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Clubes ligados à UTFPR apresentam seus projetos na Semana Araucária

Por: Cassia Naomi

Estudantes de Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais apresentaram soluções sustentáveis e análises sociais em evento científico em Curitiba

Fotografia em ambiente interno, em um espaço de eventos. No centro, um grupo de cerca de oito estudantes e uma professora está sobre um pequeno palco, posando para uma foto. Eles usam roupas casuais e uniformes escuros, e estão lado a lado, alguns sorrindo. Ao fundo, há um grande painel preto com um símbolo verde estilizado e a palavra “Semana Araucária”, indicando o nome do evento. Na frente do palco, várias pessoas estão sentadas em cadeiras, de costas para a câmera, assistindo à apresentação. Algumas usam fones de ouvido, sugerindo tradução simultânea ou acessibilidade sonora. O ambiente é bem iluminado, com paredes claras e um mezanino ao fundo. A cena transmite um momento de apresentação ou participação em evento educacional ou científico.
Liga Científica na Semana Araucária (Foto/Giovane de Lima)

Entre os dias 10 e 12 de março de 2026, o Campus da Indústria, da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), tornou-se o epicentro da inovação paranaense durante a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Com o tema “Recursos públicos transformados em conhecimento e desenvolvimento”, o evento buscou demonstrar como a ciência impacta o cotidiano da população. No último dia da programação (12/03) em Curitiba, a Rede Paraná Faz Ciência levou dez de seus mais de 250 clubes para compartilhar suas vivências investigativas, com destaque para os clubes Liga Científica e o Mentes em Ação, ambos vinculados à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Sustentabilidade em Fazenda Rio Grande

O clube Liga Científica, do Colégio Estadual Lucy Requião de Melo e Silva, em Fazenda Rio Grande, apresentou os frutos de sua horta escolar agroecológica. Sob a coordenação da professora Suelen Santos Rego, os estudantes demonstraram como transformam o ambiente escolar em um laboratório vivo.

O foco da apresentação foi a eficácia do adubo orgânico produzido via compostagem na própria escola. A pesquisa, que comprovou um crescimento superior das hortaliças, já colhe reconhecimentos externos: o projeto conquistou o 2º lugar na categoria Empreendedorismo Jovem na FECCI 2025. “Nosso objetivo é criar soluções voltadas para a preservação e levar essa mentalidade científica para feiras e eventos”, destacam os membros do clube.

  • As imagens mostram os integrantes do clube Liga Científica durante sua apresentação. No palco, estudantes e a professora compartilham o projeto com o público, apoiados por um painel de slides. Três fotos da galeria destacam os resultados da pesquisa diretamente da tela de apresentação.
  • As imagens mostram os integrantes do clube Liga Científica durante sua apresentação. No palco, estudantes e a professora compartilham o projeto com o público, apoiados por um painel de slides. Três fotos da galeria destacam os resultados da pesquisa diretamente da tela de apresentação.
  • As imagens mostram os integrantes do clube Liga Científica durante sua apresentação. No palco, estudantes e a professora compartilham o projeto com o público, apoiados por um painel de slides. Três fotos da galeria destacam os resultados da pesquisa diretamente da tela de apresentação.
  • As imagens mostram os integrantes do clube Liga Científica durante sua apresentação. No palco, estudantes e a professora compartilham o projeto com o público, apoiados por um painel de slides. Três fotos da galeria destacam os resultados da pesquisa diretamente da tela de apresentação.
  • As imagens mostram os integrantes do clube Liga Científica durante sua apresentação. No palco, estudantes e a professora compartilham o projeto com o público, apoiados por um painel de slides. Três fotos da galeria destacam os resultados da pesquisa diretamente da tela de apresentação.

Ciência Social e Mediação Escolar

Já o clube Mentes em Ação, do Colégio Estadual Herbert de Souza, em São José dos Pinhais, levou ao evento uma investigação científica sobre um tema urgente e global: o fenômeno do bullying. Sob a coordenação da professora Pauline Henrique Fernandes, o clube desenvolveu o projeto “Bullying: uma análise na escola”, que se destaca pelo rigor metodológico na compreensão das dinâmicas de convivência escolar.

O trabalho dos clubistas serve de modelo para outras instituições, pois foca na criação de estratégias de acolhimento frente a esses casos. O planejamento do grupo inclui a formação de estudantes mediadores e a construção de um Programa de Prevenção inspirado no Método Olweus, referência internacional na redução de conflitos através de redes de apoio social e escuta ativa.

  • As imagens mostram os integrantes do clube de ciências Mentes em Ação durante sua apresentação. No palco, cinco estudantes e professora compartilham o projeto com o público, apoiados por um painel de slides. Três fotos da galeria destacam os resultados da pesquisa diretamente da tela de apresentação.
  • As imagens mostram os integrantes do clube de ciências Mentes em Ação durante sua apresentação. No palco, cinco estudantes e professora compartilham o projeto com o público, apoiados por um painel de slides. Três fotos da galeria destacam os resultados da pesquisa diretamente da tela de apresentação.
  • As imagens mostram os integrantes do clube de ciências Mentes em Ação durante sua apresentação. No palco, cinco estudantes e professora compartilham o projeto com o público, apoiados por um painel de slides. Três fotos da galeria destacam os resultados da pesquisa diretamente da tela de apresentação.
  • As imagens mostram os integrantes do clube de ciências Mentes em Ação durante sua apresentação. No palco, cinco estudantes e professora compartilham o projeto com o público, apoiados por um painel de slides. Três fotos da galeria destacam os resultados da pesquisa diretamente da tela de apresentação.
  • As imagens mostram os integrantes do clube de ciências Mentes em Ação durante sua apresentação. No palco, cinco estudantes e professora compartilham o projeto com o público, apoiados por um painel de slides. Três fotos da galeria destacam os resultados da pesquisa diretamente da tela de apresentação.

Diálogo entre Escola e Universidade

A professora Neusa Nogas Tocha, representante da UTFPR, acompanhou de perto as apresentações e ressaltou como essa integração fortalece a educação. “Ver esses jovens na Semana Araucária é o resultado do trabalho em conjunto da comunidade escolar e universidade. Essa rede de apoio permite que o conhecimento circule e que os estudantes se sintam seguros para investigar temas complexos e compartilhar em eventos como este. É uma demonstração clara de como a colaboração está mudando a educação no Paraná”, defende.

A participação desses clubes na Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) reafirma que a ciência paranaense começa cedo, dentro das salas de aula ou de locais como as hortas escolares, transformando a realidade dos estudantes e de suas comunidades para melhor.