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Cienteens transforma o Instituto Estadual de Maringá em laboratório de ciência

Por: Ana Carolina Arenso Barbosa e Carlisle Ferrari

O clube pesquisa poluição sonora, poluição visual e botânica na própria escola

A foto é do Clube de Ciências ‘Cienteens” do Colégio Instituto Estadual de Educação de Maringá. A imagem mostra um grupo grande de pessoas dentro de uma sala de aula. São adolescentes e adultos. Eles estão todos posando para a foto juntos, muitos sorrindo. A sala tem carteiras escolares brancas com detalhes em madeira clara e assentos azuis. No fundo, há armários metálicos, televisão/monitor em cima de um suporte, uma lousa clara e um ar-condicionado instalado na parede superior direita. Também é possível ver um globo terrestre sobre uma mesa no canto direito, dando a ideia de um ambiente pedagógico. A maior parte do grupo está de pé atrás e no centro da imagem, formando uma fileira, enquanto algumas pessoas estão sentadas ou agachadas na frente.

Cienteens é o nome do clube de ciências do Instituto Estadual de Maringá. O nome foi escolhido por meio da escuta dos estudantes. Após uma votação  democrática, o nome ganhador foi selecionado. “Cienteens – uma junção de “ciência” e “teens”, remete às ciências e à produção do conhecimento científico”, como explicou o primeiro coordenador do clube, José Nunes dos Santos. 

Criado em agosto de 2024, o clube começou sob coordenação de José Nunes dos Santos, porém por motivos pessoais se afastou do cargo e a professora Ivanir Santa Bárbara assumiu a coordenação, ficando o professor José como colaborador do clube.

O principal objetivo do clube é estudar ciência e aumentar o conhecimento científico dos estudantes. Os impactos, argumenta a professora coordenadora Ivair, serão positivos não só para os alunos. “É muito importante não só para o agora, mas para o futuro deles, para a vida deles, será ainda mais transformador para a comunidade e para o planeta também”, define.

Além de aprender a fazer ciência, os estudantes transformaram o próprio Instituto em objeto de pesquisa. A proposta é analisar como a escola está estruturada e se seus espaços favorecem a educação ambiental e os processos de aprendizagem. “A pergunta que refletimos é: será que o Instituto é apropriado para a educação ambiental e tem ambientes propícios para as aprendizagens?”, contou o professor.

Ciência que começa pelas perguntas

A imagem mostra uma sala de aula com um grupo de estudantes sentados em mesas organizadas em pequenos agrupamentos. As pessoas estão concentradas. Na parte frontal da sala há três pessoas em pé. Ao fundo, há uma TV ligada na parede, mostrando uma imagem colorida. A sala possui iluminação branca de teto, cortinas fechadas do lado direito e um ar-condicionado na parede de trás.
Estudantes do clube ‘Cienteens’ (Foto/ Ana Carolina Arenso Barbosa)

O clube iniciou suas atividades em agosto de 2024, discutindo a teoria a respeito do que é ciência e o que não é. Em seguida, eles estudaram como produzir uma pesquisa, relatou o professor Nunes. Desde a construção do problema, das hipótese e o objetivo, para somente depois irem para o campo das metodologias e para as dinâmicas das práticas.

Cerca de 20 estudantes do 9º ano, do Ensino Médio e do curso Técnico em Administração e Marketing se reúnem às sextas-feiras, das 13h15 às 15h30, para desenvolver os projetos do clube de ciências.

No momento o clube está desenvolvendo pesquisas e no total três projetos estão em andamento, os quais se interligam entre si. “Unem cores, som e botânica”, conta Ivanir. O primeiro, voltado para a botânica, investigando as potencialidades das plantas existentes na própria escola, dialogando também com a física, a química e com a arte. O outro projeto se dedica a pesquisar como a poluição sonora dentro do colégio afeta o ambiente para os alunos e pode prejudicar a aprendizagem.

Por fim, o terceiro projeto se relaciona com as cores, refletindo sobre a poluição visual e suas consequências para o ambiente estudantil. Todas essas equipes, conforme os professores, têm a definição do seu objeto de pesquisa no próprio Instituto. Por isso, estão coletando dados e trabalhando nas fundamentações teóricas para as possíveis apresentações e participações nas feiras.

A professora Ivanir defende que para os estudantes de um clube como este, o que acontece é um abrir de portas. “Eu vejo a importância do trabalho não só para a vida acadêmica deles, mas para contribuir na sociedade. Eles fazem a diferença e disseminam isso para outros”, diz.

O professor Nunes acrescenta a relevância de um projeto como este. “Pela primeira vez como professor estou vendo um projeto desenvolvido pela Secretaria Estadual de Educação (SEED) que realmente possibilita a construção do conhecimento científico. O clube oportuniza ao professor o desenvolvimento do conhecimento escolar para uma produção do conhecimento científico”, finaliza.