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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Projetos curitibanos articulam ciência, tecnologia e experiências do cotidiano escolar

Grupo de pessoas posando para foto em um espaço interno de evento. Ao fundo, há um painel branco com a palavra “CONTATO”, logotipo, endereço de site e um perfil de rede social. As pessoas estão organizadas em duas fileiras: uma em pé e outra agachada à frente. A maioria utiliza camisetas pretas com estampas coloridas relacionadas a ciência e crachás de identificação pendurados no pescoço. Algumas usam fones de ouvido. Há também pessoas com roupas casuais, como jaquetas e camisetas claras. Todas estão voltadas para a câmera, com expressões sorridentes ou neutras. O ambiente é bem iluminado, com estrutura de evento visível nas laterais.
Clube ‘Incríveis Pesquisadores Maker’ e articuladores do NAPI reunidos no evento (Foto / Marilaine Martins)

Projetos que surgem de questões do cotidiano escolar e do território dos estudantes da rede municipal de ensino de Curitiba ganharam espaço na Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação. Desenvolvidas em clubes de ciência da Rede Paraná Faz Ciência, as pesquisas apresentadas articulam investigação, tecnologia e vivências dentro e fora da escola.

A participação, no entanto, ainda é pontual: entre os 290 clubes que integram a Rede Paraná Faz Ciência, apenas dois estão vinculados à rede municipal de ensino, em Curitiba. A inserção ocorre por meio dos clubes ‘Cross Tech Science Portinari’ e ‘Incríveis Pesquisadores Maker’.

Três pessoas estão em um espaço interno de evento, próximas a um telão de apresentação. Duas estão à frente, utilizando crachás e fones de ouvido, e seguram microfone e papel, como em uma fala ao público. Uma terceira pessoa permanece logo atrás, também com crachá e fones. No telão, aparece um slide com informações do projeto, incluindo o nome do coordenador, lista de participantes e a indicação de que são estudantes do Ensino Fundamental. No canto inferior, há a identidade visual do Paraná Faz Ciência. O ambiente é amplo, com iluminação clara e estrutura de evento ao fundo.
Integrantes do clube ‘Cross Tech Science Portinari’ apresenta pesquisa durante a Semana Araucária, no Centro de Eventos do Sistema FIEP (Foto / Marilaine Martins)

No clube ‘Cross Tech Science Portinari’, da Escola Municipal CAIC Cândido Portinari, localizada na região da Cidade Industrial (CIC), os projetos desenvolvidos envolvem educação ambiental articulada ao uso de tecnologias. Com dez estudantes, o grupo passou recentemente por uma renovação, e a participação na Semana Araucária marcou o primeiro contato com um evento em que foi possível apresentar o trabalho desenvolvido pelo clube. Para o professor coordenador, Roni Zanatta, o momento também representa a possibilidade de ampliar o contato dos estudantes com outras iniciativas.

Para o professor, a participação evidencia a capacidade de produção científica em diferentes contextos educacionais. “A gente tem, mesmo nas regiões mais periféricas da cidade, condições de produzir ciência de alto nível, inclusive em uma escola de ensino fundamental”, afirma.

Além de apresentar os projetos, o evento marca o primeiro contato dos estudantes com um espaço de divulgação científica. “É a primeira vez que eles participam de um espaço como esse. Eles passam a conhecer não só a produção, mas também a divulgação dos dados”, explica Roni.

A imagem mostra três adolescentes em um palco durante um evento científico. Elas estão posicionadas lado a lado, voltadas para o público, próximas a um telão de apresentação. Todas utilizam fones de ouvido e crachás de identificação pendurados no pescoço. Duas delas seguram microfones, indicando que estão apresentando ou se preparando para falar. As três vestem roupas escuras, sendo que duas usam camisetas com a identidade visual do grupo “Os Incríveis Pesquisadores Maker”. A postura delas é atenta e concentrada, sugerindo um momento de apresentação formal do projeto.
Além da estrutura do clube, integrantes dos “Incríveis Pesquisadores Maker” explicaram o que motivou a principal pesquisa em andamento no clube (Foto / Marilaine Martins)

Já no clube ‘Incríveis Pesquisadores Maker’, da Escola Municipal CAIC Doutor Guilherme Braga Sobrinho, localizada na região do Sítio Cercado, a participação no evento também é compreendida como um momento de reconhecimento do trabalho desenvolvido na escola. A professora e coordenadora do clube, Doralice Lima, destaca o envolvimento dos estudantes na definição dos temas investigados.

“Os estudantes pesquisam temas que eles mesmos consideram importantes e, ao apresentar aqui, mostram o quanto são capazes e que podem ser protagonistas das próprias trajetórias”, afirma. Segundo a professora, a experiência reforça a relevância das práticas investigativas no contexto escolar. “É uma confirmação de que esse trabalho pode ser feito e que ele é imprescindível nas escolas”, completa.

A participação dos clubes da rede municipal em eventos como a Semana Araucária também se relaciona com a forma como a experiência do Clube de Ciência da Rede Paraná Faz Ciência vem sendo desenvolvida no contexto escolar.

Para Santina Bordini, professora que acompanha os clubes na Rede Municipal de Curitiba, a participação ativa dos estudantes amplia seu papel no processo de aprendizagem. “Eles deixam de ocupar apenas o lugar de quem recebe informações e passam a investigar, criar, testar, errar, revisar e apresentar soluções”, afirma. Nos clubes, esse processo inclui o erro como parte da construção do conhecimento. “Nem sempre a primeira ideia funciona, e isso é muito bom e contribui para sua formação como pessoa”, defende.

A professora ressalta que os projetos desenvolvidos tendem a partir de questões do cotidiano e das realidades dos estudantes. “Muitas vezes, as propostas nascem da escola, da comunidade, do território onde esses alunos vivem. Isso aproxima ciência e realidade e torna a aprendizagem mais significativa”.

Nesse contexto, a participação em eventos como a Semana Araucária amplia o alcance dessas produções e reforça seu reconhecimento social. “Quando os estudantes apresentam seus projetos em um evento dessa natureza, eles percebem que aquilo que produziram na escola tem valor social, merece ser visto, discutido e reconhecido”. A inserção em espaços como a Semana Araucária e a Feira de Ciência e Inovação (FECCI) também contribui para que esses trabalhos circulem em diferentes contextos de produção e socialização do conhecimento.

Ainda que em número reduzido dentro da rede, a presença dos clubes dentro de Escolas Municipais evidencia possibilidades de fortalecimento das práticas investigativas na educação básica e indica caminhos para a ampliação de experiências desse tipo no contexto escolar.Siga o perfil da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, no Instagram, @clubesparanafazciencia para saber o que acontece nos clubes da rede. E no site Paraná Faz Ciência estão mais matérias e registros das ações do NAPI Paraná Faz Ciência.

I Encontro de Promotores de Feiras de Feiras de Ciências do Paraná reuniu professores, pós-graduados e gestores escolares

Apresentação da professora Débora de Mello Sant’Ana, articuladora do NAPI PRFC (Imagem)

Especialistas em organização, estruturação pedagógica e promoção de feiras de ciências participaram nesta quarta-feira, 7 de maio, do I Encontro de Promotores de Feiras de Ciências do Paraná, promovido pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC). Com dezenas de participantes na sala online, através da plataforma Google Meet, o evento de extensão tem como objetivo fortalecer a cultura científica e a formação continuada de professores, gestores escolares e pesquisadores da Educação Básica. 

A finalidade é criar um espaço estratégico, mesmo que remoto, para a construção da ‘Rede de Feiras – Paraná Faz Ciência’, visando incentivar a iniciação científica na Educação Básica e a valorização da ciência produzida no Paraná. Durante dois dias, de forma síncrona, será possível a troca de experiências, o debate sobre critérios de avaliação, ética e qualidade científica.

Professores e promotores de feiras se reuniram para troca de experiências (Imagem)

A abertura do I Encontro ficou a cargo da articuladora do NAPI PRFC, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora de Mello Sant’Ana, com a palestra ‘Feiras de Ciências como Espaços de Transformação: da prática escolar à cultura científica’. 

Como articuladora do programa de divulgação e popularização da ciência, ela enfatizou a importância do evento, uma vez que as feiras de ciências são um ecossistema que contribui para a cultura científica. “Este encontro é um momento para que todos os professores que estão envolvidos com as feiras de ciências se conheçam e troquem experiências, fortalecendo a nossa Rede de Feiras Paraná Faz Ciência”, afirmou.

Na sequência foi feita uma ‘Roda de Relatos e Experiências’, visando compartilhar teoria e prática sobre a organização e gestão de Feiras de Ciências; planejamento e execução; envolvimento da comunidade escolar; desafios; e soluções práticas.

FECCI 2026 acontecerá no mesmo local do ano passado, no campus Curitiba Neoville da UTFPR (Foto NAPI PRFC)

Ainda neste contexto, o NAPI realizou no final de março e início de abril um curso de formação de feiras e mostras de ciências, que teve grande aceitação de participantes de todo o Brasil. Na oportunidade, foi lançado o Edital 001/2026 para afiliação de Feiras à FECCI 2026, que ocorrerá de 4 a 6 de novembro, em Curitiba, no Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no Campus Curitiba Neoville.

Alunos do Clube de Ciências Bagrinhos do Bento promoveram ações de conscientização no Dia Mundial da Água

Alunas apresentam experimento sobre qualidade da água, com uso de vidrarias e microscópio, diante de colegas em sala de aula com cartazes científicos ao fundo.
Alunas do Clube de Ciências Bagrinhos do Bento demonstram experimento sobre pH da água durante apresentação (Foto/Andreia Petruy)

Em celebração ao Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, alunos do Clube de Ciências Bagrinhos do Bento, de Paranaguá, promoveram uma série de apresentações educativas voltadas aos estudantes do 6º e 7º anos. O tema central foi o estudo do pH da água e as doenças relacionadas à sua contaminação.

A atividade, realizada no ambiente escolar, reuniu diversas turmas em momentos de aprendizado interativo. Durante as apresentações, os próprios alunos explicaram a importância do equilíbrio do pH da água para a saúde humana, além de alertarem sobre os riscos do consumo de água contaminada.

Professora Andreia Petruy apresenta conteúdo sobre qualidade da água para alunos sentados em cadeiras, em sala com cartazes científicos ao fundo.
Professora Andreia é a orientadora dos trabalhos apresentados pelo Clube de Ciências Bagrinhos do Bento, em Paranaguá (Foto/Andreia Petruy)

Por meio de experimentos práticos, como a observação em microscópio e demonstrações com diferentes substâncias,  os alunos puderam compreender conceitos científicos na prática. Painéis informativos e maquetes complementaram a experiência, tornando o conteúdo mais dinâmico e facilitando a aprendizagem.

Além das atividades experimentais, os clubistas também abordaram doenças transmitidas pela água imprópria para consumo, reforçando a relevância do saneamento básico e de hábitos de higiene no dia a dia.

Grupo de estudantes posa para foto em sala de aula, ao lado de professora Andreia Petruy, após a apresentação dos trabalhos.
Integrantes do Clube de Ciências Bagrinhos do Bento, responsáveis pelo projeto apresentado a alunos do ensino fundamental (Foto/Andreia Petruy)

A iniciativa teve como principal objetivo despertar a consciência ambiental e estimular o pensamento científico entre os estudantes, evidenciando a educação como ferramenta fundamental para a preservação dos recursos naturais.

O projeto também ganhou destaque fora da escola, sendo apresentado e premiado em duas importantes feiras científicas em 2025, a FECCI e a Feira do Litoral da UFPR

Alunos apresentam experimento científico para colegas sentados, utilizando materiais e painel explicativo sobre água.
Estudantes demonstram experimentos sobre qualidade da água durante ação educativa no Dia Mundial da Água (Foto/Andreia Petruy)

Orientados pela professora Andreia Petruy, os alunos seguem desenvolvendo pesquisas na área, com foco na conscientização de que preservar a água é cuidar do planeta e garantir qualidade de vida para as futuras gerações.

Para saber mais sobre sobre os Clubes de Ciências, siga pelo Instagram o perfil da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Com foco em botânica e astronomia indígena, estudantes do Turvo levam seus saberes até a capital federal

Quatro homens jovens estão lado a lado, posando para uma foto em um espaço moderno com plantas ao redor. Eles usam camisetas claras iguais, com crachás pendurados no pescoço, indicando participação em um evento. Dois deles estão com mochilas. O homem à direita estende o braço, como se estivesse tirando uma selfie ou convidando alguém para a foto. Ao fundo, há um ambiente com cobertura, paredes de vidro e bastante vegetação, sugerindo um local de evento ou instituição.
Alunos e o professor do clube Luan Felipe de Lima no Encontro Nacional Mais Ciência na Escola, em Brasília (Foto/Arquivo Pessoal)

Entre os dias 24 e 26 de março, foi realizado em Brasília o Encontro Nacional Mais Ciência na Escola, que reuniu quatro clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker, além de pesquisadores, educadores e autoridades de todo o Brasil. Um dos quatro clubes makers selecionados foi o Pỹn fĪfĪ, que em português significa cobra-coral, do Colégio Indígena Cacique Otávio dos Santos, localizado na Terra Indígena Marrecas, no município de Turvo.

Articulado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), o clube levou à capital federal dois de seus clubistas, Adair Kãvigmc Luiz e Wesley Krynhkryj Mathias, o professor responsável pelo clube de ciências do colégio, Luan Felipe de Lima, e o professor Claudinei Pranch, representante da liderança indígena. O clube indígena tem como suas principais linhas de pesquisa os ciclos reprodutivos da Araucaria angustifolia, plantas medicinais tradicionais e astronomia Kaingang.

A seleção para o encontro nacional se deu por meio de um vídeo gravado pelos estudantes, detalhando a organização, os aprendizados e os desafios do grupo em um clube de ciências Maker. Entre os destaques do vídeo, foi apresentado o estudo sobre os ciclos da Araucaria angustifolia, que investiga a relação entre a exploração humana e o desenvolvimento dos estróbilos (pinhões), em uma espécie de árvore que é vital para a economia e cultura local. 

Outra linha de pesquisa apresentada pelo clube foi a análise sobre plantas medicinais, sugerida pela aluna Elizângela (Kamurã), de modo a preservar o conhecimento tradicional Kaingang sobre essas plantas e seus usos pelo grupo, garantindo que sua cultura siga viva e adaptável. Recentemente, por iniciativa da aluna Jennifer Mendes, o grupo também passou a registrar a astronomia Kaingang, resgatando saberes ancestrais sobre os ciclos das estações do ano e fenômenos celestes observados a partir da Terra Indígena de Marrecas.

De acordo com o professor Luan Felipe, o diferencial para a escolha do grupo foi a identidade e a maturidade do projeto. “Acredito que o que mais pesou foi o fato de sermos um colégio indígena com um clube funcional e diversas linhas de pesquisa que já haviam sido apresentadas em outros eventos. Isso casava perfeitamente com a proposta do encontro em Brasília”, destacou o responsável pelo projeto no colégio.

Os quatro clubes Makers da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker que participaram do primeiro Encontro Nacional Mais Ciência na Escola, em Brasília (Foto/Arquivo pessoal)

Durante a programação em Brasília, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Pỹn fĪfĪ participou de diversas atividades que incluíram a transmissão de vídeos institucionais e uma mesa temática sobre políticas públicas de Educação, Ciência e Tecnologia. O evento também promoveu debates entre alunos, professores e coordenadores sobre os desafios da ciência na escola, em encontros com grupos simultâneos. Entre as autoridades presentes, estavam o Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Inácio Arruda, e a Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do Ministério, Juana Nunes.

Para o professor Luan Felipe, o encontro em Brasília serviu principalmente para ouvir os desafios e os acertos de cada estado na prática. Ele destaca que o evento não foi uma feira de ciências comum, mas um espaço para discutir como os projetos estão funcionando de verdade nas escolas. “O que mais chamou atenção foram relatos de colegas de outros estados com dificuldades de tempo para o bom funcionamento do projeto. Há lugares onde se mudou o conceito de aula eletiva, transformando-as em reforço de Português e Matemática e querendo deixar o clube de ciências apenas para o contraturno”, alertou o professor.

Luan também pontuou as barreiras físicas que muitos educadores enfrentam pelo Brasil. “Existem lugares onde o aumento da carga horária não veio acompanhado de investimentos nas escolas, o que torna impossível dar continuidade real ao programa. Pode ser que, quando algumas escolas finalmente tiverem espaço para montar um laboratório, os equipamentos já estejam estragados pelo tempo, dificultando o trabalho”, concluiu.

Os alunos dos clubes makers ganharam jalecos como um incentivo para continuarem no mundo da ciência (Foto/Arquivo Pessoal)

Para os clubistas Adair e Wesley, que representaram o Turvo no Distrito Federal, a experiência foi transformadora. Além de conhecerem a capital do país, o ponto alto da viagem foi a visita ao Laboratório Maker do SESI, onde puderam ter contato com tecnologias de ponta. “O que mais nos marcou foi ver como funciona um laboratório de inovação. Vimos, por exemplo, como se faz uma animação profissional, usando um software com uma câmera que permitia ver a ‘sombra’ da imagem anterior para criar o movimento quadro a quadro”, relatou Adair, fascinado com as possibilidades da técnica de animação.

O professor Luan Felipe acredita que a viagem trouxe benefícios imensuráveis tanto para os alunos, quanto para o futuro do Pỹn fĪfĪ. Ele destaca que, embora apenas cerca de 2% dos clubes de ciências nacionais sejam dedicados a escolas indígenas, a troca de experiências em Brasília foi fundamental. “Certamente a experiência foi extremamente positiva. É ótimo ver a troca de perspectivas, conhecer outras realidades e compartilhar dificuldades e sucessos. Meus alunos são bem tímidos e não possuem o português como primeira língua, então essas interações são ótimas para desenvolver a socialização e a valorização do que possuem de diferente”, avaliou o professor.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

O evento reuniu educadores e estudantes para debater cultura científica e resultados dos laboratórios makers em escolas públicas

Uma foto em close de três pessoas sorrindo e posando para a câmera em frente a um painel branco de eventos. No centro está o professor Pedro Paulo, um homem de pele morena, careca e de barba, usando óculos de sol pendurados na gola de uma camiseta verde-clara do evento. Ele segura uma sacola de tecido ecobag branca. À sua esquerda está o aluno Rafael Costa, um jovem mais alto usando óculos de grau, camiseta verde do evento e calça escura, também segurando uma ecobag e uma mochila preta. À direita do professor está o aluno Victor Gabriel, o mais jovem da dupla, com cabelos escuros e camiseta verde, segurando sua ecobag branca. As três sacolas têm o logo colorido "Mais Ciência na Escola" impresso. O painel atrás deles é branco com logos de parceiros (CNPq, Governo Federal) e o texto "Encontro Nacional Mais Ciência na Escola - Brasília, Março de 2026". O chão é de piso claro e a iluminação é de spots de luz de um centro de convenções.
Equipe do Clube Maker Margarida Consciente no Encontro Nacional (Foto/Isabella Abrão)

Nos dias 24 a 26 de março, o Clube Maker Margarida Consciente, vinculado à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), vivenciou um marco em sua trajetória ao participar do Encontro Nacional Mais Ciência na Escola 2026, em Brasília. O clube faz parte do Colégio Estadual do Campo Margarida F. Gonçalves, no distrito do Campinho, em Ibaiti. Sob a orientação do professor Pedro Paulo de Brito, os alunos Rafael Silva Costa (14) e Victor Gabriel (12) puderam mostrar tudo que construíram em sala de aula. Além do conhecimento técnico, a oportunidade de conhecer novos lugares encantou os jovens, que se impressionaram com a grandiosidade da capital federal. Para Victor Gabriel, o integrante mais jovem da dupla, estar ali foi uma honra. “Uma cidade muito boa, com muitos lugares turísticos, como a Torre de TV Digital, a Catedral Metropolitana, o Centro de Cultura, em geral gostei demais. Me senti muito honrado por poder ter essa experiência”, afirma Victor.

Para os alunos que decidem “se jogar” no aprendizado científico, os clubes de ciências abrem portas que vão muito além do turismo. O maior impacto veio da troca de vivências. Rafael reforça esse sentimento: “o que marcou mesmo foi ver que a ciência une pessoas de lugares tão diferentes e que temos muito potencial para evoluir, teve muito aprendizado, animação na medida certa e conhecimento de sobra. Por fim, o que eu posso dizer de todo aquele evento é que valeu cada segundo”.

Esses espaços de inovação são uma iniciativa do NAPI Paraná Faz Ciência, por meio da da Fundação Araucária e com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o Cnpq, via edital de fomento aos clubes de tipo Maker. Conforme esse edital, esse tipo de clube desenvolve ações com foco em STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, em inglês). 

Os clubes Makers tem enfoque para inovação, robótica e projetos práticos, que visam o desenvolvimento do raciocínio lógico, criatividade e autonomia dos alunos do ensino Fundamental e Médio. Aos participantes é proporcionado não apenas um aprendizado especializado e direcionado, mas experiências únicas e idealizadoras, as quais dão acesso aos alunos a realidades e experiências antes inimagináveis. 

Os clubes da região Norte do Paraná estão sob orientação do coordenador Professor Lucken Lucas Bueno, da UENP campus Cornélio Procópio. A equipe conta com apoio de mais dois professores doutores, três Bolsistas Técnicos de Nível Superior (BTNS) em Pedagogia, um técnico financeiro e uma técnica da área de comunicação, todos vinculados ao NAPI Paraná Faz Ciência e responsáveis por fornecer todo suporte para os professores e clubes contemplados da região. Um trabalho articulado entre o meio acadêmico e as escolas públicas do estado que busca promover experiências enriquecedoras e contribuir para a concretização de projetos e aspirações de alunos e professores vinculados à Rede Paraná Faz Ciência.

Siga o perfil no Instagram do colégio @col.margarida para saber mais sobre suas atividades. E sobre a Rede de Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

De acordo com edital, evento será realizado entre 6 e 7 de maio; inscrições já estão abertas

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência (PRFC) promove em maio, entre os dias 6 e 7, o I Encontro de Promotores de Feiras de Ciências do Paraná, com o objetivo de fortalecer a cultura científica e a formação continuada de professores, gestores escolares e pesquisadores da Educação Básica. O evento será realizado pela plataforma Google Meet e acontecerá das 17 às 20 horas, de forma síncrona.   

O Edital 002/2026 já está publicado no site da Feira de Cultura e Ciência (FECCI) e as inscrições podem ser feitas somente pela internet, no formulário online que já está disponível. No site há também um modelo para resumo das atividades realizadas em feiras e mostras de ciências.

Para a pós-doutora e bolsista do NAPI PRFC, Dayanne Cajueiro, o objetivo do encontro é evidenciar o papel da articulação entre professores, gestores, pesquisadores e estudantes na organização e realização de feiras e mostras de ciências. 

“É interessante destacar que o Primeiro Encontro será um espaço estratégico para a construção da ‘Rede de Feiras – Paraná Faz Ciência’, visando incentivar a iniciação científica na Educação Básica”, explica. Para ela, o evento visa permitir “a troca de experiências exitosas, o debate sobre critérios de avaliação, ética e qualidade científica”.

A reunião toma como referência diretrizes e experiências consolidadas na área de Educação em Ciências e Matemáticas e no que se refere à organização acadêmica, critérios de participação e valorização da pesquisa Científica.

Curso de Formação de Feiras de Ciências reuniu mais de 90 participantes, simultâneos, em salas do Google Meet (Imagem)

No contexto, o NAPI realizou no final de março e início de abril um curso de formação de feiras e mostras de ciências, que teve grande aceitação de participantes de todo o Brasil. Na oportunidade, foi lançado o Edital 001/2026 para afiliação de Feiras à FECCI 2026

Serviço:

I ENCONTRO DE PROMOTORES DE FEIRAS DE CIÊNCIAS DO PARANÁ

Data – 6 (quarta-feira) e 7 (quinta-feira) de maio de 2026 

Horário – Das 17 às 20 horas, via Google Meet

Inscrições – A partir de 13 de abril 

 Edital 002/2026 – site da FECCI

Realização – NAPI Paraná Faz Ciência

Organizadores anunciam para início de maio o primeiro encontro de Promotores de Feiras de Ciências

Os apresentadores da segunda parte da aula, Ana Paula Vidotti e Adriano Machado (Imagem)

O quarto e último encontro da formação em feiras científicas organizado pelo NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC) trouxe duas apresentações sobre temas relevantes para o processo formativo que culmina com as feiras de ciências. Na ocasião, houve o anúncio da organização do I Encontro de Promotores de Feiras de Ciências do Paraná, nos dias 06 e 07 de maio. O evento será destinado a ouvintes interessados no tema e também a promotores que queiram apresentar seus relatos e experiências.

A primeira parte da aula foi iniciada com a fala da professora Mariana Andrade, docente do Departamento de Biologia Geral na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Doutora em Educação para a Ciência, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), além de integrante do NAPI como coordenadora da Rede de Clubes Maker.

“Mesmo que existam códigos de conduta diferentes, seja qual for o lugar que vamos, algumas práticas precisam ser sempre respeitadas. Do contrário pode haver um relativismo moral, que significa agir seguindo uma regra dada, ainda que seja absurda”, explica a docente. Mariana reforçou que fazer ciência, como uma atividade humana, vem acompanhado de conceitos e julgamento de valores, e que o papel do professor passa também por orientar o estudante sobre como se comportar e o que considerar nas escolhas e decisões que tomam em suas pesquisas.

Para completar a relação com a comunicação científica, a pesquisadora apresentou o ciclo de premissas que inclui trabalhar com vertentes conceitual, atitudinal e procedimental. Essas três premissas existem concomitantemente durante o processo científico, desde a escolha de temas, no contato com entrevistados ou contextos sociais até o desenvolvimento e apresentação dos resultados à sociedade. “Durante todas as fases, não é só nos conceitos que os estudantes devem se balizar, mas também pelas atitudes e procedimentos éticos. Eles precisam entender que suas ações podem impactar sua vida e a de outras pessoas envolvidas”, reforça.

Apresentação de conceitos pela professora e pesquisadora Mariana Andrade, especialista em Educação para a Ciência (Imagem)

É a partir dessa vivência, em fases, que o aluno vai construir um entendimento sobre ética. E quando estiver se preparando para uma feira de ciências, terá ferramentas para lidar com as regras impostas por esses eventos, segundo Mariana. “Eles precisam ser ensinados, orientados antes das feiras para saber como se portar e como lidar com as exigências de cada situação dessas. É preciso saber dos limites e regramentos antes desses eventos, já que não se pode esperar que uma breve aula de conceitos dê conta. É preciso construir um processo de vivência sobre a ética”, define Andrade.

Conceitos apresentados para o tema ética, comunicação científica e protagonismo estudantil (Imagem)

Enquanto professores, a docente reforça que o “nosso papel é mostrar aos alunos sobre honestidade, ter responsabilidade e como serem solidários uns com os outros. É falar em atitude responsável e consciente”, conclui Mariana.

Orientação e avaliação de trabalhos científicos

Na segunda parte da aula, a abordagem foi voltada ao processo de avaliação dos trabalhos científicos durante as feiras de ciências. Apresentaram aspectos de suas vivências práticas em anos como avaliadores em eventos científicos a docente Ana Paula Vidotti, diretora do centro de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o mestre Adriano Machado, ligado à Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná (Unicentro), com vivência em Clubes de Ciência e execução de feiras científicas.

A apresentação ressaltou a importância das diferenças entre mostras e feiras. As Mostras são tradicionalmente menores, com aspectos locais e não competitivos. As Feiras são organizadas com mais rigor, processo de seleção de trabalhos participantes e incluem competições para classificar os trabalhos ao final do evento. 

“É importante apresentar a competição como algo positivo, como algo que vai fazer o trabalho evoluir para próximas feiras e que, nesse processo, os alunos vão viver trocas de experiências com outros trabalhos e colegas, além da recompensa no final, que pode ser prêmios físicos, ou viagens científicas ou a entrada em outras feiras, como a FECCI acaba de lançar”, explica a professora Ana Paula.

Vale destacar que durante todo o mês de abril, as escolas da Educação Básica e Técnica do Brasil, públicas e privadas, poderão fazer parte da Rede de Feiras Afiliadas à Feira de Cultura Científica (FECCI) do NAPI PRFC. O Edital 001/FECCI-2026 vigente estabelece normas, critérios e prazos para o credenciamento de feiras de ciências e mostras científicas escolares, municipais, regionais e estaduais, à FECCI, possibilitando a essas instituições a indicação de projetos científicos para avaliação e eventual participação na FECCI 2026.

Nas apresentações foi mostrado ainda que o tema avaliação de trabalhos passa também por entender como o aluno pesquisou, pensou o trabalho e o desenvolveu, para além de uma simples nota numérica. Quem vai avaliar projetos de uma feira, mostraram os apresentadores, deve se basear em um conjunto de critérios e métodos para avaliar a qualidade, relevância e execução dos trabalhos.

Material apresentado contemplando objetivos de uma avaliação de trabalho científico (Imagem)

A função das avaliações é primar pela valorização do processo desenvolvido pelo estudante, ressaltou o especialista Machado, levando em conta o aprendizado, servindo de uma retroalimentação do processo científico e com isso estimular novas investigações. “Tudo isso dá aos alunos a oportunidade de serem melhores investigadores e mais autônomos”, indica o professor. 

Outra conclusão importante trazida das experiências dos palestrantes em Feiras é a importância de afastar a cultura de punições, com retirada de notas de trabalhos. “O foco é contribuir para a formação do estudante, não prejudicá-lo e fazer com que se sinta incapaz”, segundo alertou Ana Paula. E disse mais: “Sabemos que o processo avaliativo pode ter falhas, já que é feito por humanos e cada pessoa tem seu jeito de avaliar as situações. Por isso a importância de critérios e procedimentos bem definidos também para avaliadores, desde o início do processo da Feira”, pondera a avaliadora. 

As Feiras estão crescendo e o aspecto do controle e organização das avaliações em formato digital foi ressaltado na apresentação. “Em feiras como a FECCI (2025), foram 100 avaliadores circulando pelo evento e conversando com os alunos. Para que nenhuma informação se perca e o processo de apuração seja agilizado, contar com formulários eletrônicos e planilhas foi essencial para esse sucesso”, conta Ana Paula. 

Para a professora da UEM, “os avaliadores já começam o processo fazendo o check-in eletronicamente e, assim, sabemos quem já começou a avaliar, quem ainda falta, quantos finalizaram, o que traz mais segurança e assegura justiça ao processo”, defende a docente.

Por fim, o fechamento de um processo de avaliação de Feira científica deve contemplar ainda uma organização das notas em forma de cerimônia para que se reconheça o trabalho realizado, seja com classificação competitiva, seja com menção honrosa a temas que se destacaram. “A importância está em dar visibilidade e homenagear, perante os presentes, quem ajudou, se empenhou, e que tudo isso represente um momento de celebração da divulgação da ciência”, conclui o avaliador Machado.

Estudantes de Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais apresentaram soluções sustentáveis e análises sociais em evento científico em Curitiba

Fotografia em ambiente interno, em um espaço de eventos. No centro, um grupo de cerca de oito estudantes e uma professora está sobre um pequeno palco, posando para uma foto. Eles usam roupas casuais e uniformes escuros, e estão lado a lado, alguns sorrindo. Ao fundo, há um grande painel preto com um símbolo verde estilizado e a palavra “Semana Araucária”, indicando o nome do evento. Na frente do palco, várias pessoas estão sentadas em cadeiras, de costas para a câmera, assistindo à apresentação. Algumas usam fones de ouvido, sugerindo tradução simultânea ou acessibilidade sonora. O ambiente é bem iluminado, com paredes claras e um mezanino ao fundo. A cena transmite um momento de apresentação ou participação em evento educacional ou científico.
Liga Científica na Semana Araucária (Foto/Giovane de Lima)

Entre os dias 10 e 12 de março de 2026, o Campus da Indústria, da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), tornou-se o epicentro da inovação paranaense durante a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Com o tema “Recursos públicos transformados em conhecimento e desenvolvimento”, o evento buscou demonstrar como a ciência impacta o cotidiano da população. No último dia da programação (12/03) em Curitiba, a Rede Paraná Faz Ciência levou dez de seus mais de 250 clubes para compartilhar suas vivências investigativas, com destaque para os clubes Liga Científica e o Mentes em Ação, ambos vinculados à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Sustentabilidade em Fazenda Rio Grande

O clube Liga Científica, do Colégio Estadual Lucy Requião de Melo e Silva, em Fazenda Rio Grande, apresentou os frutos de sua horta escolar agroecológica. Sob a coordenação da professora Suelen Santos Rego, os estudantes demonstraram como transformam o ambiente escolar em um laboratório vivo.

O foco da apresentação foi a eficácia do adubo orgânico produzido via compostagem na própria escola. A pesquisa, que comprovou um crescimento superior das hortaliças, já colhe reconhecimentos externos: o projeto conquistou o 2º lugar na categoria Empreendedorismo Jovem na FECCI 2025. “Nosso objetivo é criar soluções voltadas para a preservação e levar essa mentalidade científica para feiras e eventos”, destacam os membros do clube.

Ciência Social e Mediação Escolar

Já o clube Mentes em Ação, do Colégio Estadual Herbert de Souza, em São José dos Pinhais, levou ao evento uma investigação científica sobre um tema urgente e global: o fenômeno do bullying. Sob a coordenação da professora Pauline Henrique Fernandes, o clube desenvolveu o projeto “Bullying: uma análise na escola”, que se destaca pelo rigor metodológico na compreensão das dinâmicas de convivência escolar.

O trabalho dos clubistas serve de modelo para outras instituições, pois foca na criação de estratégias de acolhimento frente a esses casos. O planejamento do grupo inclui a formação de estudantes mediadores e a construção de um Programa de Prevenção inspirado no Método Olweus, referência internacional na redução de conflitos através de redes de apoio social e escuta ativa.

Diálogo entre Escola e Universidade

A professora Neusa Nogas Tocha, representante da UTFPR, acompanhou de perto as apresentações e ressaltou como essa integração fortalece a educação. “Ver esses jovens na Semana Araucária é o resultado do trabalho em conjunto da comunidade escolar e universidade. Essa rede de apoio permite que o conhecimento circule e que os estudantes se sintam seguros para investigar temas complexos e compartilhar em eventos como este. É uma demonstração clara de como a colaboração está mudando a educação no Paraná”, defende.

A participação desses clubes na Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) reafirma que a ciência paranaense começa cedo, dentro das salas de aula ou de locais como as hortas escolares, transformando a realidade dos estudantes e de suas comunidades para melhor.

Terceiro eixo do curso de formação em feiras de ciências tratou da organização, gestão, acessibilidade e sustentabilidade; Educação científica também entrou na pauta

“As feiras de ciências não são uma atividade ou um evento pontual, mas um processo de professor”, afirma Felipe de Azevedo, especialista e profundo conhecedor sobre o universo das feiras de ciências. Atuando em Mossoró, no Rio Grande do Norte, o professor acredita que as feiras de ciências são muito mais que uma exposição de trabalhos escolares. Elas se transformam numa oportunidade única para o desenvolvimento dos estudantes, estimulando o pensamento científico, a criatividade e a colaboração.

Convidado pela equipe do NAPI Paraná Faz Ciência, Azevedo compartilhou sua vivência na organização e gestão com os quase 100 participantes do curso de formação de feiras de ciências. Antes de qualquer coisa, é preciso fazer um planejamento inicial detalhado, passando pela definição do objetivo da feira, dimensionando o local e tamanho do evento e mobilizando a equipe pedagógica e quem vai trabalhar. “Todas essas questões precisam estar muito claras desde as primeira etapas da organização, inclusive a disponibilidade de recursos”, alertou o professor.

Azevedo enfatizou ainda que a escolha do espaço físico e da infraestrutura vai influenciar diretamente a experiência dos visitantes e expositores. “Questões como sinalização dos projetos, segurança e acessibilidade precisam entrar no planejamento para garantir o fluxo,  conforto e visibilidade”, disse em sua apresentação.

Professor Felipe de Azevedo, de Mossoró, Rio Grande do Norte (Imagem)

No quesito sustentabilidade, é importante tomar decisões conscientes em relação ao consumo de recursos. “Seja na própria condução do projeto, na utilização das maquetes e produtos, o aluno tem que pensar em práticas responsáveis, inclusive na comunicação. Em vez de um banner, seria interessante usar uma cartolina, uma vez que os projetos podem mudar e avançar em resultados. Um banner seria descartado”, estimulou. 

O professor destacou que o mais importante deste processo é, no fim, criar um ecossistema de feiras em que o aluno amplie o aprendizado e se sinta estimulado a participar de eventos científicos da escola, do município, do estado, do Brasil e até internacional. “Desde 2011 nós implantamos esse ecossistema aqui (no Rio Grande do Norte), onde o estudante está desde já pensando em participar no próximo ano”, enfatizou.

Letramento científico

Na sequência, as professoras doutoras Dayanne Cajueiro e Michelle Mendes, bolsistas do NAPI Paraná Faz Ciência, compartilharam com os participantes do curso de formação em feiras de ciências os conceitos que permeiam a Educação científica, alfabetização científica e iniciação científica escolar. 

O conceito de letramento científico propõe oferecer aos alunos a diversidade de conhecimentos produzidos ao longo da história, aproximando os principais processos, práticas e procedimentos da investigação científica. “Os professores precisam compreender os conceitos, mas sabemos que sempre surge uma insegurança de como aplicar esta e outras epistemologias”, disse Dayanne. 

Para ela, na prática, a metodologia científica surge do contexto em que o aluno vive, ao observar a sua realidade e, a partir do seu conhecimento, investigar os fenômenos naturais através dos olhos da ciência.

Dayanne Cajueiro, do NAPI Paraná Faz Ciência (Imagem)

Já Michelle Mendes, que acabou de defender sua tese de doutorado sobre feiras de ciências, além de ter mestrado na área, trouxe uma nova perspectiva para a discussão: como fazer o estudante aprender a aprender. 

“Como a gente pode fazer algo diferente no contexto da escola, que já é tão difícil? Tendo o professor como figura central neste processo, é preciso estimular o aluno a observar e questionar o mundo que o cerca”, explica Michele. 

Portanto, o professor tem que estar preparado para ser a ‘ponte’ entre aluno e a ciência, através de quatro etapas: tempestade de ideias, analisar as perguntas, formular uma pergunta passível de resolução e metodologia científica. Segundo Michele, o professor Felipe de Azevedo dispõe de um vasto material sobre a execução destas quatro etapas.

Michelle Mendes, do NAPI Paraná Faz Ciência (Imagem)

Equipe apresentou projetos dos clubes makers e compartilhou experiências com outras regiões no evento de Brasília

A imagem mostra um auditório lotado durante o Encontro Nacional + Ciência na Escola. As pessoas estão sentadas assistindo a uma apresentação no palco. No palco, há um telão grande com o nome do evento e várias autoridades sentadas, enquanto uma pessoa fala ao púlpito. O ambiente é amplo, bem iluminado e organizado, com foco na programação oficial do evento. A imagem representa um momento formal, provavelmente a abertura ou uma palestra importante.
O Encontro Nacional contou com representantes do Brasil inteiro (Foto/Isabella Abrão)

O futuro da ciência começa na sala de aula. Isso ficou mais do que provado no 1º Encontro Nacional do programa Mais Ciência na Escola, realizado em Brasília, entre os dias 23 e 26 de março. A Rede de Clubes Maker do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência (PRFC) também esteve presente no evento e reforçou o papel da cultura maker na formação de estudantes protagonistas.

Com laboratórios e atividades voltadas para o “mão na massa”, o Mais Ciência na Escola incentiva ideias, soluções e aprendizados de forma ativa. Por meio disso, promove o letramento digital, a experimentação científica e a inovação na Educação Básica. Tudo para trazer ciência e tecnologia na prática, focando na metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).

O Encontro Nacional teve como objetivo debater sobre a popularização da ciência e os resultados dos laboratórios makers no Brasil. A programação contou com palestras, mesas temáticas, vídeos institucionais e atividades em grupos, proporcionando a integração entre professores, alunos, coordenadores e pesquisadores. Foi um momento muito importante para a troca de experiências entre todos os projetos do país.

Autoridades e representantes governamentais também compartilharam com o público o cenário brasileiro. A Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, destacou a necessidade de práticas pedagógicas democratizadas, que tenham essa pegada mais prática. “Estamos falando de inovação concreta na Educação Básica brasileira. Um programa que aproxima a ciência da realidade dos estudantes, que valoriza o aprender fazendo, a experimentação, a curiosidade e a criatividade”, enfatiza.

Nesta imagem, vemos um momento formal do Encontro Nacional + Ciência na Escola acontecendo em um auditório. No centro, uma mulher está no púlpito, segurando um microfone e fazendo um gesto com a mão, como se estivesse explicando ou destacando um ponto importante. Ao fundo, há um grande telão com o nome do evento “+ Ciência na Escola” e logotipos de instituições como ministérios e órgãos de ciência e tecnologia. À esquerda do palco, outras pessoas estão sentadas em cadeiras, acompanhando a fala. Na frente, aparece parte do público, que assiste atentamente à apresentação.
Ministra Luciana Santos em palestra no Encontro Nacional (Foto/Isabella Abrão)

Em entrevista para o NAPI PRFC, a Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, colocou em pauta a importância de fazer política pública com escuta. “A gente quer saber a experiência real de quem vive o programa no chão da escola e esse encontro é para isso. A gente está muito feliz em receber mais de 1600 pessoas aqui […] todo mundo junto, para fortalecer essa experiência tão rica que é criar clube de ciência, montar um laboratório e, principalmente, proporcionar aos estudantes da escola pública brasileira uma educação científica de qualidade”, defende.

Também procurado pela equipe, o Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, ressaltou que a primeira grande parceria do Programa Nacional de Popularização da Ciência (POP Ciência) foi com o Paraná. “Nós queremos cada vez incentivar mais a produção científica e a educação científica a partir do Ensino Fundamental, do Ensino Médio […] porque é fomentando a ciência que você cria as condições para produzir tudo aquilo que nós precisamos para o Brasil”, encoraja.

A imagem mostra um grupo grande de estudantes e alguns adultos reunidos para uma foto em um espaço interno. Quase todos usam camisetas verdes do projeto Ciência na Escola e crachás de identificação, indicando participação em um evento. Muitos estão sorrindo e alguns seguram sacolas, provavelmente brindes do encontro. Ao fundo, há uma estrutura com escadas e um painel iluminado com logotipos institucionais. A imagem transmite união, participação e orgulho da equipe. Há ainda a presença de duas autoridades no meio da foto: Juana Nunes e Inácio Arruda.
Equipe NAPI PRFC Maker na companhia do Secretário Inácio Arruda e da Diretora Juana Nunes (Foto/Isabella Abrão)

Rede de Clubes Maker

Quatro clubes paranaenses ficaram responsáveis por representar o estado e a vertente maker do NAPI – Paraná Faz Ciência no evento. Alunos e professores mostraram um pouco do trabalho desenvolvido no projeto, que tem transformado o pensamento crítico dos estudantes, despertado a curiosidade para o mundo da ciência e contribuído com a produção de conhecimento no Brasil.

As equipes participantes são do Colégio Estadual do Campo Professora Margarida Franklin Gonçalves (clube Margarida Consciente), em Ibaiti; Colégio Estadual do Campo Professora Godomá Bevilacqua de Oliveira (clube Circuito Criativo), de Apucarana; Colégio Estadual Indígena Cacique Otavio dos Santos (clube Pỹn fīfī), na Terra Indígena Marrecas, em Turvo; e Colégio Estadual do Jardim San Rafael (clube San Rafa Makers), em Ibiporã.

Inclusive, uma das alunas do clube Circuito Criativo foi escolhida para apresentar a síntese de uma discussão em grupo, durante o encerramento do evento. A atividade separou professores, estudantes e coordenadores estaduais no dia anterior ao relato, estimulando o diálogo entre pessoas de diferentes regiões.

A imagem mostra um palco de evento, em um espaço grande e fechado, com iluminação voltada para a apresentação. No centro, uma jovem está em pé atrás de um púlpito transparente, segurando um microfone e lendo algo, possivelmente um discurso ou apresentação. Ela veste roupas claras e parece concentrada no que está dizendo. À esquerda do palco, há um grupo de cerca de oito pessoas, jovens e adultos, alinhados lado a lado, todos usando crachás pendurados no pescoço, sugerindo que participam do evento como equipe, palestrantes ou competidores.
Paula Fernanda (15 anos) apresentando o debate realizado (Foto/Isabella Abrão)

Segundo a professora Edinara Santos, coordenadora do clube San Rafa Makers, o que mais a impactou no evento foi conhecer a amplitude que o Mais Ciência na Escola tem alcançado. “Nós ficamos realmente impressionados com a grandiosidade e o quanto desse projeto atinge escolas do Brasil inteiro. Ficamos muito orgulhosos de fazer parte disso”, conta.

Para alguns alunos, o Encontro Nacional foi também o primeiro evento científico. É o caso de Victor Souza (12 anos), do clube Margarida Consciente, que já está manifestando interesse na próxima viagem. “A gente veio aqui no evento de Brasília e eu quero ter mais oportunidades também de ir em outros eventos”, revela. “Eu estou gostando muito do Mais Ciência na Escola aqui e, graças ao clube Maker, eu estou podendo participar.”

Os estudantes do clube Pỹn fīfī também demonstraram entusiasmo com a experiência. Para os alunos, conhecer a cidade está sendo uma vivência diferenciada e, sem dúvidas, divertida. “Estou achando legal representar o Paraná. Me perdi um pouco lá no shopping”, brincou Wesley Mathias (15 anos).

Equipe do NAPI PRFC Maker (Foto/Isabella Abrão)

O 1º Encontro Nacional “Mais Ciência na Escola” estava previsto na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta e Capacita nº 13/2024 – Mais Ciência na Escola. O Paraná Faz Ciência Maker faz parte do programa, tendo sido selecionado pelo edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além disso, a iniciativa dos clubes Makers integra as ações do NAPI – Paraná Faz Ciência, que é apoiado pela Fundação Araucária.

Curso de formação promovido pelo NAPI Paraná Faz Ciência permite troca entre professores e gestores de vários estados

Curso de formação de feiras de ciências promovido pelo NAPI Paraná Faz Ciência (Imagem)

Feiras de ciências promovem o ensino por investigação, nem sempre possível de ser aplicado no cotidiano da sala de aula, e acontecem devido ao compromisso dos gestores, professores e alunos, uma base teórica e pedagógica e ao apoio financeiro. A partir dos clubes de ciências, que orientam a observação de fatos do cotidiano e promovem o pensamento crítico e a metodologia científica, será possível ter feiras de ciências robustas onde o aluno é o protagonista.

Este é o pensamento que compartilham os mais de 100 participantes do curso on-line de formação em feiras de ciências promovido pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência. Realizado na noite de quinta-feira, 23, as duas palestras do segundo eixo foram sobre ‘Metodologias investigativas e projetos científicos na Educação Básica’. 

“Ao propor o curso, nós já sabíamos que era grande o interesse para aprender sobre como organizar e promover feiras de ciências, ou aprimorar práticas para algumas pessoas. Porém, o interesse nos surpreendeu positivamente e irá, com certeza absoluta, fortalecer a realização de eventos científicos no Paraná, e também no país”, enfatizou a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, professora da Universidade Estadual de Maringá, Débora de Mello Sant’Ana. 

Com o objetivo de oportunizar a troca de conhecimentos e experiências, além de consolidar a Rede de Feiras Paraná Faz Ciência, o curso demonstra que muitos professores e gestores estão dispostos e, de certa forma, ansiosos para implantar os conteúdos ofertados pelos organizadores em seus territórios.

Novos aprendizados e a troca de experiências tem sido a tônica do curso de formação

Método próprio

“As feiras de ciências não brotam do nada. Não importa a idade, todos podem desenvolver projetos investigativos desde que seja respeitada cada etapa do estudante e sua capacidade de planejar um estudo e registar nos diários de bordo. Do Fundamental I e II, que chamamos Kids, ao Jovem, que vai até o final do Ensino Médio, as feiras de ciências são espaços de exposição do aprendizado científico do que eles produzem a partir do que vivenciam na sua realidade”, enfatizou a professora Edinalva Oliveira. 

Doutora em Ciências Biológicas e integrante da Rede de Clubes Paraná Faz Ciências e do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), Ednalva trouxe para o curso a sua experiência com os clubes e feiras de ciências realizadas no Paraná  exemplos de projetos que podem inspirar outros jovens talentos. Também enfatizou que o PICCE é um programa desenvolvido pelo NAPI Paraná Faz Ciência, em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), e oferece gratuitamente 22 protocolos para os alunos experienciarem a ciência. 

O objetivo do programa é popularizar a ciência, criando metodologias de ensino e de aprendizagem das ciências mais articuladas com os conhecimentos contemporâneos e a inovação, sem esquecer a realidade de cada aluno e escola. 

Ciência e vida

Na segunda palestra, a professora Marilene de Oliveira, coordenadora da Feira de Ciências do município de Alto Alegre, de Roraima (FECIMAA/RR), falou da realidade do estado no extremo Norte do país, onde há apenas duas feiras de ciências e escassos recursos, mas muita criatividade e compromisso de professores e alunos com a ciência.

“A feira de ciências é um trabalho em rede para colocar os alunos no mundo da ciência, para estarem se apropriando de métodos, de conceitos e caminhos que eles vão seguir com os projetos”, destacou a professora de Roraima. 

Com sua longa experiência em vencer as dificuldades e oportunizar experiências produtivas e marcantes para os alunos e professores, Marlene mostrou que foi possível verificar outro aspecto neste contexto, que vai muito além da pesquisa. “A experiência de vida que eles têm é muito gratificante e se reflete no trabalho que fazemos aqui, conseguindo impactar no nível de cada na participação social, seja na Educação Básica ou no futuro”, explicou Marlene.

Apesar de viver numa região isolada, com muitos problemas sociais e ambientais, muita violência, nunca se deixa de fazer ciências. “Pelo contrário, a ciência ajuda a tirar esses meninos e meninas da área de garimpo e do crime e os transforma em escritores, pesquisadores, engajados e prontos para observar, entender e transformar o mundo que os cerca.”, disse a coordenadora. 

Marlene de Oliveira, coordenadora da Feira de Ciências do município de Alto Alegre, de Roraima (FECIMAA/RR) (Imagem)

Para ela, “trabalhar com feiras de ciências na Educação Básica não é só dar noções de pesquisa, a gente pode fazer muito mais. Depende até onde você (professor) quer ir, seus objetivos com esse conhecimento passado aos alunos”, completou a professora.

Marlene defendeu ainda que o lugar de novos doutores é na Educação Básica.”Nada contra quem quer seguir carreira na academia, mas o trabalho com crianças e jovens é a certeza de que a ciência poderá fazer a diferença para eles e a sociedade”, finalizou.

Lançado durante a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação, o livro reúne análises e experiências dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação

Lançamento do livro sobre os NAPIs, durante a Semana Araucária de CT&I (Foto/Napi Paraná Faz Ciência)

A Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada entre os dias 10 e 12 de março, em Curitiba, foi palco do lançamento do novo livro da editora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (EDUTFPR). ‘Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs)’ foi produzido pelo ‘Programa de Apoio às Publicações Científicas – Fortalecimento de Editoras’, promovido pela Fundação Araucária.

Os NAPIs, criados em 2019 pela Fundação Araucária com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (Seti), unem universidades, setor produtivo, governo e sociedade civil em busca de um objetivo em comum: impulsionar o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação no estado. 

A publicação traça um panorama dos 17 principais Arranjos financiados pela Fundação Araucária, que contam com ações consolidadas de pesquisa e extensão e percorrem os eixos de Transformação Digital e Desenvolvimento Sustentável.

Débora Sant’Ana e Rodrigo Reis apresentando o NAPI Paraná Faz Ciência na Semana Araucária de CT&I (Foto/Napi Paraná Faz Ciência)

A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora de Mello Gonçales Sant’ Ana, comenta que o livro é um retrato das principais ações de Ciência e Tecnologia do Paraná e que o capítulo referente ao PRFC traz uma abordagem teórica sobre o arranjo e os resultados obtidos até a atualidade.

“No capítulo do NAPI Paraná Faz Ciência são apresentados os dados das principais ações desenvolvidas como a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, as ações de comunicação pública, ciência cidadã e as demais redes como a de museus e de feiras de ciências”, explica a professora 

“A leitura do capítulo do livro levará o leitor a compreender um pouco da história de implantação do NAPI e o estágio em que se localiza na atualidade”, completa Débora.

Rodrigo Arantes Reis, também articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, explica que a ideia do capítulo é, justamente, que se possa ser usado como referência: “Volta e meia nós recebemos questionamentos sobre quais são as bases que a gente usou para a construção do NAPI, e esse capítulo traz um pouco então teoricamente, como um livro denso e um capítulo denso, que explica qual que é a base e os princípios que regem e que alicerçam a construção do NAPI Paraná Faz Ciência”.

“Fazer parte de uma produção como essa, para nós, é super importante. Você começa a trazer à ação ou trazer uma reflexão que parte das ações que a gente desenvolve para construir e embasar isso teoricamente”, destaca Rodrigo.

“A ideia é que esse material sirva e possa ser usado como uma referência. Uma referência tanto no estado [do Paraná], dialogando ali com o capítulo e com os demais NAPIs, mas também como um modelo de organização para os outros estados”, finaliza o articulador. 
A aquisição do livro físico pode ser feita pelo site da EDUTFPR e o e-book pode ser baixado gratuitamente no repositório institucional da UTFPR.