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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Diário de bordo de estudante eterniza projeto escolar em Assaí

Por: Bianca Bastos Martins

Com caneta e muita dedicação, Mariana Rocha, de 12 anos, usou um caderno para documentar a rotina do Clube Mundo Verde

Montagem digital e colorida em formato horizontal. Ao fundo, há uma paisagem natural desfocada com montanhas distantes sob um céu claro e, em primeiro plano, uma área de grama verde viva. Centralizada na imagem, sobrepondo o fundo, aparece a capa de uma pasta de arquivos de papel pardo. No centro dessa pasta, destaca-se a logomarca do projeto em tons de verde, branco e preto, com os textos: “CLUBE DE CIÊNCIAS MUNDO VERDE - HORTA E COMPOSTAGEM” e, logo abaixo, em uma faixa amarela, “HORTA ESCOLAR - Colégio Estadual Barão do Rio Branco”. A logomarca é enfeitada com ilustrações de folhas, um regador verde, uma pequena pá de jardinagem, um livro aberto com uma plantinha brotando no meio e um balde de compostagem verde com o símbolo de reciclagem e restos de maçã e banana saindo de dentro. No canto superior esquerdo da pasta, há o símbolo azul e laranja da “Rede de Clubes Paraná Faz Ciência”. No canto superior direito, há uma pequena ilustração em linhas azuis do prédio do colégio acompanhada do texto em vermelho: “C.E. BARÃO DO RIO BRANCO - ASSAÍ-PR”. Abaixo desse desenho, lê-se em letras pretas: “Professora: Aparecida Candida Duarte”. No topo da imagem, acima da pasta, está escrito em letras bastão pretas o nome: “MARIANA ROCHA VIEIRA”. Presa magneticamente ou por um clipe no canto superior direito da pasta parda, há a foto recortada de uma menina sorridente de cabelos escuros e franja, com cerca de 12 anos. Ela usa uma camiseta branca com detalhes pretos na gola e nas mangas.
Imagem do Diário de bordo da aluna do Clube ‘Mundo Verde’ (Foto/Arquivo pessoal)

Participar de um clube de ciências pode ampliar as formas de observar o mundo e construir conhecimentos. Mariana Rocha Vieira, de 12 anos, pensou além de apenas estar presente e registrou essa experiência em um diário de bordo sobre as atividades do clube Mundo Verde, do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, em Assaí, para que todos pudessem entender melhor o projeto e compartilhar a trajetória do clube. 

Em seu relato de experiência, a estudante conta que iniciou o caderno justamente para registrar os estudos e a prática. Ao abrir as páginas manuscritas, é possível acompanhar o dia a dia do grupo sob uma ótica muito afetiva e detalhada. Logo nas primeiras anotações, ela relata com entusiasmo o início dos trabalhos, contando como os alunos fizeram a manutenção da horta, tiraram os matos e colheram alguns tomates maduros, aproveitando o momento para comê-los ali mesmo. 

Foto em plano detalhe de uma página de caderno pautado de um fichário com espirais rosa à esquerda. A página contém anotações manuscritas com uma caligrafia caprichada em caneta preta. O texto é dividido em relatos de dias diferentes, todos iniciados pelo título "meu diário de bordo" sublinhado com marca-texto amarelo e decorado com o desenho de um raminho de folhas. No primeiro texto, a estudante relata atividades do clube de ciências, como a colheita de tomates maduros. Nos registros seguintes, há datas no canto direito superior (19/02 e 26/02) acompanhadas de relatos sobre a organização da estufa e observações sobre a germinação das plantas. No extremo esquerdo da imagem, aparece o detalhe de um clipe de papel prendendo folhas de rascunho de fundo bege 
Anotações do diário de bordo sobre o clube ‘Mundo Verde’ (Foto/Arquivo pessoal)

Nas páginas do diário, também é possível ver o método científico acontecendo na prática, por meio de erros e acertos do grupo. Mariana registrou em fevereiro, por exemplo, o momento em que a equipe percebeu que algumas mudas plantadas semanas antes não haviam sobrevivido. No caderno, ela anotou a investigação do problema: “utilizamos dois tipos de terra vegetal e a compostagem ainda não germinou, vamos analisar mais uma semana”. Mais adiante, o Diário documenta o sucesso da jornada, registrando o plantio final de alface, rúcula, cenoura, rabanete e cebolinha, acompanhado do esforço diário de regar e cuidar dos canteiros. 

O diário de bordo se tornou uma forma de registrar não apenas as atividades do clube, mas também o olhar de Mariana sobre as experiências vividas ao longo do trajeto do clube. Ao organizar suas anotações, a estudante mostrou como a ciência também pode ser construída a partir da curiosidade, da observação e do envolvimento dos alunos.

Nas considerações finais do Diário, Mariana destacou que participar do clube de ciências ampliou seu interesse pela ciência e ensinou sobre vários conceitos a partir da prática. “Participar do clube de ciências me ensinou muito sobre sustentabilidade, responsabilidade e trabalho em equipe e também aumentou meu interesse pela ciência mostrando que pequenas ações podem gerar grandes transformações para o meio ambiente e para a sociedade”, define.