O clube pesquisa poluição sonora, poluição visual e botânica na própria escola

Cienteens é o nome do clube de ciências do Instituto Estadual de Maringá. O nome foi escolhido por meio da escuta dos estudantes. Após uma votação democrática, o nome ganhador foi selecionado. “Cienteens – uma junção de “ciência” e “teens”, remete às ciências e à produção do conhecimento científico”, como explicou o primeiro coordenador do clube, José Nunes dos Santos.
Criado em agosto de 2024, o clube começou sob coordenação de José Nunes dos Santos, porém por motivos pessoais se afastou do cargo e a professora Ivanir Santa Bárbara assumiu a coordenação, ficando o professor José como colaborador do clube.
O principal objetivo do clube é estudar ciência e aumentar o conhecimento científico dos estudantes. Os impactos, argumenta a professora coordenadora Ivair, serão positivos não só para os alunos. “É muito importante não só para o agora, mas para o futuro deles, para a vida deles, será ainda mais transformador para a comunidade e para o planeta também”, define.
Além de aprender a fazer ciência, os estudantes transformaram o próprio Instituto em objeto de pesquisa. A proposta é analisar como a escola está estruturada e se seus espaços favorecem a educação ambiental e os processos de aprendizagem. “A pergunta que refletimos é: será que o Instituto é apropriado para a educação ambiental e tem ambientes propícios para as aprendizagens?”, contou o professor.
Ciência que começa pelas perguntas

O clube iniciou suas atividades em agosto de 2024, discutindo a teoria a respeito do que é ciência e o que não é. Em seguida, eles estudaram como produzir uma pesquisa, relatou o professor Nunes. Desde a construção do problema, das hipótese e o objetivo, para somente depois irem para o campo das metodologias e para as dinâmicas das práticas.
Cerca de 20 estudantes do 9º ano, do Ensino Médio e do curso Técnico em Administração e Marketing se reúnem às sextas-feiras, das 13h15 às 15h30, para desenvolver os projetos do clube de ciências.
No momento o clube está desenvolvendo pesquisas e no total três projetos estão em andamento, os quais se interligam entre si. “Unem cores, som e botânica”, conta Ivanir. O primeiro, voltado para a botânica, investigando as potencialidades das plantas existentes na própria escola, dialogando também com a física, a química e com a arte. O outro projeto se dedica a pesquisar como a poluição sonora dentro do colégio afeta o ambiente para os alunos e pode prejudicar a aprendizagem.
Por fim, o terceiro projeto se relaciona com as cores, refletindo sobre a poluição visual e suas consequências para o ambiente estudantil. Todas essas equipes, conforme os professores, têm a definição do seu objeto de pesquisa no próprio Instituto. Por isso, estão coletando dados e trabalhando nas fundamentações teóricas para as possíveis apresentações e participações nas feiras.
A professora Ivanir defende que para os estudantes de um clube como este, o que acontece é um abrir de portas. “Eu vejo a importância do trabalho não só para a vida acadêmica deles, mas para contribuir na sociedade. Eles fazem a diferença e disseminam isso para outros”, diz.
O professor Nunes acrescenta a relevância de um projeto como este. “Pela primeira vez como professor estou vendo um projeto desenvolvido pela Secretaria Estadual de Educação (SEED) que realmente possibilita a construção do conhecimento científico. O clube oportuniza ao professor o desenvolvimento do conhecimento escolar para uma produção do conhecimento científico”, finaliza.