Aluna do Clube “Ciências no nosso dia a dia”, de Presidente Castelo Branco, é uma dos 27 estudantes selecionados em todo o Brasil

Durante este ano, muitos clubes e estudantes se destacaram. Entre eles está Julia Carolina Bunhak Quintino, do 8º ano, do Colégio Estadual Integral Maria Carmella Neves de Souza, em Presidente Castelo Branco. A aluna faz parte do Clube “Ciências no nosso dia a dia” e foi selecionada para representar o Paraná na Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (Onee).
A Onee é uma iniciativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e tem como intenção alertar estudantes e professores sobre o consumo responsável de energia, sustentabilidade e cidadania. Isso tudo por meio de uma metodologia gamificada alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular).
Em todo o Brasil, vinte e sete alunos dos 8º e 9° anos do ensino fundamental representaram seus estados na terceira etapa da edição 2025 da olimpíada, que ocorreu nos dias 5 e 6 de outubro na capital federal, em Brasília.
Para ingressar Júlia teve que passar por algumas etapas: a primeira, realizar um curso pela plataforma da Onee que envolvia desde as fontes de energia até o consumo consciente. Paralelamente, a clubista se envolveu em desafios digitais e jogos interativos sobre a temática. E depois, a aluna realizou uma prova sobre eficiência energética que testou os conhecimentos adquiridos. A formação alcançou também os professores, como conta a aluna. “Os professores também receberam formação por meio de um curso digital sobre energia e segurança. No final, os melhores colocados ganharam medalhas, e os campeões nacionais, como meu caso, participaram de uma cerimônia em Brasília”, explica Júlia.
Como tudo começou

Conforme a professora, Arleia Figueiredo da Costa, a ideia inicial foi do professor Lucas Bertolucci, de Geografia e Robótica. Ele foi o responsável por acompanhar a estudante em todas as etapas, até mesmo na viagem, para participar da final.
Mesmo assim, Arleia afirma que o clube influenciou a escolha da aluna em participar das Olimpíadas. “O grande objetivo do clube é prepará-los e motivá-los para a apresentação de seus trabalhos em feiras de ciências e para a participação em olimpíadas do conhecimento, como a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética”, explica.
A professora também reforça a importância dos clubistas em feiras e olimpíadas para a complementação do aprendizado em sala de aula. “Essas experiências estimulam o aprofundamento do conhecimento e o desenvolvimento de habilidades cruciais, como o raciocínio lógico, a criatividade e a capacidade de pesquisa”, defende.
“Para muitos desses alunos, essas atividades representam a primeira oportunidade de vivenciar um evento científico, o que enriquece imensamente sua formação. Elas promovem o interesse pela ciência de forma prática e competitiva, oferecendo visibilidade para o trabalho dos estudantes e abrindo portas para oportunidades futuras em universidades”, acrescenta a educadora.
Experiência única

A estudante relembra o misto de emoção – orgulho e nervosismo – ao descobrir que representaria o seu Estado nas Olimpíadas. “A jornada foi muito mais do que apenas estudar conceitos; foi uma verdadeira imersão em como a energia funciona e, mais importante, como podemos usá-la de forma mais consciente e sustentável. Através de jogos e desafios interativos, eu comecei a entender como os pequenos hábitos da minha família, como apagar as luzes ou desligar a TV da tomada, realmente fazem a diferença”, explica Júlia.
A clubista reforça que o clube foi essencial para aprofundar os seus interesses. “Eu tive a oportunidade de participar de projetos práticos que não seriam possíveis em sala de aula”. E também as habilidades desenvolvidas neste ambiente, como pesquisar de forma eficaz, trabalhar em equipe e apresentar ideias. “O estímulo constante do clube de ciências foi muito importante para minha jornada rumo à Olimpíada Nacional de Eficiência Energética”, afirma.
Durante os meses, Júlia diz que o ambiente foi de contínuo aprendizado. “Tinha um grande engajamento entre estudantes e professores de todo o Brasil, com um formato digital e interativo, quase como um jogo, o que facilitou a participação de milhares de alunos de várias regiões”.
O professor de robótica conta que foi uma experiência muito positiva acompanhar a estudante no evento. Bertolucci explica que atuou como mentor e guia em todo o processo. “Além de orientá-la sobre o conteúdo de energia e sustentabilidade, minha função foi manter a motivação dela nos desafios propostos e mostrar que a teoria se aplica de forma prática no dia a dia, tanto na escola quanto em casa”, conta.
Toda equipe: professor, professora e clubista seguem gratos pela conquista. “Embora a conquista da medalha em si seja o reconhecimento principal pelo esforço, é ainda mais gratificante ver o interesse dela por ciência e sustentabilidade se fortalecer dessa forma” comenta o professor Lucas. A professora Arleia acrescenta que o clube segue fomentando o aprendizado e “também oferece a plataforma e o suporte necessários para que os estudantes brilhem em competições, representando suas escolas e estados com confiança”, finaliza a docente.