Evento reuniu gestores, estudantes, professores e visitantes para conhecer os novos cientistas da Educação Básica

Após três dias de muita ciência, troca de conhecimento, projetos inovadores e muitas emoções, a Feira de Cultura Científica – FECCI 2026 termina a segunda edição com uma constatação: trabalhos mais complexos, com um produto de pesquisa mais elaborado e a certeza de que é nas escolas que os novos cientistas estão sendo formados.
Além dos jovens pesquisadores que vieram dos 115 municípios do Paraná para participar da Feira, estiveram no campus Neoville da UTFPR gestores públicos, professores, representantes das instituições parceiras.
Com organização do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação NAPI – Paraná Faz Ciência, a FECCI tem como propósito estimular a prática da investigação desde os anos iniciais da Educação Básica, aproximando estudantes, pesquisadores e universidades e a comunidade, além de fortalecer popularizar a ciência e a cultura científica no estado.

Nesta edição, foram inscritos 1.192 trabalhos, dos quais 688 foram selecionados para a exposição presencial. Os projetos foram avaliados nas categorias FECCI Kids, Júnior e Jovem, que contemplam estudantes do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Profissional Técnica e Educação de Jovens e Adultos.
As pesquisas contemplam diferentes áreas do conhecimento, como Ciências da Saúde, Biológicas, Exatas, Humanas, Agrárias, Inovação Tecnológica e Robótica. A maior parte dos trabalhos foi desenvolvida nos clubes de ciências que integram a Rede Paraná Faz Ciência, iniciativa que estimula a investigação científica no cotidiano escolar, além de alunos da rede particular.
Na tarde de encerramento, os participantes puderam conhecer os vencedores nas categorias que receberam prêmios doados pela 19ª Região da Receita Federal do Paraná e

Jovem cientistas
Pela primeira participando de uma feira científica, as estudantes do Clube de Ciências CEJAA, Isabella de Santos Souza e Ludmila Sanches, do Colégio Estadual José Antônio de Almeida (CEJAA), de Mariluz, região Noroeste do Paraná, apresentaram com o projeto sobre ovitrampas, armadilhas de baixo custo para controle de mosquitos da dengue, o Aedes aegypti.
“Participar de uma feira grande como a FECCI, com muitos trabalhos bons e diferentes, dá uma certa ansiedade, mas foi uma experiência muito boa para aprender mais”, destacou Isabela. No projeto, a proposta é colocar armadilhas com água e mapear locais onde há maior incidência de ovos do mosquito. Na sequência, colocar armadilhas com citronela para conferir se a substância irá repelir os mosquitos naqueles locais.

O articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis, faz um balanço positivo e emocionante. “Pudemos observar um nível de evolução muito grande nos trabalhos que foram apresentados nesta segunda edição, que corresponde um pouco desse segundo movimento e continuidade da ação que vem acontecendo nos clubes de ciências, nas escolas de Educação Básica. Estamos super felizes e já esperando a FECCI 2027”, afirmou o articulador.
Durante o evento, foram realizadas oficinas, palestras, atividades científicas e culturais, sempre com a ciência como tema. A FECCI 2026 também reuniu museus, instituições públicas e projetos de pesquisa e extensão universitária, com exposições e experiências interativas.
Já a professora Débora de Mello Sant’Anna, também articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, fez questão de destacar a emoção do evento. “Estamos muito felizes com tudo o que aconteceu nesses dias de Feira, com muito aprendizado, trocas e muitos cientistas sendo formados. Só podemos comemorar mais essa edição da FECCI”, exaltou Débora.
Paula Aprigliano, da equipe técnica de Ciências, do Departamento de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba (SEED), acompanhou todos os clubes do município que participaram da FECCI 2026 com 180 trabalhos. “O retorno que eu tive das professoras foi sempre de felicidade, de engajamento e comprometimento. E mais: de que os estudantes adoraram a interação e a oportunidade incrível de apresentar seus projetos, a troca com os avaliadores, tudo para eles foi incrível”, salientou Paula.
Entre os participantes estiveram o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), da UEM, o Museu de Ciências Naturais da UFPR, o Museu de Tecnologias da UTFPR (MUTEC) e o Parque da Ciência Newton Freire Maia, com seu planetário.

A programação contou ainda com a Polícia Científica do Paraná, Fiocruz, Sesi e SESC, além de iniciativas como os NAPIs Emergência Climática e Taxonline, Arte que Nada, Saúde nas Mídias, Olha o Bicho, Benefícios das Florestas, Viralume, Meninas e Mulheres nas Ciências e FIBRA.
Na área externa, o público poderá conhecer os espaços itinerantes do ZikaBus e do Rebimar, com atividades educativas e experiências de divulgação científica.

Ao reunir estudantes, professores, pesquisadores e instituições parceiras, a FECCI fortalece a articulação promovida pelo NAPI Paraná Faz Ciência entre a Educação Básica e o Ensino Superior, ampliando as oportunidades de formação, investigação e divulgação científica nas escolas.