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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

A Universidade é uma das instituições parceiras do NAPI Paraná Faz Ciência

A imagem mostra parte da equipe da UNILA e dos clubes de ciências articulados pela instituição. Na foto, o grupo está posicionado em frente ao painel de boas-vindas da feira FECCI. Os alunos estão uniformizados, ao lado do professor Ronaldo, do bolsista Lucas e das professoras coordenadoras dos clubes. Há três clubes na imagem.
Equipe e parte dos clubes da UNILA na FECCI 2025 (Foto/Arquivo Pessoal)

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência (PRFC) tem ganhado destaque no país, graças às muitas mentes que se dedicam diariamente ao projeto. Uma das principais vertentes é a Rede de Clubes do PRFC. Grande parte do sucesso se deve às Instituições de Ensino Superior (IES) presentes no estado. A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), por exemplo, coordena 12 clubes de ciências em escolas do Paraná.

O articulador institucional do NAPI PRFC pela UNILA é o professor Ronaldo Adriano Ribeiro da Silva. Além do docente, os clubes vinculados à Universidade também recebem amparo direto do BTNS (Bolsista Técnico Nível Superior) pedagógico, Lucas Azevedo. A equipe é responsável por auxiliar as escolas no principal objetivo da Rede de Clubes: estimular a cultura científica e promover experiências investigativas entre os alunos. 

Segundo Ronaldo, essa parceria funciona por meio da orientação, comunicação e acompanhamento contínuo. “Realizamos visitas às escolas para conhecer a realidade de cada clube, compreender suas demandas e orientar na organização das atividades científicas. […] Discutimos planejamento, cronogramas, necessidades de materiais e estratégias para fortalecer o engajamento dos estudantes”, explica.

Ainda assim, o diálogo entre IES e escolas é facilitado pela Secretaria Estadual de Educação (SEED). A SEED atua em conjunto com as ações do NAPI – Paraná Faz Ciência, através dos Núcleos Regionais de Educação (NREs), da direção dos colégios e dos professores que coordenam os clubes. No caso da UNILA, as escolas são do NRE de Foz do Iguaçu (9 clubes) e algumas das que fazem parte do NRE de Francisco Beltrão (3 clubes).

Clubes de ciências

Os Clubes de Ciências do Núcleo Regional de Educação de Foz estão espalhados em escolas de dois municípios: sete em Foz do Iguaçu e dois em São Miguel do Iguaçu. Desses, cinco fazem parte do PRFC e quatro do PRFC Maker. Já os clubes que trabalham com a UNILA no NRE de Francisco Beltrão, encontram-se em três cidades: um em Pérola D’Oeste, um em Planalto e um em Capanema. Neste, todos pertencem ao PRFC.

De acordo com a professora Elis Cláudia Padilha, técnica pedagógica do NRE de Foz, os clubes são excelentes ferramentas de aprendizagem, colocando o estudante como protagonista na construção de conhecimentos. “Nos clubes, eles voltam o olhar para a comunidade, para a realidade local e buscam alternativas reais para a melhoria da qualidade de vida e do ambiente que os cerca”, esclarece. “Desperta neles a corresponsabilidade, que é fundamental ser fomentada nos dias atuais.”

Para Aneli Bernart Vannini, técnica do NRE de Francisco Beltrão, também é importante destacar que essa dinâmica contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e da alfabetização científica. “Os clubes de ciências estão relacionados aos interesses dos estudantes. Com isso, há uma maior dedicação, maior comprometimento e maior responsabilidade dos estudantes na execução das atividades do clube. […] A gente pode observar que os resultados são bem satisfatórios”, define.

A imagem mostra uma cena recorrente em eventos de ciência, no caso na FECCI. Uma estudante fica atrás de um estande, no qual estão expostos parte dos trabalhos desenvolvidos pela equipe ao longo do ano, como o diário de bordo, por exemplo. O rosto da aluna não aparece na foto, mas é perceptível que ela está explicando algo para uma pessoa à sua frente. A estudante usa uniforme.
Os clubes participaram de eventos científicos ao longo do ano (Foto/Isabella Abrão)

Em Foz do Iguaçu, participam da Rede de Clubes o Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva (Clube Lumière), o C.E. Pioneiros (Clube Maker Equipe Rocket e Clube Estudo das Plantas Medicinais), o C.E. Monsenhor Guilherme (Clube EcoMaker), o C.E. Paulo Freire (Clube Rocket Makers), o C.E. Cívico-Militar Presidente Costa e Silva (Clube InterAção) e o Centro Estadual de Educação Básica de Jovens e Adultos Ourides Balotin Guerra (Clube Conexões Criativas).

Os demais clubes do Núcleo de Foz são do Colégio Estadual Cívico-Militar Nestor Victor dos Santos (Clube CCM Bee) e C.E. Indígena Teko Ñemoingo (Clube Maker Ñande Rekohá, ou “Nosso Modo de Ser”), ambos do município de São Miguel do Iguaçu. No NRE de Francisco Beltrão, por sua vez, há clubes no C.E. do Campo Castelo Branco (Clube Exploradores da Ciência), de Pérola D’Oeste; no C.E. José de Anchieta (Clube Sustentec), de Planalto; e no C.E. Rocha Pombo (Clube IA & Humanos), de Capanema.

Os alunos pretendem usar as pesquisas do clube para orientar a população sobre a importância das abelhas

A imagem mostra um grupo de estudantes reunido dentro de uma sala de aula. Eles estão sentados no chão de madeira em frente a um quadro branco, onde está escrito em letras cursivas algo como “Conferência Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente – Justiça Climática”. No centro do grupo, algumas crianças seguram um cartaz feito em papel pardo. Nele aparece o desenho do mapa do Brasil, com o título “Abelhas” e algumas palavras como “Jataí”, “Mirimguaçu” e “Guarapu”, que são nomes de espécies de abelhas nativas.
Alunos integrantes do clube CCM Bee (Foto/Arquivo Pessoal)

Abelhas são cruciais para o planeta. Ajudam na manutenção das florestas, na produção de alimentos e, claro, no próprio equilíbrio ecológico. Mesmo assim, são constantemente ameaçadas por práticas humanas. Por isso, o clube CCM Bee, do Colégio Cívico-Militar Nestor Victor dos Santos, em São Miguel do Iguaçu, busca conscientizar a população enquanto investiga o papel das abelhas sem ferrão na biodiversidade.

Na Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, o projeto é articulado pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Os estudos tiveram início no ano passado e o clube começou as atividades com a construção de iscas. Os alunos capturaram algumas abelhas Jataí, uma espécie pequena que não possui ferrão, para aprender mais sobre os insetos e como cuidar deles.

Neste primeiro momento, os estudantes também foram orientados sobre como os agrotóxicos, o desmatamento e o aquecimento global afetam diretamente a vida das abelhas. Agora, com o projeto mais avançado, os alunos estão se organizando para transferir as abelhas capturadas para um meliponário com colmeias, plantar mudas e, em breve, promover oficinas educativas em escolas municipais.

A imagem mostra um grupo de alunos e a professora coordenadora do clube montando armadilhas para capturar as abelhas Jataí. O equipamento é feito com garrafas PET.
Construção das armadilhas para capturar as abelhas (Foto/Arquivo Pessoal)

A ideia é expandir o impacto das pesquisas para além dos muros da escola, inspirando novas ações sustentáveis. Inclusive, o CCM Bee já está participando ativamente de eventos e feiras científicas para divulgar os resultados do projeto. Em agosto deste ano, por exemplo, o clube foi selecionado para a etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), em Foz do Iguaçu.

Da escola para a sociedade

De acordo com a professora coordenadora, Jocimara Monsani, o Clube de Ciências tem sido essencial para despertar a curiosidade científica dos estudantes. “Os alunos desenvolvem habilidades fundamentais para o século XXI: pensamento crítico, resolução de problemas, trabalho em equipe, comunicação e escrita científica e consciência ambiental”, explica.

A imagem mostra uma mão adulta, suja de cera e mel, segurando uma estrutura natural feita por abelhas nativas sem ferrão. É um ninho de abelhas feito de cera marrom escura. Ele tem várias camadas em forma de discos empilhados, com células onde ficam as larvas. Em volta há uma camada irregular de cera quebradiça. A cena mostra o interior de uma colmeia de abelhas brasileiras.
Os alunos também estudaram os benefícios do mel (Foto/Arquivo Pessoal)

A docente ainda destaca a parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e com o Sindicato Rural de São Miguel do Iguaçu. Juntos, estão oferecendo um curso sobre Produtos Apícolas para a população, entre os dias 15 e 20 de dezembro. Serão aulas gratuitas, com certificado e material já incluso. “Uma realização que fortalece o conhecimento, valoriza a biodiversidade e conecta a ciência com a comunidade escolar”, reforça Jocimara.

Além das atividades envolvendo as abelhas sem ferrão, análises do mel e produção artesanal, o Clube de Ciências também realiza outras investigações. Um exemplo é a pesquisa científica sobre a identificação de focos do mosquito da dengue nas armadilhas com garrafa pet, que foram instaladas para capturar as abelhas.

As equipes conquistaram os primeiros lugares nas categorias em que estavam inscritas

A imagem mostra uma plateia, atenta ao que ocorre no palco. No palco, há pessoas reunidas e um painel luminoso, sugerindo a realização de um evento. Trata-se da premiação da Fecci. O momento foi registrado dentro de uma sala ampla, com teto e paredes brancas. A plateia está sentada.
A premiação ocorreu no último dia de evento (Foto/Silvia Calciolari)

Mais de 15 mil visitantes, 381 trabalhos apresentados e 90 prêmios entregues na Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência 2025. A 1ª edição da FECCI já começou com saldo positivo e as escolas da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência tiveram motivos de sobra para comemorar, com 64 trabalhos entre os finalistas. A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), por exemplo, teve quatro clubes premiados.

Segundo o professor Ronaldo A. R. da Silva, articulador institucional do NAPI pela UNILA, a participação no evento por si só já é uma vitória. Ainda assim, ver tantos clubes homenageados também foi motivo de muita alegria. “Dos nossos cinco clubes presentes, quatro foram premiados. Então, a gente ficou muito feliz com essa premiação, isso mostra a dedicação dos nossos alunos e professores clubistas”, declara o docente.

Na categoria Década dos Oceanos SNCT – Junior, o clube Sustentec conquistou o 1º lugar com o trabalho “Utilização eficiente de recursos naturais e resíduos orgânicos”. A equipe é do Colégio Estadual José de Anchieta, de Planalto. Para Noemi Zaro, professora coordenadora, a experiência foi ótima. “Ver o empenho e a dedicação dos meus alunos sendo reconhecido foi, sem dúvidas, o maior presente”, conta. “Essa conquista reforça a importância do trabalho em equipe e da valorização da pesquisa científica na escola.”

A imagem mostra a equipe do clube Sustentec reunida no palco, durante a premiação da Fecci. Ao lado dos integrantes, há autoridades e membros do NAPI - Paraná Faz Ciência. Atrás, há um painel luminoso. O grupo segura escolas com os prêmios. Todos posam sorridentes para a foto.
Entrega do prêmio ao clube Sustentec (Foto/NAPI PRFC)

Em Escolha do Público – Jovem, o clube EPM ficou com o 2º lugar ao apresentar o trabalho “O Encanto das Plantas Medicinais”. O grupo é do Colégio Estadual Pioneiros, de Foz do Iguaçu, e coordenado pela professora Nair Dias. “Eu nunca tinha participado, nunca tinha coordenado um clube de ciências, então está sendo uma experiência enriquecedora […]. Espero que, no ano que vem, nosso próximo trabalho seja escolhido e que a gente vá para a segunda edição da FECCI novamente”, compartilha a docente.

A imagem mostra a equipe do clube EPM reunida no palco, durante a premiação da Fecci. Ao lado dos integrantes, há autoridades e membros do NAPI - Paraná Faz Ciência. Atrás, há um painel luminoso. O grupo segura escolas com os prêmios. Todos posam sorridentes para a foto.
Entrega do prêmio ao clube EPM – Estudo das Plantas Medicinais (Foto/NAPI PRFC)

Já em Divulgação Científica – Jovem, o 1º lugar é do clube CCM Bee, com o “Monitoramento ecológico de Aedes aegypti com armadilhas sustentáveis e preservação das abelhas sem ferrão”. Neste, a equipe é de São Miguel do Iguaçu, do Colégio Cívico-Militar Nestor Victor dos Santos. “Ganhar o prêmio na FECCI foi uma vitória inesperada. Para o ano que vem, tentaremos melhorar os pontos de atenção e fazer com que possamos levar mais adiante os nossos trabalhos e nossas ideias”, declara a professora coordenadora, Jocimara Monsani.

A imagem mostra a equipe do clube CCM Bee reunida no palco, durante a premiação da Fecci. Ao lado dos integrantes, há autoridades e membros do NAPI - Paraná Faz Ciência. Atrás, há um painel luminoso. O grupo segura escolas com os prêmios. Todos posam sorridentes para a foto.
Entrega do prêmio ao clube CCM Bee (Foto/NAPI PRFC)

Por fim, em Comunicação – Jovem, foi o trabalho “Eco Rota – caminho digital para um futuro sustentável”, do clube Exploradores da Ciência, que chegou ao topo do pódio. O grupo é do Colégio Estadual do Campo Castelo Branco, de Pérola D’Oeste. Segundo a professora coordenadora, Silvana Gindri, foi um evento desafiador e gratificante. “A troca de experiências, o conhecimento adquirido durante o acompanhamento de outros trabalhos, […] isso acredito que é maior que qualquer premiação. Mas estar com a premiação, também, fez diferença”, comenta.

A imagem mostra a equipe do clube Exploradores da Ciência reunida no palco, durante a premiação da Fecci. Ao lado dos integrantes, há autoridades e membros do NAPI - Paraná Faz Ciência. Atrás, há um painel luminoso. O grupo segura escolas com os prêmios. Todos posam sorridentes para a foto.
Entrega do prêmio ao clube Exploradores da Ciência (Foto/NAPI PRFC)

A FECCI é promovida pelo NAPI Paraná Faz Ciência, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); as Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e de Educação (SEED); a Fundação Araucária e a Prefeitura de Curitiba. Neste ano, o evento foi realizado entre 04 e 06 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Neoville, em Curitiba.

As equipes com projetos classificados em primeiro, segundo e terceiro lugar ganharam equipamentos eletrônicos e kit multimídia. Os itens foram doados pela 9ª Regional da Receita Federal e pela empresa Slim 3D, parceiras do NAPI PRFC e do evento. Além disso, todos receberam medalhas e troféus.

Os projetos serão expostos durante o evento, marcado para novembro, em Curitiba

Para trazer mais visibilidade aos trabalhos científicos desenvolvidos na Educação Básica, o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência realizará a Feira de Cultura Científica (FECCI). A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) teve cinco clubes com projetos aprovados no evento, que será realizado entre os dias 4 e 6 de novembro, em Curitiba.

A FECCI tem caráter técnico-científico e será sediada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR – Sede Neoville), em Curitiba. Os participantes foram divididos em três categorias: FECCI Kids (Ensino Fundamental I), FECCI Junior (Ensino Fundamental II) e FECCI Jovem (Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos).

As pesquisas serão apresentadas durante a Feira, que também conta com o apoio da Fundação Araucária, da Secretaria de Estado de Educação (SEED) e da Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI). Para o professor Ronaldo Adriano Ribeiro da Silva, coordenador institucional do NAPI PRFC pela UNILA, o envolvimento dos clubes é muito importante.

Segundo o docente, esse engajamento revela como é essencial incentivar a divulgação científica e o “fazer ciência” no espaço escolar. “Isso mostra, principalmente, a dedicação dos professores clubistas e dos alunos clubistas em fazer o melhor e desempenhar com qualidade os trabalhos que vão ser apresentados nessa feira”, destaca.

A UNILA possui clubes do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz do Iguaçu e do NRE de Francisco Beltrão. Do primeiro, foram 5 trabalhos de clubes selecionados para a FECCI Jovem. Já do segundo Núcleo, há 2 trabalhos de clubes aprovados na FECCI Júnior e 1 na FECCI Jovem. Veja quais foram os projetos nos dois quadros abaixo:

A imagem mostra uma lista com o nome dos clubes, cidade, escola e trabalhos aprovados no evento.
Quadro com clubes ligados ao NRE de Foz do Iguaçu com trabalhos aprovados para a FECCI Jovem (Arte/Isabella Abrão)

A imagem mostra uma lista com o nome dos clubes, cidade, escola e trabalhos aprovados no evento.
Quadro com clubes ligados ao NRE de Francisco Beltrão, com trabalhos aprovados para a FECCI Jovem e para a FECCI Junior (Arte/Isabella Abrão)

Dois projetos foram aprovados na etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, realizada em Foz do Iguaçu

A imagem mostra um grupo de pessoas sorrindo para a câmera. Ao fundo, há um banner com o logotipo do Governo do Paraná. Trata-se de professores e alunos representantes dos clubes articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA). Eles estão posando durante a etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA).
Professor Ronaldo, articulador institucional do Paraná Faz Ciência pela UNILA, ao lado das alunas e professoras dos clubes (Foto/Arquivo Pessoal)

A VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) está movimentando jornadas pedagógicas em escolas de todo o país. Dois dos colégios com clubes articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA), que estiveram na etapa estadual do evento, foram selecionados para representar o Paraná na fase nacional. Os projetos serão apresentados em Brasília, entre os dias 06 e 10 de outubro.

A temática central da VI CNIJMA é “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática”. Os trabalhos aprovados para fazer parte da delegação do estado foram produzidos pelos clubes “Exploradores da Ciência”, do Colégio Estadual Campo Castelo Branco, em Pérola D’Oeste; e Lumière”, do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva, em Foz do Iguaçu.

Para a aluna Ana Grasieli Stoll, integrante do clube Exploradores da Ciência, a experiência trouxe muito aprendizado. A estudante esteve em Foz para a etapa estadual do evento, na companhia da professora coordenadora, Silvana Nodari Gindri. O projeto teve como foco o gerenciamento de resíduos sólidos na comunidade escolar. “A principal coisa, o que mais gostei, foi ser escolhida para representar o Paraná, em Brasília”, relata Stoll.

A imagem mostra duas pessoas: uma aluna, de cabelo comprido e liso, e uma professora, de cabelo loiro preso. Ambas sorriem, posando para a câmera. Elas seguram um cartaz com anotações coloridas. Trata-se das representantes do clube “Exploradores da Ciência”, do Colégio Estadual Campo Castelo Branco.
Representantes do clube Exploradores da Ciência (Foto/Arquivo Pessoal)

Sophia Sinigalha, aluna do clube Lumière, compartilha o mesmo sentimento. Ela esteve no evento com a professora coordenadora, Silvia Polla, e a co-orientadora, Elis Padilha, que também representou o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz. O trabalho abordou os impactos das obras da segunda ponte que une o Brasil e o Paraguai na comunidade Bubas. “Conheci pessoas de vários lugares, aprendi coisas novas e vi de perto como pequenas ideias podem virar grandes projetos”, conta. “Quando anunciaram meu nome na Conferência fiquei muito emocionada.”

A imagem mostra três pessoas ao ar livre, sorrindo. As Cataratas do Iguaçu estão ao fundo e um arco-íris está visível. Trata-se das representantes do Clube Lumière, do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva.
Representantes do clube Lumière (Foto/Arquivo Pessoal)

A Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente é organizada pelo Ministério da Educação (MEC), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O movimento também é parte da preparação para a Conferência do Clima (COP30), que será realizada em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro. 

Além de estudantes e professores, a abertura da etapa estadual contou com a presença do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri; do representante dos ministérios da Educação (MEC), Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Angelo Miranda; do diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania, Marcos Sorrentino; do secretário do Desenvolvimento Sustentável do Paraná, Rafael Greca; da chefe do Departamento de Educação Básica, Cristiane Jakymiu; e da coordenadora da Educação Ambiental da SEED/PR, Maria Cristina Bittencourt.

No Paraná, a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente será realizada em agosto

A imagem é o cartaz da "VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente". O fundo é em tons de azul, com um canto superior esquerdo em tom alaranjado. À esquerda da imagem, está escrito em letras escuras: "VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente" No centro, há um círculo com o mapa do Brasil ao centro e a frase: "Vamos transformar o Brasil”. Ao redor desse círculo, há várias silhuetas em marrom representando temas ambientais e sociais.
Nessa fase, as escolas irão competir por uma vaga na etapa nacional (Arte/Canva)

Três escolas com clubes de ciências articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA) tiveram projetos selecionados para a etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). O evento será realizado em Foz do Iguaçu, entre os dias 11 e 13 de agosto, com a temática “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática”.

Organizada pelo Ministério da Educação (MEC), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a VI CNIJMA tem mobilizado escolas brasileiras com turmas do 6º ao 9º ano do nsino Fundamental. A ideia é incentivar jornadas pedagógicas e ações formativas no campo da educação ambiental. O movimento faz parte da preparação para a Conferência do Clima (COP30), em Belém (PA). Ao todo, são quatro etapas: Conferência na Escola, Conferência Municipal/Regional (opcional), Conferência Estadual/Distrital e Conferência Nacional.

Das escolas aprovadas para a fase estadual e com clubes ligados à UNILA, duas representam o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz do Iguaçu e uma o NRE de Francisco Beltrão. Trata-se, respectivamente, do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva (Clube Lumière), de Foz do Iguaçu; Colégio Estadual Cívico Militar Nestor Victor dos Santos (Clube CCM Bee), de São Miguel do Iguaçu; e Colégio Estadual Campo Castelo Branco (Clube Exploradores da Ciência), de Pérola D’Oeste.

O professor Ronaldo Adriano Ribeiro da Silva, articulador institucional do NAPI – Paraná Faz Ciência pela Universidade, tem acompanhado as atividades dos Clubes de Ciências e se mostrou satisfeito com a participação das escolas na Conferência. “Demonstra engajamento, o compromisso de nossos professores e alunos com o mundo científico. Essa ação objetiva a formação e o posicionamento dos clubistas na busca de soluções para a crise ambiental”, reflete.

Projetos aprovados

O projeto inscrito pelo clube Lumière aborda o impacto ambiental e social causado pelas obras da segunda ponte que une o Brasil e o Paraguai na comunidade Bubas, atualmente a maior ocupação urbana irregular do Paraná. Com os dados coletados e a pesquisa de campo feita pelos alunos, há também subsídios para a produção de um futuro minidocumentário sobre a realidade local, como explica a professora Elis Claudia Padilha, co-orientadora do clube.
Para a docente, ter a aprovação na VI CNIJMA mostra como os clubes de ciências preenchem uma lacuna no ensino, trazendo maior impacto na vida dos estudantes e da comunidade. “A seleção do projeto elaborado e desenvolvido pelos nossos alunos confirmou a premissa de que, com tempo e recursos, é possível trabalhar o método científico alinhado às 14 ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável] da ONU, de forma a integrar a realidade local aos conteúdos trabalhados no clube”, exalta Padilha.

A foto mostra um grupo de estudantes reunidos em uma sala de aula com janelas amplas e muita luz natural. Eles estão em torno de uma bancada alta, parecida com as de laboratórios escolares. Uma jovem ao centro da imagem, sentada, está falando ou apresentando algo, enquanto os outros observam com atenção. Ao fundo, há várias caixas empilhadas e alguns equipamentos grandes ainda embalados. Também há cadeiras empilhadas de cabeça para baixo e um aparelho de ar-condicionado na parede. O ambiente é limpo, bem iluminado, com piso claro e janelas com grades.
Preparação para a Conferência no Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva (Crédito: Arquivo Pessoal)

O clube CCM Bee, por sua vez, foi aprovado para a próxima fase da Conferência com o projeto “Abelhas sem Ferrão: Guardiãs da Biodiversidade”. De acordo com a professora coordenadora, Jocimara Monsani, os alunos trabalharam a relação direta dessas abelhas com a justiça climática. A pesquisa focou em como as abelhas ajudam na manutenção das florestas, produção de alimentos e equilíbrio ecológico, além de como são ameaçadas por práticas humanas negativas. 

Entre os motivos para comemorar, a docente destaca a importância dessa conquista para a visibilidade da escola e engajamento dos alunos nessa discussão. “Ser selecionado entre tantos projetos mostra que a temática das abelhas sem ferrão e da justiça climática é relevante, urgente e impactante”, reforça. “Para o clube, essa conquista é a confirmação de que a ciência feita na escola pode transformar realidades, dar voz aos jovens e influenciar políticas públicas.”

A imagem mostra um grupo de estudantes sentados no chão de uma sala de aula, todos sorrindo ou fazendo poses descontraídas. Há um quadro branco ao fundo, onde está escrito com caneta vermelha: “Conferência Infantojuvenil do Meio Ambiente – Justiça Climática”. No centro do grupo, alguns seguram um cartaz de papel pardo com o mapa da América do Sul desenhado. No cartaz está escrito “ABELHAS” em destaque, com figuras de abelhas e palavras relacionadas ao tema. O chão é de madeira, e há algumas cadeiras azuis ao lado esquerdo da imagem.
Conferência no Colégio Estadual Cívico Militar Nestor Victor dos Santos (Crédito: Arquivo Pessoal)

Por fim, o clube Exploradores da Ciência focou no gerenciamento dos resíduos sólidos na comunidade escolar. A equipe percebeu que na cidade não há uma separação adequada dos resíduos, o que leva à contaminação do meio ambiente e de materiais com potencial de reciclagem, bem como ao desperdício de recursos. Conforme a professora Silvana Nodari Gindri, coordenadora do clube, trata-se de um problema crítico, que deve ser abordado com urgência.

O projeto aprovado buscou promover a gestão eficiente de resíduos, a educação da comunidade e a implementação de práticas sustentáveis para reduzir o impacto ambiental. “O clube funciona uma vez na semana, mas existem ações que acontecem em outros momentos na escola também. Então, é um projeto que se estende, que vai além do clube de ciências, que ganha visibilidade e o reconhecimento da comunidade escolar”, comenta a docente.

A imagem mostra um grupo posando para uma foto. Eles estão em um ambiente interno com piso de cimento cinza e parede de tijolos laranja. Ao fundo, há um grande pano azul preso à parede com as palavras em letras amarelas: "CONFERÊNCIA DO MEIO AMBIENTE". O grupo está organizado em duas fileiras. Todos olham para a câmera, alguns sorrindo levemente, e vestem roupas casuais de inverno como jaquetas, moletons e calças.
Conferência no Colégio Estadual Campo Castelo Branco (Crédito: Arquivo Pessoal)

A etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente pretende criar um comitê, que representará o Paraná na Conferência Nacional, entre os dias 6 e 10 de outubro, em Brasília. O processo de seleção dos projetos para a nova fase será realizado após a apresentação em Foz do Iguaçu.