Clube de Ciências do Colégio Nilo Cairo une pesquisa, educação lúdica e parcerias locais para transformar estudantes em agentes de saúde pública

Desde setembro de 2024, o Colégio Estadual Nilo Cairo, em Apucarana (PR), tornou-se um polo de resistência e inovação em saúde pública. Através do clube de ciências“Unindo Forças no Combate à Dengue”, sob a coordenação da professora Érica Castilho, estudantes assumiram o papel de investigadores e agentes de mudança frente a um dos desafios mais críticos da região. O clube surgiu como uma resposta direta à necessidade de enfrentar a epidemia que assolou o estado, já que dados da Secretaria de Estado da Saúde em de 2024 já apontavam um cenário epidemiológico preocupante, reforçando a urgência de intervenções educativas e científicas no ambiente escolar.
O clube não atua de forma isolada. Ele é fruto de uma rede de colaboração que envolve o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana, representado por Hugo Augusto Costa, e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), representada por Enio Stanzani e Sabrina Klein, coordenadores do projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Além disso, a parceria se estende ao setor de Endemias da Prefeitura de Apucarana, permitindo que os alunos fundamentem suas propostas em dados reais e orientações técnicas de especialistas para combater o mosquito Aedes aegypti de forma eficiente.
O apoio dos parceiros em três ocasiões: 1) os membros do clube em palestra na UTFPR, 2) a visita de representantes da universidade ao colégio e 3) a reunião da coordenação com a prefeitura de Apucarana (Fotos/Érica Castilho) O apoio dos parceiros em três ocasiões: 1) os membros do clube em palestra na UTFPR, 2) a visita de representantes da universidade ao colégio e 3) a reunião da coordenação com a prefeitura de Apucarana (Fotos/Érica Castilho) O apoio dos parceiros em três ocasiões: 1) os membros do clube em palestra na UTFPR, 2) a visita de representantes da universidade ao colégio e 3) a reunião da coordenação com a prefeitura de Apucarana (Fotos/Érica Castilho)
CIÊNCIA APLICADA E IMPACTO COMUNITÁRIO
A metodologia do clube vai além da teoria. Ao incorporar o estudo da dengue, os integrantes desenvolvem habilidades essenciais de pesquisa, pensamento crítico e resolução de problemas, aplicando-as em ações que beneficiam diretamente a comunidade. Entre as principais iniciativas desenvolvidas, destacam-se:
- Educação e Gamificação: Criação de jogos educativos, como quizzes e jogos de tabuleiro, para disseminar informações de prevenção entre os colegas.
- Conscientização Coletiva: Organização da 1ª Conferência do Meio Ambiente do colégio, com foco em justiça ambiental e apresentações de projetos autorais.
- Recursos Didáticos: O projeto “Guardiões do Quintal”, um livro de colorir desenvolvido como recurso lúdico para a prevenção da doença, apresentado na 1ª Mostra Feira de Clubes de Ciências em Guarapuava.
- Pesquisa Científica: Investigação sobre a “Eficiência do óleo essencial de cravo na mortalidade das larvas do Aedes aegypti”, trabalho levado à Feira de Cultura Científica (FECCI) em Curitiba.
“O Clube de Ciências nasceu com o propósito de despertar nos estudantes a consciência científica, ambiental e social sobre um dos maiores desafios de saúde pública do Brasil. Mais do que um projeto escolar, o clube é um movimento educativo e cidadão, que une conhecimento, criatividade e ação para transformar a comunidade por meio da ciência.”, declarou a professora coordenadora do clube Érica Castilho.
Registros fundamentais para o clube: o início do projeto de quiz e jogos de tabuleiro, os trabalhos do congresso realizado na escola e a participação em duas feiras de ciências distintas com projetos diferentes. (Foto/Érica Castilho) Registros fundamentais para o clube: o início do projeto de quiz e jogos de tabuleiro, os trabalhos do congresso realizado na escola e a participação em duas feiras de ciências distintas com projetos diferentes. (Foto/Érica Castilho) Registros fundamentais para o clube: o início do projeto de quiz e jogos de tabuleiro, os trabalhos do congresso realizado na escola e a participação em duas feiras de ciências distintas com projetos diferentes. (Foto/Érica Castilho) Registros fundamentais para o clube: o início do projeto de quiz e jogos de tabuleiro, os trabalhos do congresso realizado na escola e a participação em duas feiras de ciências distintas com projetos diferentes. (Foto/Érica Castilho)
HORIZONTES PARA 2026
O clube iniciou o ano de 2026 com fôlego renovado, recebendo novos membros e traçando planos de expansão. As metas para este ano incluem a presença em feiras com projetos inéditos, como a produção de materiais acessíveis para pessoas cegas e a distribuição do livro de colorir para as escolas de ensino infantil que desejam trabalhar a conscientização sobre a saúde. Ao aliar a educação científica à cidadania, o clube de ciências demonstra que o esforço coletivo é a ferramenta mais poderosa para reverter indicadores de saúde e proteger gerações futuras.







