante”, contou Yasmin.

Elisa Harmuch, acadêmica do segundo ano de Geografia, foi uma das estudantes que participou do treinamento e depois aplicou a oficina com os clubistas. Para ela, a preparação ajudou a aprofundar o conhecimento. “Participar do treinamento me fez aprender bastante sobre o solo. Quanto mais eu pesquisava para minha apresentação, lendo, revisando, apresentando para as pessoas do grupo, me fez aperfeiçoar e entender mais sobre o que eu estava apresentando”, mencionou.

Professora Yasmin: “a gente espera que com essa oficina, os alunos tenham contato com as pesquisas atuais sobre solo que estamos conduzindo tanto aqui na Unicentro, quanto temas de pesquisa de outras universidades, além deles terem se aprofundado no assunto dos solos” (Foto/Thiago de Oliveira)

Nicolli Rech Colaço, de 14 anos, integrante do Clube de Ciências EcoCientistas Visionários, participou da oficina e relatou os aprendizados. Ela conta que descobriu, por exemplo, que o processo de formação do solo é lento, além de aprender termos como lixiviação, entendendo como ela ajuda na distribuição dos minerais e materiais orgânicos e também sobre os diferentes tipos de solo do Paraná. 

Para Nicolli, esse conhecimento é importante para saber como lidar com cada tipo de solo nos experimentos do Clube. “Agora, o que pra mim foi o maior aprendizado: falamos sobre o manejo do solo e sua degradação. Aprendemos sobre a infiltração e que, se ela não ocorrer, pode acontecer a erosão, e que, para acontecer essa infiltração, precisamos de um solo com uma boa estrutura. Nisso, também aprendemos sobre o manejo conservacionista e o manejo convencional, sendo o manejo conservacionista o processo de cobertura do solo e no manejo convencional, um solo exposto. Isso foi muito importante, já que eu e o meu grupo estamos falando sobre hortas urbanas e criando ideias para uma horta urbana no nosso colégio”, contou a clubista.

A oficina foi realizada no miniauditório do Centro de Pesquisas Avançadas Ambientais, Bioenergéticas e Biotecnológicas (Ambiotec), localizado no Campus Cedeteg da Unicentro, em Guarapuava (Foto/Luis Emanuel Calixto)

Para a estudante, a oficina foi didática e possibilitou compreender muitos conceitos que ainda não estavam completamente claros para ela. “Na sala de aula, ouvimos muitos termos técnicos que, muitas vezes, não entendemos, e ir para o CEDETEG foi uma experiência muito agregante para nós estudantes, pois lá entendemos e observamos muito daquilo que às vezes não conseguimos compreender claramente apenas com o aprendizado no colégio”, comentou.

Acadêmica de Geografia Adeliziani Ribas explicando aos clubistas como o manejo de solos pode levar a sua degradação (Foto/ Luis Emanuel Calixto)

Essa também foi uma das preocupações de Adeliziani Ribas, acadêmica de Geografia que ministrou a oficina. Ela acredita, porém, que conseguiu se preparar para esse desafio. 

“É sempre difícil encontrar uma linguagem didática para os adolescentes, mas acredito que a vida acadêmica nos prepara bem para situações como essa.” Além disso, Adeliziani destacou que se surpreendeu com o interesse dos alunos durante a atividade. “É muito gratificante ver o interesse deles, até no fato de anotar o que estávamos falando e questionar quando tinham dúvidas”.

Atividades como a oficina de solos têm o poder de aproximar os acadêmicos dos alunos e dos professores da educação básica, construindo um caminho de troca de conhecimento. Para a professora Yasmin, o estudo de solos pode contribuir para despertar nos estudantes um maior interesse pelo meio ambiente e pela ciência. 

“A partir dessa apresentação didática e dessa conversa mais planejada do que é o solo, os alunos podem ter consciência de como as pesquisas podem ser realizadas sobre o tema e como elas podem contribuir para o desenvolvimento mais sustentável da humanidade e o uso mais sustentável dos solos”.

Acadêmica de Geografia explicando aos alunos do Colégio Estadual Padre Chagas os diferentes tipos de solo do Paraná (Foto/ Luis Emanuel Calixto)

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Alunos do Colégio Estadual Professor Amarílio, em Guarapuava, aprendem técnicas de edição de vídeo para documentário sobre sustentabilidade

Um grupo de treze pessoas está reunido em uma sala de computadores. Eles estão posicionados em pé e sorrindo para a foto, enquanto um homem, agachado à frente, também sorri. À esquerda, uma mulher com moletom bege e crachá aparece de pé, e ao fundo há jovens e adultos lado a lado. À direita, outro homem veste um casaco preto. Nas mesas ao redor, é possível ver monitores de computador e um projetor. A parede da sala é clara, com um extintor vermelho fixado próximo à porta de madeira.
Alunos do clube de ciências EcoCriativos com o palestrante Lucas Fedumenti Castro após a oficina de edição de vídeo (Foto/Mathias Trindade)

No dia 26 de agosto, os alunos do Clube EcoCriativos, do Colégio Estadual Professor Amarílio, em Guarapuava, participaram de uma oficina de edição de vídeo ministrada por Lucas Fedumenti Castro, graduando em Tecnologia da Informação e Sistemas para Internet, na UniCesumar. Durante a atividade, os clubistas aprenderam e tiraram dúvidas sobre técnicas de corte, ajustes e inclusão de  elementos visuais e sonoros, como trilhas, textos e efeitos para colaborar com a produção do documentário que estão desenvolvendo sobre sustentabilidade.

O projeto de pesquisa, coordenado pelo professor Doacir Domingos Filho, tem o objetivo de unir arte e sustentabilidade. Para isso, os alunos estão organizados em quatro equipes: roteiristas, editores, cinegrafistas e responsáveis pela seleção de conteúdos que serão abordados no documentário. Como parte do processo, os estudantes têm realizado pesquisas sobre artistas e produções audiovisuais para se inspirar. O trabalho final será apresentado nas próximas feiras de ciência.

Segundo o professor Doacir, a oficina foi essencial para o avanço do projeto.“Por conta desse trabalho que está sendo desenvolvido, a palestra foi enriquecedora. Foi muito bom. Pelo que eu vi, o Lucas é uma pessoa que tem muita experiência e, com certeza, veio agregar tanto a mim, como professor, quanto aos nossos alunos clubistas, que estão com o objetivo de mostrar o resultado do trabalho deles”, afirmou o professor.

Clubista editando a introdução do documentário sobre sustentabilidade produzido pelo grupo (Foto/Mathias Trindade)

A convite dos bolsistas da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Lucas Fedumenti, de 31 anos, compartilhou sua experiência na área de edição de vídeo. Ele já ministrou palestras em diversos colégios de Guarapuava, como o Colégio Estadual Professor Francisco Carneiro Martins e o Colégio Estadual Ana Vanda Bassara.

Durante a oficina, a plataforma utilizada foi o CapCut, um aplicativo de edição de vídeo. Com ele, os alunos puderam aprender na prática o que havia sido explicado na parte teórica.“Eu acredito que a tecnologia está inserida mais do que nunca no universo dos jovens, e quando começamos a juntar assuntos como sustentabilidade, biologia, ecologia e ciência com tecnologia, faz mais sentido ainda, principalmente para essa nova geração, que vem preocupada com o mundo que a gente vive”, respondeu Lucas, ao ser perguntado sobre a importância dessa atividade para a formação dos jovens.

Lucas também comentou que ficou surpreso com o interesse dos alunos durante a oficina. “Sempre é muito legal trabalhar com eles, muito descontraídos, o tempo todo prestando atenção, interagindo, fazendo a atividade. Eu acho que é importante, e eu, particularmente, gosto bastante de estar com eles”, comenta.

Lucas Fedumenti Castro tirando as dúvidas dos alunos durante a oficina de edição de vídeo, no Colégio Estadual Professor Amarílio, em Guarapuava (Foto/Mathias Trindade)

Rafael Pereira, de 13 anos, é integrante do Clube EcoCriativos e participou da oficina ministrada por Lucas Fedumenti. Para ele, a experiência foi diferente e proveitosa.“Eu achei incrível e que também é muito útil, principalmente nos dias de hoje. A minha parte favorita foi quando ele explicou um pouco mais sobre como tudo funcionava, como é o mercado dos influenciadores. Tudo em si foi uma experiência ótima”, conta o clubista.

Estudantes aplicam na prática os conhecimentos de edição de vídeo durante a oficina (Foto/Ana Clara Gaspar)

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