Os clubistas de Prudentópolis conheceram os laboratórios, visitaram o Parque das Araucárias e o Museu de Ciências Naturais de Guarapuava

Os alunos do Clube dos Quatro Elementos, do Colégio Estadual Alberto de Carvalho, de Prudentópolis, participaram de uma visita técnica em maio aos laboratórios de Química e Biologia do campus Cedeteg, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava. Além disso, também visitaram o Museu de Ciências Naturais e o Parque das Araucárias. Os alunos foram acompanhados pela professora responsável pelo clube no colégio, Mariel Guil Chociai, pela orientadora pedagógica, Samara dos Santos, e pela professora orientadora do clube, Cecilia Hauresko.
Durante a visita à universidade, os clubistas realizaram atividades no Laboratório de Ecologia de Vespas e Abelhas (LABVESP). Eles puderam conhecer os laboratórios e receberam orientações de pesquisadores sobre diferentes espécies de abelhas e vespas. Além disso, aprenderam como são confeccionados os ninhos utilizados para a captura desses animais.
Segundo a clubista Suellen Turoski, conhecer mais sobre as abelhas e as vespas aumentou o interesse dela pelo assunto. “Saber onde estão os ninhos, como as espécies se diferenciam e o que acontece no desenvolvimento larval foi tudo novo para mim. Isso tornou o aprendizado mais agradável e me fez querer aprender mais sobre a ciência”.
Os alunos puderam conhecer o Laboratório de Ecologia de Vespas e Abelhas e saber mais sobre como são feitos os ninhos de vespas (Foto/Arquivo Pessoal) Os alunos puderam conhecer o Laboratório de Ecologia de Vespas e Abelhas e saber mais sobre como são feitos os ninhos de vespas (Foto/Arquivo Pessoal)
Para a professora Mariel, a visita contribuiu significativamente para o aprendizado dos alunos. “Os alunos ampliam a visão sobre os cuidados com outros insetos, não somente as abelhas”, destacou. A atividade proporcionou aos estudantes um contato mais próximo com o ambiente universitário e com o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores, ampliando seus conhecimentos sobre a biodiversidade e a importância desses insetos para o equilíbrio dos ecossistemas.
Além da construção de ninhos, os alunos foram apresentados às coleções biológicas de abelhas, às demonstrações de como é realizada a morfometria das asas, tema que eles estudam no Clube de Ciências em Prudentópolis, à abertura de ninhos para a observação de sua estrutura interna e ao processo larval das abelhas e vespas. Os doutorandos Luana Vieira Carlin dos Santos, Douglas Grossko e Douglas Rocha ministraram as atividades práticas e finalizaram mostrando como construir ninhos para utilização nas atividades do clube.
Os doutorandos Luana Vieira Carlin dos Santos, Douglas Grossko e Douglas Rocha ministraram as atividades práticas durante a visita aos laboratórios (Foto/Arquivo Pessoal) Os doutorandos Luana Vieira Carlin dos Santos, Douglas Grossko e Douglas Rocha ministraram as atividades práticas durante a visita aos laboratórios (Foto/Arquivo Pessoal)
Para finalizar o tour pela universidade, os estudantes puderam conhecer os laboratórios das áreas de Biologia e Geografia. A clubista Suellen Turoski também destacou a importância das atividades práticas. “Construir o próprio ninho foi divertido e diferente; exigiu que eu me envolvesse e prestasse atenção ao que estava sendo ensinado. Ao fazer a atividade, eu entendi melhor a função e a importância dos ninhos. Estávamos aprendendo e também aplicando na prática o que estávamos estudando, o que tornou tudo mais envolvente”, contou.
Aprender praticando, para a estudante, é mais interessante e facilita a memorização. “O que mais me chamou a atenção foram as partes práticas, especialmente aquelas em que eu pude observar, montar ou participar ativamente. Gostei também de explorar as instalações da universidade, foi uma experiência diferente da rotina da escola”, completou a estudante.
Para finalizar o dia de visita em Guarapuava, os alunos e a professora Mariel seguiram para o Museu de Ciências Naturais e o Parque das Araucárias. Para Suellen, a experiência foi marcante. “Foi muito especial conhecer esses lugares, além de lindos, eles vieram carregados de novos aprendizados. O Parque das Araucárias me impressionou pela beleza e pela paz que reina no local. Eu descobri curiosidades sobre o pinhão e sobre a natureza que eu não tinha imaginado antes. A passagem pelo museu complementou o que havia sido visto no Parque. “No Museu vimos questões ligadas à ciência e ao meio ambiente. No geral, foi um dia repleto de aprendizados e vivências que vou lembrar com carinho”, relatou Suellen.

Para a professora Mariel, a visita aos espaços foi de extrema importância. “As visitas aos espaços e o fato de ter que trabalhar bastante a escuta fazem parte de um processo que a nova geração precisa exercer: escutar e aprender. Refletimos bastante sobre os erros na nossa pesquisa e sobre como iremos utilizar essa saída de campo incrível para continuarmos apaixonados pelas nossas ações no clube”, finalizou.



