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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Clube Hidroexploradores desenvolve maquete de fossa ecológica em Campo Largo

Por: Cassia Naomi

Clubistas propõem alternativas sustentáveis para a preservação de recursos hídricos no distrito de Bateias

Foto em grupo tirada em ambiente escolar ou laboratório, com um professor em primeiro plano fazendo uma selfie e vários adolescentes ao fundo. O grupo posa de forma descontraída e divertida, fazendo sinais com as mãos, mostrando joinhas e expressões brincalhonas. O ambiente possui bancadas brancas, banquetas de madeira, prateleiras com materiais e globos terrestres. Ao lado direito há vasos com plantas e um cartaz colorido com um arco-íris desenhado. A iluminação é suave e quente, transmitindo clima de amizade, interação e descontração entre a turma.
Clubistas e professor Vanilson de Andrade, do Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade (Foto/Vanilson Lopes de Andrade)

A busca por soluções práticas e sustentáveis para problemas reais da comunidade tem mobilizado os estudantes do Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade, em Campo Largo. Sob a coordenação do professor de biologia e ciências Vanilson Lopes de Andrade, o Clube de Ciências Hidroexploradores vem pesquisando a água, formas de preservação ambiental e a melhoria das condições de saneamento básico local.

O núcleo central dos trabalhos do clube baseia-se no estudo e na difusão das fossas ecológicas. Conforme explica o professor Vanilson, o sistema consiste em uma tecnologia de tratamento de esgoto doméstico que utiliza processos naturais, como a ação de microrganismos e a capacidade de absorção de plantas adaptadas a solos úmidos. Ao decompor os resíduos e purificar a água, as fossas ecológicas reduzem drasticamente a contaminação do solo e dos lençóis freáticos, além de minimizarem a emissão de gases de efeito estufa quando comparadas às fossas rudimentares.

Para materializar e testar essa tecnologia, os clubistas se dedicaram à construção de protótipos. A metodologia envolveu a utilização de recipientes para abrigar as diferentes camadas de terra e a vegetação local. Através da simulação prática e da análise dos resultados, os estudantes puderam comprovar a eficiência do sistema, demonstrando que a fossa ecológica é uma alternativa viável, segura e superior aos métodos tradicionais de descarte de efluentes.

  • A galeria reúne momentos do clube do Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade, em Campo Largo. As imagens registram os membros no laboratório da escola e ao ar livre em diferentes etapas, destacando a construção da maquete da fossa ecológica.
  • A galeria reúne momentos do clube do Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade, em Campo Largo. As imagens registram os membros no laboratório da escola e ao ar livre em diferentes etapas, destacando a construção da maquete da fossa ecológica.
  • A galeria reúne momentos do clube do Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade, em Campo Largo. As imagens registram os membros no laboratório da escola e ao ar livre em diferentes etapas, destacando a construção da maquete da fossa ecológica.
  • A galeria reúne momentos do clube do Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade, em Campo Largo. As imagens registram os membros no laboratório da escola e ao ar livre em diferentes etapas, destacando a construção da maquete da fossa ecológica.
  • A galeria reúne momentos do clube do Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade, em Campo Largo. As imagens registram os membros no laboratório da escola e ao ar livre em diferentes etapas, destacando a construção da maquete da fossa ecológica.

FECCI 2025 E 2026

O projeto foi apresentado na Feira de Cultura Científica (FECCI) de 2025, onde o clube expôs o trabalho intitulado “O uso de fossas ecológicas como recurso para evitar a contaminação de solos e recursos hídricos no distrito de Bateias”. A região de Bateias é caracterizada por sua riqueza natural, sendo repleta de rios e nascentes que demandam atenção urgente quanto ao esgotamento sanitário.

A participação no evento consolidou uma jornada rica de investigação, que demonstrou o conhecimento adquirido pelos clubistas a respeito da qualidade da água e do meio ambiente. Os Hidroexploradores investigaram os processos erosivos do solo, a importância ecológica da cobertura vegetal e das matas ciliares na proteção dos rios, além de realizarem análises microbiológicas em amostras coletadas nos mananciais, identificando microrganismos que atuam diretamente como bioindicadores da saúde ambiental da região.

Quatro pessoas posam sorrindo em um estande da FECCI (Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência). Três adolescentes e um professor estão lado a lado, usando crachás de identificação pendurados no pescoço. Ao fundo, há painéis com informações e banners de projetos científicos, incluindo um cartaz verde com o título “Hidroexploradores Fossas Ecológicas”. O adolescente à esquerda usa camiseta preta com o logotipo do Governo do Paraná. A menina ao centro veste blusa preta e tem o cabelo preso. A adolescente ao lado dela usa óculos, camiseta preta com detalhes vermelhos e segura um livreto azul. O homem à direita veste camisa polo escura e boné claro. Todos demonstram expressão alegre e orgulhosa, em um ambiente de exposição científica escolar.
Hidroexploradores na FECCI 2025 (Foto/Diego Luiz Rodrigues)

Em 2026, o clube estará novamente na FECCI, agora com o projeto Uso de Macroorganismos e Microorganismos como Bioindicadores da Água, com o edital do resultado dos convocados para a fase 02 (presencial), agora os clubistas podem se preparar com mais afinco e expectativa para serem avaliados e participarem da grande Feira Científica do Paraná Faz Ciência, este ano com 700 vagas e projetos, o dobro em relação à primeira edição em 2025. 

Impacto na vida dos estudantes

A vivência dentro do clube tem se mostrado importante e ampliado as perspectivas dos alunos. O contato com o método científico desperta vocações e estimula o pensamento crítico dentro da escola pública, como relata a clubista Ingrid Maria. 

“Eu comecei a participar do clube este ano, entrei porque fiquei muito curiosa quando vi que o clube estuda a água. O que tem nos rios, quais os animais que habitam neles…Eu nunca tinha estudado sobre isso. E eu acho muito importante participar de um projeto de ciências porque é um conhecimento para a vida”, explica a clubista.

A educação científica e o compromisso social do Clube de Ciências Hidroexploradores têm gerado conscientização ecológica e preparado os jovens cientistas para transformar o ambiente onde vivem. 

Acompanhe mais atividades dos clubes de ciências pelo Instagram @clubesparanafazciencia.