
Painel sobre os NAPIs apresentou ações da iniciativa que levou 26 projetos à Jornada Educatech
Mais de 600 crianças e adolescentes participam atualmente de 30 clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, presentes em 17 municípios da região Centro-Sul do Estado. A iniciativa foi uma das ações apresentadas pelo NAPI Paraná Faz Ciência durante a VI Jornada Educatech, realizada nos dias 2 e 3 de setembro, no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, em Guarapuava.
No primeiro dia, o NAPI Paraná Faz Ciência esteve presente no painel “NAPIs: Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação do Paraná”, representado pela professora Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, uma das articuladoras da Rede de Clubes de Ciências e do Nós Propomos!, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).
Além da docente da Unicentro, o painel contou com a participação de representantes do NAPI Erva-Mate, NAPI Agrogenômica do Feijão, NAPI Genoma, Proteômica e Agrogenomica/Microbiota do Solo e NAPI Wood Tech. A atividade foi mediada pela gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Araucária, Fátima Padoan, e buscou apresentar ao público os objetivos dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação do Paraná e seus impactos no avanço científico, tecnológico e cultural do estado.
A Jornada Educatech reuniu alunos, pesquisadores e professores de escolas e universidades, que puderam apresentar projetos voltados à inovação, robótica e sustentabilidade. Entre as categorias de trabalhos estavam pensamento computacional, automação, robótica, novos produtos, Cientistas Kids e Clubes de Ciências. O evento gratuito tem como principal objetivo aproximar os estudantes do conhecimento científico e incentivar o pensamento empreendedor e a cultura da inovação desde a educação básica.
Durante sua participação no painel, a professora Marquiana destacou as ações desenvolvidas pelo Paraná Faz Ciência, com ênfase na Rede de Clubes de Ciências, iniciativa presente em diferentes regiões do estado por meio de parcerias com escolas públicas. Segundo ela, os clubes têm contribuído para a alfabetização e o letramento científico de crianças e adolescentes, além de estimular o desenvolvimento do pensamento científico e crítico.
Na região Centro-Sul do Paraná, os Clubes de Ciências estão presentes em 17 municípios, distribuídos entre quatro núcleos regionais: Guarapuava, Pitanga, Irati e Nova Laranjeiras. Ao todo, são 30 clubes, que envolvem diretamente mais de 600 crianças e adolescentes em pesquisas nas áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Tecnologia e Robótica.
Em pouco mais de dois anos de atuação, os resultados do projeto podem ser observados nos trabalhos desenvolvidos pelos estudantes. Nesta edição da Jornada Educatech, 26 projetos desenvolvidos por integrantes dos Clubes de Ciências do NAPI Paraná Faz Ciência foram aprovados para participação no evento.
Além da presença expressiva no Educatech, os clubistas também se destacaram entre os trabalhos premiados. Na categoria Clubes de Ciências, o primeiro e o segundo lugares foram conquistados por projetos desenvolvidos por clubes que integram o NAPI Paraná Faz Ciência. Outros trabalhos desenvolvidos ao longo do projeto também já foram selecionados para feiras científicas, receberam premiações ou foram realizados em parceria com instituições que contribuem para a aplicação das pesquisas nos territórios. “É nesse contexto que o NAPI Paraná Faz Ciência se constitui em um investimento da Fundação Araucária com forte impacto na transformação científica e social do estado”, conta Marquiana.

Entre os temas investigados pelos clubistas estão questões relacionadas às águas, florestas, microbiologia, relações étnico-raciais, robótica e saneamento básico. Os projetos também abordam desafios presentes nas comunidades onde os estudantes vivem, contribuindo para discussões sobre o desenvolvimento cultural, econômico e ambiental dos territórios. As iniciativas destacam-se ainda ações relacionadas à prevenção, adaptação e mitigação dos impactos da emergência climática.
Para Marquiana, o investimento na alfabetização científica desde os primeiros anos de formação pode gerar impactos que ultrapassam o ambiente escolar. “Essa política pública de incentivo à alfabetização científica terá impactos imediatos e de longo prazo, porque são sementes plantadas em terreno fértil, ou seja, na formação científico-cidadã de crianças e adolescentes desde muito cedo”.
A professora também destaca que a formação proporcionada pelos Clubes de Ciências pode contribuir para que esses estudantes desenvolvam um olhar mais atento para as realidades onde vivem. “Certamente, esses jovens cientistas estarão sempre atentos às demandas sociais, econômicas e culturais de seus territórios e munidos de conhecimento científico e das habilidades de participação ativa e crítica desenvolvidas a partir dos Clubes de Ciências”, afirma.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Colégio de Guarapuava venceu com projetos sobre abelhas nativas; ao todo, 26 trabalhos da Rede de Clubes vinculada à Unicentro foram aprovados no evento
O Colégio Estadual Cristo Rei, de Guarapuava, conquistou o primeiro e o segundo lugares na estreia da categoria Clubes de Ciências na Jornada Educatech, ocorrida nos dias 2 e 3 de setembro no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, dentro da programação do Cilla Tech & Innovation Summit 2026. Ao todo, 26 projetos da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, vinculados à Unicentro, foram aprovados para participar do evento, com trabalhos de escolas de Guarapuava, Prudentópolis, Candói, Palmital e Turvo.
Os dois projetos vencedores são do clube Velozes e Curiosos, do Cristo Rei, orientado pela professora Crissiane Loyse Luiz. Em primeiro lugar, ficou o trabalho “Desenvolvimento de um sistema híbrido de proteção térmica de baixo custo para abelhas-sem-ferrão em meliponário escolar de região com inverno rigoroso”. Em segundo, “Mapeando recursos florais urbanos para abelhas ativas: uma estratégia de ciência cidadã frente à emergência climática”. As duas pesquisas foram desenvolvidas por alunos do 6º e do 7º ano.

A avaliação somou até 200 pontos: 100 atribuídos a distância, antes do evento, e outros 100 distribuídos por critérios aplicados no dia da apresentação. Conforme a organização, várias equipes ultrapassaram os 170 pontos, e ao menos um projeto passou dos 190.
A inclusão dos Clubes de Ciências como categoria própria na VI Jornada Educatech partiu de um pedido da Rede de Clubes à organização do evento. Quem representou a rede na coordenação da Jornada foi o professor Adriano Machado, também coordenador dos clubes na Unicentro.
“Fizemos uma proposta de incluirmos uma categoria nova nessa edição, que são os clubes de ciências. Temos um trabalho bastante significativo em toda a região e no estado, e agora temos um espaço específico para receber esses projetos”, afirmou Machado durante a cerimônia de premiação.

O primeiro lugar respondeu a um problema concreto enfrentado pelo clube: manter vivas as abelhas nativas durante o inverno de Guarapuava. De acordo com a professora Crissiane, em 2025, o grupo perdeu toda a criação de abelhas-sem-ferrão por causa do frio. Neste ano, os alunos desenvolveram um sistema de aquecimento com placas de cimento e resistores instalados sob as colmeias, além de complementar a alimentação das abelhas com bombons proteicos de pólen e um xarope de água, açúcar mascavo e limão.

“Teve dias agora no inverno em que a sensação térmica foi de menos 2 graus. E elas não morreram até agora”, contou a professora.
O sistema faz parte de uma iniciativa maior do clube: recriar, dentro da escola, uma rede de interação ecológica da Mata Atlântica, bioma que a professora descreve como um dos mais ricos em biodiversidade do planeta e também um dos mais degradados pela expansão urbana. Os alunos já plantaram araçás, pitangas, ipês-amarelos, erva-mate e timbaúvas, entre outras espécies nativas, e mantêm dez caixas de abelhas-sem-ferrão — jataí, mandaçaia, mirim e outras variedades.
A aluna Beatriz, de 13 anos, integra o projeto e ajudou a montar a rede dentro da escola. “A gente está criando a rede porque a rede da natureza está sendo muito prejudicada pelas nossas ações”, disse. Para ela, participar do clube tem um efeito direto na própria formação. “A gente aprende mais coisas dentro do clube, coisas que eu não sabia, como as abelhas se reproduzem e a importância delas no meio ambiente.”
O projeto que ficou em segundo lugar nasceu de uma constatação dos próprios alunos: as abelhas nativas, agora inseridas em ambiente urbano, enfrentam escassez de alimento. Para mapear soluções, o grupo saiu a campo no bairro da escola, entrevistou moradores e levantou quais espécies de plantas existiam nos quintais e quais delas seriam benéficas às abelhas — usando os dados para incentivar novos plantios na vizinhança.
Segundo a professora Crissiane, o resultado é tratado como coletivo. “Os alunos ficaram muito felizes pelo reconhecimento, mas o prêmio pertence à escola: é um trabalho em que a direção e os funcionários também estão envolvidos”, afirmou.

O terceiro lugar da categoria coube ao Colégio Cívico-Militar Edite Cordeiro Marques, escola que não integra a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, na Unicentro, mas também disputou a nova categoria da Jornada Educatech.
Os 26 projetos aprovados na Jornada Educatech têm origem em nove colégios de cinco municípios do Centro-Sul do Paraná:
Os temas variam de agrotóxicos e sistema nervoso de abelhas a saneamento em Palmital, passando por cosméticos artesanais, monitoramento climático com Arduino e o registro de saberes da tradição oral Kaingang.
A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência atua hoje em 17 municípios do Centro-Sul do Paraná, distribuídos entre os Núcleos Regionais de Guarapuava, Pitanga, Irati e Nova Laranjeiras, com 30 clubes e mais de 600 crianças e adolescentes envolvidos em pesquisas de ciências da natureza, humanas, tecnologia e robótica.
Confira os clubes de ciências da UEM que estiveram presentes na Expoingá 2026, apresentando seus projetos para o público!

A 52º Expoingá (Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá), evento que também comemora o 79º aniversário da cidade de Maringá, foi realizada no início de maio, no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, da Sociedade Rural de Maringá.
Na programação, além de shows, oficinas e palestras técnicas, esse ano a Feira recebeu mais estandes ligados a projetos de extensão da Universidade Estadual de Maringá (UEM), com destaque para o Hospital Universitário (HUM), o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), e, pela primeira vez, Clubes de Ciências ligados à UEM.
Os clubistas se apresentaram durante os dias da exposição tendo um espaço especial para falar sobre os seus projetos. Entre os clubes participantes estão o Clube Maker CEUP, do Colégio Estadual Unidade Polo; o Jovens Cientistas Kennedy, do Colégio Estadual Presidente Kennedy e o Cienteens, do Instituto Estadual de Educação de Maringá. Acompanhando os alunos estavam presentes os professores orientadores.
O Clube Maker CEUP, do Unidade Polo, apresentou seus dois projetos: “Piezoelétrico” e “Material Didático”, feito em impressora 3D. Os clubistas mostraram ao público um meio de produção de energia sustentável, a partir da pressão de uma placa própria de quartzos ou metais preciosos. Eles estiveram no dia 8, sexta-feira, no período da tarde.
O projeto, que ainda está em desenvolvimento, propõe a construção de um tapete que gera energia a partir do contato com a pressão exercida ao caminhar. A aluna Pâmela relata como tem sido sua experiência expondo o projeto do qual ela faz parte na Expoingá 2026. “A nossa experiência está sendo muito boa até o momento, está bem legal”.

Outro clube que se apresentou foi o Jovens Cientistas Kennedy (JCK), do Colégio Estadual Presidente Kennedy, que apresentou o projeto “Robô Semeador na Horta”. Eles estiveram no dia 14, quinta-feira, no período da tarde. O clube trabalha com a robótica na horta escolar, a partir de robôs que eles mesmos confeccionam e são utilizados para irrigar, semear, testar a temperatura, a umidade do ar e do solo.
O objetivo do clube de ciências é investigar o papel da robótica na horta escolar, o projeto está em andamento desde o ano passado. Eles também estudam em quais ambientes a horta se desenvolve melhor, como explica o professor coordenador do projeto, Evanildo de Oliveira. “Nós testamos onde a horta se desenvolve melhor, no sol 100% ou sombra total. Nós percebemos que no sol e meia sombra também funciona bem, na sombra total não funciona”, relata o docente.
Depois de apresentarem seus trabalhos ao público na Expoingá 2026, os alunos ainda falaram sobre como foi essa experiência. Para Danilo, clubista do clube de ciências Jovens Cientistas Kennedy, a participação em eventos como esse é importante. “Eu achei uma experiência muito boa, isso já dá uma coragem para a gente participar em outras competições. E é uma experiência muito boa a gente estar mostrando nosso projeto para mais pessoas”, completa.

O terceiro clube a se apresentar foi o clube de ciências Cienteens, do Instituto de Educação Estadual de Maringá, no dia 15, sexta-feira, no período da tarde. Eles apresentaram dois projetos: “Jardim das Cores: O Uso de Pigmentos Vegetais em Experiências Interdisciplinares de Arte e Ciência” e “Ciência do Visível: Luz e Cor”. O primeiro projeto abordou a revitalização do horto escolar, onde os clubistas identificaram as plantas em torno do colégio e realizaram o processo de extração dos pigmentos delas. A partir disso, foram realizadas oficinas de artes, para os alunos do Ensino Fundamental I e II, para que eles criassem desenhos com os pigmentos extraídos.
Os clubistas que apresentaram o segundo projeto do Cienteens realizaram uma pesquisa com os alunos da escola sobre a situação do colégio, analisando questões como a poluição visual e a influência das cores no cotidiano da escola. Após a análise das respostas, será ministrada uma oficina com os próprios alunos, mostrando o grafite e o desenho artístico como uma forma de transformar o ambiente e deixá-lo mais agradável visualmente, transpondo os trabalhos artísticos para o mural da escola.
Alunos do Cienteens também falaram sobre a importância de apresentarem seus trabalhos na Expoingá. De acordo com o clubista Heitor Fort, “é muito bom ver o seu trabalho ser reconhecido, poder mostrar o que a gente fez no ano passado, porque foi bastante pesquisa, foi bastante trabalho, que trouxe a gente para cá”, defende.
A aluna Alicia Fletcher contou como foi sua primeira experiência apresentando o projeto do qual ela faz parte em uma feira como a Expoingá. “Está bem animado, porque é a minha primeira feira, então está sendo uma experiência nova para mim, estar aqui apresentando. Eu estou achando bem legal”, conta.

A empolgação dos clubistas reflete a importância de eventos como exposições, onde eles podem apresentar seus projetos. A Expoingá 2026 foi uma ótima oportunidade para que os alunos dos clubes de ciências ligados à UEM pudessem aprimorar suas habilidades de comunicação e apresentar ao público as pesquisas realizadas ao longo do ano pelos clubes.
Ações envolveram teatro científico, exposição de fotos e incentivo ao protagonismo feminino na ciência

No último dia 10, o Clube de Ciências Lumina, do Colégio Estadual Bibiana Bitencourt, de Guarapuava, foi anfitrião de atividades da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), recebendo projetos vinculados à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A iniciativa teve como objetivos aproximar a ciência e a tecnologia do ensino básico, incentivar o protagonismo feminino na ciência e tornar o fazer científico mais acessível ao público.
A programação incluiu a exposição “Mulheres Cientistas e suas pesquisas”, a apresentação da peça “A Que Faz”, do Grupo de Teatro Científico da UEPG, além de uma reunião da equipe da Rede de Clubes de Meninas com as estudantes clubistas.
Formado por cinco alunas do Ensino Médio, o Clube Lumina integra o projeto Caminhos na Ciência, que faz parte da Rede de Clubes de Meninas. As atividades do grupo concentram-se na divulgação científica e no estudo das trajetórias e pesquisas de cientistas contemporâneas, especialmente em âmbito local.
De acordo com a professora responsável pelo clube, Vanina Roncaglio, o evento também contribuiu para dar visibilidade ao projeto dentro da própria escola. “Muitos alunos ainda não conheciam o clube”, destaca. Ela ressalta ainda que as ações ampliaram horizontes para as participantes: “as alunas percebem que também podem fazer teatro e divulgar o que pesquisam”.
Durante a reunião com as integrantes do clube, houve troca de experiências e discussão sobre os interesses de pesquisa e planos futuros das estudantes. A professora Bettina Heerdt, do Departamento de Biologia da Unicentro e articuladora do projeto Clube de Meninas, apresentou possibilidades de ampliação das atividades, incluindo visitas técnicas e saídas a campo. Também participaram bolsistas de iniciação científica e voluntárias, responsáveis pelo acompanhamento e registro das ações do grupo.
Nesse contexto de valorização das trajetórias e produções científicas femininas, a exposição apresentou histórias de pesquisadoras, abordando desde seus percursos acadêmicos até aspectos de suas produções. Por meio de fotografias, contos e obras de arte — criados a partir de relatos das cientistas —, a mostra trouxe reflexões sobre desafios enfrentados no meio acadêmico, como situações de opressão e a conciliação entre carreira, vida pessoal e maternidade, evidenciando as múltiplas dimensões de ser mulher na ciência.
A artista de uma das pinturas expostas, AJ Pradel esteve presente no evento também enquanto atriz. Sobre sua obra, Infinitude do seu Não Falar, AJ destacou o intuito de “representar a imensidão que é ser mulher e a força necessária para viver na sociedade atual”.
Além da exposição, o dia contou com a presença do Grupo de Teatro Científico (GTC), projeto de extensão da UEPG, que levou ao público a peça “A Que Faz”. O espetáculo aborda a presença feminina na ciência a partir das perspectivas de uma menina, uma mulher e uma senhora, e foi apresentado nos períodos da manhã e da tarde.
A iniciativa dialoga diretamente com os objetivos do Caminhos na Ciência, presente em sete cidades do Paraná. O projeto busca incentivar meninas a seguirem carreiras nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, sigla em inglês) por meio da criação de clubes de ciências e da valorização de referências femininas contemporâneas, inspirando novas gerações a ingressarem na carreira científica.
Para a professora Leila Freire, coordenadora do Caminhos na Ciência e do GTC, discutir o tema é essencial, especialmente no ambiente escolar. “Falar sobre mulheres na ciência é importante em qualquer espaço, mas ainda mais nas escolas, onde as alunas estão no início de sua formação e de uma possível trajetória científica”, afirma.
Evento em Jandaia do Sul reuniu mais de 2 mil pessoas e premiou projeto voltado ao empoderamento feminino e à diversidade de gênero

No dia 29 de maio de 2026, o Campus Avançado da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Jandaia do Sul, tornou-se o ponto de encontro da produção científica infantojuvenil do Vale do Ivaí. Ao longo de todo o dia, mais de 2 mil pessoas passaram pelo local para acompanhar a sexta edição do Vale da Ciência e a primeira edição do Vem pra UFPR Jandaia do Sul.
A união dos dois eventos promoveu uma grande celebração da educação, aproximando a comunidade regional do ambiente universitário. Estudantes, professores, famílias, gestores educacionais e visitantes de diversos municípios ocuparam os espaços da instituição para conhecer laboratórios, cursos de graduação, iniciativas de extensão e dezenas de projetos científicos desenvolvidos por alunos da Educação Básica, Ensino Médio e Ensino Técnico.
Entre os grandes destaques da feira, a participação de três clubes de ciências ligados à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) evidenciou o impacto e a força da iniciação científica escolar na região. O campus recebeu trabalhos que abordaram temas urgentes como sustentabilidade, inovação, saúde, cultura e inclusão social, demonstrando como a ciência na escola atua como um poderoso instrumento de transformação real.
Com pesquisas de forte impacto social e pedagógico, os clubes de ciências integrados à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e coordenados pela UTFPR na região tiveram participação de destaque no evento.
A cidade de Apucarana foi representada pelo Clube de Ciências Aventureiros do Conhecimento, do Colégio Estadual Cívico-Militar Prefeito Carlos Massaretto, sob a coordenação do professor Leandro Vicente Gonçalves. Já o município anfitrião, Jandaia do Sul, levou ao evento o Clube de Ciências COOPIC: Cooperativa de Iniciação Científica, sediado no Colégio Estadual Rui Barbosa e coordenado pela professora Liliam Keidinez Bachete da Conceição Rabassi.
O grande momento de celebração para a rede de cooperação veio com a conquista do 2º lugar na Categoria Ensino Médio e Técnico, concedido ao Clube de Ciências Conexão e Sustentabilidade, do Colégio Estadual João Paulo I, localizado na cidade de Bom Sucesso. Coordenado pela professora Elaine Correa Soares, o clube conquistou os avaliadores com o projeto “Plataforma Digital para Empoderamento Feminino e Combate à Violência contra a Mulher e Diversidade de Gênero”, uma iniciativa que alia tecnologia à inclusão e à defesa dos direitos humanos.
A delegação de clubes foi acompanhada pelo professor Enio Stanzani, representante da UTFPR e coordenador da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na universidade, para quem eventos desse tipo ajudam a destacar a importância e impacto do incentivo dado à pesquisa científica desde a Educação Básica.
Mais do que uma mostra de trabalhos, o 6º Vale da Ciência proporcionou aos estudantes a oportunidade de ocupar os espaços da universidade e conhecer de perto a rotina da produção científica. Integrado ao evento Vem pra UFPR, o encontro permitiu que os participantes visitassem laboratórios, conversassem com professores e acadêmicos e tivessem contato com diferentes áreas de formação, aproximando a educação básica do ambiente universitário.
A expressiva participação dos clubes apoiados pela UTFPR evidenciou a força das parcerias entre escolas, universidades e instituições de pesquisa. Ao conectar o ecossistema dos clubes de ciências das escolas estaduais às grandes universidades públicas, o evento demonstrou que o investimento em jovens cientistas gera retornos diretos para o desenvolvimento regional e para a construção de uma sociedade mais justa e inovadora. Para muitos deles, a visita também representou uma oportunidade de imaginar a universidade como um caminho possível para o futuro e ampliar suas perspectivas sobre a carreira científica.
Evento realizado em Cascavel marca o início da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Cascavel, sediou, nesta quarta-feira (18), o lançamento oficial da 6ª edição do Paraná Faz Ciência. O evento reuniu representantes de instituições de ensino, pesquisadores, estudantes, gestores e parceiros envolvidos na promoção da ciência, tecnologia e inovação no estado.
Promovido pelo NAPI Paraná Faz Ciência, o lançamento apresentou as principais ações previstas para a edição de 2026, que terá Cascavel como cidade-sede e contará com uma programação voltada à divulgação científica e à aproximação da ciência com a comunidade.
Para a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, professora Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, trazer o evento para Cascavel amplia o acesso da população às atividades científicas. “O Paraná Faz Ciência é a maior comemoração da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do país. Trazer o evento para diferentes regiões oportuniza que as pessoas tenham contato com a ciência, a tecnologia e a inovação”, destacou.
A professora também ressaltou a importância da realização do evento no Oeste do Paraná. “Trazer o evento para a UNIOESTE é muito importante e vai valorizar a própria universidade e também a rede de universidades públicas do Paraná”, afirmou.

A programação contará com oficinas, exposições, atividades culturais e ações de divulgação científica. Um dos destaques será a II Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que reunirá estudantes e professores de diferentes municípios para compartilhar projetos desenvolvidos nos clubes de ciências.
A edição de 2026 também terá novidades, como atividades voltadas à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental I, em parceria com a Prefeitura de Cascavel, além de encontros de corais e bandas.
Segundo Débora, o evento é uma oportunidade tanto para quem expõe quanto para quem visita. “É uma oportunidade de conhecer o universo da ciência e da universidade, além de fortalecer o interesse pela pesquisa e pela inovação”, ressaltou.
A expectativa é reunir milhares de participantes e fortalecer ainda mais a cultura científica no Paraná.
Clubistas de diferentes regiões do estado participarão da programação do Paraná Faz Ciência 2026

O lançamento da 6ª edição do Paraná Faz Ciência, realizado na Unioeste, em Cascavel, marcou o início dos preparativos para mais uma participação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Entre os destaques da programação está a II Mostra da Rede de Clubes, que acontecerá no dia 12 de novembro de 2026.
A Mostra reunirá clubistas e professores de diferentes municípios do Paraná para apresentar seus projetos, pesquisas e ações desenvolvidas nos clubes de ciências, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento da cultura científica nas escolas.

Durante o lançamento, a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, professora Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, destacou a importância da participação dos estudantes no evento. “Para os alunos que visitam, é uma oportunidade de conhecer muitos projetos das universidades, de diferentes áreas do conhecimento, e entender um pouco mais sobre esse universo da ciência e da universidade”, afirmou.
A professora também ressaltou que o evento beneficia tanto quem apresenta quanto quem visita. “É muito positiva a participação, tanto de quem expõe quanto de quem visita. É uma festa que vale para todo mundo aprender muito mais sobre ciência”.
Além de apresentarem seus trabalhos, os clubistas poderão conhecer outras pesquisas, participar das atividades do evento e interagir com estudantes, professores e pesquisadores de diversas regiões do estado.
A expectativa é que a II Mostra da Rede de Clubes reúna participantes de todo o Paraná, fortalecendo a rede de colaboração entre os clubes e ampliando as oportunidades de aprendizagem por meio da ciência.
Evento tem como objetivo sintetizar o impacto do Arranjo na promoção da cultura científica e na aproximação das universidades com a sociedade paranaense

Nos dias 7 e 8 de julho, os integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência vão se conectar on-line para contar as experiências que tiveram no último ano na execução das ações do Arranjo.
A abertura está marcada para às 13h30, da terça-feira, dia 7, com as boas-vindas dos articuladores do Arranjo, os professores Débora Sant’ Ana, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e Rodrigo Reis, da Universidade Federal do Paraná.
O NAPI Paraná Faz Ciência emerge de uma rede de pesquisadores que articula informações entre todas as Instituições de Ensino Superior (IES) do Paraná, propondo projetos voltados à promoção da cultura científica. Para que essa rede possa atingir seus objetivos e metas, as ações envolvem a participação de mais de mil pesquisadores, da sociedade, do setor produtivo e de órgãos governamentais diretamente envolvidos nesse processo.
“Basicamente, o NAPI atua na construção de uma rede de divulgação científica no Paraná. Para isso, organiza ações para a formação de recursos humanos, para fortalecer a produção acadêmica, desenvolvendo um referencial teórico que balize as pesquisas oriundas do Arranjo”, explica Débora Sant’ Ana.
O Workshop quer contribuir para sintetizar e registrar o impacto das ações desenvolvidas pelo NAPI Paraná Faz Ciência, que têm como foco a promoção da cultura científica e a aproximação do conhecimento produzido nas universidades da sociedade paranaense. O Arranjo conta com a colaboração de todas as Instituições Públicas de Ensino Superior (IES) do Paraná, e financiamento da Fundação Araucária, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
“Queremos registrar e debater sobre os resultados para que possamos mensurar o impacto que ocasionamos na divulgação científica, que se concretiza na implantação de redes, destacando os Clubes de Ciências e a Rede de Feiras de Ciências, que desenvolvemos em parceria com a Secretaria de Estado da Educação do Paraná”, comemora o professor Rodrigo Reis.sa articulação de ações itinerantes; da consolidação de projetos de comunicação, como a plataforma de jornalismo multimídia Conexão Ciência – C²; mostrar os destaques da pesquisa inédita sobre a Percepção Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação no Paraná,, além de outras ações que reforçam o compromisso do NAPI em qualificar o diálogo com a sociedade e subsidiar políticas públicas. ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do estado.
Haverá também espaço para falas sobre a Rede de Feiras; a Rede de Museus e de Quintas da Ciência; a itinerância do Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) e do Laboratório Móvel de Educação Científica da UFPR; e o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE).
A programação final do evento pode ser acessada aqui.
Quando: 7 de julho, das 13h30 às 18 horas
8 de julho, das 8h30 às 18 horas
Estudantes exploraram o potencial científico de hortas, laboratórios de ponta e a imersão tecnológica do Planetário no campus Cornélio Procópio

O clube Jardim da Ciência Pacheco, do Colégio Anita Aldete Pacheco, participou, no dia 10 de abril, de uma visita técnica à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). A atividade no campus de Cornélio Procópio foi organizada e conduzida pela professora responsável Michele Plantes, com o objetivo de proporcionar aos estudantes o contato direto com a infraestrutura universitária e de pesquisa.
De acordo com a docente, as saídas de campo são oportunidades essenciais para que os alunos vivenciem os conteúdos aprendidos em sala de aula. Durante a visita, o grupo conheceu a horta de PANCs (plantas alimentícias não convencionais), onde puderam analisar o potencial científico, as texturas e os aromas das espécies cultivadas.
A modernidade dos laboratórios também chamou a atenção dos jovens. “Achei interessante porque lá eles têm equipamentos muito modernos”, relatou o aluno Luis Otávio Camargo Prado. A experiência foi finalizada no Planetário da UENP, que conta com projeção 4K UHD e simuladores de Astronomia de última geração.
A professora Michele Plantes destacou o perfil crítico e dedicado dos membros do clube, que já demonstram interesse em áreas como veterinária, biologia e ciências do mar. “São alunos que lutam para conquistar suas metas. O conselho que dou para eles é nunca pararem de estudar e sempre se dedicarem para chegarem onde desejam. A ciência tem um leque enorme de opções e precisa de pesquisadores para ajudar no tratamento e prevenção de doenças ou fabricação de medicamentos. O estudo dos seres vivos, compreender a vida e suas formas, garantir a sustentabilidade e a sobrevivência do planeta”, explica.

Assim como o clube Jardim da Ciência Pacheco, todos os clubes de ciências e estudantes apaixonados por descobertas, estão mais que convidados para viver essa experiência. A UENP mantém as portas abertas para visitas técnicas e sessões no Planetário. Professores e diretores interessados podem agendar a atividade entrando em contato através do link https://tr.ee/9cebTFdiVI. Demais dúvidas podem ser tiradas pelo e-mail planetario.ccp@uenp.edu.br ou pelo telefone (43) 3520-1757.
Evento será durante a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, esse ano na Unioeste, em Cascavel

Os Clubes de Ciências vinculados à Rede Paraná Faz Ciência já podem manifestar interesse em participar da II Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O evento deste ano será realizado no dia 12 de novembro, durante a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, em Cascavel, no campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O prazo de envio do formulário que confirma o interesse em participar se encerra em 17/06/2026.
A manifestação de interesse por parte do Clube de Ciência tem um caráter consultivo e vai auxiliar a organização do Paraná Faz Ciência no planejamento da infraestrutura da II Mostra da Rede de Clubes, incluindo número de participantes, transporte, alimentação e demais aspectos logísticos do evento. No dia da Mostra, também serão oferecidos lanche e almoço aos participantes. Em breve, mais detalhes sobre a solicitação de transporte para o evento serão disponibilizados pela organização. Não está previsto auxílio para hospedagem, uma vez que os clubes terão a participação limitada a um único dia, devendo retornar aos seus municípios no mesmo dia, ao final da Mostra.
A Comissão Organizadora reforça o convite a todos os clubes vinculados à Rede Paraná Faz Ciência, considerando que sua participação é fundamental para o fortalecimento da troca de experiências, convivência e desenvolvimento da própria Rede de Clubes. O evento tem como objetivo fortalecer a cultura científica no Paraná, estimular os estudantes e dar visibilidade aos projetos desenvolvidos nos clubes de diferentes regiões do estado.
A Mostra de Clubes será um espaço para que clubistas e professores compartilhem as pesquisas, experiências e ações que vêm sendo realizadas em seus clubes. A expectativa é reunir clubes de diferentes municípios do Paraná, fortalecendo a rede de colaboração entre estudantes, professores e instituições comprometidas com a popularização da ciência.
O link direto para o formulário de interesse na II Mostra é
https://forms.gle/JD9REqVWNqEQ9ugbA .
Feira de Cursos da UFPR contou com a presença de diferentes projetos do Arranjo

O Parque Barigui, em Curitiba, ficou movimentado, do dia 11 a 14 de junho, com a realização da Feira de Cursos da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O ‘Universo UFPR’ levou milhares de estudantes ao pavilhão do Centro de Eventos Positivo.
O evento contou com a participação de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) como a Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e, ainda, projetos parceiros, dentre eles, o NAPI Paraná Faz Ciência.
O Arranjo esteve presente com diferentes iniciativas: a Rede de Museus de Ciência, representada pelo Museu Dinâmico Interdisciplinar da UEM (Mudi) e o Museu de Ciências Naturais da UFPR (MCN); o LabMóvel ZikaBus; e o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE).

Rodrigo Arantes Reis, articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, comentou que “a gente veio em peso… O NAPI Paraná Faz Ciência tem iniciativas da UFPR, da UEL, da UEM, de todas as universidades do estado. Aqui, nós temos, hoje, o Museu de Ciências Naturais, da UFPR, o Mudi, da UEM, o LabMóvel ZikaBus, temos o material do PICCE, as pesquisas e a pesquisa de percepção pública da ciência…”.
O MCN é um dos museus que integra a Rede de Museus de Ciência do Paraná, projeto do NAPI que já conta com mais de quinze museus de ciência do estado. O estande do MCN contou, ainda, com um espaço reservado ao PICCE, que levou os materiais e pesquisas produzidas pelo projeto.
“Esse é um grande espaço, a UFPR, um grande espaço de diálogo, da universidade se mostrar, dos projetos se mostrarem pra sociedade, pra poder fazer a atração desses jovens que estão definindo a sua carreira para poderem ingressar na universidade”, completa Reis.

O Mudi também integra a Rede Museus do NAPI e está categorizado como um dos dez museus mais visitados no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). No evento, esteve presente com o Mudi Itinerante, iniciativa que leva um pouco do acervo para diferentes espaços e regiões.
A coordenadora da itinerância do Mudi, Ana Paula Vidotti, explica que “enquanto espaço de divulgação científica e popularização do conhecimento, o Mudi já tem 40 anos de estrada, com esse objetivo, mas a partir do momento que a gente integrou uma Rede de Museus, tivemos a possibilidade de ter mais engajamento com eventos relacionados a outras regiões, não só do Paraná, como do Brasil”.
Segundo Ana, o Universo UFPR é um evento, majoritariamente, destinado à divulgação dos cursos da Universidade Federal do Paraná, “mas aqui também tem a demonstração das atividades, a popularização da ciência, feita pelo MCN, que faz parte da Rede também, pelo Mudi Itinerante… Então, a gente consegue estar nesse local, nesse espaço, trazendo o que a gente faz, não só na divulgação científica presencial, lá nos espaços do Museu, como com as outras atividades relacionadas”, completa a coordenadora.

O LabMóvel ZikaBus também levou a itinerância para perto do público. “Tem sido uma experiência bem bacana, porque os estudantes vem conhecer um pouco sobre divulgação científica e compreender como funciona uma universidade, porque além dos cursos tradicionais, também tem as atividades de extensão, como é o caso do nosso projeto, o ZikaBus”, explica Adamo Antonioni, um dos supervisores do projeto.
Adamo lembrou que a equipe realiza várias atividades, não só em eventos como o Universo UFPR, mas, esse é “um evento gigantesco e que tem um público bastante heterogêneo. E é muito importante para a gente poder fazer essa divulgação científica e falar dessa problemática, do Aedes aegypti, que é um vetor, um transmissor de várias doenças, não só da dengue…”, completa Adamo.

O evento foi um sucesso e levou milhares de estudantes para o parque Barigui ao longo de quatro dias de trocas, conhecimento e muita ciência.
Alunos do Colégio Estadual Alberto de Carvalho aprenderam a superar desafios técnicos e utilizar softwares de modelagem para o desenvolver projetos científicos

No dia 7 de abril, os alunos do Clube dos Quatro Elementos, do Colégio Estadual Alberto de Carvalho, em Prudentópolis, participaram de uma palestra sobre o funcionamento da impressora 3D. A atividade foi ministrada por Lucas Fedumenti Castro, graduando em Tecnologia da Informação e Sistemas para a Internet, na Unicesumar. Durante o encontro, os clubistas puderam tirar dúvidas e aprender na prática como operar o novo equipamento que o clube recebeu.
Durante a palestra, Lucas compartilhou com os alunos suas experiências com a impressora 3D, explicando o que é possível realizar com o auxílio da tecnologia. Para demonstrar isso na prática, ele levou uma impressão do personagem Vecna, da série Stranger Things, o que chamou a atenção dos estudantes e ajudou a ilustrar o potencial do equipamento. “Gostei muito da turma, já comprei a briga, falei pra professora que a gente vai estar à disposição, seja online ou presencial, para voltar aqui na escola. A ideia é que eles consigam utilizar a impressão 3D não só para desenvolver os trabalhos na escola, mas também para trazer um dinheirinho e levar esse clube cada vez mais longe”, afirmou Lucas.

Antes da palestra, os estudantes e a professora responsável, Mariel Guil Chociai, recepcionaram a nova orientadora do clube, a professora Cecília Hauresko. Ela atuará no clube, articulado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Ex-aluna do Colégio Estadual Alberto de Carvalho, Cecília demonstrou entusiasmo em retornar à instituição para contribuir com os projetos científicos. “Sou nova na Rede de Clubes, mas no ano passado participei de feiras científicas e fiquei muito feliz ao observar as oportunidades que as escolas públicas têm recebido. Na idade de vocês, a gente nem sabia o que significava ciência. Que bom que as coisas mudam para melhor”, afirmou.
O projeto de pesquisa, coordenado pela professora Mariel Guil Chociai, utiliza a impressora 3D como uma ferramenta importante para o desenvolvimento das atividades. Os clubistas estudam a morfometria de abelhas nativas e o reflorestamento, e a ideia é aplicar a tecnologia nesses estudos. “Claro que nós queremos começar fazendo as réplicas das nossas espécies de abelhas que nós estudamos, as nativas, como as jataís, mirim e a mandaçaia, para a gente usar quando formos nas feiras e nas mostras de ciência, para as pessoas olharem as estruturas físicas das abelhas em formato 3D”, explicou Mariel.

Além disso, o clube também desenvolve outros projetos, como a fabricação de vasinhos estilizados para suculentas, que ajudam a arrecadar verba para as viagens do grupo. A professora contou que, por ser um material novo, ela e os estudantes estavam enfrentando dificuldades no uso do equipamento, o que motivou o convite ao palestrante. “A maior dificuldade estava sendo na quebra do filamento, principalmente. Também o fato de que nenhum de nós tinha conhecimento nenhum sobre a impressora, nós nunca tivemos contato com ela”, relatou.
Para Lucas, o envolvimento dos jovens é o ponto central do projeto. “Os alunos aqui, apesar de jovens, estão muito para frente, são ideias muito avançadas. O pessoal aparentemente gosta de estar no clube, a gente viu alunos aqui que nem estão mais na escola e continuam vindo, e isso é muito importante para a juventude de hoje, que é o nosso futuro. Lá na frente a gente vai ter reflexo dessas crianças aqui”, comentou.
Mariel também reforça que a escolha da impressora partiu dos próprios estudantes, que participaram ativamente da pesquisa do modelo. “Fizemos uma pesquisa bem grande para sabermos qual era a melhor compra do modelo. Isso parte muito dos alunos, isso é bem importante para o protagonismo juvenil deles. Escolhemos um modelo que agora estamos sabendo que é muito bom. Então, a gente só precisa aprender a usar esses detalhes para se adaptar e saber usar ela corretamente”, explicou.
Ao fim da palestra, Lucas se ofereceu para continuar acompanhando o clube e auxiliando os alunos no desenvolvimento dos projetos. Para a professora Mariel, a disponibilidade do palestrante de forma espontânea é algo que faz diferença no processo de aprendizagem. “Eu acho que sempre quando a gente tem contato com uma pessoa que tem tanto conhecimento quanto o Lucas mostrou para a gente, e que fala de uma forma humilde para criança e para adolescente, vendo que isso vai ter um futuro e um benefício para a comunidade escolar, isso é muito gratificante”, compartilhou.
O clubista Vitor Alexandre Konitski (15) também destacou as dificuldades enfrentadas antes da atividade e o quanto a palestra contribuiu para o grupo. “A gente não tinha uma base do conhecimento dos softwares para baixar os modelos, criar, fatiar e exportar, e também sobre a configuração da máquina. A gente estava no seco, só na raça, não tinha experiência nenhuma com isso”, contou. Após a ajuda de Lucas, ele aponta avanços. “Conseguimos aprender um pouco mais sobre os softwares, como decidir o tamanho e a configuração da impressora em si. Ele deu umas dicas e também vai fazer o suporte para ajudar a gente nesse projeto”.
Acompanhe a evolução dos trabalhos com a impressora 3D, no perfil do clube no Instagram: @@clubedosquatroelementos e sobre a Rede de Clubes, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.