Atividade prática no campus Realeza fortalece projetos de pesquisa de estudantes de Pinhal de São Bento e amplia integração entre escola e universidade

A produção científica e o letramento acadêmico ganharam um novo capítulo para os integrantes do Clube de Ciências Heróis da Sustentabilidade, do Colégio Estadual Presidente Vargas, em Pinhal de São Bento. O grupo, coordenado pelo professor Jeferson da Silva, visitou os laboratórios da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – campus Realeza (PR) para a realização da “Oficina Água”, atividade que une teoria e experimentação para aprofundar o conhecimento sobre esse recurso essencial.
Teoria e prática científica
O clube já possui um histórico de excelência em pesquisa, tendo apresentado trabalhos relevantes na Feira de Cultura Científica (FECCI) de 2025 , como o estudo sobre biondicadores da região sudoeste do Paraná no trabalho “O herói desconhecido: a importância da presença de crustáceos Aegla parana Schimitt 1942, como bioindicadores na região sudoeste do Paraná e o segundo projeto “Processos erosivos: uma perspectiva sobre os fenômenos de desgaste do solo no Paraná, abordando pesquisas sobre erosão no estado.
A oficina na UFFS foi planejada justamente para apoiar o desenvolvimento de novos projetos voltados à sustentabilidade e à análise da qualidade hídrica pelo clube.
A condução dos trabalhos foi feita pelas licenciandas em Química Jenifer Maiara da Silva, Ivonete Miranda de Farias Pelentir de Melo, Gabriela Sierota e Ana Victoria Silva, sob orientação do professor da licenciatura e doutor Letiére Cabreira Soares. A jornada começou com uma imersão teórica sobre a composição química da água (H2O) e os estados físicos da matéria, seguida por uma situação-problema: os alunos foram desafiados a investigar causas para alterações de cor, odor e sabor na água de uma cidade fictícia.
Testes e simulações
No laboratório, os estudantes realizaram três testes comparativos entre amostras de água potável e contaminada:
- Análise Organoléptica: Verificação de odor e cor.
- Física da Água: Experimentos com moedas para observar coesão, adesão e a formação da cúpula pela tensão superficial.
- Solubilidade: Observação da capacidade de dissolução de sal, discutindo como impurezas afetam as propriedades físicas do líquido.
A etapa seguinte abordou os tipos de contaminação (física, química e biológica) e as fases de uma Estação de Tratamento de Água (ETA). O ponto alto da oficina foi a simulação prática da filtração, utilizando um sistema com camadas de cascalho, sílica e carvão ativado. Com o auxílio de um turbidímetro – um equipamento que mede quão túrbida está a água ou quanto de partículas há em suspensão – e de uma bomba a vácuo, usada para auxiliar nessa filtragem e separação de materiais presentes na água, os alunos monitoraram em tempo real a cor da água e a remoção de odores desagradáveis da amostra contaminada.
Momentos da Oficina Água no laboratório da da Universidade Federal da Fronteira Sul, com os alunos manuseando equipamentos como conta-gotas e as vidrarias de laboratório (Foto/Jenifer Maiara da Silva) Momentos da Oficina Água no laboratório da da Universidade Federal da Fronteira Sul, com os alunos manuseando equipamentos como conta-gotas e as vidrarias de laboratório (Foto/Jenifer Maiara da Silva) Momentos da Oficina Água no laboratório da da Universidade Federal da Fronteira Sul, com os alunos manuseando equipamentos como conta-gotas e as vidrarias de laboratório (Foto/Jenifer Maiara da Silva) Momentos da Oficina Água no laboratório da da Universidade Federal da Fronteira Sul, com os alunos manuseando equipamentos como conta-gotas e as vidrarias de laboratório (Foto/Jenifer Maiara da Silva)
Vivência universitária e futuro
Apesar do sucesso visual da filtragem, os orientadores ressaltaram que a água obtida ainda não era potável, por faltarem etapas como a desinfecção, reforçando o rigor necessário no tratamento público da água para consumo. Após o trabalho técnico, os clubistas exploraram o campus da UFFS, conhecendo a estrutura acadêmica e as possibilidades de cursos de graduação que podem cursar futuramente, fortalecendo o vínculo com o ensino superior e aproximando os alunos dessa possibilidade.
A experiência proporcionou aos alunos novas perspectivas para suas pesquisas locais, transformando conceitos complexos em vivências práticas que auxiliam na compreensão social e ambiental da ciência.
Após a oficina Água, os clubistas tiveram uma visita guiada pelo campus de Realeza da UFFS (Foto/Jenifer Maiara da Silva) Após a oficina Água, os clubistas tiveram uma visita guiada pelo campus de Realeza da UFFS (Foto/Jenifer Maiara da Silva) Após a oficina Água, os clubistas tiveram uma visita guiada pelo campus de Realeza da UFFS (Foto/Jenifer Maiara da Silva) Após a oficina Água, os clubistas tiveram uma visita guiada pelo campus de Realeza da UFFS (Foto/Jenifer Maiara da Silva)
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