Ações envolveram teatro científico, exposição de fotos e incentivo ao protagonismo feminino na ciência

No último dia 10, o Clube de Ciências Lumina, do Colégio Estadual Bibiana Bitencourt, de Guarapuava, foi anfitrião de atividades da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), recebendo projetos vinculados à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A iniciativa teve como objetivos aproximar a ciência e a tecnologia do ensino básico, incentivar o protagonismo feminino na ciência e tornar o fazer científico mais acessível ao público.
A programação incluiu a exposição “Mulheres Cientistas e suas pesquisas”, a apresentação da peça “A Que Faz”, do Grupo de Teatro Científico da UEPG, além de uma reunião da equipe da Rede de Clubes de Meninas com as estudantes clubistas.
Formado por cinco alunas do Ensino Médio, o Clube Lumina integra o projeto Caminhos na Ciência, que faz parte da Rede de Clubes de Meninas. As atividades do grupo concentram-se na divulgação científica e no estudo das trajetórias e pesquisas de cientistas contemporâneas, especialmente em âmbito local.
De acordo com a professora responsável pelo clube, Vanina Roncaglio, o evento também contribuiu para dar visibilidade ao projeto dentro da própria escola. “Muitos alunos ainda não conheciam o clube”, destaca. Ela ressalta ainda que as ações ampliaram horizontes para as participantes: “as alunas percebem que também podem fazer teatro e divulgar o que pesquisam”.
Durante a reunião com as integrantes do clube, houve troca de experiências e discussão sobre os interesses de pesquisa e planos futuros das estudantes. A professora Bettina Heerdt, do Departamento de Biologia da Unicentro e articuladora do projeto Clube de Meninas, apresentou possibilidades de ampliação das atividades, incluindo visitas técnicas e saídas a campo. Também participaram bolsistas de iniciação científica e voluntárias, responsáveis pelo acompanhamento e registro das ações do grupo.
Nesse contexto de valorização das trajetórias e produções científicas femininas, a exposição apresentou histórias de pesquisadoras, abordando desde seus percursos acadêmicos até aspectos de suas produções. Por meio de fotografias, contos e obras de arte — criados a partir de relatos das cientistas —, a mostra trouxe reflexões sobre desafios enfrentados no meio acadêmico, como situações de opressão e a conciliação entre carreira, vida pessoal e maternidade, evidenciando as múltiplas dimensões de ser mulher na ciência.
A artista de uma das pinturas expostas, AJ Pradel esteve presente no evento também enquanto atriz. Sobre sua obra, Infinitude do seu Não Falar, AJ destacou o intuito de “representar a imensidão que é ser mulher e a força necessária para viver na sociedade atual”.
A exposição “Mulheres cientistas e suas pesquisas” trouxe fotos, contos e obras de arte para mostrar sobre a trajetória e pesquisas de cientistas. Entre as obras expostas, A infinitude do seu Não Falar, da artista visual AJ Prandel (Foto/Talula) A exposição “Mulheres cientistas e suas pesquisas” trouxe fotos, contos e obras de arte para mostrar sobre a trajetória e pesquisas de cientistas. Entre as obras expostas, A infinitude do seu Não Falar, da artista visual AJ Prandel (Foto/Talula) A exposição “Mulheres cientistas e suas pesquisas” trouxe fotos, contos e obras de arte para mostrar sobre a trajetória e pesquisas de cientistas. Entre as obras expostas, A infinitude do seu Não Falar, da artista visual AJ Prandel (Foto/Talula)
Além da exposição, o dia contou com a presença do Grupo de Teatro Científico (GTC), projeto de extensão da UEPG, que levou ao público a peça “A Que Faz”. O espetáculo aborda a presença feminina na ciência a partir das perspectivas de uma menina, uma mulher e uma senhora, e foi apresentado nos períodos da manhã e da tarde.
O Grupo de Teatro Científico da UEPG esteve no Colégio Bibiana Bitencourt, em Guarapuava, com o espetáculo que aborda a temática das mulheres na ciência (Foto/Talula) O Grupo de Teatro Científico da UEPG esteve no Colégio Bibiana Bitencourt, em Guarapuava, com o espetáculo que aborda a temática das mulheres na ciência (Foto/Talula) O Grupo de Teatro Científico da UEPG esteve no Colégio Bibiana Bitencourt, em Guarapuava, com o espetáculo que aborda a temática das mulheres na ciência (Foto/Talula) O Grupo de Teatro Científico da UEPG esteve no Colégio Bibiana Bitencourt, em Guarapuava, com o espetáculo que aborda a temática das mulheres na ciência (Foto/Talula) O Grupo de Teatro Científico da UEPG esteve no Colégio Bibiana Bitencourt, em Guarapuava, com o espetáculo que aborda a temática das mulheres na ciência (Foto/Talula) O Grupo de Teatro Científico da UEPG esteve no Colégio Bibiana Bitencourt, em Guarapuava, com o espetáculo que aborda a temática das mulheres na ciência (Foto/Talula) O Grupo de Teatro Científico da UEPG esteve no Colégio Bibiana Bitencourt, em Guarapuava, com o espetáculo que aborda a temática das mulheres na ciência (Foto/Talula)
A iniciativa dialoga diretamente com os objetivos do Caminhos na Ciência, presente em sete cidades do Paraná. O projeto busca incentivar meninas a seguirem carreiras nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, sigla em inglês) por meio da criação de clubes de ciências e da valorização de referências femininas contemporâneas, inspirando novas gerações a ingressarem na carreira científica.
Para a professora Leila Freire, coordenadora do Caminhos na Ciência e do GTC, discutir o tema é essencial, especialmente no ambiente escolar. “Falar sobre mulheres na ciência é importante em qualquer espaço, mas ainda mais nas escolas, onde as alunas estão no início de sua formação e de uma possível trajetória científica”, afirma.











