O talento de Maringá na FECCI 2026: Com sete projetos aprovados, o CAP Ciência leva 14 alunos para Curitiba

O orgulho e o entusiasmo tomaram conta do Colégio de Aplicação Pedagógica da Universidade Estadual de Maringá (CAP-UEM). O clube de ciências da instituição, vinculado à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, o CAP Ciência, teve sete projetos de pesquisa aprovados para a FECCI 2026 (Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência).
Com a aprovação em massa, uma comitiva de 14 clubistas embarcará rumo a Curitiba para participar do evento nos dias 4 e 6 de novembro. Os jovens cientistas irão apresentar seus projetos e representar Maringá na capital do Estado.
Para o professor e orientador do clube, Antonio de Oliveira, a notícia da aprovação de tantos trabalhos foi um misto de emoções. “Gerou bastante empolgação ao mesmo tempo um pouco de ansiedade. Nossos trabalhos são diversos e ligam nosso clube de ciências à problemas locais”, revelou o professor.
Criatividade e soluções locais
O grande diferencial das pesquisas do CAP Ciência deste ano é a diversidade e o impacto social e ambiental. Os sete trabalhos selecionados buscam responder a problemas reais da comunidade, passando pela sustentabilidade, saúde, igualdade de gênero e economia circular.
Conheça os títulos dos projetos que estarão nos estandes em Curitiba:
- Do Tradicional Ao Inovador: Balas De Gomas Reformuladas Como Estratégia Para Suplementação Nutricional
- Sustentabilidade Em Embalagens: Recipientes Compostáveis De Batata e Fibra De Cana-De-Açúcar
- Do Resíduo Ao Design: Transformando Resíduos Em Móveis Funcionais e Baratos
- Até Que Ponto é Zueira? Conscientização Como Ferramenta Ao Preconceito e à Desigualdade De Gênero
- Do Prato à Horta: Construção De Biodigestor De Baixo Custo a Partir De Sobras Alimentares Escolares
- Educação Transformadora Para Um Mundo Sustentável: Um Desafio Coletivo
- Recicla Banner: Redefinindo O Ciclo De Vida De Materiais Publicitários
Desenvolver sete linhas de pesquisa simultaneamente com estudantes da Educação Básica pode ser um grande desafio, mas que se torna leve quando há um trabalho em equipe. O professor Antonio destaca que o sucesso do clube é fruto de um esforço coletivo. “É muito gratificante ter uma equipe que trabalha junto e que busca conhecimento. Não seria possível desenvolver sozinho todos esses trabalhos”. O docente ainda ressalta a importância dos clubistas no desenvolvimento de cada projeto, “com alunos comprometidos e professores colaboradores do clube que contribuem de maneira significativa e constante com o CAP Ciência”, ressalta.
Expectativas para a FECCI 2026
A expectativa para a edição deste ano é alta, já que o colégio possuí um excelente histórico. No ano passado, o clube levou seis projetos para o evento e voltou para Maringá com o 2º lugar na categoria de Ciências Biológicas. “Foi uma experiência muito rica. Todos os projetos foram muito bem avaliados. Foi um momento de comemoração dos resultados do nosso trabalho”, relembra Antônio.

À frente desses sete projetos, estão 14 estudantes entusiasmados em transformar a realidade local. Como, por exemplo, Maria Eduarda Bergamasco e Maria Eduarda Xavier, as clubistas por trás do projeto que pensa na nutrição infantil: “Do Tradicional Ao Inovador: Balas De Gomas Reformuladas Como Estratégia Para Suplementação Nutricional”. A pesquisa nasceu de uma percepção crítica sobre a saúde pública atual. “No início do ano, pesquisamos um pouquinho e vimos que, por mais que o Brasil tenha saído do mapa da fome, ainda enfrentamos um grande problema com a suplementação das crianças”, explica Maria Eduarda Xavier, que já é veterana no evento.
A clubista ressalta que durante as pesquisas para a realização do projeto, elas perceberam situações diversas. “Vimos que o alto consumo de industrializados ou a recusa de alguns alimentos fazem o consumo de vitaminas cair. Pensamos em formular um produto que ajudasse nisso”. A solução criativa foi desenvolver balas de goma nutritivas feitas à base de vegetais, como a beterraba.
Para Maria Eduarda Bergamasco, a viagem a Curitiba carrega o frio na barriga da estreia. “A minha expectativa para esse ano é muito boa, por ser a primeira vez. Acredito que vai ser uma experiência incrível para a minha aprendizagem”, projeta. Já sua xará e colega de bancada enxerga o retorno ao evento como uma nova oportunidade de aprendizado, “participar novamente é uma realização. Espero que a gente veja ainda mais projetos inovadores que possam contribuir com a ciência”, afirma Maria Eduarda Xavier.
Da sala de aula para o mundo
A oportunidade de sair dos limites da escola e apresentar soluções para o grande público também move a dupla Emanuelle Lourenço Sgrignoli e Ana Julia Xavier Cruz. Iniciando a trajetória como clubistas neste ano, elas celebram o espaço conquistado em uma das principais vitrines científicas do estado.
As clubistas, que irão levar para a FECCI o projeto “Educação Transformadora Para Um Mundo Sustentável: Um Desafio Coletivo”, relatam como foi descobrir que o projeto no qual elas estão trabalhando foi aprovado. “Fiquei muito feliz quando recebi a notícia de que o nosso projeto tinha sido aprovado”, conta Ana Julia, que fala do peso da Feira para a bagagem pessoal e profissional das estudantes. “Eventos como esse são muito importantes para o nosso aprendizado e para termos um símbolo no futuro de ter participado de algo tão grande”, conclui a aluna.
Emanuelle compartilha do mesmo entusiasmo com a nova experiência e reforça o papel social do clube em formar jovens cidadãos conscientes. “A minha expectativa está muito alta. É uma experiência diferente e bem legal, onde podemos levar o conhecimento que nasceu dentro das salas de aula e dos laboratórios para apresentar a outros colégios […]. Queremos que outras pessoas se inspirem a criar projetos que ajudem a sua própria comunidade”, defende a jovem cientista.
Mais do que buscar medalhas e prêmios, o foco do clube para os dias 4, 5 e 6 de novembro está no crescimento pessoal e acadêmico dos estudantes. Para as apresentações que se aproximam, o professor espera ver o brilho nos olhos de seus pupilos. “Que os alunos se apresentem com bastante entusiasmo e segurança. Que seja uma Feira em que eles possam fazer amizades e conhecer outros projetos, assim como aprimorar seus trabalhos com as indicações dos avaliadores e professores que visitem os estandes”, projeta Antonio.
A jornada do “CAP Ciência” rumo a Curitiba mostra que, quando há incentivo à pesquisa e colaboração entre professores e alunos, a escola se transforma em um verdadeiro celeiro de soluções para o futuro.
Veja mais sobre a As informações sobre a FECCI 2026 podem ser acompanhadas no site do evento www.fecci.net.br ou pelo Instagram @fecci_prfc.