A Universidade é uma das instituições parceiras do NAPI Paraná Faz Ciência

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência (PRFC) tem ganhado destaque no país, graças às muitas mentes que se dedicam diariamente ao projeto. Uma das principais vertentes é a Rede de Clubes do PRFC. Grande parte do sucesso se deve às Instituições de Ensino Superior (IES) presentes no estado. A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), por exemplo, coordena 12 clubes de ciências em escolas do Paraná.
O articulador institucional do NAPI PRFC pela UNILA é o professor Ronaldo Adriano Ribeiro da Silva. Além do docente, os clubes vinculados à Universidade também recebem amparo direto do BTNS (Bolsista Técnico Nível Superior) pedagógico, Lucas Azevedo. A equipe é responsável por auxiliar as escolas no principal objetivo da Rede de Clubes: estimular a cultura científica e promover experiências investigativas entre os alunos.
Segundo Ronaldo, essa parceria funciona por meio da orientação, comunicação e acompanhamento contínuo. “Realizamos visitas às escolas para conhecer a realidade de cada clube, compreender suas demandas e orientar na organização das atividades científicas. […] Discutimos planejamento, cronogramas, necessidades de materiais e estratégias para fortalecer o engajamento dos estudantes”, explica.
Ainda assim, o diálogo entre IES e escolas é facilitado pela Secretaria Estadual de Educação (SEED). A SEED atua em conjunto com as ações do NAPI – Paraná Faz Ciência, através dos Núcleos Regionais de Educação (NREs), da direção dos colégios e dos professores que coordenam os clubes. No caso da UNILA, as escolas são do NRE de Foz do Iguaçu (9 clubes) e algumas das que fazem parte do NRE de Francisco Beltrão (3 clubes).
Clubes de ciências
Os Clubes de Ciências do Núcleo Regional de Educação de Foz estão espalhados em escolas de dois municípios: sete em Foz do Iguaçu e dois em São Miguel do Iguaçu. Desses, cinco fazem parte do PRFC e quatro do PRFC Maker. Já os clubes que trabalham com a UNILA no NRE de Francisco Beltrão, encontram-se em três cidades: um em Pérola D’Oeste, um em Planalto e um em Capanema. Neste, todos pertencem ao PRFC.
De acordo com a professora Elis Cláudia Padilha, técnica pedagógica do NRE de Foz, os clubes são excelentes ferramentas de aprendizagem, colocando o estudante como protagonista na construção de conhecimentos. “Nos clubes, eles voltam o olhar para a comunidade, para a realidade local e buscam alternativas reais para a melhoria da qualidade de vida e do ambiente que os cerca”, esclarece. “Desperta neles a corresponsabilidade, que é fundamental ser fomentada nos dias atuais.”
Para Aneli Bernart Vannini, técnica do NRE de Francisco Beltrão, também é importante destacar que essa dinâmica contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e da alfabetização científica. “Os clubes de ciências estão relacionados aos interesses dos estudantes. Com isso, há uma maior dedicação, maior comprometimento e maior responsabilidade dos estudantes na execução das atividades do clube. […] A gente pode observar que os resultados são bem satisfatórios”, define.

Em Foz do Iguaçu, participam da Rede de Clubes o Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva (Clube Lumière), o C.E. Pioneiros (Clube Maker Equipe Rocket e Clube Estudo das Plantas Medicinais), o C.E. Monsenhor Guilherme (Clube EcoMaker), o C.E. Paulo Freire (Clube Rocket Makers), o C.E. Cívico-Militar Presidente Costa e Silva (Clube InterAção) e o Centro Estadual de Educação Básica de Jovens e Adultos Ourides Balotin Guerra (Clube Conexões Criativas).
Os demais clubes do Núcleo de Foz são do Colégio Estadual Cívico-Militar Nestor Victor dos Santos (Clube CCM Bee) e C.E. Indígena Teko Ñemoingo (Clube Maker Ñande Rekohá, ou “Nosso Modo de Ser”), ambos do município de São Miguel do Iguaçu. No NRE de Francisco Beltrão, por sua vez, há clubes no C.E. do Campo Castelo Branco (Clube Exploradores da Ciência), de Pérola D’Oeste; no C.E. José de Anchieta (Clube Sustentec), de Planalto; e no C.E. Rocha Pombo (Clube IA & Humanos), de Capanema.