Equipe apresentou projetos dos clubes makers e compartilhou experiências com outras regiões no evento de Brasília

O futuro da ciência começa na sala de aula. Isso ficou mais do que provado no 1º Encontro Nacional do programa Mais Ciência na Escola, realizado em Brasília, entre os dias 23 e 26 de março. A Rede de Clubes Maker do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência (PRFC) também esteve presente no evento e reforçou o papel da cultura maker na formação de estudantes protagonistas.
Com laboratórios e atividades voltadas para o “mão na massa”, o Mais Ciência na Escola incentiva ideias, soluções e aprendizados de forma ativa. Por meio disso, promove o letramento digital, a experimentação científica e a inovação na Educação Básica. Tudo para trazer ciência e tecnologia na prática, focando na metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).
O Encontro Nacional teve como objetivo debater sobre a popularização da ciência e os resultados dos laboratórios makers no Brasil. A programação contou com palestras, mesas temáticas, vídeos institucionais e atividades em grupos, proporcionando a integração entre professores, alunos, coordenadores e pesquisadores. Foi um momento muito importante para a troca de experiências entre todos os projetos do país.
Autoridades e representantes governamentais também compartilharam com o público o cenário brasileiro. A Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, destacou a necessidade de práticas pedagógicas democratizadas, que tenham essa pegada mais prática. “Estamos falando de inovação concreta na Educação Básica brasileira. Um programa que aproxima a ciência da realidade dos estudantes, que valoriza o aprender fazendo, a experimentação, a curiosidade e a criatividade”, enfatiza.

Em entrevista para o NAPI PRFC, a Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, colocou em pauta a importância de fazer política pública com escuta. “A gente quer saber a experiência real de quem vive o programa no chão da escola e esse encontro é para isso. A gente está muito feliz em receber mais de 1600 pessoas aqui […] todo mundo junto, para fortalecer essa experiência tão rica que é criar clube de ciência, montar um laboratório e, principalmente, proporcionar aos estudantes da escola pública brasileira uma educação científica de qualidade”, defende.
Também procurado pela equipe, o Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, ressaltou que a primeira grande parceria do Programa Nacional de Popularização da Ciência (POP Ciência) foi com o Paraná. “Nós queremos cada vez incentivar mais a produção científica e a educação científica a partir do Ensino Fundamental, do Ensino Médio […] porque é fomentando a ciência que você cria as condições para produzir tudo aquilo que nós precisamos para o Brasil”, encoraja.

Rede de Clubes Maker
Quatro clubes paranaenses ficaram responsáveis por representar o estado e a vertente maker do NAPI – Paraná Faz Ciência no evento. Alunos e professores mostraram um pouco do trabalho desenvolvido no projeto, que tem transformado o pensamento crítico dos estudantes, despertado a curiosidade para o mundo da ciência e contribuído com a produção de conhecimento no Brasil.
As equipes participantes são do Colégio Estadual do Campo Professora Margarida Franklin Gonçalves (clube Margarida Consciente), em Ibaiti; Colégio Estadual do Campo Professora Godomá Bevilacqua de Oliveira (clube Circuito Criativo), de Apucarana; Colégio Estadual Indígena Cacique Otavio dos Santos (clube Pỹn fīfī), na Terra Indígena Marrecas, em Turvo; e Colégio Estadual do Jardim San Rafael (clube San Rafa Makers), em Ibiporã.
Inclusive, uma das alunas do clube Circuito Criativo foi escolhida para apresentar a síntese de uma discussão em grupo, durante o encerramento do evento. A atividade separou professores, estudantes e coordenadores estaduais no dia anterior ao relato, estimulando o diálogo entre pessoas de diferentes regiões.

Segundo a professora Edinara Santos, coordenadora do clube San Rafa Makers, o que mais a impactou no evento foi conhecer a amplitude que o Mais Ciência na Escola tem alcançado. “Nós ficamos realmente impressionados com a grandiosidade e o quanto desse projeto atinge escolas do Brasil inteiro. Ficamos muito orgulhosos de fazer parte disso”, conta.
Para alguns alunos, o Encontro Nacional foi também o primeiro evento científico. É o caso de Victor Souza (12 anos), do clube Margarida Consciente, que já está manifestando interesse na próxima viagem. “A gente veio aqui no evento de Brasília e eu quero ter mais oportunidades também de ir em outros eventos”, revela. “Eu estou gostando muito do Mais Ciência na Escola aqui e, graças ao clube Maker, eu estou podendo participar.”
Os estudantes do clube Pỹn fīfī também demonstraram entusiasmo com a experiência. Para os alunos, conhecer a cidade está sendo uma vivência diferenciada e, sem dúvidas, divertida. “Estou achando legal representar o Paraná. Me perdi um pouco lá no shopping”, brincou Wesley Mathias (15 anos).

O 1º Encontro Nacional “Mais Ciência na Escola” estava previsto na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta e Capacita nº 13/2024 – Mais Ciência na Escola. O Paraná Faz Ciência Maker faz parte do programa, tendo sido selecionado pelo edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além disso, a iniciativa dos clubes Makers integra as ações do NAPI – Paraná Faz Ciência, que é apoiado pela Fundação Araucária.