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Investimento na Rede de Clubes do NAPI Paraná Faz Ciência é destaque na abertura da Semana Araucária CT&I

Por: Marilaine Martins

Com 290 clubes e cerca de 6 mil estudantes, iniciativa incentiva a investigação científica nas escolas do estado

Duas mulheres estão em pé lado a lado, sorrindo para a câmera, atrás de uma bancada de exposição em um evento de ciência. A mulher à esquerda tem cabelos curtos e grisalhos, usa óculos e camiseta azul com logotipo institucional, além de um crachá pendurado no pescoço. A mulher à direita tem cabelos pretos e cacheados, usa óculos, blusa bege e também um crachá com cordão.
Débora Sant’Ana, articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, e a pesquisadora Edinalva Oliveira, no estande do NAPI Paraná Faz Ciência na Semana Araucária de CT&I, em Curitiba, junto de pesquisas desenvolvidas por clubes da rede (Foto/Marilaine Martins)

O primeiro dia da Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), que começou nesta terça-feira, dia 10, no Campus da Indústria, em Curitiba, destacou o papel da Rede de Clubes do NAPI Paraná Faz Ciência na promoção da cultura científica nas escolas do estado. Durante a apresentação d abertura, foi evidenciado o investimento de R$ 23,5 mi, realizado pela Fundação Araucária na Rede. Recurso que, hoje, se traduz em 290 clubes ativos em escolas de diferentes regiões do Paraná.

Atualmente, o NAPI Paraná Faz Ciência reúne cerca de 6 mil estudantes participantes, conhecidos como clubistas. Nos encontros semanais, crianças, adolescentes e jovens desenvolvem projetos de investigação orientados por coordenadores e articuladores vinculados a universidades e instituições de pesquisa.

A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’Ana, observa que o recurso financeiro é um elemento necessário para viabilizar a política pública, mas o principal resultado aparece nas oportunidades que se abrem para os estudantes e para as comunidades onde os clubes estão inseridos. “A implantação dos clubes amplia horizontes para os estudantes e fortalece o sentimento de pertencimento ao mundo da ciência”, afirma.

Segundo Débora, quando o investimento chega às escolas por meio dos clubes, seus efeitos ultrapassam os participantes diretos da iniciativa. “Quando pensamos em um clube de ciência, não impactamos apenas o clubista. Impactamos também a escola, a família e o entorno. Recurso público bem aplicado significa multiplicação de ações. Esse movimento se espalha como uma onda, alcançando áreas cada vez mais distantes e beneficiando também quem não participa diretamente do clube”, explica.

Essa transformação se torna visível no modo como os estudantes passam a se relacionar com o conhecimento científico dentro dos clubes, das escolas e também em seu cotidiano. Na avaliação de Josiane Figueiredo, coordenadora dos clubes vinculados à Universidade Estadual do Paraná (Unespar), a experiência permite que os jovens compreendam a pesquisa como algo próximo da realidade deles. “Mais importante que o recurso em si é o capital científico que vai sendo construído. Os estudantes começam a entender o que significa fazer pesquisa e percebem que podem transformar perguntas do cotidiano em investigação”.

Josiane Figueiredo e Rodrigo Reis, articuladores da Rede de Clubes do NAPI Paraná Faz Ciência, durante a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), em Curitiba (Foto/Marilaine Martins)

Josiane acrescenta que os clubes também contribuem para aproximar a escola do ambiente acadêmico e ampliar o acesso dos estudantes à produção científica. “Antes, a pesquisa ficava muito concentrada dentro da universidade. Quando ela chega à escola, o estudante percebe que também pode produzir conhecimento e que a universidade pode fazer parte do caminho dele”, explica a professora.

A presença dos clubes em escolas distribuídas por diferentes regiões do Paraná também amplia o acesso à ciência em territórios diversos. Edinalva Oliveira, pesquisadora do NAPI Paraná Faz Ciência, destaca que essa capilaridade é um dos elementos centrais da iniciativa. “O Paraná tem um território amplo e quando essas ações chegam às escolas, inclusive às que estão em regiões periféricas, elas abrem horizontes muito significativos para os estudantes”, afirma.

Edinalva observa que o projeto também inclui formação continuada para professores, fortalecendo o desenvolvimento de atividades investigativas nas escolas. “O professor se apropria de novos saberes e, junto com os estudantes, consegue olhar para o território onde a escola está inserida e identificar questões que podem ser investigadas pela ciência”, destaca.

Segundo a pesquisadora, esse processo contribui para fortalecer a produção de conhecimento nas próprias comunidades. “Quem ganha não é apenas o grande centro. O território também passa a articular saberes, compartilhar experiências e construir conhecimento”, comemora.

Clubes apresentam pesquisas durante o evento

Atividade interativa no estande do NAPI Paraná Faz Ciência destaca reflexões propostas em projetos desenvolvidos por clubistas da rede (Foto/Marilaine Martins)

Ao longo da programação da Semana Araucária, o público poderá conhecer alguns projetos desenvolvidos em clubes de ciência expostos nos estandes do NAPI Paraná Faz Ciência. Além disso, na quinta, dia 12, clubistas e coordenadores de clubes vão compartilhar suas experiências com participantes do evento.

Para Edinalva Oliveira, esse momento funciona como uma espécie de culminância das atividades desenvolvidas ao longo do ano. “Os clubes mostram o que fizeram, como fizeram e dialogam com outras escolas. Esse compartilhamento de experiências torna a caminhada ainda mais produtiva”, afirma. Segundo ela, a troca entre estudantes e professores é parte fundamental do processo de produção científica. “Conhecimento não é para ficar guardado. Conhecimento é para ser compartilhado.”

A Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação segue até quinta-feira, dia 12, no Campus da Indústria, reunindo pesquisadores, professores, estudantes e instituições para apresentar projetos e discutir iniciativas voltadas ao fortalecimento da ciência no Paraná.