Tanto na abertura quanto no encerramento do evento houve entrega de homenagem e prêmios

A Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência 2025 encerrou da melhor forma possível: foram mais de 15 mil visitantes e 381 trabalhos apresentados, sendo 298 correspondentes a projetos enviados por integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Ao longo do evento, também ocorreram premiações e quatro clubes articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram destaque neste quesito.
De acordo com a professora Mariana Andrade, articuladora institucional do NAPI pela UEL, essa conquista prova a existência de projetos relevantes. No evento, a instituição marcou presença com 14 clubes de ciências. “Isso é muito positivo para os clubes da UEL, por mostrar o trabalho que já vem sendo feito por essas escolas e, também, para incentivar nossos alunos a buscar inovações nas pesquisas para a participação em outras feiras no ano que vem”, reforça.
A FECCI é promovida pelo NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); as Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e de Educação (SEED); a Fundação Araucária e a Prefeitura de Curitiba. Neste ano, foi realizada entre os dias 04 e 06 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Neoville, em Curitiba.
Meu Clube é Show
Os primeiros prêmios vieram logo na abertura do evento, no dia 04. Foi neste momento que foram anunciados os oito vencedores do concurso “Meu Clube é Show”, organizado pela SEED. Dois clubes da UEL produziram vídeos para a disputa e tiraram notas altas nos critérios estabelecidos pelo edital, garantindo o pódio nas categorias as quais se inscreveram.
Na área de Agroecologia, o vídeo premiado foi feito pelo clube Discovery Kennedy’s, do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy, de Rolândia. Já na robótica, a conquista foi do clube Lavoisier, do Centro Estadual de Educação Profissional Florestal e Agrícola, de Ortigueira. As equipes receberam um kit multimídia completo para ajudar nas próximas produções.

Segundo a professora Eglaia de Carvalho Cheron, coordenadora do clube Discovery Kennedy’s, o reconhecimento é resultado do empenho dos alunos. Foram os estudantes que editaram o material, utilizando registros que fizeram durante as atividades do clube. “Já abrir o evento recebendo premiação pareceu que deu um gás, que tinham injetado gasolina de avião na gente”, brinca. “Esse equipamento vai fazer toda a diferença nos vídeos daqui em diante. Estou muito feliz!”, garante a docente.

O professor Weverson S. da Fonseca Junior, coordenador do clube Lavoisier, destaca que a recompensa trouxe muita alegria e orgulho ao grupo. Para ele, o prêmio traduz toda a dedicação do trabalho realizado. “O resultado motivou ainda mais os participantes a continuarem pesquisando e inovando. Para o próximo ano, a expectativa é aprimorar os projetos, explorar novas ideias e fortalecer o espírito de colaboração no clube de ciências”, conta.
FECCI
Se a abertura da Feira foi emocionante, o encerramento superou as expectativas. Durante os três dias da FECCI, representantes de 220 escolas públicas estaduais do Paraná estiveram em seus estandes apresentando trabalhos. Com o objetivo de estimular cada vez mais a participação dos jovens na ciência, 90 projetos foram premiados com equipamentos eletrônicos e kit multimídia.
Filmadoras de última geração, impressoras 3D, tablets, celulares, fones de ouvido e caixas de som são apenas alguns dos itens entregues, doados pela 9ª Regional da Receita Federal e empresa Slim 3D, parceiras do NAPI PRFC e do evento. Além disso, os classificados em primeiro, segundo e terceiro lugares de cada uma das áreas também receberam medalhas e troféus.
Ao menos 64 trabalhos desenvolvidos na Rede de Clubes PRFC estão entre os finalistas, sendo dois de clubes articulados pela UEL. Os contemplados foram o clube Ciências em Mãos, do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (ILES), e o clube Litterae Ludus, do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães. Ambos ficam na cidade de Londrina.

O clube Ciências em Mãos conquistou o 3º lugar na categoria Divulgação Científica Jovem, com o trabalho “Mãos na Ciência: um jogo bilíngue em libras para a iniciação científica”. A professora coordenadora, Ilza Alessandra Francisco, acredita que esse é só o começo de um projeto muito importante. “Os surdos precisam muito dessa parte visual, então essas ferramentas [os prêmios] são essenciais para o aprendizado deles”, explica. “Nosso trabalho foi reconhecido não só pela comunidade de Londrina, mas também já ultrapassou os muros da escola. Chegou aos grupos de escolas bilíngues de surdos de todo o país.”

O clube Litterae Ludus, por sua vez, ficou em 3º lugar na categoria Ciências Humanas Junior, com o trabalho “A mente em silêncio: conscientização dos jovens sobre os desafios da convivência com o Alzheimer”. Para a professora Franciela Zamariam, coordenadora do clube, essa é só a ‘ponta do iceberg’. “As alunas compreenderam o processo da pesquisa científica, como desenvolver o seu próprio pensamento científico, que não podem fazer afirmações sem antes pesquisar a respeito”, compartilhou. “Tudo isso será de grande ajuda para toda a vida delas, e culminou parcialmente na premiação.”