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Clube de Londrina transforma calor em ciência usando fornos solares

Por: Isabella Abrão

Unindo teoria e prática, equipe investiga como ocorre a propagação do calor e transforma experimentos em receitas

A imagem mostra um grupo grande de adolescentes e alguns adultos reunidos ao ar livre, posando para uma foto. Eles estão organizados em duas fileiras: alguns agachados na frente e outros em pé atrás. A maioria veste uniforme escolar azul-escuro. Ao fundo, há uma parede clara com um desenho de uma árvore feito com vários recortes coloridos em formato de mãos, formando a copa da árvore. À direita, há um pequeno cartaz colorido com desenhos e elementos decorativos. O grupo parece descontraído: muitos estão sorrindo, fazendo gestos com as mãos (como sinal de positivo ou poses informais). A iluminação indica que é dia, com sol forte iluminando a cena.
Equipe do clube de ciências Forno Solar (Foto/Isabella Abrão)

Já imaginou assar um bolo de chocolate usando o sol? O que para muitos pode parecer muito difícil e até pouco realista, para os alunos do clube de ciências Forno Solar é apenas uma atividade comum. A equipe pertence ao Colégio Estadual Dr. Willie Davids, em Londrina, e investiga como o calor se propaga. Com esse conhecimento, os estudantes estão criando fornos solares em sala de aula. 

O “forno solar” é um dispositivo sustentável que converte a luz do sol em calor, possibilitando o cozimento ou fritura. Uma solução eficaz para enfrentar problemas de acesso e custo de energia. No clube, articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), a turma já estudou sobre os métodos do forno de caixa e forno parabólico. O primeiro, por exemplo, usa a técnica do efeito estufa para assar de forma lenta. Já o segundo, concentra os raios solares em um ponto e atinge altas temperaturas rapidamente.

Esta imagem mostra duas panelas pretas vistas de cima, posicionadas lado a lado dentro de uma espécie de caixa ou estrutura revestida com material metálico refletivo (parecido com papel alumínio). Dentro das panelas há bolo de chocolate. Uma delas tem um cabo visível voltado para a direita. Parte do braço de uma pessoa aparece no canto direito da imagem, sugerindo que alguém está manipulando ou observando as panelas. O ambiente parece improvisado, como um experimento ou preparo artesanal.
Bolo assado no forno de caixa construído pela turma (Foto/Isabella Abrão)

Segundo o professor Thiago Miashiro, coordenador do projeto, a temática é fundamental para reforçar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). “No clube de ciências, o aluno necessita aplicar vários conceitos que eles aprenderam – de física, matemática e na parte de química – dentro dos projetos. Então, os conceitos de calor, temperatura, radiação, toda essa parte teórica, ele vai ter que aplicar na parte prática”, destaca.

Durante as experiências, a equipe já aproveitou para fazer várias receitas, incluindo assar bolos e marshmallows. O docente explica que a turma tem usado materiais de baixo custo e que estejam disponíveis localmente, como reciclados e restos de antenas parabólicas. A partir desses testes, os alunos avaliam o desempenho dos fornos em diferentes condições ambientais.

Agora, o objetivo é continuar testando com outros tipos de fornos solares, utilizando o apoio de novos equipamentos. “Com os materiais chegando, a gente consegue melhorar a eficácia do forno solar e, assim, a gente consegue assar em menor tempo com diferentes ingredientes e receitas”, conta Miashiro. “A ideia é a gente conseguir juntar até a parte de robótica e da energia das placas solares, para que tenha um forno automatizado.”

Mais do que avançar nas pesquisas do clube, a expectativa para esse ano é apresentar os resultados do projeto. O clube pretende repetir o feito do ano passado, quando teve um trabalho aprovado na 1ª Feira de Cultura Científica (FECCI) do NAPI – Paraná Faz Ciência, realizada em Curitiba. “Alguns alunos conseguiram permanecer desde o clube passado, então eles já estão perguntando se vai ter a feira de ciências, a FECCI, novamente”, revela o professor.
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