O papel dos clubes na popularização da ciência e na formação de jovens pesquisadores foi destaque no XI EREBio Sul

Realizado em Curitiba, entre os dias 12 e 14 de outubro, o XI Encontro Regional Sul do Ensino de Biologia (EREBio Sul) reuniu educadores, pesquisadores e estudantes dos três estados do Sul do país para debater práticas e desafios contemporâneos no ensino de Ciências e Biologia. A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, vinculada ao NAPI (Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação) – Paraná Faz Ciência, esteve presente com uma série de participações que evidenciaram o papel dos clubes como espaços de aprendizagem, pesquisa e divulgação científica em contextos não formais de educação.
Na mesa-redonda “Educação se faz em coro: as vozes da educação em ciências e a Biologia em espaços e práticas não escolares”, a professora doutora Giselle Corrêa apresentou a trajetória da Rede e os resultados alcançados durante o primeiro ano de atuação. Sua fala destacou a relevância dos clubes de ciência para o estímulo à curiosidade científica, à interdisciplinaridade e à aproximação entre escolas, universidades e comunidades locais, reforçando a importância da cooperação entre diferentes instituições para a promoção da cultura científica.
Em diferentes frentes, Rede de Clubes marca presença em evento no XI EREBIo Sul (Foto / Marilaine Martins) Em diferentes frentes, Rede de Clubes marca presença em evento no XI EREBIo Sul (Foto / Marilaine Martins) Em diferentes frentes, Rede de Clubes marca presença em evento no XI EREBIo Sul (Foto / Marilaine Martins) Em diferentes frentes, Rede de Clubes marca presença em evento no XI EREBIo Sul (Foto / Marilaine Martins)
A participação da Rede também se estendeu a grupos de discussão, apresentações de trabalhos acadêmicos e relatos de experiência, tanto tendo os clubes como objeto de análise – como os trabalhos apresentados pela professora doutora Edinalva Oliveira -, quanto como por clubistas da Rede de Clubes Meninas Paraná Faz Ciência apresentando pesquisas desenvolvidas em seus grupos. As produções abordaram temas diversos, desde investigações ambientais e tecnológicas até experiências de ensino baseadas na experimentação e na troca de saberes.
Entre as atividades do evento, destacou-se ainda o minicurso “Epistemólogas feministas da ciência? Olhares para as pesquisas e o ensino de Biologia”, ministrado pela professora doutora Bettina Heerdt, coordenadora da Rede de Clubes Meninas Paraná Faz Ciência. A atividade promoveu uma reflexão sobre os aportes teóricos de mulheres na construção do conhecimento científico e suas implicações para o ensino de Biologia, dialogando diretamente com as práticas desenvolvidas pelos clubes e com a valorização da presença feminina na ciência.
Outro momento marcante foi a participação do clube formado por meninas, que além de apresentar dois trabalhos científicos, integrou a Arena Lúdica do evento. No espaço, o grupo realizou demonstrações sobre o funcionamento de foguetes e despertando o interesse do público pela criatividade das propostas e pela valorização do protagonismo feminino na ciência.
A presença da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência no XI EREBio Sul reafirmou o compromisso do NAPI e da Rede com a formação de jovens pesquisadores e com a popularização da ciência. O evento também evidenciou a força das ações colaborativas entre escolas e instituições de ensino superior, que têm ampliado o alcance da cultura científica e fortalecido a integração entre ensino, pesquisa e comunidade.



