Os estudantes já criaram um site e prepararam um artigo sobre a temática do clube

Em Maringá, o Clube Makers do Colégio Estadual Unidade Polo, mais conhecido como Makers CEUP, conta com 24 alunos do Ensino Médio. Desses, dez são bolsistas, outros participam do projeto desde o começo do ano e alguns chegaram após a troca de disciplina eletiva no meio do ano de 2025. Por ser um colégio em turno integral, o clube também é uma eletiva.
O objetivo do clube é estudar a piezoeletricidade e desenvolvê-la para a escola. Os estudantes primeiro compreenderam o que era o Piezo. Conforme o professor, Mateus Zozernon, “o Piezo é um cristal que tem alguns materiais, como o quartzo, e quando você o pressiona, ele muda de formato e se polariza. A polarização dos átomos, ligado a um aterramento, gera essa energia elétrica.” Dessa forma, a piezoeletricidade nada mais é que energia mecânica convertida em energia elétrica.
O Makers CEUP começou em 2025 com a iniciativa do diretor da escola, que passou nas salas de aula anunciando o clube de robótica. Os estudantes que se interessaram foram selecionados por critérios ligados à vulnerabilidade social. No segundo semestre, houve a troca de disciplinas eletivas e alguns alunos deixaram o clube, enquanto outros entraram.
De forma geral, o professor Mateus afirma que a equipe é bem engajada na pesquisa e desde o início do projeto tudo aconteceu de forma democrática. Os estudantes em conjunto com o professor decidiram o tema que iriam pesquisar. Após a escolha da temática, o professor explicou como funcionaria a pesquisa, “eu disse que trataria como nível acadêmico”, comenta Mateus.
Assim, no primeiro semestre foi trabalhada a parte teórica, demonstrando como funciona o método científico. Depois, partiram para o estudo sobre modelagem e impressão. Os clubistas pesquisaram e leram artigos. “Todos participaram de todo o projeto. Estudaram os mesmos conceitos para depois escreverem a pesquisa deles. Houve momentos de correções, tanto da parte teórica, quanto gramatical”, afirma o professor.
Já no segundo semestre, o projeto foi mais desenvolvido na prática: prototipagem, modelagem e a chegada da impressora. “Foi neste período que vivenciamos um momento muito especial para os clubistas que foi a preparação para a primeira feira do clube que aconteceu em Guarapuava, em setembro de 2025: a Feira do Paraná Faz Ciência.”, relembra o professor.
“Foi o auge do clube até o momento”, afirma Zozernon. A experiência de sair de Maringá, ir para outra cidade e apresentar um projeto de pesquisa a nível estadual foi uma grande experiência para os clubistas. “Os estudantes conheceram outros vários projetos, outras universidades, pessoas de renome apresentando…foi um momento muito especial”, conta.
Essa oportunidade de fazer parte de um clube e vivenciar essas situações é muito importante, como explicou o docente. “Na minha época eu gostaria de ter tido essa iniciação científica sem ser apenas na universidade. Para mim é a primeira vez que eu oriento um trabalho em escola”, argumenta Mateus.
Para os alunos também o clube representa uma novidade, conhecer o meio científico e como a pesquisa funciona, até como se publica artigo. “Eu quero passar pra eles a ideia do que é uma pesquisa científica”, afirma o professor contente com a animação dos estudantes.
Algumas dificuldades na estrutura do colégio tornam o processo difícil para o clube funcionar, como não ter um espaço reservado para as atividades e conexão de internet instável. Ainda assim as ações seguem acontecendo, como a produção de um vídeo que apresentava o projeto do Clube, outra parte do grupo está experimentando a impressora 3D e outros desenvolvendo o site. “É tudo com eles, cada um colaborando de alguma forma com o clube”, conclui o professor.