Um encontro que fortalece a pesquisa do clube no monitoramento do rio Iguaçu e na formação científica dos clubistas

O clube de ciência ‘Desbravadores do Iguaçu’ tem vivido uma jornada de descobertas e compromisso ambiental sob a coordenação da professora Andressa Glinski Pessotto. O clube do Colégio Estadual Costa Viana, em São José dos Pinhais, composto por alunos dos sexto e sétimo anos, está engajado em seu projeto de monitoramento da saúde hídrica do Rio Iguaçu, um importante curso d’água do Paraná que enfrenta os impactos da urbanização.
Com o objetivo de promover a alfabetização científica e a consciência ambiental, os Desbravadores do Iguaçu realizam experimentos e práticas para compreender as dinâmicas do rio. O projeto prevê o monitoramento das águas da nascente do Rio Iguaçu e seu curso em São José dos Pinhais ao longo de um ano, utilizando parâmetros físicos, químicos e biológicos para identificar diferenças sazonais e constatar os efeitos da poluição urbana, agrícola e industrial.
Um pilar fundamental para o desenvolvimento das atividades do clube são as parcerias, e o projeto Ciência Interativa da UFPR (Universidade Federal do Paraná) tem apoiado os Desbravadores do Iguaçu disponibilizando cartilhas contendo roteiros e atividades. O material pode ser acessado no endereço link: https://cinterativa.ufpr.br/cadernos-de-atividades/
E essa parceria rendeu a primeira visita técnica do clube à UFPR. No dia 2 de junho, os clubistas foram calorosamente recebidos pelas professoras doutoras Maritana Mela Prodocimo, Flávia Santana Rios e Claudia Feijó Ortolani Machado, e por alunos participantes do projeto de extensão Ciência Interativa. A visita começou com uma conversa conduzida pela professora Maritana, que apresentou pesquisas sobre o Rio Iguaçu realizadas no Setor de Ciências Biológicas da universidade, proporcionando aos estudantes uma visão aprofundada sobre o impacto de poluentes nos organismos.
A experiência prática foi um dos grandes destaques. Divididos em grupos, os jovens cientistas participaram de atividades em dois laboratórios. No laboratório de Embriotoxicologia, puderam identificar diferentes estágios do desenvolvimento de embriões de galinha, conectando os estudos com a compreensão da vida aquática.
Já no laboratório de Toxicologia Celular, os alunos acompanharam a dissecação de moluscos e observaram suas estruturas sob lupa, aprendendo sobre sua crucial importância como bioindicadores ambientais. Além disso, conheceram de perto a rotina e os equipamentos essenciais de um laboratório universitário.
“Essa vivência proporcionou um enriquecedor contato com o universo científico e uma maior compreensão sobre as técnicas e ferramentas utilizadas por pesquisadores,” ressalta a coordenadora do clube, professora Andressa Glinski Pessotto. “Foi uma visita inspiradora que conectou teoria e prática, despertando ainda mais o interesse pela ciência”, completa.
O trabalho dos Desbravadores do Iguaçu é de suma importância para o Rio Iguaçu, que, apesar de sua beleza natural – como visto nas Cataratas – , enfrenta sérios desafios de poluição. O engajamento dos clubistas no monitoramento e na conscientização para práticas sustentáveis é fundamental. Por meio de iniciativas como essa, o clube promove a alfabetização científica dos alunos, desenvolvendo seu pensamento crítico e capacidade de tomar decisões baseadas em evidências. Eles são introduzidos ao método científico, analisam dados e elaboram relatórios, preparando-se para o futuro e sendo protagonistas na ciência e na preservação ambiental.

O clube do Colégio Prefeito Carlos Massaretto participou de evento para aprofundar conhecimentos e fortalecer projeto com foco em ciência e sustentabilidade

Apucarana, PR – O Auditório Gralha Azul da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) – Campus de Apucarana recebeu os alunos do Clube de Ciências Aventureiros do Conhecimento, do Colégio Estadual Cívico-Militar Prefeito Carlos Massaretto, para assistirem ao Seminário Mudanças Climáticas e COP30, que contou com a palestra do renomado biólogo e divulgador científico Atila Iamarino. Conhecido nacionalmente por seu trabalho no combate à desinformação sobre meio ambiente e saúde pública, Iamarino trouxe uma perspectiva crucial para os jovens cientistas.
O evento foi uma iniciativa conjunta da Itaipu Binacional e Itaipu Parquetec, por meio dos Núcleos de Cooperação Socioambiental e da UNESPAR. Essa ação se alinha ao Convênio de Governança Participativa para a Sustentabilidade, executado pelo programa Itaipu Mais que Energia, e integra as diretrizes do Governo Federal no enfrentamento à crise climática e no fortalecimento da educação ambiental.
A palestra de Atila Iamarino destacou o papel fundamental da ciência como ferramenta para a transformação social. Ao abordar temas como desmatamento, aquecimento global e a complexidade das políticas públicas que, por vezes, mascaram práticas danosas, o biólogo apresentou dados atualizados e exemplos concretos de iniciativas de sucesso em diversas partes do mundo. Iamarino também enfatizou a importância do engajamento individual, especialmente dos jovens, incentivando-os a questionar informações superficiais e a fortalecer projetos locais que unam preservação e tecnologia aplicada ao meio ambiente.
Para o professor Leandro Vicente Gonçalves, coordenador do Clube Aventureiros do Conhecimento, a palestra de Atila Iamarino foi um divisor de águas. “Após a palestra, os integrantes do clube se mostraram ainda mais engajados nas atividades e pesquisas do clube. Inspirados pelas reflexões de Atila, os clubistas passaram a perceber o projeto da horta não apenas como um espaço de cultivo, mas como um laboratório vivo para práticas agroecológicas, monitoramento climático e educação ambiental. A troca de conhecimentos e a sensação de pertencimento foram essenciais para estimular ideais de inovação”, conclui.

O professor Gonçalves ressaltou também o impacto duradouro do seminário. “A experiência no seminário ‘Mudanças Climáticas e COP30’ se configurou como um ponto de inflexão para nosso projeto de horta. Reforçou a convicção de que um empreendimento sustentável só se mantém vivo quando respaldado pelo conhecimento científico e pela cooperação entre escola, comunidade e instituições parceiras. Saímos daquela palestra carregados de inspiração e decididos a transformar ideias em ações. O próximo passo será integrar, no cotidiano da horta, projetos de pesquisa sobre sequestro de carbono e monitoramento de poluentes atmosféricos, tudo isso com base no entusiasmo e na consciência ambiental despertados por Atila Iamarino!”, completou.
O evento não apenas proporcionou uma visão aprofundada sobre a crise climática e suas soluções, mas também reforçou o protagonismo dos clubes de ciência como polos de inovação e engajamento ambiental nas escolas paranaenses, preparando os jovens para serem agentes de mudança em suas comunidades e no cenário global.