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Dos oito prêmios conquistados, seis foram na premiação da própria feira e dois no concurso promovido pela Seed, Meu Clube é Show

Foto mostra o palco principal da Fecci 2025, com um grande telão ao fundo exibindo o logo colorido do evento. Em frente ao telão, um grupo de professores e estudantes posam sorridentes para a foto, segurando certificados e uma faixa branca. No público, várias pessoas assistem à cerimônia sentadas em cadeiras brancas. O ambiente é iluminado por luzes de palco roxas e a plateia ocupa quase todo o espaço do salão.
Clube Climatize-se, do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli recebendo o prêmio na categoria escolhida pelo público no palco da Fecci 2025 (Foto/Arquivo Pessoal)

Na última semana, entre os dias 4 e 6 de novembro, aconteceu em Curitiba a primeira Feira de Cultura Científica do Paraná (Fecci). O evento reuniu pesquisadores, cientistas, professores e estudantes de todo o estado. A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) marcou presença com 37 projetos aprovados, representando 21 clubes de ciências diferentes.

Durante a cerimônia de premiação, a universidade se destacou ao conquistar oito prêmios, em categorias como Comunicação Júnior, Público Júnior, Ciências Humanas Jovem Total, Ciências Sociais Aplicadas Jovem Total, Inovação Tecnológica e Robótica Jovem Total. Além desses reconhecimentos, a Unicentro também foi premiada no concurso promovido pela Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná (SEED/PR), o “Meu Clube é Show”.

O prêmio da Fecci 2025 consistiu em um smartphone, um tablet e uma caixa acústica Amazon Echo. Entre os clubes premiados está o Puma Science Club, do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto, do município de Pinhão. O grupo conquistou o primeiro lugar na categoria Inovação Tecnológica e Robótica Jovem Total com o projeto “Detecta cio – protótipo para monitoramento e detecção de vacas em período fértil”. O projeto consiste em um protótipo de baixo custo para detecção de cio em vacas, desenvolvido com sensores de movimento e GPS acoplados a um microcontrolador ESP32. Os dados são transmitidos via LoRa, tecnologia de rádio de longo alcance, para uma base receptora, permitindo o monitoramento remoto por meio de um aplicativo.

De acordo com os estudantes, os testes comprovaram a eficiência do protótipo, que conseguiu detectar um aumento significativo na atividade física das vacas em período fértil, validando o uso da tecnologia como uma ferramenta para otimizar o manejo reprodutivo na pecuária e aumentar as chances de reprodução com inseminação artificial.

As clubistas Giselly Camargo de Macedo e Josiane Antunes de Almeida foram orientadas pelo professor João Manuel de Lima, responsável pelo clube. Segundo o docente, vencer o prêmio foi uma surpresa.“Sempre é uma surpresa, ainda mais concorrendo com tantos projetos bons. Mas tínhamos confiança, porque o projeto já havia sido premiado em outras feiras e competições”, afirmou o professor. O projeto Detecta cio já havia conquistado o primeiro lugar na categoria Robótica no Agrinho 2025, o segundo lugar geral na Jornada  Educatech, e ficou entre os seis melhores do Paraná no Desafio Liga Jovem do Sebrae.

“Vencer o Prêmio de Inovação Tecnológica em nível estadual é uma grande honra e, mais do que isso, é uma responsabilidade que encaramos com seriedade”, diz o professor João Manuel ao lado da coordenadora da Rede de Clubes da Unicentro, Marquiana Gomes, do diretor de mobilidade da universidade, Adriano Machado e das clubistas Giselly Macedo e Josiane Almeida (Foto/Arquivo Pessoal)

O Clube de Ciências Ecocientistas Ambientais, do Colégio Estadual Nossa Senhora das Graças, de Irati, garantiu o segundo lugar na categoria Comunicação Júnior e também conquistou premiação na Fecci 2025. O projeto apresentado, intitulado “Futuro Seguro: Desvendando a Purificação do Ar no Enfrentamento da Emergência Climática”, tem como objetivo fortalecer o papel da ciência e da educação na busca por soluções para problemas socioambientais, promovendo ações voltadas à preservação da água e à melhoria da qualidade de vida.

A professora Elaine Pacheco Costa, coordenadora do clube no colégio, contou que o momento da premiação foi marcado por emoção e orgulho compartilhados com as alunas Júlia Kurzydlowski, Alicia Antonio Cruz e Maria Luiza Daemme, responsáveis pelo desenvolvimento do trabalho. “Foi um momento de pura celebração e compartilhamento de conquistas. Os clubistas estavam empolgados com o trabalho que desenvolveram, e isso foi incrível de ver. Eu, como professora coordenadora do Clube de Ciências Ecocientistas Ambientais, senti um misto de alegria e concretização em nome do ensino de ciências. Sabia o quanto elas haviam se dedicado para chegar até aqui, e ver o resultado desse esforço foi incrivelmente gratificante”, relatou.

A professora Elaine Pacheco Costa ao lado das clubistas Júlia Kurzydlowski, Alicia Antonio Cruz e Maria Luiza Daemme, segurando as medalhas da FECCI (Foto/Arquivo Pessoal)

Já, o Clube Climatize–se, coordenado pela professora Katiane dos Santos, do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli, de Guarapuava, ficou em segundo lugar na categoria escolhida pelo público e também garantiu o prêmio. O projeto escolhido pelos visitantes da feira foi o “Desenvolvimento, produção e qualidade do mel de abelhas Mandaçaia em diferentes ambientes”, co-orientado pela professora Jacieli Fátima Lyra e desenvolvido pelos clubistas Gustavo Leandro Almeida Rocha, Andra Eduarda Kriiguer e Paula Fernanda Guimarães dos Santos.

O projeto premiado consiste em análises físico–químicas do mel produzido por diferentes colmeias de abelhas sem ferrão da espécie Mandaçaia, avaliando parâmetros como pH, temperatura e teor de açúcares. A pesquisa também enfatiza a importância das abelhas como polinizadores para o equilíbrio ambiental e segurança alimentar. Para a professora Katiane, a experiência da FECCI, como um todo, foi transformadora.”Foram três dias intensos de trocas, descobertas e aprendizado. Os alunos puderam apresentar seus projetos, dialogar com outros jovens cientistas e perceber o potencial que a ciência tem de transformar a realidade. Saímos da feira com a certeza de que estamos no caminho certo formando estudantes mais críticos, criativos e conscientes do seu papel diante das mudanças climáticas”.

Professora Katiane dos Santos ao lado dos alunos Gustavo Leandro Almeida Rocha e Andra Eduarda Kriiguer durante as apresentações da FECCI 2025. (Foto/Arquivo Pessoal)

De Irati, o Clube Raízes da Ciência, do Centro Estadual Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva, levou o prêmio na categoria Ciências Sociais Aplicadas Jovem Total com o projeto “Análise Químico-Físico e Ambiental da Bacia do Rio das Antas no Município de Irati-PR”. O trabalho foi orientado pela professora coordenadora do clube, Mariana Mendes Mirkoski, co-orientado pela professora Sílvia Vozniak e desenvolvido pelos estudantes Juan Pablo Camargo dos Santos, Leonardo Henrique Magaldi e Fernanda Natanielli Pereira.

O Rio das Antas é o principal curso d’água que atravessa o município de Irati, e o projeto teve como objetivo analisar a questão ambiental da bacia hidrográfica, observando pontos como a preservação da mata ciliar, a vegetação, a situação das nascentes, o cumprimento do Código Florestal, além da coloração da água e a presença de vida aquática.

Para a professora Mariana Mendes, conquistar o prêmio foi uma grande surpresa, principalmente pelo histórico do projeto em outras feiras.“Quando a gente escutou o nome da professora Marquiana e o município de Irati, ficamos naquela expectativa para saber qual dos dois projetos voltados à área de ciências sociais iria ganhar. E quando veio a notícia de que era o projeto relacionado ao Rio das Antas, foi uma alegria enorme. Os meninos sempre se mantiveram firmes nesse trabalho. Participamos da FIEG, do FICIÊNCIAS, da Feira do Colégio Bom Jesus e agora da FECCI, mas ainda não tínhamos conquistado uma premiação. Então, foi realmente muito especial”, contou a professora.

Delegação do CEFEP Presidente Costa e Silva, de Irati, eles levaram 6 projetos para serem apresentados na FECCI 2025 (Foto/Arquivo Pessoal)

Os clubistas do Clube EcoCientistas Visionários, do Colégio Estadual Padre Chagas, levaram dois prêmios para Guarapuava na categoria Ciências Humanas Jovem Total. Os projetos premiados foram “Saneamento Básico e Saúde: Educação Ambiental e Protagonismo Estudantil no Entorno do Córrego Barro Preto”, apresentado pela aluna Izadora Estrela de Paula, e “Jovens Cientistas em Ação: Diagnóstico e Soluções para os Impactos das Inundações em Busca de uma Justiça Climática na Foz do Córrego Barro Preto”, desenvolvido pelos estudantes Marco Antônio Bruno Ferreira, Clara dos Santos de Cristo e Fernanda Coutinho Huchak.

O projeto do clube busca compreender as causas das inundações em Guarapuava, especialmente na região próxima à foz do córrego Barro Preto, um dos afluentes do Rio Cascavel. Os clubistas investigaram diversos fatores como, o descarte incorreto de lixo, a falta de saneamento básico e como isso afeta principalmente famílias de baixa renda. O trabalho também busca propor soluções para reduzir os impactos das enchentes e melhorar a qualidade de vida da população.

Para o professor orientador e coordenador do clube no colégio, Emerson de Souza, a premiação foi um indicativo de que os alunos estão no caminho certo e prontos para desenvolver ainda mais esses projetos.“Confesso que guardávamos uma expectativa de sermos premiados, pois a conquista de ter sido o projeto escolhido pelos jovens para representar o Paraná na VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente nos deu uma esperança. Ao mesmo tempo, visitei vários estandes e pude ver projetos excelentes sendo apresentados e vi que o nível de concorrência estava muito elevado. Então, não alimentamos muitas expectativas, e o fato de ter tido duas premiações na mesma categoria, aí sim, isso foi uma enorme e grata surpresa.”

Clube EcoCientistas Visionários recebe prêmio na FECCI (Foto/Com.FECCI)

MEU CLUBE É SHOW

Os clubes da Unicentro também foram premiados com dois prêmios no concurso “Meu Clube é Show”, promovido pela Secretaria da Educação do Paraná (Seed). A iniciativa seleciona e reconhece projetos de clubes de ciências da rede pública estadual, avaliando critérios como criatividade, relevância social e metodologia científica. Para participar, os clubistas gravaram vídeos explicando seus projetos, destacando as etapas de pesquisa, os resultados alcançados e a importância das ações dentro da escola e da comunidade. O prêmio dado aos vencedores foi um kit de mídia, que incluía um tablet, uma câmera GoPro, um kit de microfones de lapela e um tripé com luz de gravação.

Na categoria Produção Industrial, o Clube Sciences, do Colégio Estadual de Segredo, em Foz do Jordão, foi o vencedor. A professora Sandra Rozanski, responsável pelo clube, contou que o tema escolhido, a coleta de óleo reciclado,  partiu dos próprios alunos, que foram protagonistas em todo o processo.“Esse concurso, na verdade, foi um grande desafio para nós, diante da tecnologia disponível que tínhamos. Foi tudo feito de forma simples, com o celular mesmo, mas foi um desafio e tanto. Eu propus para eles e instiguei: vamos fazer, por nós e pelo nosso clube. E aí um grupo de alunos aceitou o desafio. Eles montaram o projeto, criaram o roteiro e, como verdadeiros protagonistas, colocaram a ideia em prática”, contou a professora.

A professora Sandra Rozanski acompanhada com os alunos clubistas durante a premiação do Meu Clube é Show (Foto/Arquivo Pessoal)

Na categoria Comunicação, os vencedores foram os clubistas do Adonis com Ciência do Colégio Estadual Adonis Morski, de Boa Ventura de São Roque. Com a orientação da professora responsável pelo clube, Juliana Aparecida Ghiotto, os estudantes gravaram um vídeo falando sobre o impacto da coleta seletiva, tanto para o município quanto para os trabalhadores do Centro de Triagem de Recicláveis. Durante o vídeo, os alunos explicaram como aplicaram a metodologia científica no projeto e destacaram as melhorias que o clube trouxe para a escola e para a comunidade local.

Para a professora Juliana, a vitória na categoria foi uma grata surpresa. “Foi uma correria para produzir o vídeo, tivemos pouco tempo, então os alunos se dedicaram demais. Preparamos o roteiro, eles deram várias ideias legais e conseguimos fazer o vídeo e enviar. A gente ficou muito orgulhoso e feliz com esse reconhecimento, é um incentivo pra gente continuar firme nos nossos projetos e seguir divulgando o que fazemos”, afirmou.

Professora Juliana Aparecida Ghiotto acompanhada com os clubistas do Adonis com Ciência na premiação do Meu Clube é Show (Foto/Arquivo Pessoal)

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Os clubes de Palmas, Chopinzinho e Pato Branco preparam-se para a FECCI, que será em Curitiba

No primeiro plano da foto, é possível observar uma estudante apontando para um álbum de fotos, apresentando o projeto O Curso da Vida para uma visitante dos estandes. Ao seu lado e ao fundo, mais estudantes do clube apresentam outros materiais, que incluem colmeias de abelhas sem ferrão. O espaço geral é preenchido por banners, mesas e visitantes.
Clubistas do Somos Fãs de Lavoisier, apresentando seu trabalho na I Mostra de Clubes de Ciência, em Guarapuava, o clube estará também na FECCI (Foto/Talula)

Entre os dias 4 e 6 de Novembro, ocorre a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, organizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência. O evento funciona como um incentivo para estudantes e professores da educação básica do Paraná produzirem cultura, conhecimento científico e tecnológico. Entre os selecionados para apresentação de trabalhos na mostra FECCI JÚNIOR, estão cinco clubes de ciência articulados pela IFPR campus Palmas: Somos Fãs de Lavoisier, Arquitetos da Natureza, Raízes D’Água, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em Ação (ODS em Ação) e o clube maker Ciências no Quilombo.

O clube Somos Fãs de Lavoisier é do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, de Chopinzinho, e apresentará O Curso da Vida. Esse projeto envolveu a criação de uma maquete de 5 metros de comprimento sobre o Rio Iguaçu e seus afluentes. O modelo é hoje um ponto da rota turística oficial da cidade e está aberto para receber visitantes. As visitas promovem educação científica, valorização ambiental e integração social tanto aos turistas, quanto aos estudantes, que guiam as visitas no chamado Barracão Pedagógico.

A foto mostra a maquete do clube Somos Fãs de Lavoisier, com mais de cinco metros de comprimento, ela representa o Rio Iguaçu e uma curiosidade é que a água realmente corre pela maquete. Na foto, um clubista e uma professora estão ao lado da maquete, que tem um bom ângulo de inclinação. No modelo, é possível observar pequenas árvores, casinhas, estradas, mini-hidrelétricas e é claro, o rio.
Maquete do projeto Curso da Vida, do Clube Somos Fãs de Lavoisier. Com 5 metros de comprimento, a miniatura é um ponto turístico da cidade (Foto/Talula)

Já de Palmas, o primeiro representante é o clube Arquitetos da Natureza,  do Colégio Estadual Dom Carlos, que estará no evento com dois trabalhos: a) Avaliação de cobertura morta em cultura de alface consorciado com rabanete, sob manejo orgânico e b) Ciência que dá gosto – vinagre artesanal. Em ambos projetos, destaca-se o uso de matéria orgânica para a produção de alface e de vinagre artesanal. Os projetos têm o objetivo de reduzir o desperdício e incentivar práticas sustentáveis no ambiente escolar.

Também de Palmas é o clube Raízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque, que apresentará seu trabalho Hidroponia na escola do campo – ciência verde e sustentável. O projeto é sobre plantações hidropônicas, em especial hortaliças, para locais com dificuldade de acesso a alimentos frescos. Os clubistas apresentarão seu protótipo de sistema que possibilita colheitas antecipadas, monitoramento de pH e condutividade, e ainda o uso de casca de ovo como substrato.

A foto mostra uma estrutura feita de canos de PVC em uma estrutura metálica similar a uma mesa. abaixo dela, um galão de água e nutrientes se conecta aos canos. Nesses, há ainda pés de alface, ainda em fase inicial de desenvolvimento
O modelo de hidroponia do clube Raízes D’Água. O clube teve a oportunidade de levar o projeto também ao 5º Paraná Faz Ciência, em Guarapuava (Foto/Arquivo)

O ODS em Ação é um clube de Pato Branco, do Colégio Estadual São João, e seu projeto envolve a construção de uma mini-usina industrial de laboratório para reciclagem do óleo de cozinha usado. O projeto ainda está se desenvolvendo, mas entre os produtos da reutilização do óleo visados estão cosméticos, sanitizantes e biocombustíveis.

A foto mostra clubistas em laboratório, em uma bancada de mármore, eles fazem testes com óleo de cozinha. Esse está armazenado em um grande pote de vidro, sendo colocado em um tubo de ensaio.
Foto do clube ODS em Ação em ação no seu laboratório. No momento o clube faz testes com o óleo de cozinha, avançando nas etapas da sua mini-usina, (Foto/Arquivo)