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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Rede de Clubes Paraná Faz Ciência organiza curso para formar professores clubistas

Por: Chananda Buss

A formação, com duração de um ano, foi realizada em conjunto com a Universidade Virtual do Paraná e as 12 instituições de ensino superior parceiras do NAPI PRFC

Uma das telas do curso de formação para professores clubistas, com a proposta de engajar os participantes para o fomento da cultura científica.

Nesse mês de agosto, o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC) finaliza curso que capacita os professores coordenadores dos 325 Clubes de Ciências espalhados pelo Paraná para o fomento da cultura científica. A formação, iniciada em setembro de 2025, tem carga horária de 60 horas e foi realizada em conjunto com a Universidade Virtual do Paraná e as 12 instituições de ensino superior parceiras do NAPI PRFC. 

Os módulos do material focam em perspectivas sociais e democráticas de ensino, participação em feiras, estratégias de divulgação científica, as relações dos clubes com as universidades e museus, criatividade e arte na ciência e discussões para promover a inclusão de pessoas com deficiência, negras e meninas no fazer científico. 

Para a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’Ana, o curso foi importante para a ampliação da qualidade da execução de atividades nos clubes da rede, a partir da reflexão sobre diferentes temáticas.

“Foi uma excelente oportunidade para integração das Universidades com a Educação Básica. Tivemos uma boa adesão por parte dos professores clubistas com ativa participação e uma proposta metodológica inovadora, que gerou engajamento e o desenvolvimento de um produto educacional que poderá ficar para outros momentos”, explica Débora. 

Uma das professoras participantes, Vagna Aparecida Munhão, de Barra do Jacaré, no Paraná, relata que o curso ampliou a compreensão sobre os fundamentos da iniciação científica na escola. “O curso teve impacto direto na atuação do nosso Clube de Ciências Agrociência, orientando os primeiros passos da investigação científica desenvolvida pelos estudantes e fortalecendo a cultura científica no ambiente escolar”, relata. 

Corresponsável por coordenar o curso, a professora da Universidade de Londrina e articuladora institucional da Rede de Clubes, Mariana Aparecida Bologna, destaca as interações diretas com os professores, que aconteceram em cada um dos módulos do curso, como parte importante da formação. “Com as interações ao vivo e, os professores puderam perguntar, trazer suas considerações, aprendendo e ensinando também os outros colegas. Outra questão são as avaliações, que pudemos dar um feedback para os professores a partir da resposta deles”, diz. 

“Com as interações ao vivo em live, os professores puderam perguntar, trazer suas considerações, aprendendo e ensinando também os outros colegas”, destaca uma das coordenadoras do curso, Mariana Aparecida Bologna.

Metodologia inovadora 

Uma das coordenadoras do curso, a pós-doutoranda e pesquisadora da Universidade Federal do Paraná e do NAPI PRFC, Giselle Corrêa, explica que um dos desafios era pensar em um ensino a distância que fosse engajador para os cursistas, que despertasse a  vontade de saber qual seria a novidade da próxima aula. “A ideia era fazer algo mais clean, diferenciado. A gente queria que houvesse interatividade real, sabe? E que essa interatividade depois se refletisse na aula síncrona”, relata. 

Uma das telas do curso de formação para professores clubistas, com a proposta de engajar os participantes para o fomento da cultura científica.

Responsável pela criação da metodologia, a designer instrucional Manuela Weissbock Eckstein explica que a gamificação é parte do método. O primeiro passo é o “Aqueça a Mente”, que é a problematização, a partir de uma pergunta norteadora. Nesse momento, professores também podem disponibilizar materiais complementares como charges ou áudios. 

“Depois, é o momento de mergulhar no conteúdo,  a partir de duas a quatro temáticas que o professor iria abordar nessa disciplina. E, aí, ele realmente selecionaria objetos educacionais, mas conversaria com esse aluno como se ele estivesse em sala de aula, sabe? Por fim, o estudante produz ou responde um questionário que o professor indica, para que possa realmente pensar sobre aquilo que estudou durante essa trajetória”, afirma.

Uma das telas do curso de formação para professores clubistas, com a proposta de engajar os participantes para o fomento da cultura científica.

A expectativa é que a formação contribua para o fortalecimento, desde a Educação Básica, uma cultura científica mais participativa, inclusiva e conectada com a realidade dos estudantes.