Os estudantes do Colégio Estadual Tomaz Edison de Andrade Vieira visitam museus para contribuir com os estudos

Resgatar a formação da cidade de Maringá por meio das fontes de museus e transformar esses conhecimentos históricos em conteúdos para as mídias sociais é o objetivo do Clube de Ciências História e Mídia. A ideia, segundo a professora coordenadora Sandra Maria Castanho, também é criar um site profissional ainda este ano para compartilhar os estudos e as experiências das visitas dos clubistas aos museus.
Composto por 30 alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º e 2º ano do Ensino Médio, os estudantes buscam estudar a teoria sobre o início da cidade de Maringá e discutir as fontes por imagens de museus. No clube do Colégio Estadual Cívico-Militar Tomaz Edison de Andrade Vieira, o grupo também descreve a importância da pesquisa prática para compreender a formação do município.
A dinâmica do clube varia entre a teoria e a prática. As aulas teóricas são realizadas com vídeos e explicações. “E durante a semana eles fazem alguma ação relacionada à tarefa, como agora, eles estão entrevistando, por áudio, os pioneiros da família, vizinhos ou amigos, para entender melhor o início da cidade”, explica a professora Sandra.
Os clubistas estão realizando um resgate histórico para compreenderem a construção do município, “ainda está em processo, mas isso servirá de material para o site que será feito!”. Conforme Sandra, uma empresa criará o site, mas os alunos serão os responsáveis por alimentá-lo. “O intuito é que todos contribuam com as pesquisas”, afirma.
Entre os momentos marcantes que o clube vivenciou, alguns são destacados pelos estudantes e pela educadora. A visita ao museu da Unicesumar é um deles. Segundo a coordenadora, quando os alunos entraram em contato com a fonte, o interesse pelo clube aumentou. “Os estudantes tiveram contato com móveis e cartas antigas, jornais, telefones, as vitrolas e muitos outros objetos. Ou seja, havia todo um contexto que eles não conheciam”.
O Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), também foi um espaço interessante para os clubistas aprenderem. No mês de agosto, o local foi visitado pelo clube e, inclusive, se tornou ambiente para gravação de conteúdos para as mídias sociais do grupo e para o futuro site.
O espaço escolhido por eles para filmagem, dentre os ambientes temáticos, foi ‘Os Povos Originários no Paraná’, que é uma exposição temporária sobre a origem e distribuição dos povos indígenas no território paranaense. O ambiente da exposição também é parceiro do Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-História (LAEE), da UEM, coordenado pelo professor Lúcio Tadeu Mota.
Conforme a coordenadora do clube, os estudantes também gravaram vídeos na visita à Unicesumar. O grupo pretende realizar essas filmagens com maior frequência e em outros ambientes – até mesmo na escola -, mas com qualidade superior. “Nós solicitamos câmera e instrumentos adequados para conseguir desenvolver produtos comunicacionais mais interessantes”, afirma a docente.
A ideia do clube também é visitar mais museus da cidade com objetivo de conhecê-los pessoalmente e ter maior contato com a história. “O próximo local que queremos ir é o Memorial Kimura, em Floriano (PR)! ”, expõe a coordenadora.
Para Sandra é emocionante trabalhar com pesquisa no colégio. “Como pesquisadora, trazer esse resgate da investigação científica é fundamental para os alunos e tem um grande diferencial por ser um colégio público”.
O interesse dos estudantes pelo clube surge por ser um local diferente do dia a dia da sala de aula. “Geralmente é estudado de forma muito superficial sobre o assunto. Então aqui, eles acabam se envolvendo socialmente com os amigos, conversando e trocando ideias. Os clubistas perdem a timidez, explicam e realizam entrevistas. É muito bom e eles amam!”
A principal dificuldade do clube é a estrutura, algo que deve ser sanado com a chegada dos materiais para uso do grupo. “Por exemplo, nós não temos computador que funciona com projeção de tela (datashow). Inclusive, a gente solicitou esse amparo tecnológico na lista de itens”. De forma geral, os alunos estão muito animados e querem transmitir os conhecimentos que estão aprendendo para as outras pessoas.
Entre os planos futuros, está implementar o site com o desenvolvimento de muitos conteúdos e estudos pelo grupo, além de divulgar o site para a escola e para a comunidade externa – ou quem se interessar pelo tema. Os clubistas também estão animados para apresentar os resultados do projeto em feiras de ciências e continuar com as visitas aos museus.