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Em Ibiporã, alunos de clube maker transformam desperdício de comida em pesquisa científica

Por: Isabella Abrão

Projeto investiga sobras do almoço para entender hábitos e propor mudanças no consumo da comunidade escolar

Esta imagem mostra um grupo de estudantes e alguns adultos dentro de uma sala de aula. Eles estão reunidos para uma foto, organizados em duas fileiras: alguns em pé atrás e outros sentados ou apoiados nas mesas à frente. A maioria usa camisetas azul-escuras com um logotipo, sugerindo uniforme escolar. Ao fundo, há uma parede branca com um quadro decorativo que mostra uma pilha de livros coloridos. À direita, aparece um armário azul e algumas caixas empilhadas. As mesas estão à frente do grupo, com mochilas e materiais escolares sobre elas.
Registro da visita da equipe NAPI PRFC UEL ao clube San Rafa Makers, em Ibiporã (Foto/Isabella Abrão)

Em sua essência, um clube de ciências é formado por alunos protagonistas, curiosos e engajados. Na Rede de Clubes Maker, do NAPI-Paraná Faz Ciência, soma-se esse perfil com atividades que incentivam ideias e buscam solucionar questões de forma ativa. Foi assim que o clube San Rafa Makers percebeu o desperdício de alimentos na escola e passou a buscar formas de resolver o problema.

O projeto é do Colégio Estadual Jardim San Rafael, de Ibiporã. A equipe notou que havia um padrão: muitos deixavam comida no prato na hora do almoço. Para averiguar, os clubistas coletaram as sobras e traçaram um objetivo. “Registrar e quantificar o desperdício de alimentos durante o almoço em nosso colégio integral. Em seguida, propor ações para mitigar esse desperdício”, explica a professora coordenadora, Edinara Santos.

Esta imagem mostra um close de recipientes usados para restos orgânicos. À direita, há um balde rosado com cascas de frutas, especialmente limões cortados. À esquerda, aparecem baldes pretos contendo restos de alimentos, como arroz ou outros resíduos orgânicos. A imagem sugere um processo de reaproveitamento ou separação de resíduos.
Coleta de sobras de alimento do almoço escolar (Foto/Arquivo Pessoal)

No último ano, os estudantes dividiram o que foi coletado em baldes, separando o resto de comida da casca de frutas. Montaram, também, um questionário sobre hábitos alimentares, para entender melhor o que estava sendo consumido pela comunidade escolar. Além disso, realizaram propostas de destino sustentável, visando a criação de uma composteira para adubo, produto que poderá ser utilizado na horta do colégio.

Os resultados foram apresentados na 1ª Mostra de Clubes de Ciências, em Guarapuava, e na 1ª Feira de Cultura Científica (FECCI), em Curitiba. O clube ainda foi escolhido para representar o Paraná no Encontro Nacional do Mais Ciência na Escola, em Brasília. “Foi muito gratificante e enriquecedor compartilhar o nosso trabalho e trocar experiências com outros clubes pelo país”, conta Edinara. “Fiquei particularmente impressionada com a grandiosidade do Mais Ciência na Escola.”

Esta imagem mostra um grupo grande de jovens e adultos posando para uma foto em um evento. Eles usam camisetas verde-claras com crachás, indicando participação oficial. Ao fundo, há um grande painel com o texto “ENCONTRO NACIONAL + CIÊNCIA NA ESCOLA”. O grupo está organizado em duas fileiras (em pé e agachados), sorrindo para a foto. O ambiente é um espaço de evento, com iluminação profissional e estrutura de palco.
Equipe da Rede de Clubes Maker no Encontro Nacional Mais Ciência na Escola (Foto/Arquivo Pessoal)

O clube San Rafa Makers é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). De acordo com Edinara, o foco agora é aprofundar mais a metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). “Neste ano, trabalharemos em conjunto com o itinerário formativo de matemática (física, programação e robótica) no desenvolvimento de uma ‘bengala inteligente’ para deficientes visuais”, revela a docente.

Siga o perfil no Instagram do clube, o @sanrafamakers. E as atividades dos Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.