Equipes apresentaram projetos científicos na Feira, em Londrina; um dos clubes vinculados à UEL foi premiado no evento

A Feira de Inovação, Tecnologia e Ciências (FITEC) chegou à sua 24ª edição e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) esteve muito bem representada. Alguns dos clubes articulados pela instituição, parceira do NAPI – Paraná Faz Ciência, estiveram presentes no evento. A FITEC foi realizada entre os dias 5 e 7 de novembro, em Londrina.
As equipes que fizeram parte deste momento e estão vinculadas à UEL pertencem ao Colégio Estadual Unidade Polo Karoline V. A. e Luan A. S. (Clube Unidade Polo), de Ibiporã; Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy (Clube Discovery Kennedy’s), de Rolândia; e Colégio Estadual Machado de Assis (Clube Eco Sapiens), de Londrina.

Durante a Feira, alunos e professores expuseram parte dos projetos que estão desenvolvendo ao longo do ano. Além disso, o evento contou com palestras, oficinas e diversas outras atividades, pensadas exclusivamente para o público da FITEC, que são estudantes do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Como de costume no contexto das feiras científicas, também houve a avaliação dos trabalhos apresentados e, em algumas categorias, premiação.

Este foi o caso do clube Discovery Kennedy’s, que conquistou dois prêmios no evento. O projeto “Serviços ecossistêmicos e arborização urbana no entorno do Lago San Fernando, Rolândia-PR” foi contemplado nas categorias “Destaque – Rigor Metodológico” e “Credencial para Fenecit”. Com este último, a equipe garantiu a classificação para a Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia (FENECIT) deste ano.

De acordo com o professor Carlos Marcelo Campaner, coorientador do clube e coordenador do projeto premiado, a própria experiência de estar em um evento científico já é gratificante. “Eu gosto muito de participar dessas feiras e tento passar isso para os meus alunos. Essa vontade de participar, de desenvolver a ciência e promover a ciência”, conta. “A ideia é dar continuidade nesse projeto e continuar com outros projetos que não foram classificados, mas que podem ser desenvolvidos ainda mais”, conclui.
As equipes conquistaram os primeiros lugares nas categorias em que estavam inscritas

Mais de 15 mil visitantes, 381 trabalhos apresentados e 90 prêmios entregues na Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência 2025. A 1ª edição da FECCI já começou com saldo positivo e as escolas da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência tiveram motivos de sobra para comemorar, com 64 trabalhos entre os finalistas. A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), por exemplo, teve quatro clubes premiados.
Segundo o professor Ronaldo A. R. da Silva, articulador institucional do NAPI pela UNILA, a participação no evento por si só já é uma vitória. Ainda assim, ver tantos clubes homenageados também foi motivo de muita alegria. “Dos nossos cinco clubes presentes, quatro foram premiados. Então, a gente ficou muito feliz com essa premiação, isso mostra a dedicação dos nossos alunos e professores clubistas”, declara o docente.
Na categoria Década dos Oceanos SNCT – Junior, o clube Sustentec conquistou o 1º lugar com o trabalho “Utilização eficiente de recursos naturais e resíduos orgânicos”. A equipe é do Colégio Estadual José de Anchieta, de Planalto. Para Noemi Zaro, professora coordenadora, a experiência foi ótima. “Ver o empenho e a dedicação dos meus alunos sendo reconhecido foi, sem dúvidas, o maior presente”, conta. “Essa conquista reforça a importância do trabalho em equipe e da valorização da pesquisa científica na escola.”

Em Escolha do Público – Jovem, o clube EPM ficou com o 2º lugar ao apresentar o trabalho “O Encanto das Plantas Medicinais”. O grupo é do Colégio Estadual Pioneiros, de Foz do Iguaçu, e coordenado pela professora Nair Dias. “Eu nunca tinha participado, nunca tinha coordenado um clube de ciências, então está sendo uma experiência enriquecedora […]. Espero que, no ano que vem, nosso próximo trabalho seja escolhido e que a gente vá para a segunda edição da FECCI novamente”, compartilha a docente.

Já em Divulgação Científica – Jovem, o 1º lugar é do clube CCM Bee, com o “Monitoramento ecológico de Aedes aegypti com armadilhas sustentáveis e preservação das abelhas sem ferrão”. Neste, a equipe é de São Miguel do Iguaçu, do Colégio Cívico-Militar Nestor Victor dos Santos. “Ganhar o prêmio na FECCI foi uma vitória inesperada. Para o ano que vem, tentaremos melhorar os pontos de atenção e fazer com que possamos levar mais adiante os nossos trabalhos e nossas ideias”, declara a professora coordenadora, Jocimara Monsani.

Por fim, em Comunicação – Jovem, foi o trabalho “Eco Rota – caminho digital para um futuro sustentável”, do clube Exploradores da Ciência, que chegou ao topo do pódio. O grupo é do Colégio Estadual do Campo Castelo Branco, de Pérola D’Oeste. Segundo a professora coordenadora, Silvana Gindri, foi um evento desafiador e gratificante. “A troca de experiências, o conhecimento adquirido durante o acompanhamento de outros trabalhos, […] isso acredito que é maior que qualquer premiação. Mas estar com a premiação, também, fez diferença”, comenta.

A FECCI é promovida pelo NAPI Paraná Faz Ciência, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); as Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e de Educação (SEED); a Fundação Araucária e a Prefeitura de Curitiba. Neste ano, o evento foi realizado entre 04 e 06 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Neoville, em Curitiba.
As equipes com projetos classificados em primeiro, segundo e terceiro lugar ganharam equipamentos eletrônicos e kit multimídia. Os itens foram doados pela 9ª Regional da Receita Federal e pela empresa Slim 3D, parceiras do NAPI PRFC e do evento. Além disso, todos receberam medalhas e troféus.
Tanto na abertura quanto no encerramento do evento houve entrega de homenagem e prêmios

A Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência 2025 encerrou da melhor forma possível: foram mais de 15 mil visitantes e 381 trabalhos apresentados, sendo 298 correspondentes a projetos enviados por integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Ao longo do evento, também ocorreram premiações e quatro clubes articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram destaque neste quesito.
De acordo com a professora Mariana Andrade, articuladora institucional do NAPI pela UEL, essa conquista prova a existência de projetos relevantes. No evento, a instituição marcou presença com 14 clubes de ciências. “Isso é muito positivo para os clubes da UEL, por mostrar o trabalho que já vem sendo feito por essas escolas e, também, para incentivar nossos alunos a buscar inovações nas pesquisas para a participação em outras feiras no ano que vem”, reforça.
A FECCI é promovida pelo NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); as Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e de Educação (SEED); a Fundação Araucária e a Prefeitura de Curitiba. Neste ano, foi realizada entre os dias 04 e 06 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Neoville, em Curitiba.
Os primeiros prêmios vieram logo na abertura do evento, no dia 04. Foi neste momento que foram anunciados os oito vencedores do concurso “Meu Clube é Show”, organizado pela SEED. Dois clubes da UEL produziram vídeos para a disputa e tiraram notas altas nos critérios estabelecidos pelo edital, garantindo o pódio nas categorias as quais se inscreveram.
Na área de Agroecologia, o vídeo premiado foi feito pelo clube Discovery Kennedy’s, do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy, de Rolândia. Já na robótica, a conquista foi do clube Lavoisier, do Centro Estadual de Educação Profissional Florestal e Agrícola, de Ortigueira. As equipes receberam um kit multimídia completo para ajudar nas próximas produções.

Segundo a professora Eglaia de Carvalho Cheron, coordenadora do clube Discovery Kennedy’s, o reconhecimento é resultado do empenho dos alunos. Foram os estudantes que editaram o material, utilizando registros que fizeram durante as atividades do clube. “Já abrir o evento recebendo premiação pareceu que deu um gás, que tinham injetado gasolina de avião na gente”, brinca. “Esse equipamento vai fazer toda a diferença nos vídeos daqui em diante. Estou muito feliz!”, garante a docente.

O professor Weverson S. da Fonseca Junior, coordenador do clube Lavoisier, destaca que a recompensa trouxe muita alegria e orgulho ao grupo. Para ele, o prêmio traduz toda a dedicação do trabalho realizado. “O resultado motivou ainda mais os participantes a continuarem pesquisando e inovando. Para o próximo ano, a expectativa é aprimorar os projetos, explorar novas ideias e fortalecer o espírito de colaboração no clube de ciências”, conta.
Se a abertura da Feira foi emocionante, o encerramento superou as expectativas. Durante os três dias da FECCI, representantes de 220 escolas públicas estaduais do Paraná estiveram em seus estandes apresentando trabalhos. Com o objetivo de estimular cada vez mais a participação dos jovens na ciência, 90 projetos foram premiados com equipamentos eletrônicos e kit multimídia.
Filmadoras de última geração, impressoras 3D, tablets, celulares, fones de ouvido e caixas de som são apenas alguns dos itens entregues, doados pela 9ª Regional da Receita Federal e empresa Slim 3D, parceiras do NAPI PRFC e do evento. Além disso, os classificados em primeiro, segundo e terceiro lugares de cada uma das áreas também receberam medalhas e troféus.
Ao menos 64 trabalhos desenvolvidos na Rede de Clubes PRFC estão entre os finalistas, sendo dois de clubes articulados pela UEL. Os contemplados foram o clube Ciências em Mãos, do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (ILES), e o clube Litterae Ludus, do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães. Ambos ficam na cidade de Londrina.

O clube Ciências em Mãos conquistou o 3º lugar na categoria Divulgação Científica Jovem, com o trabalho “Mãos na Ciência: um jogo bilíngue em libras para a iniciação científica”. A professora coordenadora, Ilza Alessandra Francisco, acredita que esse é só o começo de um projeto muito importante. “Os surdos precisam muito dessa parte visual, então essas ferramentas [os prêmios] são essenciais para o aprendizado deles”, explica. “Nosso trabalho foi reconhecido não só pela comunidade de Londrina, mas também já ultrapassou os muros da escola. Chegou aos grupos de escolas bilíngues de surdos de todo o país.”

O clube Litterae Ludus, por sua vez, ficou em 3º lugar na categoria Ciências Humanas Junior, com o trabalho “A mente em silêncio: conscientização dos jovens sobre os desafios da convivência com o Alzheimer”. Para a professora Franciela Zamariam, coordenadora do clube, essa é só a ‘ponta do iceberg’. “As alunas compreenderam o processo da pesquisa científica, como desenvolver o seu próprio pensamento científico, que não podem fazer afirmações sem antes pesquisar a respeito”, compartilhou. “Tudo isso será de grande ajuda para toda a vida delas, e culminou parcialmente na premiação.”
Nove clubes se destacaram em categorias diferentes durante a FECCI

Ao todo, dez projetos de nove clubes ligados à Universidade Estadual de Maringá (UEM) foram premiados durante a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência (FECCI) de 2025, no campus Neoville da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), em Curitiba.
O evento, dividido em três modalidades, para escolas públicas e privadas, contou com a FECCI Kids, destinada a alunos do Ensino Fundamental I, de 4º e 5º anos. Além da FECCI Jr. direcionada aos estudantes do Ensino Fundamental II e para os alunos do Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos, a categoria foi a FECCI Jovem.
Entre os grupos que se destacaram estão: CAPCiência; Capivara´s Tech; Robótica e Sustentabilidade, Solidariedade em Ação; Tenda Cultura Viva; Dengue Bot; Green Lab; Show da Química e Entre o Passado e o Presente o que Fica é a Memória da Gente.
Em Itambé, da Escola Estadual Professor Giampero Monacci, o Clube Robótica e Sustentabilidade, Solidariedade em Ação ficou em primeiro lugar na categoria Empreendedorismo Júnior com o trabalho ‘Robótica e Sustentabilidade: Ciência, Tecnologia e Solidariedade em Ação’. Os clubistas buscam transformar garrafas PET em cachecóis, toucas e fios de lã. O processo envolve desde a separação dos materiais até a doação do gorro e cachecol para instituições assistenciais ou grupos menores que realizam este serviço na cidade.
Na categoria Ciências Humanas Júnior o grande vencedor foi o Clube Capivara’s Tech, do Colégio Estadual Brasílio Itiberê, de Maringá, com o trabalho ‘Protagonismo estudantil è sustentabilidade: o clube de Ciências como ferramenta para o bem-estar na escola em tempo integral’. A intenção do projeto é orientar os estudantes a desenvolverem e construírem móveis, que ficarão em um espaço externo na escola.
Enquanto isso, no Colégio de Aplicação Pedagógica da UEM, o Clube CAPCiência ficou em segundo lugar na categoria Ciências Biológicas Jovem Total. O projeto nomeado ‘Recicla Banner: do acúmulo à reutilização’ tem como objetivo principal reutilizar banners armazenados em instituições de ensino, atribuindo-lhes novas funções a partir de sua transformação em materiais escolares, como estojos, ecobags e pastas.
Por Escolha do Público – Jovem o grande vencedor foi o Clube Tenda Cultura Viva, de Umuarama. Os estudantes do Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal levaram o trabalho ‘Tenda Cultura Viva – Segredos Escondidos’ que tem o propósito de aprofundar conhecimentos sobre os povos indígenas e africanos, a partir da análise de adornos e objetos ligados a essas culturas.
O Clube Dengue Bot foi premiado em duas categorias diferentes. Recebeu o primeiro lugar em Ciências Biológicas Júnior com o protótipo que auxilia no combate à dengue, o ‘Robô Autônomo para auxílio no Combate ao Aedes aegypti em Ambiente Escolar: Otimização de Repelente Natural com Citronela’.
Já com o trabalho ‘Análise Comparativa: Eficiência de Painéis Solares Fixos vs. Rastreadores Solares Automatizados’, os estudantes do Colégio Estadual Vereador José Balan ficaram em segundo lugar em Inovação, Tecnológica & Robótica Júnior. Neste trabalho o objetivo é investigar o uso de sistemas de rastreamento solar para otimizar a captação de energia em comparação com painéis estáticos.
Nesta mesma categoria (Inovação, Tecnológica & Robótica Júnior), o primeiro lugar foi ocupado pelo Clube Paisagismo Sustentável da Escola Estadual Manuel Bandeira. O grupo de Alto Piquiri busca revitalizar espaços escolares por meio do reaproveitamento de materiais recicláveis, o uso de materiais alternativos e a aplicação de tecnologias sustentáveis.
Enquanto o Clube Green Lab, de Cruzeiro do Oeste, venceu na categoria Empreendedorismo Jovem. Com o projeto ‘Transformando o Óleo Residual em sabão Sustentável’, os estudantes do Colégio Estadual Almirante Tamandaré promoveram a educação científica por meio de práticas sustentáveis, especialmente a reutilização do óleo de cozinha usado. Além de possibilitar a conscientização ambiental da comunidade escolar e o empreendedorismo entre os estudantes.
Em Jardim Alegre, o Clube Show da Química foi premiado em segundo lugar na categoria Ciências Exatas Júnior, com o trabalho ‘Por meio do teatro como possibilidade de ensino de ciências – Apresentação da peça Família Periódica pelos alunos do Clube de Ciências Show da Química do Colégio Estadual Cristóvão Colombo de Jardim Alegre’. O grupo apresentou a experiência da montagem da primeira peça pelos estudantes e as aprendizagens em torno das ciências.
O Clube Entre o Passado e o Presente o Que Fica é a Memória da Gente também garantiu o segundo lugar, mas na categoria Ciências Humanas Júnior. Os clubistas do Colégio Estadual Campo D. Pedro desenvolveram um projeto a respeito da formação do município de Lidianópolis. Para isso, os estudantes coletaram por meio de entrevistas as memórias dos pioneiros da cidade.
O clube “Litterae Ludus” recorre a artigos científicos para construir personagens literários e promover a conscientização de temáticas atuais

Um diálogo entre Ciência e Literatura é o que propõe o Clube “Litterae Ludus”, do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães, de Londrina. A partir do conhecimento da leitura literária, da escrita criativa, das interações sociais de pessoas atípicas e perfis psicológicos, os alunos podem ter acesso a parte da pesquisa bibliográfica e, também, ao ambiente universitário das Ciências Humanas.
A coordenadora do clube, professora Franciela Zamarian, explica que o objetivo é investigar a relação entre os jogos de RPG e a formação do leitor literário. Para ela, ainda existe um preconceito de que a ciência é “apenas aquela de laboratório, de biologia, de exatas”. Porém, aqui são as Ciências Humanas.
Como a docente explica, a metodologia é que vai colocar o trabalho dentro do âmbito da ciência. “Eu vou trabalhar literatura, mas como isso vai ser trabalhado? De que maneira vou fazer uma verificação se houve um progresso ou não dentro dos resultados? Então, é dessa maneira que a gente está trabalhando ciência, ainda que seja na área de humanas.”
O Clube de Ciências “Litterae Ludus” é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) no NAPI – Paraná Faz Ciência. Porém, o diálogo com a Universidade não para por aí. O Clube tem participado de várias atividades propostas, como eventos e diálogos com docentes, para que os alunos se sintam pertencentes ao meio acadêmico e científico.
Uma atividade foi a conversa com a Professora do curso de Letras, Dra. Sheila Oliveira Lima, pois algumas alunas demonstraram interesse na leitura literária sob o viés da Psicanálise.

O Clube é dividido em grupos. A aluna Larissa, do 3º ano, diz que o objetivo do seu grupo é analisar as alterações de comportamento das pessoas com perfil não sociável durante e após a sessão de RPG literário. A estudante Ana Clara, também do 3º ano, afirma que aprendem sobre técnicas investigativas, conhecimento científico, adequação da escrita, abordagens, métodos e o jogo enquanto ferramenta.
As alunas mais novas, como Stefany, do 9º ano, Maria Eduarda e Luiza, do 1º ano, compartilham a expectativa de fazer descobertas. Nas palavras de Stefany, ela tem a esperança de “que o RPG alcance novos grupos, um público maior e que eu consiga descobrir coisas novas”, afirma.

Outros dois grupos estudam como o RPG pode ser um laboratório prático para observar e analisar aspectos do desenvolvimento e da interação social. As alunas Kiara e Talita, do 2º ano, esperam usar os jogos com desafios estratégicos para estudar o comportamento humano, a capacidade de tomar decisões e pensar com lógica. Para elas, isso pode acontecer enquanto se divertem. No grupo de Jamile e Fernanda, do 1º ano, o mais interessante é ver como as pessoas do espectro autista reagem quando jogam RPG literário.
As meninas e a professora têm expectativas futuras, especialmente na conquista de bolsas de iniciação científica júnior, assim como na participação em eventos e feiras locais, regionais, estaduais e nacionais.
Com 37 projetos, clubes representam a Unicentro na 1ª Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, que ocorre de 4 a 6 de novembro em Curitiba

A ciência produzida nas escolas da rede pública do Paraná está em destaque na 1ª Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência (FECCI), de 4 a 6 de novembro, em Curitiba. A Unicentro, como responsável pela articulação institucional no Centro-Sul, celebra a participação de mais de 20 clubes de sua rede, que levam projetos de pesquisa dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Guarapuava, Irati, Laranjeiras do Sul e Pitanga.
Os trabalhos demonstram como o conhecimento científico sai da teoria e se aplica na realidade local, estimulando o protagonismo dos estudantes.
Os projetos da região de Guarapuava trazem soluções para desafios ambientais e urbanos. O clube Climatize-se, do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli, em Guarapuava, apresenta seis projetos:
Para Katiane dos Santos, orientadora do clube, os projetos em questão despertam os estudantes para a aplicação prática dos conteúdos apreendidos em sala e no laboratório. “Os projetos possibilitaram que os estudantes percebessem como os conteúdos de ciências e outras áreas se aplicam no cotidiano. O aprendizado saiu do espaço restrito da sala de aula e ganhou significado prático, envolvendo também a comunidade escolar”, afirma.

Quem também leva diversos projetos é o Colégio Cívico-Militar Heitor Rocha Kramer, de Guarapuava. Na Fecci, clubistas do clube Ecotransformadores, orientado pela professora Daniele Kosmo vão falar de projetos que envolvem diretamente o bairro onde o colégio se localiza, o Colibri:
O clube EcoAction, do Colégio Estadual Francisco Carneiro Martins, em Guarapuava, analisa arroios urbanos com o projeto “Análise biológica, física, química e geográfica de arroios urbanos localizados no parque do lago em Guarapuava-PR“. Para a professora que coordena o clube, Ariane Bianco, “essa análise contribui na alfabetização científica dos alunos que participam do clube de ciências do colégio.”
O Colégio Estadual Cristo Rei trabalha com abelhas. E é sobre a importância delas que o clube Velozes e Curiosos vai falar na feira, com o projeto “A importância das abelhas na sustentabilidade paranaense e na biodiversidade da mata atlântica”. Crissiane Loyse Luiz, que coordena o clube, destaca a importância de feiras como a FECCI no processo de aprendizagem. “Ao participar de feiras e divulgar informações para a comunidade, os alunos compreendem na prática o papel das abelhas na polinização e na manutenção da biodiversidade, percebendo como esses conhecimentos científicos se relacionam diretamente com a produção de alimentos, a preservação ambiental e os desafios das mudanças climáticas que afetam a região em que vivem”, diz.
Por sua vez, no clube Ecos Criativos, do Colégio Estadual Professor Amarílio, em Guarapuava, o professor Doacir Domingues Filho une a ciência à arte no projeto “Instalação do amanhã: a arte que resgata e transforma“, pois “a ciência estimula a investigação, a ecologia, a sustentabilidade e traz consciência ambiental; a arte permite expressar tudo isso de forma criativa”, comenta Doacir.
Os orientandos de Emerson de Souza, professor do Colégio Estadual Padre Chagas, vão a Curitiba com projetos ecléticos. Os estudantes que compõem o clube EcoCientistas Visionários vão apresentar quatro projetos que remetem desde ao trato com a terra até ao empoderamento feminino:
Um pouco ao norte de Guarapuava, o clube Identidades em Construção, do Colégio Estadual do Campo de Paz, em Candói, está focado na diversidade cultural com o projeto “Diversidade étnico-cultural no Colégio Estadual do Campo de Paz“. A professora Leonara Forquim de Mattos afirma que “conhecer a diversidade étnica e cultural é o primeiro passo para a construção identitária dos estudantes”, define.

Os candoianos também serão representados pelo Colégio Estadual Santa Clara. O clube Curiosus, orientado pela professora Edineia Simi Silva, viajou a Curitiba para apresentar o projeto “Águas de Candói: da nascente à maquete, um projeto de ciência e consciência”.
Diretamente de Foz do Jordão, o Colégio Estadual de Segredo, com o clube ScienCES, apresentará os projetos “Sabão artesanal sustentável: produção, percepções da comunidade e estruturação de plano de negócios” e “Desenvolvimento e produção de sabão artesanal sustentável”. Orientado pela professora Sandra Rozanski, o clube figurou ainda na segunda colocação do prêmio ‘Meu Clube é Show’, na categoria produção industrial. A lista foi divulgada nesta semana pela Secretaria de Estado da Educação (SEED).

Em Pinhão, estudantes do Puma Science Club, do CE Bento Munhoz da Rocha Netto, orientados pelo professor João Manuel de Lima, analisam um arroio do município e também propõem uma tecnologia para detecção de vacas em período fértil. Os trabalhos são os seguintes:
1) Análise das condições socioeconômicas da Comunidade rural de Arroio Bonito, interior do Paraná;
2) Da nascente ao consumo: análise da qualidade da água e sua relevância para o saneamento básico em comunidade Arroio Bonito em Pinhão-PR;
3) Detecta cio – protótipo para monitoramento e detecção de vacas em período fértil.
Também de Pinhão, o professor Diórgenes Veres Ronik e seus alunos participarão da feira com os projetos “Transformando o óleo usado em sabão e consciência ambiental” e “Desenvolvimento e produção de sabão artesanal sustentável”, desenvolvidos no clube Óleo nosso de cada dia, do Colégio Estadual Procópio Ferreira Caldas.
Ainda em Pinhão, do Colégio Estadual do Campo Professor Júlio Moreira, a professora Bianca Karine e os clubistas do clube ‘Ciência Verde’ levam o trabalho “Produção de mudas de plantas frutíferas a partir da semente em diferentes luminosidades e substratos”.
Fechando os projetos do NRE de Guarapuava na Fecci, o clube maker Pỹnfīfī, do Colégio Estadual Cacique Otávio dos Santos, em Turvo, investiga os “Ciclos reprodutivos de araucária angustifólia em terra indígena no município de Turvo/PR“, aliando sabedoria tradicional e método científico. Os estudantes são orientados pelo professor Luan Felipe.
O clube Quatro Elementos, do Colégio Estadual Alberto de Carvalho, em Prudentópolis, apresentará o projeto “Morfometria das asas de Melipona quadrifasciata como indicador de estresse ambiental“. A responsável pelo clube é a professora Mariel Chociai. Ela valorizou o empenho dos estudantes. “Eles realmente se sentem protagonistas dessas ações, do contrário não estariam vindo em contraturno estudar com tanto empenho e dedicação como eles o fazem. Tenho muito orgulho deles”, afirma.
Ainda em Prudentópolis, o clube Tijuco Preto, do Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz, levará à FECCI o projeto “Produção de sabonetes artesanais sustentáveis com óleos essenciais de lavanda, capim-cidreira e frutas Cítricas“, que visa a aplicação de produtos a partir de plantas nativas.
De Irati, o clube Raízes da Ciência, do Cefep Presidente Costa e Silva, leva seis projetos relacionados à conservação ambiental.
1) Análise químico-físico e ambiental da bacia do rio das antas no município de Irati-PR;
2) Hotel de insetos: arquitetura sustentável para fauna invertebrada;
3) Mapeamento de árvores matrizes em fragmentos de floresta ombrófila mista do Cefep Presidente Costa e Silva visando a coleta de sementes;
4) Construção de herbário escolar: confecção de exsicatas para identificação de espécies arbóreas do Cefep Presidente Costa e Silva, em Irati;
5) Educação ambiental com integração de tecnologias da informação e comunicação (Tic’s): identificando espécies florestais do paisagismo do Cefep Presidente Costa e Silva por QR Code;
6) Trilha dos sentidos.

No Centro Estadual Nossa Senhora das Graças, em Irati, os EcoCientistas Ambientais, orientados pela professora Elaine Pacheco Costa, estão preocupados com o futuro da água. Para isso, desenvolvem o projeto “Futuro seguro: desvendando a importância da água e purificação do ar no enfrentamento da emergência climática”. Para fomentar a discussão acerca do tema, os estudantes vão apresentar esse projeto na FECCI.
O Clube Maker do Chico, do Colégio Estadual do Campo Chico Mendes, em Quedas do Iguaçu, demonstrará o seu trabalho com abrigos de baixo custo para abelhas nativas em bioconstrução com taipa e telhado verde, utilizando sensores conectados via Arduino.

De Santa Maria do Oeste, o clube Cionekando com Ciência, do Colégio Estadual João Cionek, orientado pela professora Milena Barcellos, vai destacar a própria iniciativa dos clubes de ciências no projeto “Clubinho de ciência ‘Cionekando com ciência’: espaço de aprendizado científico, protagonismo e corresponsabilidade social na escola e comunidade.”
O município de Palmital também estará representado na FECCI. Os clubistas do Colégio Estadual Dr. João Ferreira Neves, a partir do clube Pé Vermelho, orientado pela professora Elizabete Pazio, levam o projeto “Saneamento básico e cidades sustentáveis: percepção da população em Palmital-PR”.
Já no clube Raízes do Saber, do Colégio Estadual Floriano Peixoto, em Laranjeiras do Sul, a professora Jane Aparecida Lazare Pereira e seus alunos desenvolvem dois projetos focados em segurança alimentar com horta livre de agrotóxicos. São intitulados: “Raízes e versos: cultivando sabedoria na horta escolar” e “O papel da horta escolar no aumento da segurança alimentar e nutricional: um caminho para a sustentabilidade e o consumo consciente”.
Também diretamente de Laranjeiras, os Desbravadores do Conhecimento, do Colégio Estadual Olavo Bilac, levam a Curitiba o projeto “Ecobarreiras com materiais reaproveitáveis”. A orientação fica por conta do professor Elton Pontarolo de Abreu.
O Colégio Estadual Indígena Kó Homu, de Laranjeiras do Sul, levará os saberes tradicionais com o projeto “Memória, cultura e sustentabilidade: o artesanato Kaingang em foco”, desenvolvido pelo clube Raízes do Saber, com a professora Daiane Freitas.
O clube Discípulos de Pasteur, do Colégio Estadual Professora Elenir Linke, em Cantagalo, traz temas de microbiologia e saneamento em projetos como “Wetland em miniatura: uma ferramenta didática para o estudo de bioindicadores na purificação de água” e “Potencial do Kombucha como agente conservante natural em alimentos perecíveis”. Quem orienta os trabalhos é a professora Luana de Almeida Pereira. Ao todo, seis projetos do clube estarão na FECCI. Os demais são: “Percepções e lacunas no conhecimento sobre microrganismos entre estudantes do ensino fundamental e médio: subsídios para ações de um clube de ciências”; “Descarte irregular de resíduos sólidos: impactos socioambientais e práticas educativas no entorno do córrego barro preto, Guarapuava-PR”.

O clube Adonis Com Ciência, do Colégio Estadual Adonis Morski, em Boa Ventura de São Roque, usa até jogos de videogame no aprendizado. Entre os projetos orientados pela professora Juliana Aparecida Freiberger Ghiotto estão:
A professora expressa orgulho pelo trabalho: “É gratificante acompanhar o brilho nos olhos dos alunos quando percebem que suas ideias podem ganhar vida e gerar impacto real.” O clube, vale lembrar, venceu a categoria “Comunicação” do prêmio ‘Meu Clube é Show’.

A FECCI, que está reunindo mais de 1.500 estudantes e professores, em 381 estandes, é a oportunidade de dar visibilidade ao esforço das instituições de ensino superior em articular a ciência na Educação Básica do Paraná, por meio dos clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
Sete clubes estarão entre os dias 4 e 6 de novembro na FECCI, em Curitiba
A Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência (FECCI), sediada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Campus Neoville, em Curitiba, está marcada para os dias 4 a 6 de novembro. O evento é voltado para estudantes e professores da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e da Educação Básica exporem seus trabalhos. São 400 vagas para os grupos, formados por até no máximo três estudantes e um professor orientador – e caso houver, mais um coorientador.
O evento é organizado em três modalidades e podem participar escolas públicas e privadas. A primeira categoria é a FECCI Kids, destinada a alunos do Ensino Fundamental I, de 4º e 5º anos. Em seguida, a FECCI Junior direcionada aos estudantes do Ensino Fundamental II. Para os alunos do Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos, a categoria é a FECCI Jovem.
No Núcleo Regional de Educação de Umuarama, sete clubes tiveram projetos aceitos. Os trabalhos são dos grupos: Green Lab; Ilha da Ciência; Paisagismo Sustentável; BentoBee; Experimentando a Ciência: Descobrindo Cores e Novos Sabores; Tenda Cultura Viva e Dengue Bot.
O grupo de Cruzeiro do Oeste, Green Lab, teve dois projetos aprovados. O ‘Transformando óleo residual em sabão sustentável’, coordenado pelo professor Rafael Fernando de Melo, tem como principal objetivo a promoção da educação científica por meio de práticas sustentáveis, especialmente a reutilização do óleo de cozinha usado. Os clubistas do Colégio Estadual Almirante Tamandaré, aliaram ciência, sustentabilidade e ação social, com oficinas para a produção de sabão sólido e líquido a partir do óleo, enriquecido com aditivos naturais como folha de mamão e cravo-da-índia. Conforme o professor, “a iniciativa possibilitou a conscientização ambiental da comunidade escolar, o desenvolvimento de competências em química e empreendedorismo entre os estudantes, além da integração da população local por meio da comercialização simbólica do produto”.
O ‘Diagnóstico sobre o descarte e a reutilização do óleo de cozinha na comunidade escolar’ é o segundo projeto e tem uma relação direta com o primeiro. O objetivo, segundo o coordenador, é examinar os hábitos de consumo e de descarte do óleo pela comunidade escolar, observando as práticas corretas e as inadequadas. Os clubistas aplicaram questionários a estudantes, professores, funcionários e pais, permitindo traçar um panorama sobre o conhecimento e a consciência ambiental desse público. Os resultados mostraram que a maior parte das pessoas reutiliza o óleo diariamente, sendo a produção de sabão a forma mais comum disso. Enquanto aqueles que ainda descartam óleos de maneira incorreta, estão dispostos a participarem de projetos de coleta e reciclagem.
Em Altônia, o projeto aprovado é o ‘Germinação e crescimento brinco-de-índio (Cojoba arborea) em rolos de papel higiênico’ desenvolvido pelo Clube Ilha da Ciência. A intenção com o trabalho é investigar a germinação e o crescimento da planta ornamental brinco-de-índio utilizando rolos de papel higiênico como suporte inicial de cultivo. Segundo a professora Camila de Medeiros, o grupo do Colégio Estadual Lúcia Alves de Oliveira Schoffen fez o plantio e acompanha o desenvolvimento das plantas.
No Clube Paisagismo Sustentável de Alto Piquiri, o projeto “Paisagismo sustentável” da Escola Estadual Manuel Bandeira busca revitalizar espaços escolares por meio do reaproveitamento de materiais recicláveis, o uso de materiais alternativos e a aplicação de tecnologias sustentáveis. Dessa forma, como explica a coordenadora e professora Katia Regina Cosmo, o objetivo é integrar conhecimentos científicos e consciência ambiental. Na feira, os clubistas irão apresentar as maquetes e protótipos do sistema de irrigação inteligente controlado por smartphone e o sistema de irrigação suspenso e móvel.
O Clube BentoBee, do Colégio Estadual Bento Mossurunga, também de Umuarama, vai apresentar o projeto ‘Bentobee: educação científica e meliponicultura: um caminho para a conservação das abelhas nativas’. A intenção, segundo o professor coordenador, Fernando Rodrigo Bertusso, é popularizar informações sobre as abelhas nativas a fim de compreender a importância delas para a manutenção da biodiversidade. Além de identificar as diferentes características e açúcares redutores do mel de dez espécies de abelhas nativas.
Na Escola Estadual Jardim Canadá, em Umuarama, o trabalho ‘Novas estratégias para a merenda escolar: pães enriquecidos e jogos didáticos’ foi realizado no Clube Experimentando a Ciência: Descobrindo Cores e Novos Sabores. Conforme a professora coordenadora Juliana Bueno Ruiz, o projeto busca compreender as preferências alimentares dos estudantes em relação à merenda escolar e desenvolver estratégias que incentivem hábitos mais saudáveis. Novos produtos alimentícios estão sendo desenvolvidos, como pães enriquecidos com chuchu, que passam por testes de aceitação sensorial com os alunos. Além da criação de materiais didáticos lúdicos, incluindo jogos analógicos e digitais, para trabalhar o tema da educação alimentar.
No Clube Tenda Cultura Viva, do Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal, o tema pesquisado pelo grupo é a expressão cultural dos povos Africanos e Indígenas. O objetivo do projeto aprovado ‘Tenda cultura viva – segredos escondidos’ é desenvolver e aprofundar conhecimentos sobre esses povos, a partir da análise de adornos e objetos ligados a essas culturas. De acordo com a professora coordenadora Oslaine Barrim Batista, os alunos refletem sobre a presença desses elementos na construção da cultura brasileira.
Enquanto isso, no Clube Dengue Bot, do Colégio Estadual Vereador José Balan, dois projetos foram aprovados. O primeiro ‘Protótipo de robô autônomo para auxílio no combate ao Aedes Aegypti em ambiente escolar: otimização de repelente natural com citronela’ busca combater o Aedes Aegypti no ambiente escolar e mostrar a redução significativa da presença do mosquito na região de aplicação com o protótipo. A iniciativa surgiu para evitar faltas e risco à saúde das pessoas ligadas à comunidade escolar.
O segundo trabalho ‘Análise comparativa: eficiência de painéis solares fixos vs. rastreadores solares automatizados’ propõe investigar, por meio de uma abordagem prática e da robótica educacional, o uso de sistemas de rastreamento solar para otimizar a captação de energia em comparação com painéis estáticos. O professor Maikon Douglas Schmidt explica que será realizada uma análise dos dados, calculando a potência e a energia total produzida, comprovando ou refutando a hipótese de que o rastreador solar gera uma quantidade significativamente maior de eletricidade.
Dez clubes estarão entre os dias 4 e 6 de novembro na FECCI, em Curitiba
Nos dias 4 a 6 de novembro acontece a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência (FECCI), no campus Neoville da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), em Curitiba. A feira é voltada para estudantes e professores da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e da Educação Básica da região de Curitiba. São 400 vagas para grupos que participarão expondo seus trabalhos, formados por até três estudantes e um professor orientador – e caso houver, também um coorientador.
O evento se divide em três modalidades, para escolas públicas e privadas. A primeira é a FECCI Kids, destinada a alunos do Ensino Fundamental I, de 4º e 5º anos. A segunda, a FECCI Junior é direcionada aos estudantes do Ensino Fundamental II. E, para os alunos do Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos, a categoria é a FECCI Jovem.
Entre clubes do Núcleo Regional de Educação de Maringá, dez tiveram projetos aceitos. Os trabalhos são dos grupos: Cienteens; Capivara´s Tech; Paulo Sérgio Bretones; Robótica e Sustentabilidade, Solidariedade em Ação; No Ritmo do Conhecimento; História e Mídia; Ciências no Nosso Dia a Dia; Jovens Cientistas Kennedy; Plant Scientist Club e CAPCiência.
No Instituto de Educação Estadual de Maringá, o Clube Cienteens levará dois projetos. O primeiro é o ‘Espectro do Saber: A transformação dos Espaços Escolares com Ciência e Arte’, coordenado pela professora Ivanir Diniz Batistela Santa Bárbara. O trabalho busca criar uma estratégia interdisciplinar, em desenvolver fenômenos físicos, biológicos e químicos por meio da luz e da arte. Ele se transformará em intervenções na própria escola, minimizando a poluição visual e otimizando o ambiente de aprendizado no colégio.
O segundo trabalho é o ‘Jardim das Cores: O Uso de Pigmentos Vegetais em Experiências Interdisciplinar de Artes e Ciências’ que busca revitalizar o horto escolar, por meio do cultivo de plantas medicinais, extraindo pigmentos naturais para a produção de tintas ecológicas e as aplicando em oficinas artísticas interdisciplinares. Dessa forma, irão incorporar os conhecimentos das ciências naturais, aos da educação ambiental e das artes visuais.
Já no Capivara´s Tech, do Colégio Estadual Brasílio Itiberê, o projeto selecionado foi ‘Protagonismo estudantil e sustentabilidade: o clube de ciências como ferramenta para o bem-estar na escola de tempo integral’. Conforme a coordenadora, professora Maisa de Carvalho Iwazaki, o trabalho surgiu com a falta de locais para os estudantes descansarem nos intervalos ou mesmo para os professores ministrarem aulas fora da tradicional sala. Os clubistas se envolveram e construíram móveis, que agora estão em um espaço externo na escola.
O Clube Paulo Sérgio Bretones, do Colégio Estadual Branca da Mota Fernandes, apresentará o trabalho ‘Aprendizagem baseada em projetos e a construção do conhecimento: a dinâmica de foguetes como ferramenta de formação investigativa’. Segundo a professora Telma Augusta Diniz, os clubistas investigam a aplicação das Leis de Newton na propulsão de foguetes, visando fomentar a cultura científica e o interesse por astronomia e astronáutica. O objetivo é analisar como variáveis de design e lançamento impactam o desempenho de protótipos construídos pelos próprios estudantes. Neste caso, irão utilizar as garrafas PETs.
Em Itambé, os clubistas da Escola Estadual Professor Giampero Monacci realizaram o projeto ‘Robótica e sustentabilidade: ciência, tecnologia e solidariedade em ação’, do Clube Robótica e Sustentabilidade, Solidariedade em Ação. O objetivo principal é transformar garrafas PET em cachecóis, toucas e fios de lã. O processo envolve desde a separação dos materiais até a doação do gorro e cachecol para instituições assistenciais ou grupos menores que realizam este serviço, a exemplo do Lar das Mães Solteiras do município.
O Clube No Ritmo do Conhecimento, do Colégio Estadual Doutor Camargo, da cidade de mesmo nome, teve o projeto aprovado ‘O que diz a letra do rap?’. O objetivo é analisar as letras das músicas de rap selecionadas pelos estudantes, refletindo e comparando as temáticas para entender o impacto dessas obras na vida dos alunos. A professora coordenadora Simone Gonzales Sagrilo, explica que as composições remetem ao hip-hop, que é reconhecido por ser um dos movimentos de conscientização social sobre a sociedade em que vivemos.
No Colégio Estadual Cívico-Militar Tomaz Edison de Andrade Vieira, o Clube de Ciências História e Mídia recebeu a aprovação pelo projeto ‘Mídias digitais: desafios e perspectivas na reconstrução histórica de Maringá’, que tem como objetivo resgatar a formação da cidade de Maringá por meio das fontes em museus e transformar esses conhecimentos históricos em conteúdos para as mídias sociais. Além da construção de um site para a documentação desses estudos.
Em Presidente Castelo Branco, no Colégio Estadual Maria Carmella Neves de Souza, o Clube Ciências no Nosso Dia a Dia vai marcar presença com o trabalho ‘Ciência no nosso dia a dia: investigando como a ciência está presente nas atividades cotidianas – estudando plantas medicinais e aromáticas e seus diversos benefícios’. Os clubistas vão produzir sabonetes artesanais a partir dos extratos de plantas. Conforme a professora, Arleia Figueiredo da Costa, o trabalho é fundamentado nas plantas medicinais, aromáticas e condimentares, “discorrendo sobre sua relevância histórica e os mecanismos pelos quais produzem metabólitos secundários que interagem com o organismo humano para fins terapêuticos”, explica.
O ‘Rebots – robótica educacional para uma botânica sustentável’ é o trabalho do Clube Jovens Cientistas Kennedy. O projeto integra a composteira, a horta escolar e a robótica educacional como estratégias de ensino investigativo. Sob a coordenação do professor Ivanildo Fabricio de Oliveira, foram analisados três canteiros instalados em diferentes condições de luminosidade (sol pleno, meia sombra e sombra total), com a composteira fornecendo adubo natural e o robô autônomo com sensores de umidade do solo e irrigação automatizada, auxiliando no manejo e na coleta de dados. Conforme o coordenador, a produção foi destinada à merenda escolar e os clubistas perceberam que o uso da robótica favoreceu as investigações quantitativas.
Em Sarandi, o Clube Plant Scientist Club irá apresentar o projeto ‘Plant Scientist Club: descobrindo alternativas no combate de plantas daninhas a partir do estudo de bioinsumos’. Do Colégio Estadual Helena Kolody, o objetivo do grupo é investigar o uso de Holocalyx balansae (alecrim do campo) como planta com potencial alelopático – a capacidade de uma planta interferir no desenvolvimento de outras por meio da liberação de substâncias químicas. Para isso, o alecrim foi testado em sementes de plantas cultivadas e está sendo testado em sementes de plantas daninhas.
O Clube CAPCiência, do Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), apresentará quatro trabalhos. O primeiro é ‘Ferramentas e estratégias de manejo integrado de pragas com ênfase na conservação de agentes polinizadores’, com o objetivo de confeccionar colônias artificiais para abelhas-sem-ferrão e de ninhos para aves, utilizando materiais recicláveis, visando à proteção das espécies e ao reaproveitamento de resíduos. A intenção, conforme o coordenador Antonio de Oliveira, é contribuir para a recuperação de habitats e o fortalecimento da interação entre espécies nativas e sistemas agrícolas. Assim, demonstrar que o uso de agrotóxicos não constitui o único, nem o mais sustentável método de controle de pragas.
O segundo trabalho é ‘A cidade mágica do dinheiro’. Os clubistas propõem a elaboração de um livro infantil destinado a alunos do Ensino Fundamental I, por meio de uma narrativa lúdica e ilustrada, para apresentar a trajetória do dinheiro em diferentes âmbitos urbanos. O material, conforme o professor, pretende abordar os conceitos fundamentais de educação financeira. E o terceiro projeto, ‘Recicla Banner: do acúmulo à reutilização’, tem a intenção de reutilizar banners armazenados em instituições de ensino, atribuindo-lhes novas funções a partir de sua transformação e reaproveitamento para materiais escolares, tais como estojos, ecobags e pastas.
Por fim, o quarto trabalho ‘Abelhas & beleza: uma jornada sustentável da colmeia à pele’, tem o objetivo de desenvolver cosméticos sustentáveis que reduzam os impactos ambientais e demonstrem os benefícios dos produtos apícolas para a saúde humana. Além de promover a sustentabilidade por meio da utilização de corantes naturais obtidos da casca de raízes, resíduos do cotidiano alimentar das residências e da merenda escolar
Os estudantes do Colégio Estadual Tomaz Edison de Andrade Vieira visitam museus para contribuir com os estudos

Resgatar a formação da cidade de Maringá por meio das fontes de museus e transformar esses conhecimentos históricos em conteúdos para as mídias sociais é o objetivo do Clube de Ciências História e Mídia. A ideia, segundo a professora coordenadora Sandra Maria Castanho, também é criar um site profissional ainda este ano para compartilhar os estudos e as experiências das visitas dos clubistas aos museus.
Composto por 30 alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º e 2º ano do Ensino Médio, os estudantes buscam estudar a teoria sobre o início da cidade de Maringá e discutir as fontes por imagens de museus. No clube do Colégio Estadual Cívico-Militar Tomaz Edison de Andrade Vieira, o grupo também descreve a importância da pesquisa prática para compreender a formação do município.
A dinâmica do clube varia entre a teoria e a prática. As aulas teóricas são realizadas com vídeos e explicações. “E durante a semana eles fazem alguma ação relacionada à tarefa, como agora, eles estão entrevistando, por áudio, os pioneiros da família, vizinhos ou amigos, para entender melhor o início da cidade”, explica a professora Sandra.
Os clubistas estão realizando um resgate histórico para compreenderem a construção do município, “ainda está em processo, mas isso servirá de material para o site que será feito!”. Conforme Sandra, uma empresa criará o site, mas os alunos serão os responsáveis por alimentá-lo. “O intuito é que todos contribuam com as pesquisas”, afirma.
Entre os momentos marcantes que o clube vivenciou, alguns são destacados pelos estudantes e pela educadora. A visita ao museu da Unicesumar é um deles. Segundo a coordenadora, quando os alunos entraram em contato com a fonte, o interesse pelo clube aumentou. “Os estudantes tiveram contato com móveis e cartas antigas, jornais, telefones, as vitrolas e muitos outros objetos. Ou seja, havia todo um contexto que eles não conheciam”.
O Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), também foi um espaço interessante para os clubistas aprenderem. No mês de agosto, o local foi visitado pelo clube e, inclusive, se tornou ambiente para gravação de conteúdos para as mídias sociais do grupo e para o futuro site.
O espaço escolhido por eles para filmagem, dentre os ambientes temáticos, foi ‘Os Povos Originários no Paraná’, que é uma exposição temporária sobre a origem e distribuição dos povos indígenas no território paranaense. O ambiente da exposição também é parceiro do Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-História (LAEE), da UEM, coordenado pelo professor Lúcio Tadeu Mota.
Conforme a coordenadora do clube, os estudantes também gravaram vídeos na visita à Unicesumar. O grupo pretende realizar essas filmagens com maior frequência e em outros ambientes – até mesmo na escola -, mas com qualidade superior. “Nós solicitamos câmera e instrumentos adequados para conseguir desenvolver produtos comunicacionais mais interessantes”, afirma a docente.
A ideia do clube também é visitar mais museus da cidade com objetivo de conhecê-los pessoalmente e ter maior contato com a história. “O próximo local que queremos ir é o Memorial Kimura, em Floriano (PR)! ”, expõe a coordenadora.
Para Sandra é emocionante trabalhar com pesquisa no colégio. “Como pesquisadora, trazer esse resgate da investigação científica é fundamental para os alunos e tem um grande diferencial por ser um colégio público”.
O interesse dos estudantes pelo clube surge por ser um local diferente do dia a dia da sala de aula. “Geralmente é estudado de forma muito superficial sobre o assunto. Então aqui, eles acabam se envolvendo socialmente com os amigos, conversando e trocando ideias. Os clubistas perdem a timidez, explicam e realizam entrevistas. É muito bom e eles amam!”
A principal dificuldade do clube é a estrutura, algo que deve ser sanado com a chegada dos materiais para uso do grupo. “Por exemplo, nós não temos computador que funciona com projeção de tela (datashow). Inclusive, a gente solicitou esse amparo tecnológico na lista de itens”. De forma geral, os alunos estão muito animados e querem transmitir os conhecimentos que estão aprendendo para as outras pessoas.
Entre os planos futuros, está implementar o site com o desenvolvimento de muitos conteúdos e estudos pelo grupo, além de divulgar o site para a escola e para a comunidade externa – ou quem se interessar pelo tema. Os clubistas também estão animados para apresentar os resultados do projeto em feiras de ciências e continuar com as visitas aos museus.
Os encontros irão abordar temáticas que se aproximam da vivência dos Clubes de Ciências na Educação Básica

A Rede de Clubes NAPI – Paraná Faz Ciência deu início em setembro, ao novo curso de formação para professores clubistas: “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica”. A iniciativa pretende aprofundar temas que se relacionam com a rotina dos Clubes de Ciências, promovidos em escolas de todo o estado, por meio do projeto.
Esta é a primeira fase do curso, que se estende até o dia 23 de novembro deste ano. A segunda etapa será em 2026, entre os dias 23 de fevereiro e 13 de julho. Os encontros serão no formato assíncrono, pela plataforma Moodle, da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). Ao final, os participantes receberão um certificado de 60 horas, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Segundo a professora Gisele Côrrea, uma das pesquisadoras do NAPI PRFC e organizadoras do curso, trata-se de uma sequência da formação realizada em 2024. “Um ano depois da implementação dos clubes, entendemos que é o momento de aprofundar nas temáticas e apresentar novos conceitos”, destaca. “O curso vem com uma metodologia inovadora, tornando a experiência EAD mais dinâmica e interativa.”
A professora Mariana Andrade, coordenadora institucional do NAPI PRFC pela UEL e coordenadora estadual do NAPI PRFC Maker, reforça esse objetivo. De acordo com ela, que também está ajudando na elaboração das aulas, a ideia é realmente potencializar o trabalho que está sendo executado pelos docentes. “Esse curso é importante porque apresenta temáticas mais específicas, que estão sendo desenvolvidas pelos clubes.”
Para os professores da Rede de Clubes geral e Rede de Clubes Maker, a participação é obrigatória. Bolsistas Técnicos de Nível Superior (BNTS) pedagógicos das Instituições de Ensino Superior também devem comparecer às reuniões virtuais. Já a participação das docentes da Rede de Clubes Meninas é opcional.
Os clubistas foram convidados para receber uma moção de congratulações pela pesquisa realizada no lago da cidade

A Câmara Municipal de Rolândia homenageou o clube Discovery Kennedy’s com uma Moção de Congratulações, no dia 1º de outubro, pelo trabalho realizado no Lago San Fernando. A equipe de estudantes faz parte do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy e tem se dedicado ao estudo da flora, fauna e qualidade da água no ambiente urbano. No NAPI Paraná Faz Ciência, o clube é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A pesquisa já resultou em artigos científicos e, mais recentemente, em aprovações em eventos. Segundo a professora Eglaia Cheron, coordenadora do clube, a temática foi escolhida pensando no contexto regional. “Tinha que ter representatividade, importância socioeconômica e que fizesse diferença para o local”, explica. “Mas eu não imaginava tamanho envolvimento da comunidade. Essa menção honrosa foi, para nós, a ‘cereja do bolo’.”

De acordo com a docente, o trabalho da equipe tem se destacado de forma natural, mostrando ainda mais o quanto a investigação é relevante para a cidade. “Eu estou indo em reuniões com o prefeito e a Secretaria do Meio Ambiente para usarem os nossos dados em projetos de educação ambiental no lago, baseado nessa pesquisa que os alunos desenvolveram”, revela.
O professor Carlos Campaner, co-orientador do clube, compartilha do mesmo entusiasmo. Um momento gratificante, que faz valer todo o esforço dentro do Clube de Ciências. “Para os alunos, uma homenagem mais que merecida por […] muitos dias de experiências e vivências diferentes, e que mostram como é fazer ciência. Para nós, professores, o reconhecimento do nosso trabalho que, muitas vezes, é duramente criticado.”

Para a estudante Julia de Novais (16 anos), integrante do clube, a conquista despertou ainda mais motivação e determinação para continuar com os projetos. “Receber a menção honrosa na Câmara dos Vereadores foi uma experiência única e profundamente inspiradora”, declara. “Foi um momento de grande satisfação perceber que meu trabalho, assim como o de meus colegas, está sendo reconhecido e valorizado.”
Alguns familiares também compareceram à homenagem. Kellen Emmendorfer, mãe da aluna Isabelle Emmendorfer (16 anos), ficou muito orgulhosa com a menção honrosa. “Cada dia ela aprende mais, tem aquela vontade de buscar aprender coisas novas, e só o clube de ciências faz com que ela consiga ter o sonho de um dia ser uma cientista, uma analista laboratorial ou algo ligado à ciência”, conta.
Conheça os projetos do Clube Dengue Bot, do Colégio Estadual Vereador José Balan

Em Umuarama, o Clube Dengue Bot, do Colégio Estadual Vereador José Balan, teve três projetos finalistas na Feira Científica do Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação (FENAAH/S), da SEED (Secretaria de Estado de Educação) do Paraná. O evento ocorre entre os dias 11 e 13 de novembro, em Foz do Iguaçu.
A feira tem por objetivo proporcionar trocas de vivências entre professores e entre os estudantes dos programas de Altas Habilidades/Superdotação do Paraná. Também é uma maneira de incentivar e dar maior visibilidade a projetos elaborados por eles, por meio de apresentações dos trabalhos de Iniciação Científica.
O professor coordenador do clube, Maikon Douglas Schmidt, conta estar muito feliz com o resultado. “Foi uma alegria imensa quando recebemos a notícia de que os alunos foram selecionados como finalistas da FENAAHS. Eles ficaram radiantes! Muitos comemoraram, sorriram, vibraram — foi realmente um momento muito especial para todos nós”, afirma.
Conforme o professor Maikon, isso foi possível graças à dedicação dos estudantes. “É o reconhecimento de todo o esforço e o comprometimento que eles colocaram no projeto desde o início. Como professor e orientador do clube, me sinto extremamente orgulhoso. Acompanho de perto cada etapa, cada desafio superado, e ver esse resultado é muito gratificante. Ser finalista em uma feira tão importante como a FENAAHS mostra que nossos alunos têm talento, criatividade e capacidade de transformar ideias em soluções reais. Essa conquista fortalece a confiança deles e inspira toda a comunidade escolar”.
Os três projetos aprovados são:

O primeiro projeto realizado pelos estudantes do oitavo ano Antônio Carlos Vigarin Scantamburlo, Luiz Otávio Cabral Tis e Victor Emanuel dos Santos da Silva, é uma maquete de um dos blocos da escola com a intenção de simular um sistema de captação e reutilização da água da chuva. Na maquete, conforme escala proposta, cada um centímetro equivale a um metro (real). Segundo o professor Maikon, “os clubistas demonstram na prática como a água da chuva que cai sobre o telhado pode ser coletada, armazenada e reaproveitada de forma inteligente”.
A maquete tem sensores conectados ao Arduino Uno e ao ESP32, que monitoram, por exemplo, o nível da água no reservatório, a umidade do solo para uma possível irrigação, além de sensor de chuva para abrir e fechar o reservatório. Neste projeto também é demonstrado uma simulação do uso da água, como para reuso, irrigação de jardins, descarga e lavagem do pátio da escola.
Os clubistas pretendem realizar cálculos estimando a quantidade de volume de água que pode ser captado, com base nos dados da chuva da região e nas dimensões do telhado. Com o resultado, eles irão avaliar o potencial de redução na conta de água, ou seja, o impacto que esse sistema realizaria ao colégio.
Além disso, o professor conclui que “o projeto envolve conceitos como sustentabilidade, a partir da utilização de materiais recicláveis, robótica, programação e incentiva os alunos a pensarem em soluções reais para os desafios ambientais”.

O segundo projeto finalista, elaborado pelos alunos do sétimo ano: Gabriel Mateus Dalbosco de Almeida, Breno Gabriel Tavares Martins e Kauan Ribeiro, foi um jogo inspirado no universo do anime Naruto, com o objetivo de desenvolver a operação de divisão.
Segundo o professor, “entre as quatro operações da matemática (adição, subtração, multiplicação e divisão), talvez essa seja a que os alunos apresentam maior dificuldade”. Conforme Maikon, esse projeto também visa atender os alunos da sala de recursos.
O jogo foi desenvolvido no Scratch – uma linguagem de programação visual elaborada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), projetada para crianças e jovens aprenderem os conceitos básicos de programação de maneira participativa. Por isso eles utilizaram a linguagem dos animes e da programação. Os clubistas elaboraram fases, dicas e desafios que envolveram a conta de dividir de forma lúdica e interativa.
“Essa proposta estimula tanto o raciocínio lógico quanto a criatividade promovendo o protagonismo desses alunos clubistas, ao passo que estimula a aprendizagem dos estudantes que apresentam dificuldade”, diz o professor.

Desenvolvido por alunos clubistas do nono ano: Gustavo Lima de Araújo, Gustavo Dosso Francischini Da Silva e Ana Júlia dos Santos França, o terceiro projeto produziu um robô autônomo para auxiliar no combate à dengue no ambiente escolar.
Esse robô possui sensores de obstáculos que permitem sua movimentação independente pelos espaços da escola – como corredores, salas de aulas e pátios. Além disso, ele dispersa uma solução de citronela enquanto se movimenta. Essa substância natural ajuda a repelir o mosquito Aedes aegypti. Conforme o professor, o protótipo está sendo testado no ambiente escolar e a ideia é unir tecnologia e educação para promover a prevenção da dengue de forma prática e inovadora.
Aliado ao teste do robô, Maikon explica que os alunos estão desenvolvendo armadilhas de mosquitos seguindo a metodologia da Fiocruz. As armadilhas se chamam ovitrampas. “Essa armadilha será um pote e uma paleta de Eucatex, nós iremos colocar no pote uma solução de levedura de cerveja que irá atrair a fêmea do mosquito que estiver por perto. Essa fêmea vai depositar ovos nessa paleta. E a partir da contagem de ovos a gente vai ter um indicativo da quantidade de mosquitos na região”, explica.
Além disso, o professor expõe que para os próximos passos, serão montados dois grupos de experimento, sendo um experimental e outro de controle, em uma sala de aula que terá influência do robô e a outra que não terá. A partir dessa estratégia, o clube conseguirá levantar dados sobre a eficiência do robô no combate à dengue no ambiente escolar.