PROJETOS

Projetos Parceiros

NOSSAS
PRODUÇÕES

MULTIMÍDIA

Unicentro leva 21 clubes de ciências para a Fecci nesta semana

Por: Thiago de Oliveira

Com 37 projetos, clubes representam a Unicentro na 1ª Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, que ocorre de 4 a 6 de novembro em Curitiba

Em uma foto de plano médio, duas jovens estudantes de cabelo castanho claro estão lado a lado em uma feira de ciências. Elas vestem uniformes pretos idênticos e usam credenciais do evento "FECCI". As estudantes estão posicionadas atrás de uma mesa de exposição que contém objetos de projeto, incluindo um modelo de abelha, pinhas e outros itens. Ao fundo, um grande pôster científico branco detalha o projeto delas, com o título "Modelo Didático do Desenvolvimento da Abelha Mirim".
Estudantes do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli apresentam o projeto “Modelo didático do desenvolvimento da abelha mirim: da fase ovo ao adulto” na Fecci 2025 (Foto/Clube @climatize_se)

A ciência produzida nas escolas da rede pública do Paraná está em destaque na 1ª Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência (FECCI), de 4 a 6 de novembro, em Curitiba. A Unicentro, como responsável pela articulação institucional no Centro-Sul, celebra a participação de mais de 20 clubes de sua rede, que levam projetos de pesquisa dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Guarapuava, Irati, Laranjeiras do Sul e Pitanga.

Os trabalhos demonstram como o conhecimento científico sai da teoria e se aplica na realidade local, estimulando o protagonismo dos estudantes.

NRE DE GUARAPUAVA

Os projetos da região de Guarapuava trazem soluções para desafios ambientais e urbanos. O clube Climatize-se, do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli, em Guarapuava, apresenta seis projetos:

  1. Modelo didático do desenvolvimento da abelha-mirim: da fase ovo ao adulto;
  2. Abelhas em apuros: como o clima está acabando com nossas super polinizadoras;
  3. Abelhas-sem-ferrão e educação inovadora: da realidade virtual ao modelo didático de colmeia;
  4. Wormtechno: integrando tecnologia e compostagem para um futuro sustentável;
  5. Mãos na terra, abelhas no ar: ação estudantil por um ambiente mais verde;
  6. Jataí: um dia na vida de uma abelha-operária: 360° de realidade virtual para conscientização climática.

Para Katiane dos Santos, orientadora do clube, os projetos em questão despertam os estudantes para a aplicação prática dos conteúdos apreendidos em sala e no laboratório.  “Os projetos possibilitaram que os estudantes percebessem como os conteúdos de ciências e outras áreas se aplicam no cotidiano. O aprendizado saiu do espaço restrito da sala de aula e ganhou significado prático, envolvendo também a comunidade escolar”, afirma.

Sofia apresenta o projeto “Abelhas-sem-ferrão e educação inovadora: da realidade virtual ao modelo didático de colmeia” (Foto/Clube @climatize_se)

Quem também leva diversos projetos é o Colégio Cívico-Militar Heitor Rocha Kramer, de Guarapuava. Na Fecci, clubistas do clube Ecotransformadores, orientado pela professora Daniele Kosmo  vão falar de projetos que envolvem diretamente o bairro onde o colégio se localiza, o Colibri:

  1. Análise dos impactos da implantação de uma rua sustentável (modelo ODS) em uma área de vulnerabilidade social – Bairro Colibri;
  2. Implantação de um jardim suspenso automatizado em um muro de uma rua do Bairro Colibri;
  3. Avaliação dos impactos da implantação de um jardim de chuva no Bairro Colibri.

O clube EcoAction, do Colégio Estadual Francisco Carneiro Martins, em Guarapuava, analisa arroios urbanos com o projeto “Análise biológica, física, química e geográfica de arroios urbanos localizados no parque do lago em Guarapuava-PR“. Para a professora que coordena o clube, Ariane Bianco, “essa análise contribui na alfabetização científica dos alunos que participam do clube de ciências do colégio.”

O Colégio Estadual Cristo Rei trabalha com abelhas. E é sobre a importância delas que o clube Velozes e Curiosos vai falar na feira, com o projeto “A importância das abelhas na sustentabilidade paranaense e na biodiversidade da mata atlântica”. Crissiane Loyse Luiz, que coordena o clube, destaca a importância de feiras como a FECCI no processo de aprendizagem. “Ao participar de feiras e divulgar informações para a comunidade, os alunos compreendem na prática o papel das abelhas na polinização e na manutenção da biodiversidade, percebendo como esses conhecimentos científicos se relacionam diretamente com a produção de alimentos, a preservação ambiental e os desafios das mudanças climáticas que afetam a região em que vivem”, diz.

Por sua vez, no clube Ecos Criativos, do Colégio Estadual Professor Amarílio, em Guarapuava, o professor Doacir Domingues Filho une a ciência à arte no projeto “Instalação do amanhã: a arte que resgata e transforma“, pois “a ciência estimula a investigação, a ecologia, a sustentabilidade e traz consciência ambiental; a arte permite expressar tudo isso de forma criativa”, comenta Doacir.

Os orientandos de Emerson de Souza, professor do Colégio Estadual Padre Chagas, vão a Curitiba com projetos ecléticos. Os estudantes que compõem o clube EcoCientistas Visionários vão apresentar quatro projetos que remetem desde ao trato com a terra até ao empoderamento feminino:

  1. Horta escolar e composteira: sustentabilidade e segurança alimentar;
  2. Saneamento básico e saúde: educação ambiental e protagonismo estudantil no entorno do córrego Barro Preto, Guarapuava-PR;
  3. Inovação em pré-formulações labiais naturais: uma abordagem sustentável e de empoderamento feminino
  4. Jovens cientistas em ação: diagnóstico e soluções para os impactos das inundações em busca de uma justiça climática na foz do córrego Barro Preto em Guarapuava, Paraná.

Um pouco ao norte de Guarapuava, o clube Identidades em Construção, do Colégio Estadual do Campo de Paz, em Candói, está focado na diversidade cultural com o projeto “Diversidade étnico-cultural no Colégio Estadual do Campo de Paz“. A professora Leonara Forquim de Mattos afirma que “conhecer a diversidade étnica e cultural é o primeiro passo para a construção identitária dos estudantes”, define.

Clubistas apresentam projeto no Paraná Faz Ciência, em outubro deste ano (Foto/ clube @indentidades.em.construção.paz)

Os candoianos também serão representados pelo Colégio Estadual Santa Clara. O clube Curiosus, orientado pela professora Edineia Simi Silva, viajou a Curitiba para apresentar o projeto “Águas de Candói: da nascente à maquete, um projeto de ciência e consciência”.

Diretamente de Foz do Jordão, o Colégio Estadual de Segredo, com o clube ScienCES, apresentará os projetos “Sabão artesanal sustentável: produção, percepções da comunidade e estruturação de plano de negócios” e “Desenvolvimento e produção de sabão artesanal sustentável”. Orientado pela professora Sandra Rozanski, o clube figurou ainda na segunda colocação do prêmio ‘Meu Clube é Show’, na categoria produção industrial. A lista foi divulgada nesta semana pela Secretaria de Estado da Educação (SEED).

Comitiva do clube ScienCES recebe da articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’Anna, a premiação do ‘Meu Clube é Show’ durante a FECCI (Foto/@colegioestadual_segredo)

Em Pinhão, estudantes do Puma Science Club, do CE Bento Munhoz da Rocha Netto, orientados pelo professor João Manuel de Lima, analisam um arroio do município e também propõem uma tecnologia para detecção de vacas em período fértil. Os trabalhos são os seguintes:

1) Análise das condições socioeconômicas da Comunidade rural de Arroio Bonito, interior do Paraná;

2) Da nascente ao consumo: análise da qualidade da água e sua relevância para o saneamento básico em comunidade Arroio Bonito em Pinhão-PR;

3) Detecta cio – protótipo para monitoramento e detecção de vacas em período fértil.

Também de Pinhão, o professor Diórgenes Veres Ronik e seus alunos participarão da feira com os projetos “Transformando o óleo usado em sabão e consciência ambiental” e “Desenvolvimento e produção de sabão artesanal sustentável”, desenvolvidos no clube Óleo nosso de cada dia, do Colégio Estadual Procópio Ferreira Caldas.

Ainda em Pinhão, do Colégio Estadual do Campo Professor Júlio Moreira, a professora Bianca Karine e os clubistas do clube ‘Ciência Verde’ levam o trabalho “Produção de mudas de plantas frutíferas a partir da semente em diferentes luminosidades e substratos”.

Fechando os projetos do NRE de Guarapuava na Fecci, o clube maker Pỹnfīfī, do Colégio Estadual Cacique Otávio dos Santos, em Turvo, investiga os “Ciclos reprodutivos de araucária angustifólia em terra indígena no município de Turvo/PR“, aliando sabedoria tradicional e método científico. Os estudantes são orientados pelo professor Luan Felipe. 

NRE DE IRATI

O clube Quatro Elementos, do Colégio Estadual Alberto de Carvalho, em Prudentópolis, apresentará o projeto “Morfometria das asas de Melipona quadrifasciata como indicador de estresse ambiental“. A responsável pelo clube é a professora Mariel Chociai. Ela valorizou o empenho dos estudantes. “Eles realmente se sentem protagonistas dessas ações, do contrário não estariam vindo em contraturno estudar com tanto empenho e dedicação como eles o fazem. Tenho muito orgulho deles”, afirma.

Ainda em Prudentópolis, o clube Tijuco Preto, do Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz, levará à FECCI o projeto “Produção de sabonetes artesanais sustentáveis com óleos essenciais de lavanda, capim-cidreira e frutas Cítricas“, que visa a aplicação de produtos a partir de plantas nativas.

De Irati, o clube Raízes da Ciência, do Cefep Presidente Costa e Silva, leva seis projetos relacionados à conservação ambiental.

1) Análise químico-físico e ambiental da bacia do rio das antas no município de Irati-PR; 

2) Hotel de insetos: arquitetura sustentável para fauna invertebrada

3) Mapeamento de árvores matrizes em fragmentos de floresta ombrófila mista do Cefep Presidente Costa e Silva visando a coleta de sementes;

4) Construção de herbário escolar: confecção de exsicatas para identificação de espécies arbóreas do Cefep Presidente Costa e Silva, em Irati;

5) Educação ambiental com integração de tecnologias da informação e comunicação (Tic’s): identificando espécies florestais do paisagismo do Cefep Presidente Costa e Silva por QR Code;

6) Trilha dos sentidos.

Alunos do clube Raízes da Ciência participaram recentemente da FIciências, em Foz do Iguaçu (Foto/@raizesda_ciencia)

No Centro Estadual Nossa Senhora das Graças, em Irati, os EcoCientistas Ambientais, orientados pela professora Elaine Pacheco Costa, estão preocupados com o futuro da água. Para isso, desenvolvem o projeto “Futuro seguro: desvendando a importância da água e purificação do ar no enfrentamento da emergência climática”. Para fomentar a discussão acerca do tema, os estudantes vão apresentar esse projeto na FECCI.

NREs de Laranjeiras do Sul e Pitanga

O Clube Maker do Chico, do Colégio Estadual do Campo Chico Mendes, em Quedas do Iguaçu, demonstrará o seu trabalho com abrigos de baixo custo para abelhas nativas em bioconstrução com taipa e telhado verde, utilizando sensores conectados via Arduino.

Clube Maker do Chico marcando presença na 1ª Mostra Científica do Paraná Faz Ciência (Foto/@clubemaker.chico)

De Santa Maria do Oeste, o clube Cionekando com Ciência, do Colégio Estadual João Cionek, orientado pela professora Milena Barcellos, vai destacar a própria iniciativa dos clubes de ciências no projeto “Clubinho de ciência ‘Cionekando com ciência’: espaço de aprendizado científico, protagonismo e corresponsabilidade social na escola e comunidade.”

O município de Palmital também estará representado na FECCI. Os clubistas do Colégio Estadual Dr. João Ferreira Neves, a partir do clube Pé Vermelho, orientado pela professora Elizabete Pazio, levam o projeto “Saneamento básico e cidades sustentáveis: percepção da população em Palmital-PR”.

Já no clube Raízes do Saber, do Colégio Estadual Floriano Peixoto, em Laranjeiras do Sul, a professora Jane Aparecida Lazare Pereira e seus alunos desenvolvem dois projetos focados em segurança alimentar com horta livre de agrotóxicos. São intitulados: “Raízes e versos: cultivando sabedoria na horta escolar” e “O papel da horta escolar no aumento da segurança alimentar e nutricional: um caminho para a sustentabilidade e o consumo consciente”.

Também diretamente de Laranjeiras, os Desbravadores do Conhecimento, do Colégio Estadual Olavo Bilac, levam a Curitiba o projeto “Ecobarreiras com materiais reaproveitáveis”. A orientação fica por conta do professor Elton Pontarolo de Abreu. 

O Colégio Estadual Indígena Kó Homu, de Laranjeiras do Sul, levará os saberes tradicionais com o projeto “Memória, cultura e sustentabilidade: o artesanato Kaingang em foco”, desenvolvido pelo clube Raízes do Saber, com a professora Daiane Freitas.

O clube Discípulos de Pasteur, do Colégio Estadual Professora Elenir Linke, em Cantagalo, traz temas de microbiologia e saneamento em projetos como “Wetland em miniatura: uma ferramenta didática para o estudo de bioindicadores na purificação de água” e “Potencial do Kombucha como agente conservante natural em alimentos perecíveis”. Quem orienta os trabalhos é a professora Luana de Almeida Pereira. Ao todo, seis projetos do clube estarão na FECCI. Os demais são: “Percepções e lacunas no conhecimento sobre microrganismos entre estudantes do ensino fundamental e médio: subsídios para ações de um clube de ciências”; “Descarte irregular de resíduos sólidos: impactos socioambientais e práticas educativas no entorno do córrego barro preto, Guarapuava-PR”.

Clubistas do Colégio Elenir Linke, os Discípulos de Pasteur, foram monitores da durante a VI Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente (Foto/@clube.elenirlinke)

O clube Adonis Com Ciência, do Colégio Estadual Adonis Morski, em Boa Ventura de São Roque, usa até jogos de videogame no aprendizado. Entre os projetos orientados pela professora Juliana Aparecida Freiberger Ghiotto estão:

  1. Do virtual ao concreto: usando Minecraft para ensinar os biomas brasileiros;
  2. Tinta de terra, uma alternativa viável para pinturas em geral
  3. Utilização de bioplástico de amido na produção de vasos para mudas de plantas

A professora expressa orgulho pelo trabalho: “É gratificante acompanhar o brilho nos olhos dos alunos quando percebem que suas ideias podem ganhar vida e gerar impacto real.” O clube, vale lembrar, venceu a categoria “Comunicação” do prêmio ‘Meu Clube é Show’.

Professora Juliana, acompanhada de quatro clubistas, recebeu a premiação do ‘Meu Clube é Show’ durante a abertura da FECCI 2025. O clube Adonis Com Ciência venceu a categoria ‘Comunicação’.

A FECCI, que está reunindo mais de 1.500 estudantes e professores, em 381 estandes, é a oportunidade de dar visibilidade ao esforço das instituições de ensino superior em articular a ciência na Educação Básica do Paraná, por meio dos clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.