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Clube de Umuarama, vinculado à UEM, estuda culturas africana e indígena por meio dos adornos

Por: Ana Carolina Arenso Barbosa

Com trinta estudantes, o Clube Tenda Cultura Viva produz colares e pulseiras que remetem às culturas estudadas

A foto é do Clube de Ciências ‘Tenda Cultura Viva” do Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal de Umuarama. A imagem mostra um grupo grande de estudantes reunidos em uma sala de aula. São cerca de trinta pessoas, entre adolescentes e uma mulher adulta, que está no centro do grupo. Todos posam sorridentes para a foto. O ambiente é iluminado e decorado com alguns painéis e quadros ao fundo. Há também flores e uma mesa vermelha com enfeites à esquerda.

Um clube que produz pulseira? Isso é apenas uma parte de todo o estudo que exige o Clube Tenda Cultura Viva do Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal, de Umuarama. Conforme a professora Oslaine Barrim Batista, o nome foi escolhido para aceitar todos, “a tenda tem como significado abertura e cultura viva é o nosso objetivo, por resgatar as culturas e trazer o significado para melhorar o conhecimento e retirar os estereótipos”, diz.

O principal propósito do grupo é fazer um resgate das culturas africana e indigena por meio dos adornos. Assim, compreendendo os significados desses itens para os antepassados, principalmente quanto ao uso de colares. Conforme a professora, hoje em dia muitos objetos ficaram como adornos decorativos, mas tudo tem um porquê e o grupo irá descobrir e depois trazer a informação para a comunidade.

Com trinta alunos do sexto ano do Ensino Fundamental até o primeiro ano do Ensino Médio, os estudantes estudaram até o momento, de forma mais aprofundada, a cultura africana. “O próximo passo é a cultura indígena. Novos acessórios serão confeccionados e será ainda mais divertido para eles”, afirma Oslaine.

A ideia de estudar a cultura indigena não é de hoje. A educadora trabalhou como professora em Campo Novo do Parecis, com os povos Parecis. O conhecimento adquirido durante os anos de dedicação no Mato Grosso foi essencial para que ela optasse por esta temática. “Isso é interessante e importante. Mais pessoas precisam conhecer”, expõe. 

Entre a importância e o dia a dia

A imagem mostra uma mulher de cabelos longos e escuros, vista de costas, falando para um grupo de pessoas em uma sala de aula. Ela veste uma blusa clara listrada e calça jeans azul. À frente dela, várias pessoas estão sentadas em cadeiras, prestando atenção. O ambiente é simples, com cortinas brancas cobrindo as janelas, ventiladores de teto e um projetor suspenso. O chão é de piso frio e há um tapete claro no centro, onde a mulher está posicionada. À esquerda e à direita da imagem, mesas cobertas com tecidos vermelhos e verdes completam a decoração.
Estudantes do clube ‘Tenda Cultura Viva’ (Foto/ Ana Carolina Arenso Barbosa)

O cotidiano do clube é dividido em teoria e prática. Oslaine explica que cada aluno tem uma pasta na ferramenta do Google – Classroom –  e um portfólio para ser alimentado. Todos são orientados a pesquisar dentro de uma temática geral, mas cada um analisa determinado segmento. A professora orienta que os estudantes busquem sempre informações em artigos, projetos e depois levem essas informações para os colegas, amigos e familiares.

Para além das pesquisas, os clubistas fazem uma parte prática. Eles utilizam a natureza, como sementes e pedras para formar colares e pulseiras. “Tudo da natureza que a gente pode mostrar e transformar. Além de ensinar os alunos a valorizarem o que eles têm, evitando o consumismo”, afirma a educadora.

Para a criação de peças de colares e pulseiras foi utilizado uma furadeira improvisada com um motor de uma máquina de lavar roupa e uma parte de broca soldada. A máquina foi desenvolvida quando a professora ainda estava no Mato Grosso, ou seja, já faz dez anos.

Mesmo com desafios, a maior importância do clube para os alunos é a informação. Conforme Oslaine, é muito interessante saber que os estudantes têm conhecimento da temática, e que o clube é capaz de alterar a perspectiva e os preconceitos que eles eventualmente tenham.

“A gente trabalha uma abordagem nas aulas que quando há uma forma de preconceito, muitas vezes pode ser por falta de conhecimento. Mas é possível mudar isso, a partir do momento que conhecemos melhor o tema. Lá na frente, para diminuir o preconceito, temos que conseguir arrumar a base, para que os jovens cresçam e tenham uma comunidade melhor”, afirma a professora.

O clube não mudou a vida apenas dos alunos, mas foi uma grande alegria para a professora. “As coisas nunca acontecem por acaso. Mesmo com medo, quando aparece a oportunidade a gente não pode perder. A minha proposta é estudar e aprender. Eu preciso melhorar muito, mas os cursos da UEM são maravilhosos”, afirma. A gratidão é outro sentimento exposto por Oslaine. “Tem fila de espera para novos alunos fazerem parte do clube!”, comemora.

Momento marcante

  • A primeira imagem mostra um grupo de estudantes posando para uma foto em frente a uma escola. O grupo é composto por cerca de vinte jovens e alguns adultos, todos sorrindo. Eles estão ao ar livre, em um local ensolarado, com solo de terra vermelha e vegetação ao redor. Ao fundo, vê-se o prédio da escola, de paredes alaranjadas e telhado de cerâmica, com janelas amplas e uma entrada com portão de ferro. Na segunda imagem aparece um jovem, vestido com uniforme escolar azul e branco, praticando arco e flecha em um campo gramado. Ele segura o arco esticado, mirando para frente, concentrado no alvo. À esquerda, um homem indígena com cocar de penas vermelhas observa atentamente o aluno, aparentando orientá-lo na atividade. Outros dois homens estão mais ao fundo — um em pé, vestindo camiseta cinza com detalhes coloridos, e dois sentados na grama, observando a prática. O cenário é ensolarado, com gramado verde, árvores e um prédio de paredes alaranjadas e janelas amplas ao fundo. A última fotografia tem um grupo de pessoas participando de uma atividade ao ar livre em um campo gramado. Elas estão alinhadas lado a lado, segurando arcos e flechas, aparentemente se preparando para praticar ou competir em uma prova de tiro com arco. Entre os participantes, há jovens e adultos. Um homem, à frente do grupo, parece estar orientando ou demonstrando a técnica do disparo. Ao fundo, há árvores altas, uma cerca de madeira e algumas tendas ou coberturas improvisadas, sob as quais outras pessoas estão sentadas.
  • A primeira imagem mostra um grupo de estudantes posando para uma foto em frente a uma escola. O grupo é composto por cerca de vinte jovens e alguns adultos, todos sorrindo. Eles estão ao ar livre, em um local ensolarado, com solo de terra vermelha e vegetação ao redor. Ao fundo, vê-se o prédio da escola, de paredes alaranjadas e telhado de cerâmica, com janelas amplas e uma entrada com portão de ferro. Na segunda imagem aparece um jovem, vestido com uniforme escolar azul e branco, praticando arco e flecha em um campo gramado. Ele segura o arco esticado, mirando para frente, concentrado no alvo. À esquerda, um homem indígena com cocar de penas vermelhas observa atentamente o aluno, aparentando orientá-lo na atividade. Outros dois homens estão mais ao fundo — um em pé, vestindo camiseta cinza com detalhes coloridos, e dois sentados na grama, observando a prática. O cenário é ensolarado, com gramado verde, árvores e um prédio de paredes alaranjadas e janelas amplas ao fundo. A última fotografia tem um grupo de pessoas participando de uma atividade ao ar livre em um campo gramado. Elas estão alinhadas lado a lado, segurando arcos e flechas, aparentemente se preparando para praticar ou competir em uma prova de tiro com arco. Entre os participantes, há jovens e adultos. Um homem, à frente do grupo, parece estar orientando ou demonstrando a técnica do disparo. Ao fundo, há árvores altas, uma cerca de madeira e algumas tendas ou coberturas improvisadas, sob as quais outras pessoas estão sentadas.
  • A primeira imagem mostra um grupo de estudantes posando para uma foto em frente a uma escola. O grupo é composto por cerca de vinte jovens e alguns adultos, todos sorrindo. Eles estão ao ar livre, em um local ensolarado, com solo de terra vermelha e vegetação ao redor. Ao fundo, vê-se o prédio da escola, de paredes alaranjadas e telhado de cerâmica, com janelas amplas e uma entrada com portão de ferro. Na segunda imagem aparece um jovem, vestido com uniforme escolar azul e branco, praticando arco e flecha em um campo gramado. Ele segura o arco esticado, mirando para frente, concentrado no alvo. À esquerda, um homem indígena com cocar de penas vermelhas observa atentamente o aluno, aparentando orientá-lo na atividade. Outros dois homens estão mais ao fundo — um em pé, vestindo camiseta cinza com detalhes coloridos, e dois sentados na grama, observando a prática. O cenário é ensolarado, com gramado verde, árvores e um prédio de paredes alaranjadas e janelas amplas ao fundo. A última fotografia tem um grupo de pessoas participando de uma atividade ao ar livre em um campo gramado. Elas estão alinhadas lado a lado, segurando arcos e flechas, aparentemente se preparando para praticar ou competir em uma prova de tiro com arco. Entre os participantes, há jovens e adultos. Um homem, à frente do grupo, parece estar orientando ou demonstrando a técnica do disparo. Ao fundo, há árvores altas, uma cerca de madeira e algumas tendas ou coberturas improvisadas, sob as quais outras pessoas estão sentadas.

Uma das aventuras do clube foi conhecer e participar dos Jogos Indígenas, com modalidades específicas da cultura e tradição local, em São Miguel do Iguaçu, região oeste do Paraná. Os estudantes foram até o Colégio Estadual Indígena Teko Nemoingo e conheceram de perto os esportes destes povos.

Neste dia, os alunos participaram da oficina de pintura de pele e observaram adereços feitos com a técnica do macramê. Eles conseguiram medalhas nas competições, e inclusive um dos alunos, conquistou a medalha de ouro na modalidade arco e flecha. A professora conclui que para os estudantes, a visita foi uma aula viva sobre a cultura indígena e a importância da preservação ambiental.

Entre os planos futuros, está a expectativa de ampliar e aprofundar o conhecimento. O objetivo é finalizar o ciclo de pesquisa e escrever um documento com todas as informações que os estudantes pesquisaram e atividades que realizaram. Algumas questões ainda precisam ser decididas em relação ao formato do documento e à divulgação.