Clubes Maker apresentam 21 projetos em evento na Unioeste

Estudantes integrantes de clubes Maker da região de Cascavel apresentaram, nesta quinta-feira, dia 8 de outubro, 21 trabalhos científicos durante o Evento Cultura Oceânica na Formação de Jovens Cientistas, sediado na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Cascavel. O encontro foi destinado aos Clubes Makers e marcou a aproximação entre a produção científica de estudantes da Educação Básica e o ambiente universitário.

A programação foi aberta com as falas de quatro professoras, que conduziram o público pelos caminhos da ciência voltada à água. A primeira foi a Professora Dra. Rosilene Delariva, do Laboratório de Ictiologia e Biomonitoramento (LIEB), que abordou a ictiologia e o biomonitoramento. Em seguida, a Professora Dra. Luciana de Fariña, do Laboratório de Água, apresentou os parâmetros físico-químicos e a microbiologia como instrumentos de análise da qualidade da água. Depois foi a vez das professoras clubistas: a professora Márcia Daiane da Silva, do Colégio Estadual Pacaembu, com o Clube Verde em Ação. Ela contou sobre a experiência com a nascente do Rio Cascavel. Já a professora Uiara Macedo Dill, do Colégio Estadual Paulo Freire, no AstroEco Clube, apresentou o trabalho desenvolvido no Córrego Guavirá, importante córrego urbano da cidade de Marechal Cândido Rondon.
O encontro, que reuniu mais de 150 clubistas, marcou ainda a união entre os clubes Maker das cidades de Cascavel, Toledo, Tupãssi e Ubiratã, com os clubes Inovadores da Ciência, Vinicius Clube Maker, Futuros Cientistas em Ação, Bira Maker e Clube Maker JPA, além de receber a visita de estudantes da escola Olinda Truffa de Carvalho, que foram prestigiar os trabalhos.


Na mostra, os 21 trabalhos abordaram temáticas diversas, com destaque para projetos sobre aquecimento global, irrigação, microplásticos e limpeza de rios. Também chamaram atenção as criações com impressão 3D, a bengala-eco guia e o projeto Si-acalme, desenvolvido para auxiliar alunos com espectro autista a detectarem a intensidade de ruído no ambiente.

Para os clubistas, a jornada representou a oportunidade de conhecer de perto projetos desenvolvidos por outros clubes, realidades diferentes das suas e formas distintas de fazer ciência. O encontro cumpriu ainda um papel que vai além da mostra de trabalhos: levou os alunos para dentro da Universidade, aproximando a juventude do ensino superior e mostrando, na prática, caminhos possíveis para quem sonha com a carreira científica.