PROJETOS

Projetos Parceiros

NOSSAS
PRODUÇÕES

MULTIMÍDIA

Parque Estadual de Ibiporã é investigado como possível geoparque por clube local

Por: Isabella Abrão

Estudos buscam reconhecer a área pela relevância geológica, ambiental e educativa.

A imagem mostra um registro coletivo ao ar livre. Os estudantes e dois adultos estão organizados em duas fileiras sobre um deck de madeira. Atrás deles aparece uma vista extensa de vales e morros cobertos por vegetação. A iluminação indica um dia claro, com sol forte. Alguns alunos seguram folhas de papel e vários têm mochilas apoiadas no chão, sugerindo uma visita educativa ou excursão. O grupo está próximo, olhando para a câmera, com expressões tranquilas e satisfeitas.
Equipe do clube de ciências Unidade Polo (Foto/Isabella Abrão)

A ciência está em tudo. Em casa, na escola e até mesmo naquilo que não percebemos de cara na natureza. É isso o que motiva o clube Unidade Polo, cujo principal objetivo é pesquisar a Unidade de Conservação – Parque Estadual de Ibiporã. A equipe, que pertence ao Colégio Estadual Unidade Polo Karoline V. A. e Luan A. S., acredita que o local possui potencial para se tornar um geoparque.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), entende-se como geoparques as regiões que agregam importância histórica, cultural, paisagística, geológica, arqueológica, paleontológica e científica. A classificação pode contribuir com o turismo do território e, claro, com a promoção da Educação Ambiental.

O Parque Estadual de Ibiporã está localizado na saída de Ibiporã para Jataizinho, às margens da BR-369. Um espaço que oferece trilhas para caminhadas e área de convivência para piquenique, dentro de um reduto preservado de Mata Atlântica. Com o avanço dos estudos do clube de ciências, a ideia é que o local passe a ser mais explorado no município e possibilite o desenvolvimento de práticas pedagógicas sustentáveis.

A imagem mostra um grupo de estudantes caminhando por uma trilha em meio a uma área de mata densa e verde. Eles seguem por um caminho de pedras e terra, vistos principalmente de costas, como se estivessem iniciando ou continuando uma caminhada guiada. No primeiro plano há uma placa de madeira com a inscrição “Unidade de Conservação”, indicando que o local é uma área protegida. As árvores são altas e a vegetação é abundante, criando uma atmosfera natural e educativa, típica de atividades de campo voltadas ao aprendizado ambiental.
A turma visita o Parque Estadual de Ibiporã com frequência (Foto/Isabella Abrão)

Segundo a professora coordenadora, Helena Macio, o clube “favorece a aprendizagem ativa, estimula o desenvolvimento da curiosidade científica e promove o engajamento do estudante por meio de atividades práticas, investigativas e colaborativas”. Tudo isso contribui para a construção do conhecimento científico e pensamento crítico dos alunos, que já se mostram bastante engajados durante as Feiras de Ciências.

Vivendo a ciência

Na Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, o clube Unidade Polo é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Para além das atividades em sala de aula e das visitas à Unidade de Conservação de Ibiporã, a turma também realizou excursões para conhecer melhor parques de outros municípios. Em 2025, o clube esteve no Parque do Japão e no Parque do Ingá, em Maringá, e no Parque Estadual do Guartelá, em Tibagi.

A imagem mostra um grupo grande de estudantes acompanhado por dois adultos, todos reunidos ao ar livre em um dia ensolarado. Eles estão posicionados sobre uma área pavimentada, próximos a um guarda-corpo metálico. Ao fundo há uma paisagem ampla com muitas árvores, um lago, construções modernas e casas espalhadas por uma região levemente elevada. O céu está azul e sem nuvens aparentes. Alguns estão em pé, enquanto outros estão sentados ou agachados na frente. A maioria sorri para a câmera, transmitindo um clima de passeio escolar ou atividade externa.
Clube Unidade Polo no Parque do Japão (Foto/Isabella Abrão)

Nos passeios, os alunos tiveram a missão de analisar cada espaço e identificar características do lugar. “Para 2026, espera-se que o Clube de Ciências Unidade Polo amplie suas atividades, fortalecendo ainda mais a aprendizagem prática, a investigação científica e a integração entre a universidade e a escola básica”, declara a professora Helena.