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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Clube de Ciências CCT une saberes ancestrais e pesquisa acadêmica para promover a agroecologia e o resgate de sementes crioulas

A imagem mostra sete mulheres, entre jovens e uma adulta, posam lado a lado em um gramado ensolarado com árvores ao fundo. Elas sorriem levemente, vestindo roupas casuais e uniformes escolares. A foto captura o grupo da cintura para cima em um ambiente natural e acolhedor.
Integrantes do Clube de Ciências CCT (Foto/Silvia Zamboni)

Com pouco mais de um ano de trajetória consolidada, o Clube de Ciências CCT (Conhecimento Científico Tradicional), do Colégio Estadual Bom Jesus, em Bom Jesus do Sul (PR), tornou-se um modelo com sua horta escolar agroecológica. Sob a coordenação da professora Silvia Zamboni Maria, o projeto utiliza a horta como um laboratório vivo para investigar formas sustentáveis de agricultura, resgatando conhecimentos tradicionais em contraponto à artificialização das relações com o ambiente herdadas da Revolução Verde e da industrialização dos alimentos. 

O trabalho, que conta com a parceria estratégica da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e do Núcleo Regional de Educação de Francisco Beltrão, propõe uma imersão prática onde a ciência acadêmica valida o saber popular em prol de uma vida mais saudável para toda a comunidade.

A essência do Clube de Ciências CCT reside no resgate de sementes crioulas e práticas de cultivo que aproximam diferentes gerações. Ao trazer para o cenário atual técnicas que eram utilizadas por pais e avós, os alunos aplicam teorias em investigações que resultam em benefícios reais. Exemplo disso é a produção de velas repelentes e o fornecimento de alimentos para a cantina do colégio, como alface, rabanete e cenoura, além de plantas medicinais essenciais à pesquisa do grupo, como a artemísia, a catinga-de-mulata, a pulmonária e a mil-em-folhas. Todo esse processo de observação e pesquisa permite que os alunos desenvolvam pensamento crítico, comunicação e resolução de problemas através de uma vivência direta com a natureza.

A imagem mostra o close das mãos de um estudante despejando um líquido verde-escuro de um recipiente de vidro em pequenos copos brancos. Os copos possuem pavios sustentados por palitos de madeira. A cena ocorre sobre uma bancada de laboratório clara, mostrando o processo de fabricação das velas repelentes.
Produção de velas no laboratório da UFFS (Foto/Silvia Zamboni)

Com uma bagagem rica de aprendizado e colaboração, o clube ultrapassou os muros da escola: reforçou as conexões familiares e compartilhou seus projetos na 1ª Mostra Feira de Clubes de Ciências, em Guarapuava, onde os clubistas apresentaram resultados e trocaram experiências com outros grupos. Para os membros do CCT, o clube proporciona um ambiente valioso para aprender, pesquisar e se aperfeiçoar nas práticas científicas, enquanto fortalecem laços de amizade e cooperação. Ao aliar preservação do patrimônio cultural e defesa do meio ambiente, o CCT demonstra ser mais que um espaço de cultivo; é um espaço que estimula a cultura científica nos alunos, preparando-os para proporem soluções reais para o mundo atual.

Em uma parceria com a Universidade, o clube articulado pelo IFPR Palmas participou das oficinas ao longo de 2025

Foto dos clubistas do Meu Mundo Melhor em visita a UFFS e após oficina sobre pomares e hortas. Na imagem, 20 alunos posam para a foto de pé e 5 integrantes do projeto de extensão da Universidade estão abaixados a sua frente, também olhando para a câmera. A maioria demonstra alegria, os estudantes estão todos uniformizados. O ambiente é sombreado por uma grande árvore ao fundo, o solo é coberto por grama e no horizonte um céu azul e mais plantas altas.
Clubistas e instrutores das oficinas no campus da UFFS, em Laranjeiras do Sul (Foto/Arquivo pessoal)

No dia 25 de novembro, o clube chopinzinhense Meu Mundo Melhor, do Colégio Estadual do Campo Santa Inês e articulado pelo Instituto Federal do Paraná – Campus Palmas, realizou a quinta e última visita do ano à Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Laranjeiras do Sul. As visitas fazem parte dos projetos de extensão “Educação Ambiental na UFFS: A Universidade como Ambiente Educador Sustentável” e “Divulgação Científica Novos Caminhos para Um Mundo Mais Sustentável”, que oferecem oficinas interativas de educação ambiental para as escolas da região.

Sobre a sombra de uma tenda, em sua maioria sentados, os clubistas observam os três oficineiros - de costas para a câmera - em momento expositivo da oficina. Ao fundo da foto, um espaço de mata fechada e, mais próximo ao grupo, uma horta, e a placa colorida “mandala mágica”. O ambiente exala curiosidade por parte dos estudantes.
Clubistas e instrutores durante a oficina de Horta Mandala (Foto/Arquivo Pessoal)

Nas duas últimas oficinas, realizadas em novembro do ano passado, o clube participou das atividades interativas “Horta Mandala” e “Áreas Experimentais e Pomar”. Nelas, os estudantes puderam compreender como a combinação de diferentes espécies favorece o desenvolvimento das plantas, conhecer o papel das plantas indicadoras e observar estratégias de controle natural de pragas a partir do uso de vegetais. A atividade ainda apresentou formas de organização do cultivo que facilitam o manejo diário, otimizam a irrigação e permitem a convivência entre diferentes sistemas produtivos.

Três clubistas agachados plantam juntos uma muda de árvore em um espaço de mata, ao fundo, árvores preenchem o ambiente, próximos aos três estudantes, outros parecem estar em um diálogo. Uma pessoa da universidade observa e outra tira foto da ação do plantio. O espaço é verde, com plantas por todos os lados, crescendo livremente.
Durante a Trilha da Nascente, clubistas plantam uma muda em espaço dedicado às araucárias (Foto/Arquivo)

Entre as oficinas, um passeio por trilha guiada em área de nascente e reserva ambiental, uma visita à Central de Resíduos – onde foram abordadas questões referentes à reciclagem e recursos naturais – e a oficina “Biodigestor” – sobre energia limpa. Para o clube, as atividades aproximam os estudantes do ambiente universitário e ampliam sua compreensão sobre processos científicos e práticas sustentáveis que dialogam com os projetos desenvolvidos no clube. 

Três pessoas estão agachadas manipulando materiais orgânicos sobre o chão, entre elas um clubista. Uma delas segura um recipiente transparente enquanto outra coloca materiais dentro dele, e a terceira auxilia no processo. Ao fundo, há um conjunto de caixas verdes empilhadas e outras pessoas em pé, parcialmente visíveis. A cena ocorre em um espaço externo com grama seca e folhas espalhadas.
Estudantes do Meu Mundo Melhor em oficina interativa sobre biodigestor (Foto/Arquivo Pessoal)

Com essa visita, o clube encerrou um ciclo de sete encontros voltados à ampliação do repertório científico dos alunos e ao fortalecimento das práticas que já desenvolvem na escola — como horta, pomar, compostagem e manejo de abelhas sem ferrão. As oficinas contribuíram para que os estudantes percebessem como os conhecimentos explorados no clube se relacionam com pesquisas e metodologias aplicadas na universidade, contribuindo para a construção de um mundo melhor, que atravessa os muros das instituições de ensino.

Colégio Guilherme de Almeida celebra a ciência aplicada com projetos de alunos sobre saúde, prevenção de doenças e bem-estar em Santa Izabel do Oeste

Um grupo de pessoas, composto por uma professora e estudantes, está posicionado em um palco de madeira dentro de uma sala escolar. Eles estão alinhados lado a lado, alguns com os braços cruzados e outros com as mãos ao lado do corpo. A maioria usa uniformes escolares em tons de azul, branco e cinza. Ao fundo, há uma cortina azul e, no lado direito, um projetor que exibe o portfólios de projetos dos alunos. Todos com expressões tranquilas e sorridentes, reunidos para uma apresentação escolar.
Clubistas e professoras do Colégio Guilherme de Almeida (Foto/Jean F. Gomes)

O Colégio Estadual Guilherme de Almeida, em Santa Izabel do Oeste (PR), sediou, no dia 26 de novembro, o evento de Culminância, que celebrou as atividades desenvolvidas pelos alunos do Ensino Integral ao longo do ano passado. Em destaque estava o Clube de Ciências Saúde em Foco, apresentando projetos dedicados à promoção do bem-estar e alinhados à ODS 3 (Saúde e Bem-estar).

Coordenado pela professora Franciele Carla Soares, o clube tem feito um trabalho de excelência, refletido na qualidade e relevância de seus estudos, que buscam garantir o acesso à saúde e promover o autocuidado individual e coletivo na comunidade.

Pesquisa e Parceria Contra Doenças

No evento, o Clube de Ciências Saúde em Foco apresentou iniciativas de grande importância social, incluindo a Campanha de Doação de Sangue e a produção de Repelente Caseiro como medida prática no combate à dengue.

Em um trabalho de grande relevância, os clubistas utilizaram como base o estudo da doutora Carolina Panis, sobre a exposição a agrotóxicos e a incidência de câncer de mama em mulheres agricultoras do Sudoeste do Paraná. 

A partir de coletas de dados no colégio, a professora Franciele Carla Soares observou que a maioria dos alunos desconhecia os cuidados necessários no manuseio e aplicação de agrotóxicos, bem como os procedimentos adequados para a limpeza de roupas e equipamentos. Essa falta de informação evidenciou um cenário de risco para trabalhadores, suas famílias e a comunidade.

Diante dessa realidade, os clubistas desenvolveram o panfleto “Agrotóxicos e o Câncer de Mama” para conscientizar as famílias de Santa Izabel do Oeste envolvidas na agricultura. Este projeto teve apoio do Sicredi Fronteiras para impressão dos panfletos e divulgação do trabalho do clube. Esse apoio ampliou o alcance da informação sobre agrotóxicos e câncer de mama, permitindo que mais pessoas tivessem acesso às informações.

Panfleto “Agrotóxicos e o Câncer de Mama” produzido pelos clubistas (Foto/Franciele Carla Soares)

Apoio Institucional e Reconhecimento

O trabalho do Clube Saúde em Foco recebeu apoio e acompanhamento contínuo de instituições essenciais. O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Francisco Beltrão, representado pela técnica pedagógica Aline Bernart Vannini, e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Realeza (PR), representada pela professora doutora Cláudia Fioresi, coordenadora do projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência pela UFFS. Ambas contribuíram ativamente com ações que apoiaram os clubistas na promoção do conhecimento e da conscientização sobre práticas saudáveis e prevenção de doenças.

Dedicação à Ciência e ao Impacto Positivo

A Culminância serviu como uma retrospectiva do trabalho feito com eficiência. Ao final da exposição, a professora Franciele Carla Soares, coordenadora do clube, comentou sobre a jornada. “Sinto uma imensa gratidão por tudo o que vivenciamos e construímos neste ano de 2025, no Clube de Ciências Saúde em Foco. Cada pesquisa, cada conversa com a comunidade, cada parceria fechada, cada estudo aprofundado e cada desafio superado representaram passos importantes em uma caminhada feita com dedicação, curiosidade e responsabilidade. Agradeço por cada aluno que acreditou no projeto, cada parceria que abriu caminhos e pelos momentos em que a aprendizagem se transformou em ação”, celebrou a docente. 

Para ela, os resultados alcançados não são apenas atividades concluídas, mas um reflexo do esforço coletivo, do compromisso com a ciência e do desejo sincero de gerar impacto positivo na vida das pessoas. “Quando trabalhamos com propósito e união, a ciência floresce — e transforma!”, finalizou. 

O empenho da professora Franciele e o compromisso dos estudantes com a ODS 3 estabelecem o Clube de Ciências Saúde em Foco como um modelo de ciência e saúde pública voltada à comunidade em Santa Izabel do Oeste.

Primeira edição da Feira de Cultura Científica foi palco para projetos de jovens cientistas do Paraná todo

A foto mostra cinco pessoas posando sorridentes em um estande de feira científica. Três estudantes e duas professoras estão lado a lado, com crachás roxos pendurados no pescoço. Atrás deles, há pôsteres de pesquisa com gráficos, textos e ilustrações, identificando projetos de colégios estaduais do Paraná. À frente, sobre uma mesa de madeira, há notebooks, garrafas de água e materiais de apoio. O ambiente é bem iluminado, com várias outras apresentações visíveis ao fundo.
Clube de Ciências NPI, do Colégio José de Alencar (Foto/Cassia Naomi)

Os projetos de pesquisa dos clubes de ciências vinculados à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) estão entre os trabalhos selecionados para a Feira de Cultura Científica (FECCI) 2025. A Feira integra o programa do NAPI – Paraná Faz Ciência e teve sua primeira edição realizada em Curitiba, no Campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR – Sede Neoville), entre 4 e 6 de novembro. 

O evento traz grande relevância à Iniciação Científica produzida na Educação Básica e a aprovação dos projetos de Clubes de Ciências articulados pela UFFS é um importante reconhecimento das investigações realizadas nas escolas e das parcerias com professores e pesquisadores da Universidade. A Feira proporciona um espaço de aprendizado e visibilidade para o trabalho de campo e de laboratório desenvolvidos pelos clubistas. Além de o evento em si ser uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento pessoal dos participantes.

PROJETOS SELECIONADOS 

A seguir, confira os cinco clubes de ciências ligados à UFFS e os títulos dos nove projetos de pesquisa selecionados para a Feira de Cultura Científica (FECCI) 2025:

A imagem mostra três estudantes posando atrás de uma mesa na feira científica FECCI, usando camisetas da rede estadual do Paraná. À frente deles, há uma maquete colorida que representa um ambiente natural com vegetação, rio e solo. Um notebook e cartazes com informações complementares estão sobre a mesa. No fundo, um painel apresenta o projeto intitulado “O herói desconhecido: a importância da presença de crustáceos Aegla parana Schimitt 1942, como bioindicadores na região sudoeste do Paraná”, desenvolvido pelo Clube Heróis da Sustentabilidade.
O herói desconhecido: pesquisa dos clubistas de Pinhal de São Bento (Foto/Diego Malahel)

O Clube de Ciências Heróis da Sustentabilidade, coordenado por Jeferson da Silva, do Colégio Estadual Presidente Vargas, em Pinhal de São Bento, teve 2 projetos aprovados: 

A imagem mostra quatro pessoas em um estande da feira científica FECCI, com um cartaz do projeto “Captação e reuso de água da chuva no Colégio Estadual José de Alencar”, do Clube de Ciências NPI. Elas posam ao lado de uma maquete feita de madeira e tubos que simula o sistema de captação de água da chuva. No fundo, há painéis brancos e o logotipo da FECCI.
Maquete do Clube NPI, simula reuso de água em Nova Prata do Iguaçu (Foto/Diego Malahel)

De Nova Prata do Iguaçu, o projeto “Captação e reúso de água da chuva no Colégio Estadual José de Alencar’, do Clube de Ciências NPI, coordenado por Juraci de Maria Morais, no Colégio Estadual José de Alencar, foi premiado com o 1º lugar na categoria Década dos Oceanos – SNCT (Semana Nacional de Ciência e Tecnologia) – JOVEM, coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) entre os dias 21 e 26 de outubro.

O Clube de Ciências Aquavida, coordenado por Denice Beal, do Colégio Estadual Arnaldo Busato, em Verê, teve 3 projetos aprovados, são eles:

Membros do Clube de Ciências QUESC com o projeto de queijo artesanal (Foto/Diego Malahel)

Projeto ‘Quesc – Queijo Artesanal São Cristóvão’, do Clube de Ciências QUESC, coordenado por Maria Aparecida de Almeida Zanlucchi, do Colégio Estadual São Cristóvão, em Manfrinópolis;

O Clube de Ciências Jovens Cientistas, coordenado por Claudia Gonçalves Machado, do Colégio Estadual Dr. Eduardo Virmond Suplicy, em Francisco Beltrão, teve 2 projetos aprovados:

A FECCI dá uma importante oportunidade de os clubistas submetam seus trabalhos ao crivo científico de uma banca avaliadora, como também os desafia a aprimorar suas habilidades de comunicação científica, explicando métodos e resultados para públicos diversos. O evento consolida o papel do clube de ciências como um motor no desenvolvimento da autonomia investigativa dos jovens e no fortalecimento da articulação entre as universidades e a educação básica do Paraná.

Parabenizamos todos os clubistas e seus professores pela dedicação e pelo excelente trabalho nos projetos!

Licenciandos da UFFS de Realeza conduzem simulação prática de tratamento de água contaminada para apoiar pesquisas locais de estudantes

A imagem mostra um grande grupo de estudantes e professoras reunidos em um espaço ao ar livre. Eles posam para a foto sob uma pérgola de madeira coberta por folhas verdes e flores lilases, que criam sombra no ambiente. A maioria usa uniforme azul e branco escolar, e todos sorriem para a câmera. O chão é de tijolos e, ao fundo, há um muro de pedra e vegetação. A cena transmite acolhimento e espírito de grupo.
Clubistas e professoras do Colégio José de Anchieta (Foto/Cláudia Fioresi)

Em uma iniciativa que une a formação universitária e a pesquisa escolar, licenciandos da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Realeza (PR) ministraram a oficina “Lixo Eletrônico e Metais Pesados”, no Colégio Estadual José de Anchieta, em Dois Vizinhos.

A atividade foi conduzida pelas licenciandas Gabriela Sierota, Giulia Caponi e Kassiane Brandão, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Cláudia Fioresi, e reuniu 35 alunos do 8º e 9º ano, membros do Clube de Ciências do Colégio e do Clube Maker Ceja, coordenados respectivamente pelas professoras Bruna Mara de Lima e Fernanda Meredyk.

A oficina teve como principal finalidade sensibilizar os clubistas sobre os impactos da contaminação por metais pesados no solo e na água, identificando suas fontes, consequências ambientais e para a saúde.

A introdução à temática foi feita através de uma apresentação dialogada que abordou a descrição de metais pesados, suas origens (naturais e antrópicas), conceitos como bioacumulação e biomagnificação. Além disso, foram discutidas possibilidades de mitigação, como logística reversa, fitorremediação, uso de biocarvão e atitudes comunitárias, estimulando a reflexão sobre situações ambientais locais.

O ponto alto foi a atividade prática demonstrativa, que simulou o tratamento de água contaminada por metais pesados, utilizando o cobre como exemplo. Os licenciandos trabalharam com uma solução de íons de cobre, à qual adicionaram cal para elevar o pH (favorecendo a precipitação do metal) e, em seguida, polissulfato de alumínio, que atuou como coagulante.

Os alunos puderam acompanhar as transformações químicas, relacionando-as a conceitos de ácido e base, variação de pH e técnicas de tratamento de efluentes. Dessa forma, a atividade contribuiu para a compreensão prática de como a química pode ser aplicada na redução da contaminação da água.

Ao final da oficina, foi proposto às professoras um plano de ação para a continuidade dos estudos, visando estimular a autonomia docente e a reflexão crítica dos estudantes. Este aprendizado fortalece o protagonismo dos jovens, promove a conscientização e incentiva a busca por soluções ambientais locais, integrando a UFFS à escola na construção da cultura científica.

O conhecimento adquirido é um suporte direto aos projetos de pesquisa em desenvolvimento nos clubes: um deles investiga o descarte de lixo eletrônico e seus impactos ambientais (solo, água, possível contaminação do corpo humano) e trabalha com robótica (Arduino) para soluções sustentáveis, como lixeiras inteligentes; o outro projeto, foca no crescimento de espécies nativas em solo contaminado.

Três clubes de ciências de escolas parceiras da universidade em Francisco Beltrão, Bom Jesus do Sul e Nova Prata do Iguaçu vão apresentar suas pesquisas em Guarapuava

A foto mostra a fachada de um prédio da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), no campus de Realeza. O edifício é de dois andares, pintado em tons de verde e branco, com janelas retangulares alinhadas. Em frente, há um gramado bem cuidado com canteiros de flores. No lado direito, destaca-se um letreiro grande em branco escrito “EU ♥ UFFS”, onde o coração é representado por uma forma verde. Ao fundo, aparecem árvores, carros estacionados e um céu azul claro, sem nuvens.
UFFS campus Realeza apoia clubes de ciências em pesquisas (Foto/Cláudia Fioresi)

Três clubes de ciências ligados à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) vão levar o resultado de meses de pesquisa e dedicação para a 1ª Mostra Feira Clubes de Ciências, que será realizada em 2 de outubro, em Guarapuava. O evento é uma oportunidade de dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos por jovens pesquisadores de todo o estado, que integram o evento maior, a 5ª edição do Paraná Faz Ciência.

Esse ano o encontro científico é organizado pela Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), a instituição anfitriã do evento, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e a Fundação Araucária (FA). O encontro durante os dias de exposição em Guarapuava tem como objetivo principal incentivar a popularização da ciência entre crianças, jovens e ainda abrir espaço para a comunidade do entorno tomar parte dessa experiência.

Conheça os projetos selecionados

Os projetos aprovados para a Mostra refletem o engajamento dos estudantes e seus coordenadores com a ciência e demonstram uma diversidade de temas possíveis de serem explorados ao longo de um ano letivo. 

Confira os clubes e seus respectivos trabalhos:

A participação desses clubes na Mostra destaca a importância da Iniciação Científica na formação dos estudantes e crianças. As descobertas, as premiações e o entusiasmo são os principais resultados desse trabalho contínuo dos Clubes de Ciências, que, com o apoio de instituições como a UFFS, fomentam a curiosidade e o pensamento crítico em jovens pesquisadores.