
Painel sobre os NAPIs apresentou ações da iniciativa que levou 26 projetos à Jornada Educatech
Mais de 600 crianças e adolescentes participam atualmente de 30 clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, presentes em 17 municípios da região Centro-Sul do Estado. A iniciativa foi uma das ações apresentadas pelo NAPI Paraná Faz Ciência durante a VI Jornada Educatech, realizada nos dias 2 e 3 de setembro, no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, em Guarapuava.
No primeiro dia, o NAPI Paraná Faz Ciência esteve presente no painel “NAPIs: Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação do Paraná”, representado pela professora Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, uma das articuladoras da Rede de Clubes de Ciências e do Nós Propomos!, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).
Além da docente da Unicentro, o painel contou com a participação de representantes do NAPI Erva-Mate, NAPI Agrogenômica do Feijão, NAPI Genoma, Proteômica e Agrogenomica/Microbiota do Solo e NAPI Wood Tech. A atividade foi mediada pela gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Araucária, Fátima Padoan, e buscou apresentar ao público os objetivos dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação do Paraná e seus impactos no avanço científico, tecnológico e cultural do estado.
A Jornada Educatech reuniu alunos, pesquisadores e professores de escolas e universidades, que puderam apresentar projetos voltados à inovação, robótica e sustentabilidade. Entre as categorias de trabalhos estavam pensamento computacional, automação, robótica, novos produtos, Cientistas Kids e Clubes de Ciências. O evento gratuito tem como principal objetivo aproximar os estudantes do conhecimento científico e incentivar o pensamento empreendedor e a cultura da inovação desde a educação básica.
Durante sua participação no painel, a professora Marquiana destacou as ações desenvolvidas pelo Paraná Faz Ciência, com ênfase na Rede de Clubes de Ciências, iniciativa presente em diferentes regiões do estado por meio de parcerias com escolas públicas. Segundo ela, os clubes têm contribuído para a alfabetização e o letramento científico de crianças e adolescentes, além de estimular o desenvolvimento do pensamento científico e crítico.
Na região Centro-Sul do Paraná, os Clubes de Ciências estão presentes em 17 municípios, distribuídos entre quatro núcleos regionais: Guarapuava, Pitanga, Irati e Nova Laranjeiras. Ao todo, são 30 clubes, que envolvem diretamente mais de 600 crianças e adolescentes em pesquisas nas áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Tecnologia e Robótica.
Em pouco mais de dois anos de atuação, os resultados do projeto podem ser observados nos trabalhos desenvolvidos pelos estudantes. Nesta edição da Jornada Educatech, 26 projetos desenvolvidos por integrantes dos Clubes de Ciências do NAPI Paraná Faz Ciência foram aprovados para participação no evento.
Além da presença expressiva no Educatech, os clubistas também se destacaram entre os trabalhos premiados. Na categoria Clubes de Ciências, o primeiro e o segundo lugares foram conquistados por projetos desenvolvidos por clubes que integram o NAPI Paraná Faz Ciência. Outros trabalhos desenvolvidos ao longo do projeto também já foram selecionados para feiras científicas, receberam premiações ou foram realizados em parceria com instituições que contribuem para a aplicação das pesquisas nos territórios. “É nesse contexto que o NAPI Paraná Faz Ciência se constitui em um investimento da Fundação Araucária com forte impacto na transformação científica e social do estado”, conta Marquiana.

Entre os temas investigados pelos clubistas estão questões relacionadas às águas, florestas, microbiologia, relações étnico-raciais, robótica e saneamento básico. Os projetos também abordam desafios presentes nas comunidades onde os estudantes vivem, contribuindo para discussões sobre o desenvolvimento cultural, econômico e ambiental dos territórios. As iniciativas destacam-se ainda ações relacionadas à prevenção, adaptação e mitigação dos impactos da emergência climática.
Para Marquiana, o investimento na alfabetização científica desde os primeiros anos de formação pode gerar impactos que ultrapassam o ambiente escolar. “Essa política pública de incentivo à alfabetização científica terá impactos imediatos e de longo prazo, porque são sementes plantadas em terreno fértil, ou seja, na formação científico-cidadã de crianças e adolescentes desde muito cedo”.
A professora também destaca que a formação proporcionada pelos Clubes de Ciências pode contribuir para que esses estudantes desenvolvam um olhar mais atento para as realidades onde vivem. “Certamente, esses jovens cientistas estarão sempre atentos às demandas sociais, econômicas e culturais de seus territórios e munidos de conhecimento científico e das habilidades de participação ativa e crítica desenvolvidas a partir dos Clubes de Ciências”, afirma.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.