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Clube de Foz do Iguaçu transforma ciência em arte

Por: Isabella Abrão

Alunos do CEEBJA de Foz exploram criatividade e investigação científica com atividades mais dinâmicas

Esta imagem mostra uma atividade de estudo ou análise científica em uma mesa. Uma pessoa está escrevendo em um caderno com um lápis. O caderno tem muitas anotações e textos, provavelmente de uma atividade prática. Sobre a mesa há: Outro caderno aberto, Uma borracha, Post-its coloridos. Em frente ao caderno há uma caixa com divisões, contendo: pequenos fragmentos de plantas, folhas verdes, musgos ou material vegetal. A caixa tem compartimentos, indicando que os materiais estão organizados para observação ou classificação.
Os alunos usam arte para estudar ciência (Foto/Arquivo Pessoal)

Você já ouviu aquela frase “Nunca é tarde para aprender algo novo”? Ela sofre variações, claro, mas aqui o sentido é o mais importante. O clube Conexões Criativas, de Foz do Iguaçu, é a prova de que incentivar conhecimento nunca é demais, principalmente se for feito de forma lúdica e divertida. A equipe pertence ao Centro Estadual de Educação Básica de Jovens (CEEBJA) Adultos Ourides Balotin Guerra.

O CEEBJA oferece a conclusão do Ensino Fundamental e Médio de forma gratuita para pessoas que não finalizaram os estudos na idade regular. Porém, para que os alunos sintam-se engajados durante esse processo, é fundamental que as aulas valorizem o conhecimento prévio enquanto promovem o protagonismo e despertam a curiosidade.

Partindo desses princípios, o clube de ciências tem como objetivo estimular a participação dos estudantes com práticas artísticas. “Como no CEEBJA as turmas semestrais são de EAD [Educação a Distância], tenho uma grande rotatividade de alunos. Preciso trabalhar com os alunos de forma mais dinâmica em sala de aula”, explica Ana Claudia Seabra Freitas, professora coordenadora.

A imagem mostra uma atividade manual ou artesanal sendo realizada sobre uma mesa. No centro da imagem, uma pessoa usa uma jaqueta acolchoada rosa e segura um copo plástico transparente inclinado sobre uma forma de silicone roxa com vários compartimentos. Dentro desses compartimentos há peças decorativas coloridas, muitas em formato de corações, feitas com glitter e cores variadas, como dourado, verde, azul, vermelho e rosa. O copo parece estar sendo usado para despejar líquido, possivelmente resina ou outro material utilizado para moldagem. À esquerda, outra mão segura um utensílio semelhante a uma espátula, auxiliando no trabalho. Ao redor da mesa há diversos materiais de artesanato, como um furador de papel, tesoura, papéis decorativos e outros objetos de trabalho manual.
Atividade com folhas e flores em resina (Foto/Arquivo Pessoal)

O nome completo do projeto é Clube Conexões Criativas – integrando saberes entre Arte e Ciências. As atividades são realizadas na disciplina de Artes, que funciona como eixo articulador entre diferentes áreas do conhecimento (Biologia, Química e Português). Entre as ações desenvolvidas, estão o trabalho com folhas esqueletizadas e imersão na resina. A ideia é estudar elementos naturais, destacando padrões e explorando as propriedades de preservação.

A imagem mostra um painel artístico de uma árvore sobre um fundo branco. O tronco e os galhos da árvore são desenhados ou pintados em tom de cinza. Sobre os galhos estão coladas folhas secas reais, de cor bege ou amarelada. As folhas parecem estar secas e prensadas, algumas com marcas naturais e pequenas rasuras. A composição lembra um trabalho escolar ou artístico de botânica, misturando desenho com elementos naturais. O painel parece estar sobre uma superfície escura, visível nas bordas da imagem.
Atividade com folhas esqueletizadas (Foto/Arquivo Pessoal)

Na Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, a equipe recebe apoio da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Segundo a professora Ana, os alunos têm feito coisas mais simples enquanto o clube aguarda receber as compras dos materiais. “Minha maior expectativa é que a resina, bandejas de silicone e demais utensílios cheguem para que eu consiga trabalhar de forma mais prática o projeto. Pretendo também participar de exposições”, revela.