Clube de Ciências do Colégio Estadual Teotônio Vilela participa do projeto “Ciência pra quê?”, da Agência Escola da UFPR

E se aquilo que a gente vive e vê ao nosso redor pudesse se transformar em filme?
É essa a experiência que os adolescentes do Clube STEAM, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, estão vivendo. Com o apoio da Agência Escola da Universidade Federal do Paraná (UFPR), as vivências e pesquisas dos estudantes estão se transformando em uma narrativa audiovisual que conecta o aprendizado ao território.
Localizado no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC), o clube integra a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e atua como um espaço de experimentação científica e expressão cultural. A professora coordenadora, Francine Santos, explica que a escolha, por trabalhar com a temática do descarte de resíduos sólidos, nasceu da observação do entorno. “Quando a gente escreveu o projeto para participar da Rede de Clubes do Paraná, eu pensei na temática relacionada ao bairro que a gente está inserido, que é o CIC, disse a professora.”
Foi a partir dessa relação com o território e das inspirações que surgiram após a turma assistir ao documentário Trecho 6, realizado pela Agência Escola, da UFPR, que surgiu o projeto de produzir um filme. A produção parte das experiências locais para discutir o destino dos resíduos e a importância da reciclagem. Como explica a clubista Carina, de 16 anos, “a gente normaliza a despreocupação com os resíduos sólidos, de jogar lixo em qualquer lugar e não pensa direito sobre os impactos que isso pode trazer para a natureza. Nosso filme vai falar de uma maneira informal sobre o assunto, para que mais pessoas se informem sobre o tema”, acrescenta Francine.
Sobre a linguagem escolhida pelo grupo, Alice, de 16 anos, explica que “é importante abordar esses tópicos com uma linguagem mais acessível, como stop motion [quadro a quadro] – formato escolhido pelo grupo para a produção, porque abrange um público maior.”

“Quando eu pensei no Clube de Ciências, pensei nele como uma oportunidade dos estudantes conhecerem outro universo também”, conta a coordenadora. Esse propósito se concretizou com a parceria com a Agência Escola, a partir do projeto “Ciência pra quê?”, que mais do que ser parceiro para a produção do filme, tem aproximado o colégio do ambiente universitário e incentivado novas formas de aprender e comunicar ciência.
Em setembro, os alunos participaram de uma roda de conversa com pesquisadoras da UFPR sobre os impactos dos resíduos na crise climática. Dias depois, conheceram o Setor de Artes, Comunicação e Design (SACOD) da universidade, onde vivenciaram uma oficina de audiovisual. “Foi uma experiência maravilhosa e eu acho que a cada encontro a gente consegue aprender uma coisa a mais”, conta Carina.
Durante a atividade, os estudantes aprenderam técnicas de captação de imagem e experimentaram a linguagem do stop motion. Para Francine, essa troca também é simbólica. “Eu acho importante eles saberem que a pesquisa acontece aqui na própria cidade, porque a gente imagina que o cientista seja uma coisa do outro mundo e na verdade esses pesquisadores estão aqui.”

Enquanto o filme segue em produção, as expectativas crescem. “É muito divertido participar e ter ideias para fazer as coisas funcionarem, e eu espero que fique bom”, conta Julio, 18 anos. Carina acrescenta que “a expectativa para o nosso filme é muito alta, principalmente porque a gente nunca participou de um projeto assim.”
Mais do que o produto final, o processo tem mostrado que o conhecimento nasce dos encontros, da troca entre escola e universidade, do diálogo entre ciência e cultura e da criatividade que transforma o território em aprendizado.
Os clubistas apresentaram seus projetos focados na sustentabilidade na I Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, em Guarapuava

No dia 2 de outubro de 2025 ocorreu a I Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, no Centro Eventos Cidade dos Lagos. Os clubes vinculados à UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná) estiveram presentes: Clube de Ciências Inovar, Clube de Ciências Mundo Verde, Clube Agrociência, Curie Club e Clube de Ciências CEAD Recicla. Vamos conhecer mais sobre seus trabalhos?

Sob a coordenação da professora Karoline Rodrigues, o objetivo do clube é promover entusiasmo pela ciência por meio de atividades investigativas baseadas em projetos, incentivando criatividade, inovação, protagonismo e autonomia. Os estudantes têm a oportunidade de aplicar o método científico em experimentos, elaborar hipóteses, realizar pesquisas e participar de feiras científicas, divulgando seus resultados. O Clube de Ciências Inovar faz parte do Colégio Estadual Barbosa Ferraz, situado em Andirá e ligado ao Núcleo Regional de Educação (NRE) Jacarezinho.

No evento, os clubistas Laritiely Ribeiro da Silva, Kauan Vinicius Jurado Azevedo e Maria Clara Francisco Rodrigues apresentaram todos os projetos desenvolvidos pelo clube e também levaram amostras dos produtos que já desenvolvem, a exemplo do bioplástico, feito a partir de amido de milho que seria descartado, usado então para produzir uma capa usada em salão de beleza, o “Bioprotect”.

Localizado em Assaí, o Clube de Ciências Mundo Verde tem como objetivo o reaproveitamento de resíduos orgânicos produzidos na escola e nas residências dos estudantes, por meio da compostagem. A iniciativa busca despertar a consciência ambiental e promover o protagonismo dos clubistas, incentivando práticas sustentáveis que ultrapassem os muros escolares e alcancem a comunidade. O clube é coordenado pela professora Aparecida Duarte, e parte do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, NRE Cornélio Procópio.

Para apresentação, os clubistas Daniel Yugo Tatewaki Flores, Fernando Gabriel Souza Cardoso e Felipe Tomaz Roccha mostraram todas as atividades na construção da horta escolar e da compostagem, reaproveitando as sobras da merenda, além do estudo mais detalhado do funcionamento do solo.

O clube de ciências Curie Club busca em suas atividades promover a iniciação científica voltada para problemas ambientais locais, unindo teoria e prática por meio do ensino investigativo. Diante do impacto da agricultura intensiva, da silvicultura e das fábricas de papel, atividades predominantes na região, o clube desenvolve os projetos abordando conservação do solo e da água, mudanças climáticas, produção de papéis sustentáveis, biojóias e sabonetes com ingredientes vindos da horta da escola. Ele é coordenado pela professora Camila de Paiva, inserido no Colégio Estadual Rui Barbosa, na cidade de Arapoti e ligado ao NRE- Wenceslau Braz.

Os clubistas presentes no evento foram Giovana Maria Gonçalves, Guilherme Teles da Silva e Melissa dos Santos Faria, e apresentaram as atividades do clube e mostraram os produtos aromáticos (sabonetes e pirulitos) e as biojóias que eles produziram.

Coordenado pela professora Vagna Munhão, o Clube de Ciências Agrociência tem como objetivo central aproximar os estudantes da pesquisa científica e do pensamento crítico, promovendo práticas educativas que unam conhecimento, sustentabilidade e valorização da realidade local. O trabalho prioriza as demandas socioambientais da comunidade, incentivando a construção de soluções para os desafios da agricultura e da avicultura, atividades predominantes no Norte Pioneiro do Paraná. O clube faz parte do Colégio Estadual Maria Francisca de Souza, localizado no município da Barra do Jacaré, ligado ao NRE de Jacarezinho.

Como destaque na I Mostra de Clubes de Ciências, o clube expôs suas atividades envolvendo o biogás, feito a partir de materiais orgânicos que seriam descartados da produção de aves e fontes alternativas de energia sustentável. A ideia é que o ciclo se encerre dentro da própria granja, usando biogás para aquecer as aves. Os clubistas presentes no evento foram Lorrainy Leandra Oliveira, Maria Laura Tironi, Otávio Miguel Munhão, Lucas de Souza Santos, Lara Freitas e Maria Eloisa Malta Muchagata.

O Clube de Ciências Movimento CEAD Recicla tem como finalidade promover a educação ambiental a partir da prática da coleta seletiva e da compostagem, incentivando mudanças de atitude em relação ao consumo e à destinação correta dos resíduos. O projeto surge da necessidade de sensibilizar a comunidade escolar sobre os impactos do manejo mal planejado dos resíduos sólidos e estimular alternativas sustentáveis para esse fim. O clube é coordenado pela professora Erika Gelinski e faz parte do Colégio Estadual Aldo Dallago, localizado em Ibaiti, do NRE Ibaiti.

Na I Mostra de Clubes de Ciências estavam presentes também os clubistas Ryan Carlos dos Santos Reis, Emanuele Godoi Budel e Rebeca Cristina da Silva, que apresentaram as atividades do clube, de como eram realizadas as campanhas de incentivo e organizações dos pontos de coleta dos resíduos.

A I Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência demonstrou o impacto positivo que os Clubes de Ciências exercem na formação de estudantes pesquisadores, estimulando a curiosidade, o trabalho em equipe e a responsabilidade socioambiental. Além disso, poder ter a equipe reunida e podendo trocar experiências pessoalmente, já deixa todo mundo ansioso para a próxima feira!
Investigação no Parque Aníbal Khury motiva alunos a desenvolverem site e jogo sobre macroinvertebrados e qualidade da água

Identificar os macroinvertebrados presentes no maior dos dois lagos do Parque Aníbal Khury marcou o início da pesquisa desenvolvida pelos alunos do Clube de Ciências Bona, do Centro Estadual de Educação Profissional Theodoro de Bona. A escola e o Parque estão localizados em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. O parque é reconhecido como uma das áreas mais extensas de conservação ambiental urbana do país e conta com uma rica biodiversidade, distribuída em diferentes ecossistemas. Ao escolher esse espaço como campo de investigação, os estudantes voltaram sua atenção para a água e para os pequenos organismos que vivem nela, buscando compreender como a presença dessas espécies pode revelar informações sobre a qualidade do ambiente.
Conforme explica a professora coordenadora do Clube, Vânia Cerutti, o interesse em ampliar o alcance das descobertas surgiu por parte dos próprios estudantes. “Eles entenderam que poderiam conectar o que estávamos realizando com habilidades que eles já tinham.”
Nesse contexto, clubistas que cursam o Ensino Médio Profissionalizante na área de Desenvolvimento de Sistemas viram na programação uma ferramenta para organizar e compartilhar os dados obtidos na pesquisa. “A gente pensou em usar o que já estuda em programação para desenvolver um site que além de ajudar a divulgar os dados da pesquisa, também terá informações sobre os animais encontrados”, explica Victor Gabriel Melo, de 16 anos, aluno do 2º ano do Ensino Médio.
O site, que está sendo finalizado, reunirá imagens e descrições dos macroinvertebrados identificados no lago, explicações que mostram como esses organismos se relacionam com a qualidade da água e a trajetória da pesquisa, desde a coleta até os resultados. A ideia é que a plataforma sirva como fonte de consulta tanto para outros estudantes quanto para pessoas interessadas em aprender mais sobre o tema.
Enquanto isso, outro grupo se dedica a transformar os aprendizados da pesquisa em um jogo de cartas. O material foi pensado para apresentar, de forma lúdica, os principais macroinvertebrados investigados, com destaque para suas características e o ambiente em que vivem.

O interesse despertado pela pesquisa inicial se transformou em motivação para dar continuidade ao trabalho e apresentar os resultados obtidos. Além de finalizar os projetos em andamento, os alunos planejam agora inscrevê-los em eventos científicos. Nos próximos meses, a pesquisa e as propostas desenvolvidas também devem ser apresentadas na Feira do Conhecimento, evento em que o Colégio Theodoro de Bona recebe a visita de alunos das escolas da região.
Os clubes ligados à Unioeste enviaram 41 projetos para participar da Feira

Os Clubes de Ciências sob a supervisão da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) estão com a expectativa “lá em cima” para a participação na Ficiências – Feira de Inovação das Ciências e Engenharias, que acontece em setembro, na cidade de Foz do Iguaçu. A participação promete: 41 projetos foram enviados para avaliação. Os projetos dos clubes ligados à Unioeste são exemplos de engajamento e criatividade.
A expectativa entre os participantes é alta. A feira, que reúne iniciativas de inovação científica e tecnológica de toda a região sul do Brasil e países vizinhos, é um espaço privilegiado para divulgação científica, troca de experiências e integração entre estudantes, professores e pesquisadores.

Entre os projetos enviados pelos clubes vinculados à Unioeste, destacam-se:
Essas iniciativas mostram a força do trabalho desenvolvido nos clubes de ciências da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que vão muito além da sala de aula e despertam o interesse dos estudantes pela pesquisa científica e pela preservação ambiental.
Além da exposição dos trabalhos, a Ficiências é também um momento de encontro entre diferentes clubes e instituições, fortalecendo a rede de educação científica no Paraná e contribuindo para a formação de futuros cientistas, professores e profissionais da área de inovação. Segundo a bolsista Eduarda, a participação dos clubistas em feiras de ciências se constitui como um momento único na formação científica destes alunos, pois esta atividade contribui para o desenvolvimento de habilidades que são intrínsecas ao ambiente científico, como a capacidade de comunicação e de análise crítica.
Mais informações sobre a participação da Unioeste na Ficiências serão divulgadas em breve. Acompanhe por aqui ou pelo nosso Instagram (@clubesparanafazciencia) e fique por dentro!
O clube Show da Química busca promover o estudo por meio do teatro

Quem pensa em química, logo imagina uma aula convencional em um laboratório, mas no clube Show da Química a aprendizagem é diferente e ocorre por meio da arte. O objetivo é apresentar uma peça teatral que proporcione o ensino da química. No enredo, vários experimentos químicos serão demonstrados.
O clube do Colégio Estadual Cristóvão Colombo, no município de Jardim Alegre, é coordenado pelo professor Fernando José Rodrigues. Por ser uma escola integral, o clube de ciências é uma disciplina eletiva, ou seja, uma disciplina que consta na carga horária dos alunos.
Desde o fim do ano passado, quando o clube se iniciou, os clubistas estão em processo de montar, testar e ensaiar a peça teatral que se chama Família Periódica. Nela, todos os personagens remetem aos nomes de elementos químicos. Conforme o professor, este teatro está contido no livro “Histórias e Diálogos – Sugestões de Teatro para o Ensino Médio” e foi organizado por Elisa Aguayo da Rosa.

O primeiro contato do professor Fernando com a música desenvolvida por Inteligência Artificial (IA) aconteceu no grupo de estudos “Formadores em Ação”, do Programa da Rede Estadual de Educação, como professor formador na área de química para outros docentes. Fernando foi designado a trabalhar com os demais professores sobre uma música com Inteligência Artificial. Após essa experiência, decidiu aplicar essa atividade no Clube de Ciências que coordena, no Colégio Estadual Cristóvão Colombo. A proposta era criar um hino com os alunos.
A música foi construída por meio de duas IA´s. A letra da música foi desenvolvida por meio de um comando ao Chat GPT, com adaptações feitas pelos alunos e também pelo professor. A outra ferramenta de Inteligência Artificial utilizada foi a Suno.IA, com a qual foram adicionadas um ritmo e uma melodia à letra da música. O hino final será apresentado no encerramento da peça de teatro. Segundo o professor, os alunos já pensam em criar novas músicas para os próximos teatros.
Para Fernando, a inteligência artificial é uma ferramenta muito útil, pois agilizou o processo criativo. “Eu não tenho conhecimento sobre música e levaria muito tempo para conseguir fazer e gravar”. Por isso a opção gratuita e oportuna foi tão interessante.

O desejo de inovar nas aulas de química é antigo, de quando o professor Fernando estava na graduação. Na época, ele assistiu a uma peça teatral, parte do mesmo livro citado, de Elisa Aguayo da Rosa, e desde então não havia tido a oportunidade de trabalhar com essa proposta. Até surgir a ideia do Clube de Ciências.
Em um primeiro momento, o professor imaginou a temática de extração de óleos essenciais, entretanto ao ouvir opiniões, percebeu que a proposta do teatro era mais interessante. Para ele, a potência deste trabalho será também avaliada no momento de apresentação do teatro ao público. “Vai ser um divisor de águas quando eles apresentarem a peça no evento nomeado Culminância, ao final do semestre. Queremos medir as reações dos espectadores da peça, usando um formulário para identificar qual momento foi mais interessante”, explica o docente.

Atualmente com vinte integrantes no clube, entre estudantes de ensino fundamental e médio, o funcionamento no dia a dia é muito didático. As atividades se dividem em refletir sobre os elementos químicos presentes na peça, validar os experimentos para os alunos se sentirem seguros no dia da apresentação e ensaiar. A expectativa para eles está em imaginar como será a reação do público no dia da apresentação.
Entre momentos interessantes, o professor relembra o dia em que testaram a popular pasta de dente de elefante, ação que produz muita espuma. Quanto às dificuldades, nem sempre o recurso financeiro está disponível para as ações que querem realizar. “Nós teremos o investimento, mas às vezes já queremos começar e é preciso aguardar essa liberação. Especialmente quando queremos usar alguns reagentes ou substâncias mais caras”, conta o professor.
Mesmo com as dificuldades, o professor Fernando acredita que a proposta do Clube é uma forma importante de valorização da ciência, e acredita que ao longo da caminhada, com participação em feiras de ciências, com intercâmbios e vivência de obtidas de outros clubes haverá muitas trocas e conhecimento para os alunos. O desafio permanece em motivar os alunos para que confiem no processo.
O Show da Química, que teve esse nome escolhido pelo professor coordenador desde a escrita do projeto, se prepara para os próximos passos. O objetivo é continuar os experimentos, a organização da peça e os ensaios até a Culminância. Após isso, devem iniciar mais um teatro. O sonho do professor Fernando é que a ideia do clube desperte o desejo pela ciência para mais alunos.
Escute a música criada pelo clube: Clique aqui!
Clube de Ciências recebe visita de professores da UTFPR para conversa sobre ciência

No dia 13 de março, o Clube de Ciências ‘Aventureiros do Conhecimento’ do Colégio Estadual Cívico Militar Prefeito Carlos Massaretto, em Apucarana, foi local de encontro entre clubistas e os professores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR ) -Campus Apucarana, Enio Stanzani e Sabrina Klein. Foi um momento de conversa para inspirar e estimular a visão científica dos jovens clubistas.
A iniciativa partiu de uma atividade prévia do clube, que buscou coletar a percepção dos alunos sobre o que é a ciência. A partir desse ponto de partida, os professores da UTFPR conduziram uma discussão dinâmica sobre temas cruciais para o desenvolvimento do clube, utilizando um questionário como ferramenta inicial para instigar a reflexão.
A pesquisa incluiu desde conceitos fundamentais da ciência até a aplicação prática em áreas como nutrição e sustentabilidade, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2030 da ONU e inspirando a criação de uma horta escolar com práticas inovadoras.
Os educadores visitantes criaram um ambiente de diálogo aberto, apontando as conexões entre teoria e prática para os estudantes. Eles incentivaram os jovens a refletir sobre o mundo à sua volta e a questionar o status quo, reafirmando que a ciência é a chave para transformar desafios em oportunidades. Foi uma forma de instigar a curiosidade e o espírito investigativo entre os clubistas.
A proposta do clube Aventureiros do Conhecimento é despertar nos estudantes o interesse pela ciência, promovendo a resolução de problemas reais. Para isso, os clubistas têm trabalhado no projeto da horta comunitária sustentável, estudando meios para implementação utilizando a tecnologia, noções de sustentabilidade e participação da comunidade local.

Esse encontro reforçou o compromisso do clube em desenvolver mentes críticas e inovadoras, capazes de transformar o conhecimento em ação e contribuir para um futuro sustentável e cheio de possibilidades. Cada pesquisa aplicada e cada troca de ideias se tornam degraus avançados na jornada rumo à construção de um novo paradigma educacional.
Nas palavras do coordenador do clube, professor Leandro Vicente Gonçalves, “a visita dos professores Enio e Sabrina trouxe contribuições valiosas para o desenvolvimento do projeto do Clube de Ciências Aventureiros do Conhecimento. A forma de abordar e a explanação sobre o que é a ciência agregaram novas perspectivas ao trabalho dos alunos.” Para o professor, um reforço vindo de pesquisadores já consagrados ampliou a visualização da importância de diferentes áreas do conhecimento em convergência para um bom projeto.

Por meio da robótica, os clubistas têm buscado uma solução em irrigação automatizada, junto do monitoramento por meio de sensores, aplicando para isso o pensamento computacional. Na criação de uma horta sustentável, métodos de cultivo orgânico e biológico, sem o uso de defensivos ou agrotóxicos químicos, serão utilizadas para o plantio de alface, cebolinha, couve e salsinha.
Com a intenção de dar suporte a essa ideia, um minhocário será construído pensando na produção de húmus, uma alternativa natural e agroecológica aos fertilizantes químicos. Assim, o clube almeja aumentar a segurança alimentar na comunidade escolar local ao mesmo tempo que aprende a desenvolver um projeto científico com aplicação prática.